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sábado, 14 de novembro de 2015

Dinastia Africana: Amanirenas é o nome de uma rainha africana que viveu em Napata...

O termo Candaces é originário do Grego, Kandakê, provêm do Latim com influência francesa de Kandakai. Este nome os gregos e romanos denominavam as rainhas – mães, do impérioetíope, com as quais tinham relações políticas ...

Amanirenas é o nome de uma rainha africana que viveu em Napata, na África antiga onde hoje se situa a Núbia e o Sudão. Pensa-se ser a mais antiga civilização negra da África. Por eu ser negra pensei em buscar alguma história dos meus ancestrais. Esta rainha foi importante para a história do seu país e da sua família. Foi uma das "rainhas-mães" e se destacou por proteger e cuidar do que era seu. Alguém já ouviu falar dela? Acho que quase ninguém. Por isso identifiquei-me com ela: importante no presente e insignificante no futuro. (Depois vcs pesquisam o que é rainha-mãe no Google, porque meu objetivo não é falar de história da antiguidade aqui não, tá?). Pois é, impero no meu território, não no sentido tirano, mas quero dizer que cuido da minha vida e não da sua. Sou Rainha da Felicidade, como diria Daissaku Ikeda, filósofo e humanista da atualidade ( o André meu marido tbm me chama assim, rsrsr) porque tento construí-la e não fico lamentando na vida. Choro quando é pra chorar e dou gargalhadas quando é pra gargalhar ( as vezes dou risada em hora imprópria tbm..) Apenas gosto de usufruir do que conquisto. Tenho noção do meu lugar no mundo. Não fico sofrendo pelo que nunca vou ser e ter. Como diz meu pai: " a vida é feita de coisas simples. A gente que complica"


"Formadoras das civilizações, as mulheres africanas representaram as primeiras deusas, mães, educadoras, sacerdotisas, médicas, cientistas, comerciantes, diplomatas e governantes do mundo".
Introdução:
O reino de Kush ou Cusi (como a Etiópia era chamada por historiadores clássicos), entre o III século A.C. e II século D.C., particularmente durante o período Meroe, as mulheres desempenharam um papel de destaque nos assuntos do Estado, ocupando posições de poder e prestígio.

A consequência natural disso foi o desenvolvimento de uma linhagem de rainhas meroe, que, acabaram entrando para a histórica africana como mulheres poderosas, sábias e guerreiras, e

sendo administradoras do reinado daquele país.

Ao contrário das antigas rainhas do Egito, cujos poderes derivavam dos maridos, chamados de faraós, as rainhas da Etiópia eram governantes independentes, na medida em que os Meroe nunca tiveram um rei clássico, de acordo com alguns autores norte-americanos.

Quatro destas rainhas etíopes se tornaram conhecidas como Candaces, uma corruptela da palavra Kentake.
A palavra é uma transcrição do ktke Meroitic, que significa "rainha-mãe".

A rainha-mãe desempenhou duas funções importantes na Etiópia antiga, ou seja, garantiu sua linha de sucessória e também consolidou seu poder entre os súditos.
O que pouco se sabe sobre as Candaces foi aprendido, principalmente, a partir de fontes romanas e, mais recentemente, de escavações, iconografia e inscrições em monumentos de antigos territórios etíopes.

Se liga:
Escritores clássicos atestaram a força e liderança das Candaces.
Elas aparecem repetidamente nos escritos de autores clássicos.
São citadas também na Bíblia.

É como o fato narrado mais atrás envolvendo Alexandre, o Grande, que tentou conquistar a Etiópia, sob comando de uma rainha de Meroe.

Outras informações sobre este episódio histórico:

Dizem que ela avisou-o para não menosprezá-la, porque, elas, as Candaces, um titulo de rainha passada pelas ancestrais, eram diferentes das mulheres que ele tinha encontrado pela vida, pois, "somos mais brancas e brilhantes em nossas almas do que o branco de você."

Sabemos que, por um período de 1.250 anos (que termina em 350 dC), o reino de Kush das Candaces floresceu como uma civilização única, e que, o título de Candace existiria há mais de

500 anos.

Os historiadores no mundo greco-romano acreditavam que os etíopes foram os primeiros seres humanos na terra.

Em seus primeiros dias, a Etiópia também abraçou regiões a leste do Mar Vermelho, e incluiu alguns dos territórios representados hoje pela Arábia Saudita e Iêmen.

