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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Gandhi:A filosofia de 'não-violência'



Satyagraha, a força da verdade.



O principio do  santyagraha frequentimente traduzido como o caminho da verdade ou busca da verdade tambem inspirou gerações de ativistas  e anti-racistas Martin Luther Kinge e Nelson Mandela


Frequentimente Gandhi afirmava que a simplicidas de seus valores, derivados das crenças tradicionais do hindu: verdade  e a não violencia:ahimsa 

 Gandhi sugeriu aos indianos que levassem um penhor em nome de Deus; embora eles fossem hindus e muçulmanos, todo acreditavam em um e no mesmo Deus. Gandhi decidiu chamar esta técnica de recusar submeter a injustiça de Satyagraha que quer dizer literalmente: "força da verdade". Uma semana depois de desobediência, as mulheres Asiáticas foram dispensadas do registro. Quando o governo de Transvaal finalmente pôs em pratica o "Ato de Inscrição Asiático" em 1907, Gadhi e vários outros hindus foram presos.

Sendo civil aos oponentes durante a desobediência, Gandhi desenvolveu o uso de ahimsa que significa "sem dor" e normalmente é traduzido "não violência". Gandhi seguiu o Ódio de preceito "o pecado e não o pecador. Desde que nós vivemos espiritualmente, ferir ou atacar outra pessoa são atacar a si mesmo. Embora nós possamos atacar um sistema injusto, nós sempre temos que amar as pessoas envolvidas. Assim ahimsa é a base da procura para verdade".
Gandhi também foi atraído a vida agrícola simples. Ele começou duas comunidades rurais em Satyagrahis: "Phoenix Farm" e "Tolstoy Farm". Escreveu e editou o diário "Opinião indiana", para elucidar os princípios e a prática de Satyagraha. Três assuntos foram apontados: a indagação para direitos dos hindus na África do Sul; sobre a proibição de imigrantes Asiáticos; e por fim, sobre o invalidamento de todos casamentos não Cristãos.
Gandhi constatou o poder do método de Satyagraha e profetizou como poderia transformar a civilização moderna. "É uma força que, se ficasse universal, revolucionaria ideais sociais e anularia despotismos e o militarismo."
A luta pela independência continua desafiadora...

Quase 60 anos após a morte de Mahatma Gandhi, seu princípio de "não-violência" continua a desafiar espíritos em todo o mundo. Preso, humilhado e subjugado várias vezes em vida devido à cor, origem, nacionalidade, ele respondeu a seus agressores de muitas maneiras – apresentando a lei, jejuando, liderando boicotes econômicos. Nenhuma de suas respostas, porém, continha qualquer ato de agressão. Absorvendo conceitos do hinduísmo, do islamismo e até do cristianismo, abandonou todos os requintes da vida e escolheu o caminho da simplicidade. E ainda conduziu uma nação, a Índia, à independência.
Mohandas Gandhi (seu verdadeiro nome) nasceu no dia 3 de outubro de 1869, na cidade de Porbandar. Seus pais eram descendentes de mercadores – a palavra gandhi, aliás, identifica os vendedores de alimentos e a casta à qual a família pertencia. Aos 13 anos, casou-se com Kasturbai, de mesma idade, numa união acertada entre as famílias. Aos 19, partiu para Londres para estudar Direito. Formado, transferiu-se para Durban, na África do Sul, onde verdadeiramente começou sua jornada política, pacifista e espiritual.

A jornada – Certa vez, quando viajava na primeira classe de um trem, foi informado de que teria que se transferir para a terceira classe devido à cor de sua pele – morena, tipicamente hindu. Gandhi se recusou a obedecer a ordem e foi atirado para fora da composição. O incidente, dizem os biógrafos, deram e ele a consciência das desigualdades de cor e poder. Logo em seguida, ele iniciou a trajetória como advogado, militando contra leis discriminatórias. Já em 1913, foi preso pela primeira vez, ao liderar uma marcha de mineiros indianos em greve.
Ao voltar à Índia natal, adotou um novo modo de vida. Iniciou a prática de jejuar freqüentemente e meditar, além de se manter em silêncio durante um dia inteiro, uma vez por semana. Também adotou os trajes simples de fazendas típicas de seu país: deixava, assim, de lado qualquer ostentação ou conforto material.

