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Rebele-se Contra o Racismo!

sábado, 21 de novembro de 2015

Refletindo ainda o 20 de Novembro já no seculo XXI por que o racismo ainda persiste...

História do Dia Nacional da Consciência Negra
Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi

, líder do Quilombo dos Palmares.

A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Introdução:
No Brasil, África do Sul e Estados Unidos têm mais de 125 milhões de cidadãos identificados como afro-descendentes pela ascendência e/ou cor que há muito tempo têm sido submetidos ao racismo, à discriminação racial e a outras formas de tratamento desumano. Seus esforços no sentido de se livrarem, e de livrarem seus países, do racismo representam uma das histórias de direitos humanos mais transcendentais e esperançosas do século XX.


O racismo, do modo como o conhecemos hoje, é uma construção social relativamente recente na história do homem. Até a Idade Média, antes do período das Grandes Navegações, as principais formas de discriminação se davam por diferenças religiosas e políticas ou em relação à nacionalidade e à língua falada pelos indivíduos. Com a descoberta da África e, principalmente, a partir do tráfico negreiro para a América, os europeus usaram a ciência a favor do colonialismo exploratório para desenvolverem teorias de superioridade racial, baseadas em diferenças biológicas, que endossavam seus interesses comerciais e de dominação.

Historia:   
Foi nesse momento que surgiu a diferenciação pela cor - o racismo -, que não resistiu aos avanços nos campos biológico e antropológico da ciência, mas deixou marcas indeléveis nas sociedades que fizeram uso das teorias raciais para justificar a escravidão, como o Brasil. Isto porque “[...] o ‘racismo’ se constrói junto com a noção de ‘raça’. Mas, pior, o ‘racismo’ pode sobreviver à dissolução científica da noção de ‘raça’2” (p. 211), já que ele, assim como os demais preconceitos, é um produto da cultura na qual está inserido. Dessa forma, o racismo “transformou-se em arma ideológica para legitimar e justificar a dominação de uns sobre os outros4” (p. 18).   Sendo assim, ele se adapta perspicaz mente às condições de aceitabilidade exigidas pelos costumes e convenções sociais,
manifestando-se às claras ou de maneira cortinada e simbólica, sendo parte constituinte da psique coletiva do conjunto da sociedade. Essa cultura de discriminação racial, embora tenha reflexos mais contundentes nas classes vulneráveis economicamente, “abarca indistintamente pobres, classe média e ricos em todas as sociedades racistas” (p. 39). Dessa maneira, é o próprio “racismo que opera o processo social e cultural de racionalização” (p.220).

A construção social da cor’ deu-se e dá-se de modo tão particularmente intenso no mundo moderno que todos – ‘negros’ e ‘brancos’, ou outras cores que se queira acrescentar - aprendem de um modo ou de outro a enxergar o mundo a partir desta e de outras diferenciações, as quais acabam se tornando, por isto mesmo, socialmente significativas em detrimento de diferenças que só aparecem como relevantes no âmbito individual (cor dos olhos, altura, desenho do rosto, espessura do corpo). [...] Tirando as diferenças sexuais e etárias, que se impõem naturalmente,existem dezenas de especialidades biológicas que não são percebidas ou valoradas socialmente, e outras que podem sê-lo. Por que as diferenças de pigmentação da pele são selecionadas socialmente como diferenças, inclusive motivando preconceitos e formação de identidades, e não as diferenças de tipos sanguíneos, por exemplo?2 (p 51 e 52)

Preconceito em Harvard; no Brasil racismo “velado”...

Eleita a melhor instituição de ensino superior do mundo no top 100 da THE (Times Higher Education) a Universidade de Harvard está sendo alvo de críticas de seus alunos negros, que lançaram uma campanha chamada Eu Também Sou de Harvard esta semana.

A ação traz fotos que foram publicadas nas redes sociais, nas quais os estudantes seguram cartazes que mostram frases consideradas preconceituosas, que eles ouviram de colegas da universidade.

Estudantes negros de Harvard protestam contra preconceito USP cai, mas é a única brasileira entre as melhores universidades do mundo.