Em geral, os etíopes eram chamados na Bíblia de “povo do rosto queimado”.

Historiadores sugerem que a Etiópia é mais velha nação que o Egito faraônico.

Em Axum, cidade etíope, o obelisco tem 37,5 metros de altura.-É mais alto do que o maior obelisco egípcio.

Os sabeus, no Iêmen e na Arábia, foram as extensões do sabeus na Etiópia. O Sul da Arábia fazia parte do reino de Axum, da antiga Etiópia.
Neste sentido, o que sabemos é que as rainhas etíopes foram edificadas para alta estima, ou seja, o cidadão comum nem podia sequer tocá-las, nem poderia mesmo se referir a elas tradicionalmente.
Isso deixou as Candaces em posição de poder/prestígio em relação ao masculino e a população em geral da época.

Na verdade, nos textos antigos, conta-se que essas mulheres foram consideradas esposas dos deuses ou o Deus vivo, porque os Reis que eram filhos dessas mulheres, foram pensados como filhos do Deus Amon.

Então, a mãe do governante era o poder.
Por outro lado, essas rainhas eram estrategistas militares inteligentes, mulheres guerreiras. Todas as rainhas eram fortes, tinha grande estatura, e sempre vestidas em melhores trajes.

Estas mulheres foram fortemente respeitadas e reverenciadas em sua terra e em todo o mundo antigo.
Assim, cada rainha da Etiópia para esse período foi chamada de Imperatriz Candace ou Imperatriz Kandake.

A Rainha, de 332 A.C., por exemplo seu nome verdadeiro era Amanirenas.


A civilização kushita já havia desenvolvido o parlamentarismo milhares de anos antes dos

europeus. O matriarcado não impedia em alguns momentos que homens participassem do
governo como reis ou esposos das Kandaces, sendo escolhido pelo parlamento, podendo se tornar governante ou consorte da rainha, conforme as leis da matrilinearidade. Uma das mais poderosas Kandaces foi Amanirenas, que serviu como chefe de Estado, Comandante-chefe do exército, e Sumo Sacerdotisa de Isis.Amanirenas comandou a aliança do exército Kushita-Kemita à ocupação romana de Kemet, e a invasão do resto da África no tempo do Imperador Augusto César. 

" - Amanirenas apesar do poder exercido era considerada humilde e amável, detentora de um porte atlético. Com cerca de 50 anos de idade empreendeu as mais violentas batalhas contra os romanos."

O conflito entre os romanos e os Kushitas originou-se da invasão feita pelos romanos a Kemet (Egito), levando o exército kushita a invadi-lo sob o comando de Amanirenas e do seu filho Akinidad, atacando a fortaleza de Assuam, resultando na captura de tropas romanas que haviam incendiando cidades e templos, entre elas o templo de Karnak, o exército kushita derrubou a estátua do imperador Augusto levando a cabeça para a cidade de Meroé como prêmio de guerra. Na realidade o domínio dessa poderosa rainha ainda é um enigma para os historiadores porque nesse período foram encontradas tropas fieis a Amanirenas espalhadas em diversas regiões da África, indicando que o Kushitas possuíam exércitos em todas a África. Heliodurus escreveu que os exércitos kushitas estavam espalhados em todas as regiões da África e apesar de Roma ter enviado uma força de 10.000 infantes, 800 cavaleiros e milhares de auxiliares, num total de cerca de 30.000 militares, no final seriam derrotados pelo poderoso exército de Amanirenas.

 No final, o imperador romano Cesar Augusto e o general Gaius Petronius forma obrigados a negociar a paz, recebendo mensageiros kushitas na ilha de Samos, no mar Egeu, com flechas de ouro enviadas pela Kandace Amanirenas com a seguinte mensagem: “Trata-se de um presente da kandace. Se você quer guerra, as mantenha porque vai precisar delas. Se você quer paz, aceita-as como um símbolo de minha cordialidade e amizade". Augusto César aceitou o presente e terminou a guerra.Entre as concessões feitas por Augusto foi a permissão que os Kushitas seguidores de Isis prosseguissem a sua adoração em Elefantina, cidade egípcia controlada pelos romanos, e o pagamento indenizatório para construção de templos em Kush, uma vez que alguns tinham sido destruídos pelos romanos. "

Um afro abraço.

fonte:https://books.google.com.br/books


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