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sábado, 2 de junho de 2012

1º de Junho dia da Imprensa.

Até o século XV não existia o um alemão, João Gutenberg, foi o inventor do processo de impressão com tipos móveis, e desse aperfeiçoamento nasceu à verdadeira imprensa, que tem sido sempre mais aperfeiçoada até os nossos dias. Foi D. João VI quem criou a imprensa no Brasil, quando, a 13 de maio de 1808, decretou a instalação da imprensa Régia no país. No Brasil temos duas histórias interessantes: A primeira e que o jornal diário brasileiro, o "Diário do Rio de Janeiro", aparecido a 1° de junho de 1821, foi fundado por Zeferino Vitor Meireles, que trabalhava na imprensa Régia e onde por concessão especial do Príncipe Regente, imprimiu os primeiros números do seu jornal. Grandes jornalistas foram Evaristo da Veiga, Quintino Bocaiuva, Rui Barbosa, José do Patrocínio, Ferreira Viana, Assis Chateaubriand, etc. A segunda e que com a lei 9831/99, que definiu a data oficial da Imprensa Brasileira no dia 1º de junho, data do primeiro número do Correio Brasiliense, jornal editado pelo brasileiro Hipólito José da Costa em Londres também em 1808. Esse periódico foi lançado três meses antes d’A Gazeta com o intuito de informar a população brasileira sobre os eventos da Europa, sem a censura da Coroa Portuguesa. A mudança no calendário oficial de duas datas, em função de duas publicações lançadas no mesmo ano, mas com linhas editoriais totalmente diferenciadas, mostra a síntese da Imprensa Brasileira: ora defensora dos interesses da população e das liberdades políticas e individuais, ora porta-voz do poder sem relação com esta mesma população. O primeiro repórter negro da America
Este ano, cidades e organizações em todo o USA comemoraram o 150 º aniversário do início da Guerra Civil americana, que durou de 1861 a 1865. Na história do jornalismo, a Guerra Civil marcou a primeira vez que um grande número de repórteres,artistas e fotógrafos seguiram tropas para a batalha para noticiar em primeira mão. O repórter Thomas Morris Chester do Philadelphia Press foi o único negro cobrindo a Guerra Civil para um grande jornal. Ele estava em Richmond, Virgínia, em 1865, quando tropas da União invadiram a capital confederada. Chester, o filho de um catador de ostras e um escravo fugido, entrou em Richmond com soldados negros da União que estavam lutando para ganhar a liberdade, não apenas para sua raça, mas também o reconhecimento como patriotas por seu país. Logo no início, Chester passou apoiar o movimento de colonização africano, defendendo os assentamentos da Libéria. Ele imigrou para a Libéria em 1853 com idade de 19 anos, onde se tornou editor do jornal Star of Libéria newspaper em Monróvia. Ele voltou para os Estados Unidos depois de um ano, mas viajou frequentemente para a Libéria nos 13 anos seguintes. Ingressou no Philadelphia Press em 1864, tornando-se primeiro repórter de jornal da raça negra. Depois da guerra, Chester viajou por toda a Europa defendendo a Libéria, estudou Direito na Inglaterra e mais tarde tentou a política na Louisiana. Em 1892, amargurado pelas leis e doente, ele retornou à sua cidade na Pensilvânia, onde morreu de um ataque cardíaco. Ele foi enterrado em um cemitério para segregados em Harrisburg sua cidade natal. A Mulher e o Jornalismo Alternativo no Mundo: as experiências do The Revolution e das mulheres negras norte-americanas
As jornalistas mulheres norte-americanas, segundo Chambers, Steiner e Fleming (2004), começaram a ocupar certo espaço na grande imprensa apenas nas últimas Décadas do século XIX, quando os jornais passaram a depender de renda publicitária. Para a sobrevivência, com o objetivo de atrair a audiência feminina. De qualquer forma, Tratava-se também de uma participação bastante restrita. Além de estarem confinadas ao Tipo de matéria que não era de interesse dos homens jornalistas, dos 12.308 empregados. De 1880, apenas 288 eram mulheres. O jornalista Edwin Shuman chegou a escrever, em 1899, que “o trabalho de Coleta de notícias, via de regra, é muito rude e exigente para as mulheres. O trabalho de reportagem local lida muito exclusivamente com homens e com os negócios dos “Homens para dar às mulheres uma única chance nisso”. Muitas mulheres, no entanto, lutaram pelo direito de discutir as questões Políticas através da entrada em veículos da imprensa alternativa. Em 1868, por exemplo, é lançado por Amélia Blommer e Elizabeth Staton o Primeiro jornal explicitamente feminista dos Estados Unidos, chamado The Revolution. Em um dos