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Rebele-se Contra o Racismo!

quarta-feira, 11 de maio de 2016

13 de Maio: Dia Nacional de Denúncia contra o Racismo

O dia 13 de maio é considerado o Dia Nacional de Denúncia Contra o Racismo,
data em que foi assinada a Lei Áurea, que aboliu a escravidão no Brasil, em 1888.
O Dia da Denúncia contra o racismo mostra o lado cruel da sociedade. É a manifestação de inconformismo com o racismo estruturante da sociedade brasileira. E nós cristãos/ãs (ou não) somos chamados/as a ser voz profética contra este mal que está incorporado na nossa cultura, conforme a orientação de Paulo em Romanos 12.2:

“Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos renovando a vossa mente a fim de poderes discernir qual é a vontade de Deus, o que é bom, agradável e perfeito”. Indignar-se é uma atitude própria das pessoas sensíveis às injustiças.
O racismo existe como instrumento de dominação de um grupo sobre outro/os por meio da desvalorização a partir da aparência física. É uma ideologia que foi construída durante os séculos XVIII/XIX na Europa e disseminada pela elite intelectual e política brasileira no final do século XIX e início do século XX.
A ideia central era de superioridade de um grupo humano, no caso os arianos (brancos, loiros, de olhos azuis) sobre os demais grupos, tendo na outra extremidade de uma escala de valores, os povos indígenas, africanos, como atrasados, feios, inferiores mental, moral e espiritualmente. Estes eram considerados raças inferiores.
Também foram forjadas as falsas teologias europeias, durante os séculos da escravização, as quais consideravam que negro não tinha alma, que a África era o inferno, que as crenças e

valores dos povos africanos eram do Mal, e, promoveu a invisibilidade da África e africanos no contexto bíblico erroniamente interpretado para justificar o dominio de um povo a outro... Hoje vivemos na ambiguidade: a ciência tardiamente comprovou o que já era óbvio, que somos uma raça humana. Mas as desigualdades raciais, os preconceitos e discriminações permanecem como se existissem várias raças.

Votando...
A Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel em 13 de maio de 1888. A lei marcou a extinção da escravidão no Brasil, o que levou à libertação de 750 mil escravos não legais (restantes), a maioria deles trazidos da África pelos portugueses.



Censo de Justiça? - O principal objetivo dos contratos de locação de serviço era o agenciamento de trabalhadores livres a um baixo custo. Pessoas livres e pobres também locavam seus trabalhos. Contudo, no caso dos libertandos, o custo do trabalho contratado era ainda mais baixo. O desejo de abandonar a escravidão fazia com que estes trabalhadores acabassem concordando, ao menos formalmente, com condições de trabalho desvantajosas. Contrariados, muitas vezes eles contestavam estes contratos na justiça e se recusavam a cumpri-los, denunciando o domínio excessivo de seus credores.


Mais...
 -  Observando todos esses fatos que marcam o fim da escravidão no Brasil, ocorreu de modo lento. Da lei Eusébio de Queirós até a Lei Áurea passaram-se quase quarenta anos. Ao mesmo tempo, as leis aprovadas nesse meio tempo eram de impacto lento ou muito tímido. Por fim, vemos que a lei que encerra a exploração da força de trabalho dos negros não falava sobre os desafios e problemas que essa grande parcela da população enfrentaria a partir daquele momento.

Nossos passos vem de longe.
Na verdade, os escravizados já estavam mobilizados em torno desta causa havia muitos anos. Um dos primeiros ícones da luta pela libertação dos escravos, considerado o mais importante até hoje, foi o movimento do Quilombo dos Palmares, liderado por Zumbi dos Palmares.

É compromisso de todo mundo lutar por um mundo mais justo, e está incluída aí a justiça racial. Afinal, além de sofrer com as desigualdades sociais, a população negra sofre também com o maior câncer da sociedade brasileira: o racismo.
"Representa o grito sufocado dos negros. Mas ainda há muitos desafios, estamos longe do ideal. Pobreza tem cor e não é por acaso”
Hoje o país acompanhou não a muito tempo as declarações de um Parlamentar do Rio de Janeiro, que em um programa de TV afirmou que seus filhos não correm o risco de namorar uma mulher negra ou virarem gays, porque “foram muito bem educados”, relacionando a relação entre brancos e negros com “promiscuidade. Na mesma semana outro deputado, desta vez um de São Paulo, usou o twitter para dizer que “os africanos são amaldiçoados”.
"Infelizmente as palavras destes parlamentares racistas soam apenas como versão em prosa e verso de uma dura realidade que mais 127 anos após a abolição, persiste: a morte física, cultural e simbólica de negras e negros".

Vivemos uma cultura racista que se expressa de forma natural em todas as áreas: nas relações pessoais, grupos, espaços públicos, escolas, igrejas, etc..: Preto/a tem que se colocar

no seu lugar ( inferior); o pecado é preto; quero ser mais alvo que a neve; e os negros batalhões? Ele/ela é negro/a (preto/a), mas até que é bonito/a; é um preto/a de alma branca... E a lista negra? E o denegrir, fazer negrice? E o cabelo ruim? As manifestações racistas são públicas, explícitas, mascaradas, sutis; são conscientes e inconscientes.
Outro caso de conhecimento publico foi da estagiária em uma renomada universidade de São Paulo que processou a instituição por sentir-se vítima de racismo pela forma como foi advertida por causa de seu penteado - cabelo (crespo), solto, estética afro. Mas, esta chefia diz que não é racista, e que a questão é apenas disciplinar: obrigatoriedade de usar cabelos presos. Seu cabelo incomodou.

Se liga:“Nenhuma sociedade do mundo deixou uma etnia quase 400 anos escravizada e resolveu apenas com a assinatura de um papel chamado de Lei Áurea. A desigualdade é o fruto da perversidade dos sucessivos partidos políticos que nada ou muito pouco fizeram para compensar o povo negro nestes quatro séculos de escravidão e exclusão.

O racismo violento que tem crescido é o racismo religioso, ou a intolerância religiosa, contra as religiões de matrizes africanas por parte de evangélicos. A teologia racista, uma das colunas de sustentação do racismo anti-negro/a ainda prevalece no contexto das igrejas que reproduzem a ideia de que as crenças, a espiritualidade, os valores culturais africanos são relacionados com o demônio e com o diabo. 

A mídia tem noticiado com frequência casos de violência praticada pelo "radicalismos de certos evangélicos" contra

seguidoras/es destas religiões, o que tem gerado separações familiares doenças e mortes...
 E muitas vezes nossos preconceitos são maiores que nosso amor, que o senso de justiça e  igualdade...
Neste dia de  reflexão devemos lembrar todos nos da especie humana merecem respeito carinho ou atenção, independentemente da cor da sua pele,raça e crédulo. Isto significa que você deve tratar bem á todos , não importa se ele é não negro, caucasiano , negro, índio ou oriental.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte:www.uneb.br/www.ebc.com.br/

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