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domingo, 22 de julho de 2012

Mulheres Negras no Brasil pensando anos frente a nossa história

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Mortalidade materna
 
A cada minuto uma mulher morre no mundo em decorrência do trabalho de parto ou complicações da gravidez. A mortalidade materna configura-se no Brasil como um problema de saúde pública, atingindo desigualmente as várias regiões brasileiras. É consenso que a mulheres acometidas pela morte materna são as de menor renda e escolaridade. Juntamente com as questões sócio-econômicas, emerge a questão racial. A análise é difícil de ser realizada em virtude da dificuldade de entendimento da classificação raça/cor que muitas vezes impede o registro dessa informação. Vários Comitês de Morte Materna estão utilizando o quesito cor e revisando seus dados. Este artigo analisa vários relatórios, mostrando que o risco de mortalidade materna é maior entre as mulheres negras, o que inclui as pretas e pardas, configurando-se em importante expressão de desigualdade social. 

Crime do Estado

Mulher grávida não recebe atendimento em hospital público. O Estado prende mulheres que se recusam a ter um filho, no entanto deixa os hospitais públicos caindo aos pedaços e cria condições para a morte do bebê e da mãe.

10 de julho de 2009 
 
Um caso ocorrido no Rio de Janeiro ilustra a situação criminosa a que estão sujeitas às mulheres. 
 
Depois de ter sido atendida no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul, uma jovem, Manoela dos Santos, que perdeu o bebê .
Esta mulher perdeu o bebê após ser atendida no Hospital Miguel Couto na quinta-feira, dia 2 de julho por um médico que está sendo investigado pela polícia e pela administração municipal.
 
Com um descolamento prematuro da placenta, ela chegou ao hospital Miguel Couto com dores e sangramento. 
O médico a atendeu, escreveu em seu braço o nome da maternidade Fernando de Magalhães, na Zona Norte, e os números das linhas de ônibus para chegar até lá. 
 
Na última segunda-feira, 6 de julho, a jovem teve que ser transferida para a UTI e foi submetida a uma transfusão de sangue, recebendo alta na terça. 
A mulher sofreu aborto espontâneo na tarde do mesmo dia em que ela foi atendida no hospital.
O Estado condena mulheres a morte, a sangrarem em hospitais sem atendimento, e ainda a serem presas caso não queriam levar à frente uma gravidez.

Em cada 100 mil nascidos vivos média de 76 mães morrem a cada ano. Mulher com braço rabiscado que perdeu bebê é exemplo de precariedade.
 
O grito de três mulheres grávidas, que acusaram um médico de descaso por ter escrito em seus braços o nome da maternidade que elas deveriam procurar, trouxe à tona uma realidade preocupante. 
  
O número é quase quatro vezes maior do que o tolerável pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Entre as causas apontadas pelo relatório, as mortes são provocadas, em sua maioria, por hemorragias, descuidos com a diabetes, hipertensão arterial, falta de sangue em CTI’s (Centro de Tratamento Intensivo) e de acompanhamento médico para realizações de consultas periódicas, o chamado pré-natal. 

Observa -se “uma falta de laços de solidariedade” entre os profissionais e as pessoas que necessitam de atendimento dos serviços públicos. “É o professor que foge do aluno e o médico que foge do paciente”, exemplifica. 

“É muito dinheiro para pouca gestão. É como se os filhos dessas mães, a maioria moradoras de comunidades carentes, não tivessem o direito de nascer. É uma coisa escandalosa. Esse índice de mortalidade de grávidas é o pior indicador de justiça social”, conclui. 
 
Te pergunto : Qual a Cor destas Mulheres?
Um afro abraço.
fonte:carta carioca/Claudia Vitalino-UNEGRO/RJ.

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