editoriais, Staton afirma que “nós declaramos guerra até a morte à ideia de. Que a mulher foi criada para o homem. Nós conclamamos a mais alta verdade de que, Como o homem, ela foi criada por Deus para a responsabilidade moral individual e para. “O progresso, aqui e para sempre”. Nesta época, um jornal de mainstream, o The New York Sun2, publicou uma crítica severa ao The Revolution, sugerindo que a senhora Staton “prestasse um pouco mais de atenção aos seus deveres domésticos e um pouco menos para os assuntos de interesse público”. Outras participações femininas importantes podem ser encontradas na imprensa dirigida por negros do século XIX. Só durante a Guerra Civil Norte Americana, há uma estimativa que surgiram mais de 40 jornais alternativos cujos donos eram negros. E muito embora já houvesse participação feminina nestes jornais, sua presença se tornou muito mais maciça nos jornais que surgiram após o fim da Guerra Civil como, por exemplo, o New National Era. Neste período, o número de periódicos cresceu ainda mais3. Para Chambers et alii (2004: 23) as mulheres jornalistas negras conseguiram se impor enquanto membros de um gênero com mais força do que as mulheres jornalistas brancas. Segundo as autoras, para as afro-americanas, “o jornalismo não era apenas umaprofissão, mas um chamado do qual elas atenderam especifica e explicitamente como mulheres afro-americanas”. Mesmo que por diversas razões históricas ligadas às barreiras de raça e gênero essas mulheres fossem mantidas longe da imprensa de mainstream, elas exerciam uma atividade literária volumosa e constante, valorizada por seu público-alvo. Mais do que isso, “elas eram tidas como muito importantes para a imprensa negra”
A construção de um modelo de história dos sistemas de comunicação. Um historiador disse certa vez que os meios de comunicação têm uma história, embora nem sempre haja historiadores dispostos a estudá-la. Essa máxima é também profundamente verdadeira no que se refere ao Brasil. À análise histórica dos meios de comunicação tem sido o mais das vezes, relegada o segundo plano. Por outro lado, numa espécie de contradição, nas Faculdades de Comunicação proliferam as disciplinas que falam, pelo menos em tese, de variadas histórias: história da comunicação, história da imprensa, história do rádio e da televisão, história da publicidade, entre outras menos cotadas. Seriam necessárias tantas “histórias”? Qual a diferença entre uma história da comunicação e uma história da imprensa? Onde estariam os limites entre uma história do rádio e da televisão e uma história dos livros e das bibliotecas? Não seria mais apropriado postular-se, então, uma história dos sistemas de comunicação? Mas para isso é preciso saber de que história está falando, que visão de história é essa que é capaz de visualizar o processo de comunicação entendida como um sistema complexo, onde é preciso dar voz não apenas aos produtores de mensagens e às mensagens, mas, sobretudo a quem recebe e se apropria, de forma diferenciada, dessas mensagens. No limiar do século XXI ainda ficamos ensimesmados num conceito ou numa visão de história ultrapassada, definida pelo objeto e não pela forma como se conduz a sua análise. Daí a existência de múltiplas histórias, quando deveríamos produzir uma história dos sistemas de comunicação. Essa história - na qual se destaca a apreensão do social como total e a percepção da narrativa histórica como artefato literário - visualizaria o processo da comunicação como um sistema, no qual tem tanta importância o conteúdo da mensagem, o produtor da mensagem, como também a forma como o leitor/espectador entendeu, nos limites de sua cultura, os sinais emitidos ou impressos. Importa, pois, numa história dos sistemas de comunicação a apropriação diferenciada de mensagens feita por um leitor/espectador, um sujeito social e histórico, vivendo num mundo pleno de significados.
“A imprensa é um dos esteios da ordem, do direito, da justiça e verdade,” Por seu intermédio, ou através dela se propagam as boas e generosas causas e aquelas não tão boas também. Por isto precisamos ficar atentos e críticos, pois também e fruto do meio e infelizmente pode ser corrompida e usada para interesses pessoais vendo que as ideias difundem conhecimentos e advogam e pregam princípios. Um afro abraço. Fonte: http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/junho/dia-nacional-da-imprensa.php#ixzz1wb1BGUAI/revistahistorien.blogspot.com /www.jornalistasp.org.br/ kduko// www.usp.br/alterjor

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