Desobediência civil – As ações pela independência da Índia, então ligada ao Império Britânico, intensificaram-se após o término da I Guerra Mundial, em 1918. Então, Gandhi se filiou ao Congresso Nacional Indiano, cuja atuação seria decisiva no processo de separação. Porém, a autonomia ainda estava distante, e muitas vidas se perderiam até a independência. Cedo, Gandhi ganhou notoriedade por suas posições, como a política de desobediência civil e o jejum como forma de protesto. Por isso, foi preso várias vezes pelas autoridades inglesas, que o viam como uma ameaça ao poder estabelecido.
Estrategista, Gandhi detonou a política conhecida como swadeshi, um boicote por parte dos indianos a todos os produtos importados da Grã-Bretanha. Era a sua forma de provocar prejuízos aos britânicos com o objetivo de tornar a Índia um negócio pouco rentável à Coroa. Para colocar a idéia em prática, estimulou os indianos a vestir o khadi, traje caseiro, interrompendo a compra dos têxteis britânicos. Outra ação eficiente que feriu os cofres da rainha foi a chamada Marcha do Sal, ocorrida entre 12 de março e 5 de abril de 1930. Gandhi conduziu milhares de indianos ao mar, a fim de coletarem seu próprio sal de cozinha, deixando de adquirir o produto industrializado dos britânicos – além de não pagar impostos.

Partilha – Em maio de 1933, iniciou uma greve de fome de 21 dias em protesto contra a "opressão" colonialista. Seis anos depois, voltou a protestar da mesma forma. Cada vez que iniciava o jejum, seguia-se uma comoção nacional que alimentava o desejo de libertação. Aliados propuseram várias vezes que Gandhi apoiasse um levante armado para expulsar os britânicos, mas o líder nunca permitiu. Nem mesmo em situações radicais com a do Massacre de Amritsar, em 1920: soldados britânicos abriram fogo contra uma multidão, matando centenas de pessoas que protestavam pacificamente contra a prisão de líderes nacionalistas indianos.

Encerrada a II Guerra Mundial, os britânicos não tinham mais condições de manter o domínio sobre um território tão grande como a Índia. Em sua terra, Gandhi era uma liderança quase incontestável. Assim, em 1947, britânicos, hindus e muçulmanos se sentaram para discutir a partilha do território. Optou-se pela criação de duas nações: o Paquistão, uma República muçulmana, e a Índia, República laica de maioria hinduísta. Gandhi não comemorou a partilha, à qual se opunha.

Para a formação dos dois Estados, milhões de pessoas tiveram que deixar suas casas e rumar para o novo país. Muçulmanos foram para o Oeste e hinduístas marcharam para o Oriente. Durante o êxodo, houve inúmeros confrontos e milhares de mortes. Em janeiro de 1948, Gandhi iniciou outro jejum – o último –, desta vez visando a pacificação dos povos que até ali haviam dividido uma única nação. No dia 30, foi assassinado por Nathuram Godse, um hindu radical que acreditava que o líder pacifista havia feito muitas concessões ao Paquistão: Gandhi havia, por exemplo, concordado em honrar dívidas durante a criação dos dois Estados. O assassino, um ex-admirador de Gandhi, não fora capaz de seguir o principal ensinamento do líder: o da não-violência.

Gandhi sugere que a Índia pode ganhar sua independência por meios não violentos e por via da ego-confiança. Ele rejeita a força bruta e sua opressão e declara que a força da alma ou amor e que se mantém a unidade das pessoas em paz e harmonia.
"A não-violência e a covardia não combinam. Posso imaginar um homem armado até os dentes que no fundo é um covarde. A posse de armas insinua um elemento de medo, se não mesmo de covardia. Mas a verdadeira não-violência é uma impossibilidade sem a posse de um destemor inflexível."Mahatma GandhiUm afro abraço.
fonte:noticias.terra.com.br/Wikipédia, a enciclopédia livre.

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