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Rebele-se Contra o Racismo!

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Um dialogo introdutivo sobre: Homossexualidade Negra

Olá gente ainda que parte da sociedade brasileira negue qualquer preconceito ou
intolerância em um país miscigenado como o Brasil. Como ainda não admitimos abertamente a existência do racismo (embora nem todos nós) mas identificamos a discriminação racial em suas inúmeras formas, boa parte delas já arraigadas em nossa cultura. Preconceitos que se manifestam tanto na imposição de um estereótipo midiático de beleza, quanto em piadas que se proliferam “inocentemente” tendo a cor da pele como principal mote.

Se liga; Movimentos civis LGBT no Brasil são uma série de manifestações sócio-político-culturais em favor do reconhecimento dadiversidade sexual e pela promoção dos interesses dos homossexuais diante da sociedade brasileira.

O movimento em si não tem uma data de início específica mas as manifestações contra o preconceito que se exercia contra as pessoas homossexuais pode ser sentida desde a década de 1960, com especial ênfase a partir da década de 1970, depois daabertura política.

A possibilidade de um adolescente negro ser vítima de homicídio é 3,7 vezes maior do que um branco, segundo uma pesquisa divulgada em 2013 pelo Instituto de Pesquisa Econômica

Aplicada (Ipea). Pelo levantamento, a expectativa de vida de um homem brasileiro negro é menos que a metade a de um branco.

Preconceito mata – e muito – e aqui no Brasil. A discriminação por cor, gênero e orientação sexual ainda é um problema endêmico do país com dados que proporcionam um panorama triste. Ela atingi sem distinção a sociedade dominaram, formaram seu grupo “nós” e relegaram as mulheres aos “os outros”. Segundo Simone de Beavior, em o Segundo Sexo: “A mulher determina-se e diferencia-se em relação ao homem e não este em relação a ela; a fêmea é o inessencial perante o essencial.

"O homem é o Sujeito, o Absoluto; ela é o Outro”. Obviamente a dominação a
masculina não foi regra em todos os grupamentos humanos. Em algumas exceções, um tanto raras, a dominação feminina foi a regra".

Quais fatores podem ter levado ao surgimento de sociedades patriarcais ou de sociedades matriarcais é um assunto bem interessante e um tanto complexo sobre o qual podemos nos debruçar em outra oportunidade. Com o passar dos anos e com a dominação de um grupamento humano por outro, as organizações sociais foram aos poucos se padronizando e se tornando mais homogêneas devido à imposição da estrutura social do dominador sobre a dos dominados. As sociedades patriarcais, que provavelmente já eram mais numerosas,
dominaram as matriarcais e, com o decorrer da história de dominação mundial, se tornaram a regra.


O corpo negro é constantemente objetificado e personagem do imaginário como o viril, o forte, o másculo; prova disso é uma busca rápida pelo mundo virtual com as palavras gays + negros...


Homossexualidade e outras conversas...
Homens gays foram chamados de sodomitas, bestas, anormais e invertidos durante toda a História em que se fala sobre a homofobia. Mulheres sequer foram nominadas. Negros eram propriedades. Deduz-se que todos esses qualificativos se referiam a homens brancos de padrões ocidentais. Portanto, faltam traços que possam também destacar de que forma
outros sujeitos foram sendo levados da ocultação à invisibilidade. É o caso de homens negros gays.

"Podemos falar de gays negros, como podemos falar de negros portadores de deficiência, como de mulheres homossexuais e temos outros quadros de duplo preconceito. Não sendo menos comum o triplo preconceito e por aí adiante. Uma mulher negra homossexual por exemplo pode ser alvo de tribo preconceito, o facto de ser negra, mulher e homossexual".


Se o pluralismo é próprio da vida em sociedade, é preciso trazer à tona temas centrais que compõem essas várias ideias: a existência de homens e mulheres gays, negros e pobres. Escamotear isso é negar a diversidade (que muitas vezes oculta e invisibiliza) e asseverar a política da homogeneização ou padronização dos corpos e sujeitos.


O corpo negro é constantemente objetificado e personagem do imaginário como o viril, o forte, o másculo; prova disso é uma busca rápida pelo mundo virtual com as palavras gays + negros. Saindo do campo do fetiche, o que cabe é o ocultamento e a constante adjetivação com a justificativa “...não tenho nada contra, mas...”. Combater a homofobia é também combater o racismo e o sexismo, são lutas indissociáveis. Ser negro impõe barreira, ser negro e homo ou transexual é o fim. É uma sentença!

Se liga:
Não podemos comparar o preconceito do cidadão gay com o preconceito do cidadão negro. As causas para o preconceito contra o negro são denunciadas pela cor de sua pele, pelos seus traços faciais avantajados, e pela sua cultura importada para a sociedade branca por navios negreiros. Já o cidadão gay sofre preconceito por conta de uma orientação sexual diferente do que a sociedade fundamentalista estabelece como padrão, mas, ao contrário do negro, o gay não tem a sua orientação sexual estampada em seu rosto, denunciada pela sua
pele. O gay tem a opção de contar sobre a sua orientação sexual ou não, mas é obvio que existem casos de gays que não precisam se pronunciar a respeito, os seus atos, o seu jeito de se vestir, falar e andar dispensa gaydar.Logico que não podemos fechar os olhos para o preconceito duplo vivido pelo negro gay, cidadão que enfrenta preconceitos por parte algumas vezes de seus irmãos negros, pelo fato...

Para o negro gay é comum ouvir dentro e fora de casa: “não bastar ser negro, tem que ser viado!” Imagino que para lésbicas, bissexuais e pessoas trans não seja diferente, com os respectivos ajustes. Essa lógica perversa, que trata duas das tantas condições humanas como soma negativa, precisa ser superada – e, para essa superação, é necessário trazer a crítica e a problematização para dentro do movimento LGBT.

Os históricos da luta negra e de como e sofrido, ser desincriminado seja por qualquer motivo . A luta negra tem que ser solidária com a luta gay. Por outro lado, esse mesmo negro gay chega a sofrer preconceito por parte da comunidade homossexual, esquecendo-se do histórico da nossa luta, que começou em Stonewall.

É urgente que as pautas se unifiquem e que o necessário recorte de classe seja feito de fato feito. Se queremos um movimento LGBT com todas as transversalidades possíveis , devemos começar repensando nossas reproduções do sistema.

Um afro abraço.

fonte:www.brasilpost.com.br/unegro- lgbts

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