Somos...

Somos...
Rebele-se Contra o Racismo!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Neste Dia Nacional do Livro Infantil







Nas últimas duas décadas, foram lançados diversos livros dedicados a estimular crianças e adolescentes a aprender o valor das diferenças étnico-raciais. São obras e referências que, cada vez mais, estão contribuindo para o desenvolvimento psicossocial e cultural de meninas e meninos no País.


O direito a aprender é garantido a cada criança e a cada adolescente. Por meio da leitura, crianças reinterpretam a realidade, aprendem novos valores e entram em contato com a sua própria cultura. O direito a conhecer e a ouvir múltiplas histórias amplia suas perspectivas e aprendizados, contribuindo, assim, para a construção de uma sociedade mais igualitária.






A ação faz parte da campanha Por uma infância sem racismo, lançada pelo UNICEF e seus parceiros para alertar a sociedade sobre os impactos do racismo na infância e adolescência. Baseada na ideia de ação em rede, a campanha convida pessoas, organizações e governos a garantir direitos de cada criança e de cada adolescente no Brasil.


Participe dessa ação e ajude a divulgá-la! Estimule a leitura de histórias sobre a diversidade étnico-racial entre as crianças e os adolescentes!


Sobre literatura infantil e a questão racial.


Saiu outro dia no jornal norte-americano The Washington Post: pai de uma estudante negra do 5º ano da região de Detroit, nos Estados Unidos, está processando a escola onde a menina estuda por considerar que ela foi racialmente assediada.


O livro em questão, From Slave Ship to Freedom Road (Do navio negreiro à estrada da liberdade, em tradução livre), foi escrito pelo celebrado autor negro Julius Lester, autor do best-seller infantil To be a slave (Ser um escravo, em tradução livre) e professor de estudos afro-americanos da Universidade de Massachusetts.


Motivo: o professor teria lido em voz alta trechos de um livro infantil sobre escravidão, durante uma aula em que os alunos preparavam-se para celebrar o Black History Month (mês da celebração da história e cultura negra, comemorado tradicionalmente em fevereiro naquele país).


Os pais reclamam que a leitura, recheada com termos supostamente considerados racistas, teria prejudicado o aprendizado da filha. Segundo o advogado da escola, os alunos estavam envolvidos em uma discussão positiva sobre o livro. Mas, no proce


Trata-se de uma narrativa sobre a escravidão do ponto de vista de um escravo. A obra é baseada em uma série de pinturas sobre o tema feitas por Rod Brown, artista cujo trabalho já foi exposto no Schomburg Center for Research in Black Culture, de Nova Iorque, e no Frederick Douglass Museum, de Washington DC.


A princípio, por suas biografias, jamais os dois seriam suspeitos de propagar conteúdo racista em suas obras. No entanto, é isso o que o processo pretende provar.


No Brasil...


Isso aconteceu na mesma semana em que jornais de todo o Brasil noticiaram o parecer do Conselho Nacional de Educação no qual o livro Caçadas de Pedrinho, de Monteiro Lobato, um dos maiores clássicos da literatura infantil do Brasil, foi considerado inadequado para uso em sala de aula, por ter conteúdo racista.



Livro Caçadas de Pedrinho

A primeira edição de Caçadas de Pedrinho é de 1933. Monteiro Lobato costumava dizer que “um país se faz com homens e livros”, não era negro nem professor, mas criou o Sítio do Picapau Amarelo.


A semelhança entre os dois casos não pode ser mera coincidência. Tanto aqui quanto nos Estados Unidos, a discussão sobre como falar de “raça” e racismo nas escolas está na ordem do dia. E provoca reações apaixonadas. O próprio ministro da Educação se manifestou contra o veto a Caçadas de Pedrinho e favorável a uma explicação, em nota, sobre o conteúdo racista de passagens do livro.


Marisa Lajolo, professora titular da Universidade Estadual de Campinas e especialista em Monteiro Lobato, acha que nem nota explicativa o livro deve ter: “O que a nota exigida deve explicar? O que significa esclarecer o leitor sobre os estudos atuais e críticos que discutam a presença de estereótipos na literatura? A quem deve a editora encomendar a nota explicativa? Qual seria o conteúdo da nota solicitada? A nota deve fazer uma autocrítica (autoral, editorial?), assumindo que o livro contém estereótipos? A nota deve informar ao leitor que Caçadas de Pedrinho é um livro racista? Quem decidirá se a nota explicativa cumpre efetivamente o esclarecimento exigido pelo MEC?”


Repúdio histórico:


A nossa primeira sensação, ao tomar conhecimento dos casos, é de repúdio. Os episódios parecem ser excessos de um tempo em que tudo parece poder ser rotulado como racismo.


Ler os livros de Monteiro Lobato não penso que fará uma pessoas ser racistas


Mas em um debate onde tantos o cheia de dúvidas.pois poder como tantas outras publicações, fazer uma distorção do que e belo e feito, bem e mau , certo e errado, quando não temos modelo positivos a nos espelhar, mais além do que a figura subserviente e não de igual para igual.


Indiscutível que Monteiro Lobato é o autor maior da literatura infantil brasileira. Sou, como todo mundo, apaixonada por seus livros. Leio-os para minhas filhas, e não acho que isso fará delas pessoas racistas. Não acho que eles devam ser banidos das escolas. Mas na minha opinião dever haver resava e discurasão quanto a seu conteudo.


Gente ouvir, em sala de aula, termos como “negra beiçuda”, como várias vezes foi chamada a Tia Nastácia. Atribuir o incômodo apenas a um excesso de sensibilidade de quem reclama talvez seja falta de sensibilidade de quem vê, nesse fenômeno, apenas o lado do autor e do texto.


Apenas quem passar por deste..." desconforto " em seu bem-estar mental e emocional, numa idade tudo esta em formação pode saber qua o estrago feito em gerações e gerações de crianças brasieira.


fontes:
Assessoria de Comunicação do UNICEF
Estela Caparelli
E-mail:
mecaparelli@unicef.org
Telefone: 61 3035 1963


Keila Grinberg
Departamento de História
Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário