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domingo, 4 de maio de 2014

Rainha Africana:Hatchepsut

Baseados em mitos e episódios históricos a saga das mulheres africanas e afro-descendentes que mantêm em comum o laço de soberania real e espiritual sobre seus povos - ao estabelecer um elo imaginário de ascendência e descendência com as guerreiras africanas.guerreiras, sacerdotisas e outras, onde cada uma em seu tempo comandaram impérios, irmandades, comunidades de terreiro mostrando ao mundo durante todo esses quase 10 mil anos de existência da humanidade a força, a garra e a beleza da Mulher Negra.
Do grande continente africano traz não só a origem, mas também toda uma crença ancestral que exalta a figura feminina como a grande provedora que principiou a vida do Homem.
Um desses mitos conta que no início de tudo, ligadas às origens da Terra, havia as Mães Feiticeiras. Donas do destino da humanidade, elas eram o ventre do mundo. Conhecedoras dos segredos da vida tinham em si a capacidade de manipular os opostos e, assim, manter o equilíbrio do universo. Traziam consigo a força criadora e criativa do planeta. Raízes de um misticismo que abrigava em sua sabedoria a dualidade do cosmos eram donas do poder sobre a vida e a morte, o bem o mal, o amor e a cólera, o princípio e o fim.

Hatchepsut
Hatchepsut ou Hatshepsut foi uma grande esposa real, regente e faraó do Antigo Egipto. Viveu no começo do século XV a.C, pertencendo à XVIII Dinastia do Império Novo. O seu reinado, de cerca de vinte e dois anos, corresponde a uma era de prosperidade económica e relativo clima de paz.

Origens familiares
Hatshepsut nasceu em Tebas. Era a filha mais velha do rei Tutmés I (Tutmósis I) e da rainha Amósis.


Quando o seu pai morreu Hatshepsut teria cerca de quatorze anos (para alguns egiptólogos teria dezenove anos). Casou com seu meio-irmão, Tutmés II, seguindo um costume que existia no Antigo Egito que consistia em membros da família real casarem entre si. Após a morte de Tutmés II, cujo reinado é pouco conhecido, o enteado de Hatshepsut, Tutmés III, era ainda uma criança que não estava apta a governar. Por esta razão Hatchepsut, na qualidade de grande esposa real do rei Tutmés II, assumiu o poder como regente na menoridade de Tutmés III. Mais tarde, Hatchepsut decidiu assumir a dignidade de faraó.


Se liga:
É considerada a Rainha mais habilidosa de uma Antiguidade Distante (1503 - 1482 A.C.). Hatshepsut subiu ao poder depois que seu pai, Thutmose I, estava com paralisia. Ele designou Hatshepsut como sua principal ajudante e herdeira para o trono. Enquanto vários rivais masculinos buscavam o poder, Hatshepsut resistiu aos desafios deles para permanecer líder daquela que era até então a principal nação do mundo. Para ajudar a aumentar sua popularidade com o povo do Egito, Hatshepsut teve vários templos espetaculares e pirâmides erguidas.
A princípio, os sacerdotes não estavam de acordo com a proclamação de Hatshepsut como faraó, mas logo aceitaram a ideia. Provavelmente, o teriam feito pelo temor ao deus Amon e devido às riquezas que recebiam da coroa. A rainha realizava muitas doações ao clero, o que alimentava suas mordomias. Além disso, eles acreditavam que as decisões de dela satisfaziam ao deus venerado e, caso não fossem cumpridas, ele jogaria pragas no Egito e acabaria com as colheitas. O período de prosperidade e tranquilidade da época fortaleceu o pensamento de que a rainha decidia corretamente.

É interessante observar que, diferentemente como ocorria em outras civilizações, as mulheres no Egito tinham direitos e autonomia na sociedade, podendo ter posses e participar de

tribunais . De acordo com Amodio (2006), nas sociedades ocidentais, as mulheres eram imputadas em um âmbito privado, ao contrário dos homens, que incumbiam-se da vida pública. A casa e os filhos era o mundo fechado delas, enquanto que seus maridos trabalhavam para levar o sustento à família, o que incita a considerar que os homens detinham uma condição de poder. Durante a história, a mulher carregava a maldição do mito de Eva, considerada socialmente inferior social e intelectualmente, dependendo a proteção masculina.

Em determinados períodos a mulher podia ser equiparada com os homens, podendo ser, juridicamente, considerada detentora de iguais direitos, prerrogativas e responsabilidade dos homens. Poderiam possuir terras, serem herdeiras, redigir testamentos, participar de transações comerciais; não perdiam seus direitos após o casamento e nem mesmo em casos de divórcio; cumpriam seu papel em tribunais como acusadoras, defensoras ou testemunhas, e poderiam ser penalizadas.
Hatchepsut como faraó

No Antigo Egito os anos eram contados a partir da ascensão de uma novo soberano ao poder. Hatchepsut não seguiu esta tradição, tendo preferido inserir-se nos anos de Tutmés
III.


