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domingo, 10 de julho de 2011

Dedicado ao dia da mulher Africana, 31 de Julho.


Berimbau, A arma do feminismo das mulheres Bantu


" Após uma terrível batalha, a deusa protectora transformou o arco do guerreiro no primeiro instrumento musical da tribo, para que a música e a paz substituissem as armas e guerras para sempre” (Mitologia Bantu-Nguni, Zulu -Africa do sul)



Existe um facto que goza de certa autoridade, sendo que quando se pesquisa sobre o berimbau Africano, seja ele de que nome, origem, ou tamanho for, e’ impossivel ignorar que o gênero feminino desempenha um papel extremamente considerável em relação aos arcos musicais.


A popularidade do Berimbau cresceu transversalmente da arte Afro-Brasileira mais conhecida por Capoeira. A Capoeira até certo ponto, era de acesso restrito a um ambiente masculino. Significantemente, as portas foram abertas para o sexo oposto, e ja’ se conquistou bastante espaço por meios de dedicação e empenho.


Porém, as mulheres na esfera capoeristica ainda se encontram vítimas de regras discriminatórias, consideradas pela comunidade como tradição. Regras essas que não as permite tocar o berimbau e em certos momentos nao poder participar durante a roda.



A mulher Africana, apesar de viver em constante normas estritas e rigorosas, entre elas sendo as responsabilidades matriarcas, no último centenário foi a que mais forteficou a presença, e a popularização do berimbau africano na plateia continental e internacional.


Através do som melódico e hipnotizante do instrumento de uma corda so’, orgulhosamente canta-se cantigas de centenas de anos atras, transmitidas pelos seus antepassados.


Canções que contam estórias das glórias dos seus povos, sobre a felicidade, a tristeza, o amor, o ódio, a paixão, a traição, as desventuras de casamentos e cantigas infantis.


Nao somente a mulher e’ tradicionalmente considerada a base da família, mas também compõe, canta e constrói os próprios instrumentos que toca.


Cito duas personalidades da música tradicional Bantu-Nguni e herdeiras da tradição de tocadoras de arcos musicais, como a Princesa Zulu Constance Magogo e a Dona Madosini Mpahleni que hoje em dia goza de noventa anos de idade. Com esta chamada, conto com mais reconhecimento e consideração para com as mulheres nao solemente na capoeira mas tambem no berimbau e outros instrumentos musicais.


Extraido dos textos “entre Gungas e kalungas”


Por Aristóteles Kandimba

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