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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Origem e história das escolas de samba do Brasil : 1ª Parte

samba é um gênero musical, do qual deriva de um tipo de dança, de raízes africanas, surgido no Brasil e considerado uma das principais manifestações culturais populares brasileiras...
As primeiras escolas de samba do Brasil pouco se pareciam com as de hoje em dia. Muito menores, não tinham a estrutura rígida das estrelas da Sapucaí – nem o mesmo luxo.
Escola de samba é um tipo de agremiação de cunho popular que se caracteriza pelo canto e dança do samba, quase sempre com intuito competitivo.
A primeira  escola de samba  foi organizada em 1927 (sic), com Nascimento, Saturnino, Ismael Silva e muitos outros fundamos a Escola de Samba Deixa eu Falar, criada no Rio de Janeiro, no fim da década de 1920 pelo o compositor Ismael Silva. Ele e um grupo de amigos, que incluía sambistas como Pixinguinha, se reuniam periodicamente nos bares ou casas de amigos no bairro Estácio de Sá. O termo “escola de samba” foi cunhado por eles, por causa de uma piada interna: enquanto a Escola Normal, que ficava na região, formava professores, a Deixa falar formava professores de samba. a primeira do Brasil.   criada no bairro carioca do Estácio,  e registrada em 1928, é a história contada pelo sambista Ismael Silva. No livro "O Pulo do Gato", o autor Márcio Cotrim conta a história da origem do nome. (data fornecida pelo compositor Ismael Silva), foi chamada de escola de samba pelos seus fundadores por ter sido concebida pelos mestres do samba carioca.

 Nessa época, já existia uma separação de funções nas escolas: compositores, instrumentistas, sambistas e dançarinas (que eram chamadas de pastoras). As mulheres se fantasiavam de baianas (foi daí que surgiu a ala das baianas, hoje obrigatória nos desfiles). Os homens, por sua vez, usavam camisas listradas e chapéus de palha, inspirados em capoeiristas da época – figurino que foi imortalizado como a típica imagem do malandro carioca.

A partir da metade dos anos 1950, esses grupos começaram a se fundir, formando organizações cada vez maiores e a adquirir uma estrutura administrativa mais rígida, com diretores, conselheiros, tesoureiros e secretários.
A designação escola de samba está associada à escola normal, que funcionava no Estácio, sendo os sambistas de fama então chamados de mestres ou professores. Surgiram depois as escolas de samba da Portela, Mangueira e Unidos da Tijuca", (contaria Heitor dos Prazeres em uma entrevista para Muniz Sodré, da revista "Manchete", em 1966.)
"Escola porque ficava perto de uma escola pública do bairro e porque Ismael achava que seu grupo formaria professores do samba. O nome repetiu a frase de que ele tanto gostava: 'Deixa falar, nós também somos mestres. Somos uma escola de samba!"
A obra decifra a origem de palavras e expressões populares. Cotrim é carioca, jornalista, escritor e atualmente o diretor-executivo da Fundação Assis Chateaubriand, órgão corporativo do grupo Associados de comunicação.Entre as expressões explicadas no texto de Cotrim, estão "não entender patavina", "tirar o cavalo da chuva", "agora é tarde, Inês é morta", "estar na pindaíba", "fazer uma vaquinha", "meter a mão em cumbuca", "Maria vai com as outras", "O importante é competir", "O pior cego é o que não quer ver".
De acordo com a obra, o primeiro samba da Deixa Falar a ser documentado foi publicado na edição de 9 de fevereiro de 1929 do jornal "A Crítica". "Lá no Estácio tem/Tem sim, meu bem/Uma mulata faceira/Trigueira e brejeira/Que não ama ninguém/A guapa melindrosa/Eu há tempos namorei/Porque vendo está mulata/Lá no Estácio de Sá/ Que encanta e me maltrata/Do Bloco Deixa Falar/Mas perdi toda a esperança/Porque a vi conversar/Com Francelino/Que é o bamba do lugar."
Além de Ismael Silva e Heitor dos Prazeres, entre os participantes da "escola" estava o compositor Alcebíades Barcelos, conhecido como Bide, considerado o inventor do surdo. O Deixa Falar foi o primeiro grupo a usar a batida ritmada do instrumento em suas performances, além de criar muitas nuances do carnaval como conhecemos hoje.
Em 1932, quando surgiram as escolas de samba de fato, em um desfile organizado só para elas a partir de uma promoção do jornal "Mundo Esportivo", o bloco preferiu passar para o status de rancho. O grupo acabou em 1933 por problemas administrativos.

Se liga:
Apesar do fim nada glorioso, o Deixa Falar contribuiu extraordinariamente para o carnaval carioca e para a própria música popular brasileira. O título de escola de samba a que ele próprio se atribuía foi adotado pelos blocos carnavalescos que surgiam, espalhou-se pela cidade e deu início a uma nova forma de brincar o carnaval. O surdo e a cuíca, lançados por ele, tornaram-se indispensáveis na percussão do samba. O Deixa Falar deu a forma definitiva ao samba de carnaval, influenciando não só os chamados sambistas do morro como também os compositores profissionais, inclusive os mais destacados entre eles. Ari Barroso, por exemplo, iniciou a sua carreira lançando sambas, no estilo dos que eram feitos por Sinhô, mas aderiu imediatamente à escola de sambistas do Estácio. Os primeiros sambas de Noel Rosa já traziam a marca da música feita pelo pessoal do Deixa Falar. O seu parceiro mais constante, por sinal, foi Ismael Silva.
"O latim Serpentinu, relativo a serpente, originou em português o adjetivo serpentino, com o mesmo sentido. Serpentino passou para o feminino, serpentina, para designar, por analogia com o ofídio, tanto o conduto para aquecimento e resfriamento de fluidos, como a fita arremessada nas festas de carnaval."

Atualmente, escolas de samba ainda são instituições sem fins lucrativos organizadas em formato de grêmio recreativo esportivo social (daí a sigla G.R.E.S., que precede o nome das escolas). Ao longo do ano, realizam ações sócio-culturais envolvendo as comunidades onde estão inseridas. Isso vai desde recreação para crianças até aulas de línguas e oficinas profissionalizantes.
O objetivo principal, porém, é a organização do desfile de Carnaval. E é seu desempenho na avenida que vai determinar sua ascensão ou rebaixamento na hierarquia das escolas de samba. 
Um  afro abraço.
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fonte:folha.uol.com.br/Wikipédia, a enciclopédia livre./FERREIRA, Felipe. O livro de ouro do carnaval brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.ARAÚJO, Hiram. Carnaval: seis milênios de história. Rio de Janeiro: Gryphus, 2003.MORAES, Eneida de. História do carnaval carioca. Rio de Janeiro: Record, (1958) 1987.FERREIRA, Felipe. Inventando carnavais: o surgimento do carnaval carioca no século XIX e outras questões carnavalescas. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2005.NÓBREGA FERNANDES, Nélson da. Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados. Rio de Janeiro: Coleção Memória Carioca, vol. 3, 2001.

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