No ano 7, Hatchepsut deixa de ser rainha, assumido os cinco nomes que estavam reservados aos faraós. Para legitimar a sua posição, Hatchepsut, junto com os membros do clero de Amon, recorreu a um relato que fazia de si filha do deus Amon-Rá (teogamia). Nas paredes do templo funerário de Hatchepsut, em Deir el-Bahari, está representado o episódio que relata a concepção e nascimento da rainha-faraó.

A mãe de Hatchepsut, Ahmose, encontra-se no palácio real. O deus Amon-Ra observa-a e, depois de consultar um conselho composto por doze divindades, decide que chegou a altura de gerar um novo faraó. O deus toma a aparência do rei Tutmés I, encontrando-a no quarto adormecida. A rainha acorda ao sentir o perfume que emana do corpo do esposo e o Deus Amon-Rá se mostra em toda sua plenitude, Ahmose, cai aos prantos em emoção pela grandiosidade do Deus. O casal une-se sexualmente e depois Amon-Rá informa que a filha que nascerá da união dos dois, governará o Egito em todas as esferas de poder do palácio.

Apesar de não concordarem, os sacerdotes foram obrigados a legitimar a história, pois viviam bem e com muitas mordomias, principalmente por causa das doações que a rainha fazia a eles. Acreditaram que se o Deus Amon não ficasse satisfeito com as decisões da rainha, o Egito sofreria com pragas e colheitas ruins, e então eles poderiam agir. Mas parece que Amon-Rá estava de acordo com as idéias de Hatshepsut, pois ela governou em um período de muita prosperidade e tranquilidade.

Após sua morte, aos 37 anos e com 22 anos de reinado, Tutmés III subiu ao trono do Egito. Hatchepsut foi enterrada na tumba KV20.

Acção governativa de Hatchepsut
O governo de Hatchepsut é habitualmente apresentado como correspondendo a uma era de paz, mas esta imagem tem sido relativizada por alguns investigadores. Pelo menos duas campanhas militares foram conduzidas durante o seu reinado, uma das quais à Núbia, a qual talvez tenha sido liderada pela própria 

Hatchepsut.
Hatchepsut conservou alguns servidores do tempo do seu pai Tutmés I. Dois homens ficaram conhecidos como os ministros mais importantes da rainha: Hapusenebe Senemut. O primeiro era o sumo sacerdote de Amon, tendo dirigido os vários trabalhos de construção ordenados por Hatchepsut, em particular os que tiveram lugar na cidade de Tebas.

Senemut, um oficial do exército de origem modesta, é por vezes visto como companheiro de Hatchepsut, que não casou enquanto foi faraó. Foi chefe do conselho da rainha e preceptor da filha de Hatchepsut, a princesa Neferuré, com a qual surge representado em várias "estátuas-cubo" (estátuas nas quais apenas a cabeça emerge de um bloco de pedra).

Nos baixos-relevos do templo de Deir e-Bahari ficou representada a expedição à região do Punt. Esta terra, que se julga corresponder à algures na costa da Somália, era conhecida pelas suas riquezas, como a mirra, o incenso, o ébano, o marfim e os animais exóticos. A expedição parece ter sido pacífica, tendo os egípcios trocado os bens que desejavam por armas e jóias.

Nas paredes do templo é possível ver as cenas que mostram cinco barcos a partir para o Punt seguindo a rota do Mar Vermelho. São calorosamente recebidos pelo rei local, Pa-Rahu, e a sua esposa, Ity, representada como uma senhora obesa. Depois de um banquete, os barcos foram carregados com os produtos. As representações mostram árvores de incenso, que teriam sido plantadas no recinto do templo de Deir e-Bahari.
Hatchepsut na arte

No Templo de Hatchepsut (Deir-el-Bahari), existem retratos do seu dia-a-dia mostrando a rainha como uma figura obesa, algo não convencional para a arte egípcia. Alguns estudiosos acreditam que a rainha foi realmente obesa, outros acreditam que seja uma figuração de "matriarcal". Ainda existem representações de Hatchepsut como uma mulher sem seios e barbada. Alguns historiadores acreditam que estas representações de Hatchepsut são representações feitas por ordem da rainha para ausentar sua figura de fragilidade (ausência dos seios) e a barba para representar o poder.

*  Hatchepsut foi substituída por Tutmés III, que durante seu reinado apagou diversos traços de sua co-regente como bustos, afrescos e interrompeu algumas de suas obras quando assumiu
o poder.

"Ela realmente foi "A Rainha mais Habilidosa de uma Antiguidade Distante" 

Um afro abraço.

fonte:a enciclopédia livre.

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