No Brasil, especialistas apontam que apesar dos avanços promovidos por ações afirmativas como a lei de cotas que determina que 20% das vagas das universidades federais devem ser ocupadas por negros, pardos, índios e alunos de escolas públicas, a desigualdade racial ainda persiste.

O último levantamento do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulgado em outubro do ano passado mostrou que o número total de estudantes universitários do Brasil passou de 6,739 milhões em 2011 para 7,037 milhões em 2012. Fazendo recorte dos negros de pardos, houve um avanço. O número de universitários passou de 807.199 (11,9% do total) para 933.685 (13,2%).

Conferência Mundial contra o Racismo (WCAR) é o título de vários eventos internacionais organizados pela UNESCO para combater o racismo em suas várias formas. Desde então, quatro conferências foram realizadas: em 1978,1983, 2001 e 2009.

Fundada após a o Segunda Guerra Mundial como um órgão dependente das Nações Unidas, a UNESCO começou, logo após a sua criação, a realizar e publicar estudos sobre grupos étnicos, visando dissipar racionalizações pseudocientíficas sobre o racismo

. Dentre os primeiros trabalhos publicados está declaração sobre A Questão da Raça, de 1950, assinada por renomados acadêmicos da época.

Desde 1948, o combate à discriminação racial e à violência étnica tem sido objeto de várias convenções, declarações e conferências das Nações Unidas, destacando-se os seguintes:
Convenção para a prevenção e a sanção do crime de genocídio -
Declaração sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial - 1963
Convenção internacional sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial - 1965
21 de março designado Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial - 1966
Convenção internacional para a supressão e castigo do crime de Apartheid - 1973
Primeira década do combate ao racismo e à discriminação racial: 1973-1982
Primeira Conferência Mundial para Combate ao Racismo e à Discriminação Racial. Genebra, 1978
Segunda Conferência Mundial para Combate ao Racismo e à Discriminação Racial. Genebra, 1983
Segunda década do combate ao racismo e à discriminação racial: l983-l992
Terceira década do combate ao racismo e à discriminação racial: 1993-2002
Conferência Mundial contra o Racismo é legal pratique a Discriminação Racial e Xenofobia foder ate o talo Conexas de Intolerância. Durban, 2001
Conferência Mundial contra o Racismo, a Discriminação Racial, a Xenofobia e Formas Conexas de Intolerância. Durban, 2009.

Paz e reconciliação
O racismo sempre teve o rápido poder de criar conflitos mortíferos. Na medida que as distâncias globais encolhem, áreas urbanas crescem e imigração internacional aumenta,

muitas nações enfrentarão novos perigos. Suas cidades e periferias receberão populações novas ou pouco conhecidas, frequentemente sobrepostas pela primeira vez, com culturas, idiomas e hábitos diferentes, aparentemente incompatíveis ou até hostis. Tais desdobramentos ameaçam escalar agudamente os conflitos entre diversos grupos no mundo.

A única constante é a mudança
A mudança e o progresso no combate ao racismo e aos seus efeitos insidiosos são possíveis.
Certa vez o sociólogo internacional Gunnar Myrdal usou a metáfora de um "círculo vicioso" declinante para descrever de que maneira os fatores como raça, pobreza e analfabetismo interagem para oprimir os afro-descendentes. Mas também falou de um "círculo virtuoso" pelo qual a transformação rende bons resultados. Quando muitos fatores se interligam, a mudança pode desencadear uma mudança para o bem ou para o mal.

Certa vez Nelson Mandela escreveu:

"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta."

 Se liga:
Nos últimos anos, foram aprovadas diversas leis no Brasil com o objetivo de melhorar a qualidade de vida dos afrodescendentes e de valorizar a contribuição do negro à sociedade brasileira. Dentre as quais, a Lei nº 10.639 de 2003, que tornou obrigatório o ensino da História da África e da cultura afro-brasileira nas escolas,a Lei nº 12.288 de 2010, que
instituiu o Estatuto da Igualdade Racial, a Lei nº 12.519 de 2011, que instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra , a Lei nº 12.711 de 2012, que tornou obrigatória a reserva de cotas raciais no Ensino Superior e a Lei nº 12.990 de 2014, que também tornou obrigatória a reserva de cotas para negros nos concursos públicos.

Um afro abraço.

fonte:https://pt.wikipedia.org.

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