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Rebele-se Contra o Racismo!

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Um Olhar sobre nossa juventude:

Juventude Negra. A noção de identidades estáticas e duradouras tem sido questionada nas sociedades contemporâneas. Conceitos como “deslocamento”, ou a variação de diferentes “posições de sujeito”, gerando diferentes identidades para os indivíduos - nos remetem a reflexões sobre situações menos abstratas do que a forma como são tratadas pelas teorias sociológicas, a discussão em torno do tema raça e etnia é uma dos debates mais constantes na sociedade contemporânea. Sobretudo porque este questão está no cerne dos conflitos que o mundo vem atravessando, sejam por causa das guerras entre algumas nações, os constantes conflitos étnicos; no oriente médio,pela exclusão social que alguns grupos raciais sofrem em diversos países. No Brasil, negros e índios,e nos EUA os latinos dentre outros. Devemos pensar a juventude negra em nosso país, levando em conta as especificidades que são grandes principalmente, considerando as diferenças e desigualdades sociais, no que diz respeito à escolaridade, renda familiar, lazer, gênero, saúde e diversos outros fatores. Apersar de boa parte da juventude negra tentar fazer um grande esforço para se organizar na cidade a elite as classes (trabalhadores versus burguesia, ricos), o racismo desempenha um papel estruturante. Ou seja, é impossível pensar a classe dissociada do fundamento racial – temos uma classe trabalhadora completamente distinta da européia. Em uma estrutura social complexa, a questão racial foi, de forma errônea, diluída na classe e, desta maneira, perdeu-se de vista a necessidade de linhas políticas que fomentassem, entre os movimentos negros insurgentes, uma consciência anti-capitalista. Por outro lado, a consciência anti-racista abre uma frente de enfrentamentos à ordem dominante e, a partir de fundamentos culturais e sociais, põem freios à lógica predatória e desumanizadora do modo de produção capitalista. A associação de jovens negros em posses e grupos de hip hop; o funk como expressão cultural de juventude negra carioca; as escolas de samba, candomblés e umbanda; os movimentos de moradia, contra a carestia, por saúde e os cursinhos pré-vestibulares constituem parte do tecido de movimentos reativos aos ataques racistas das elites dominantes. A maior dificuldade: Violência... A juventude negra é de longe a que mais sofre com esse massacre e a diferença tem aumentado em relação aos brancos. Ao mesmo tempo em que o número de homicídios de jovens brancos caiu 30% de 2002 a 2008, entre os negros subiu 13%. Disso resulta que, se em 2002, a probabilidade de um jovem negro morrer era 45% maior do que a de um branco, em 2008 esse índice atingiu assustadores 127%. Dados alarmantes como esses, em um país que muitas vezes se gaba de ser pacífico, evidenciam o que há muito tempo se sabe: ocorre no país um verdadeiro extermínio de jovens do sexo masculino, negros e, em sua maioria, pobres. Nas últimas décadas, o movimento negro brasileiro vem denunciando essa tragédia cotidiana, e já fez inúmeras campanhas para exigir uma atitude do poder público. No entanto, as medidas que vêm sendo tomadas para enfrentá-la não estão surtindo efeito, já que o problema tem se agravado e a tendência é que piore ainda mais, com uma fraca a atuação do poder publico, que faz com que se perpetue essa situação por conta de uma indignação tímida da opinião pública. Os meios de comunicação tendem a apenas naturalizar a questão ou tratá-la de maneira sensacionalista. Traços de uma sociedade que em grande medida silencia frente ao horror e assim compactua com a atuação no minimo desastroza e despeparada da segurança de nosso pais, que não resocializa, nosso jovens infratores e pouquissimos chega a maior idade. A juventude Negra, é o nosso desafio no que tange reverter à realidade histórica dos negros, realidade essa que vem sido inscrita no país desde a chegada dos colonizadores há 500 anos. A dimensão de se pensar a juventude negra brasileira é que ela representa o maior seguimento populacional de jovens do país; São 16 milhões de jovens, o que significa que 47% da juventude brasileira é negra. Este fato por si só já deveria merecer uma maior atenção do poder publico de nossa cidade ,estado e país. Um afro abraço. por:Claudia Vitalino.

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