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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Turquia um país ‘Afro-EuroAsiático’

História e Política
Localizada em uma região estratégica, entre a Europa e a Ásia, a Turquia era uma espécie de encruzilhada para muitos povos da antiguidade. Em alguns períodos, a região fez parte de importantes rotas comerciais, sendo constantemente atravessada por caravanas que transportavam seda e especiarias da China. O nome Turquia significa “terra dos turcos”. Os chineses chamavam os povos que habitavam a Ásia Central de Tu-kin. Os bizantinos utilizavam o nome Tourkia para se referir à Hungria medieval.   A  Turquia conta com uma rica história. A região da Anatólia (Ásia Menor), hoje parte da Turquia, foi o lar de vários impérios da antiguidade, como Troia, Hitita, Persa, Grego, Romano e Bizantino. Após a chegada do islamismo à região, no século VII, o país foi dominado por impérios islâmicos como o Abássida*, o Seljúcida** e o Otomano.
A história do país é influenciada tanto pela Europa quanto por povos da Ásia, já que a região denominada de Anatólia localiza-se nesse continente. Constantinopla, cidade fundada pelo imperador Constantino, passou a ser a capital do Império Bizantino (Império Romano do Oriente), após a queda de Roma, em 476 d.C. Os bizantinos conquistaram os Bálcãs, a Anatólia e o norte da África. Mas com o advento do Islã, no século VII, os bizantinos encontraram nos árabes um adversário à altura, que já haviam conquistado a Pérsia e o Egito, ansiando por levar seu poderio e religião para as terras dominadas pelos bizantinos. Tal fato gerou diversas guerras entre os dois povos, entre os séculos VII e XV. O processo de adesão da Turquia ao espaço europeu está estagnado. Num encontro com embaixadores africanos naquele país, o sub-secretário do Ministério das Relações Exteriores da Turquia, BirnurFertekligil, revelou dados que apontam para um reposicionamento turco no continente negro.“Antes de mais gostaria de agradecer a todos vós por terdes aceite o meu convite e juntarem-se a nós neste evento de família que marca o fim do ano, que estou confiante que se tornará tradicional nos próximos anos”, começou por dizer o anfitrião.

“Por outro lado, sinto-me feliz por acolher entre nós, hoje, pela primeira vez, os embaixadores residentes e encarregados de negócios de Angola, Quénia, Djibuti, Níger, Sudão do Sul e Ghana, que têm enriquecido a parceria turco-africana, pela via da troca de embaixadas”, continuou. Na ocasião foi igualmente avançado que o Benin, a República do Congo e a Côte D’Ivoire serão os países africanos a abrir embaixadas em Ankara nos próximos meses, o que fará subir para 24 o número de representações diplomáticas africanas residentes em Ankara.
No lado turco, esta aproximação com África é recebida com satisfação. “Estamos confiantes de que Vossas Excelências irão explorar todas as oportunidades disponíveis para diversificar e aprofundar as nossas relações”, disse BirnurFertekligil.  O diplomata nota que “no final de cada ano temos a oportunidade de reflectir sobre o que temos feito ou o que deveriam ser os passos adicionais que podem ter de fazer melhor, em todos os âmbitos das nossas vidas”. África, definitivamente, entrou para as prioridades turcas, como se pode depreender das palavras do diplomata, ao dizer que: “No presente processo, posso manifestar com confiança que iremos desenvolver as nossas relações com África, com que temos laços históricos e culturais que continuarão a constituir uma das primeiras orientações da nossa política externa”, lembrou o diplomata.
A Igreja
A história da Igreja Cristã está intimamente ligada à da Turquia, que foi um dos berços do Cristianismo e onde existiram algumas das maiores igrejas do mundo antigo. Por volta do ano 47-49 d.C., o apóstolo Paulo viajou para Antioquia, a fim de pregar o evangelho e fundar as primeiras igrejas cristãs fora da Palestina (Judeia). Ali a mensagem de Paulo teve grande aceitação e foi onde pela primeira vez os seguidores de Jesus foram chamados de cristãos. As “sete igrejas da Ásia Menor” mencionadas no livro de Apocalipse (Eféso, Esmirna, Tiatira, Sardes, Filadélfia, Laodiceia e Pérgamo) encontram-se no território da atual Turquia. Além disso, fica na Turquia a cidade de origem do apóstolo Paulo, Tarso.
Constantinopla (atual Istambul) se tornou, em 330 d.C., o centro da religião cristã, do Império Romano e mais tarde do Império Bizantino (Império Romano do Oriente). Em 380 d.C., o Cristianismo foi declarado a religião oficial do Império Romano, durante o reinado de Teodósio I. Após o surgimento do Islamismo na Arábia e sua expansão nos séculos VII e VIII, o cristianismo perdeu força na Turquia. Após a queda de Constantinopla para os Otomanos, no século XV (1453), e o fim do Império Bizantino, a Turquia se tornou definitivamente um país de maioria islâmica.   A comunidade cristã atual é formada por ortodoxos, na maioria, protestantes e um pequeno grupo de católicos. Há também comunidades de ex-muçulmanos, mas que se reúnem de forma discreta.  Afirmando que a Turquia pode ser vista como um estado “Afro-EuroAsiático”, reforçou que a abertura da “ nossa política à África não é o reflexo de uma expectativa política e económica periódica, ao contrário, é o produto de um processo com base histórica. É, sobretudo, a expressão e o resultado natural dos sentimentos fortes de amizade entre turcos e os povos africanos”.

População
O antigo Império Turco-Otomano sempre foi multiétnico, multilinguístico e multirreligioso (turcos, curdos, gregos, armênios, eslavos etc.). Hoje a maioria da população da Turquia é da etnia turca. Os curdos são uma importante minoria e correspondem a 20% dos habitantes.
Embora a Turquia seja constitucionalmente um Estado laico, o islamismo continua a dominar a cultura do país. A maioria dos muçulmanos turcos é de tradição sunita, embora haja xiitas no país.  Neste contexto, como se viu nos últimos anos, a abertura de embaixadas, visitas de alto nível, os acordos assinados, as consultas em diversos níveis, as visitas realizadas por empresários, os investimentos, as atividades de ONGs turcas no continente, o início dos voos da Turkish Airlines para vários destinos no continente, são tidas como ferramentas importantes para que esta parceria atinja o nível pretendido.

A Turquia contribuiu com 1 milhões de dólares para o Orçamento da Comissão da União Africana em 2012 e continuará a fazê-lo nos três anos subsequentes. “Queremos continuar a contribuir para a paz, a segurança e a estabilidade no continente. Por outro lado, continuamos a contribuir modestamente em 5 das 6 missões da ONU de manutenção da paz no continente”.
Um afro abraço
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fonte:www.exame./www.portasabertas.org.b

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