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domingo, 21 de agosto de 2016

O legado Rio-2016 Olimpíadas Mérito da População Negra :Atletas Negr@s se destacam pela persistência

Desde a primeira edição dos Jogos Olímpicos da era moderna, em Atenas, em 1896, o
evento tem construído uma rica história, com conquistas esportivas inspiradoras. Nas Olimpíadas, tudo está no limite, fazendo cada triunfo ainda maior e de tirar o fôlego. Por isso, o Portal EBCdestaca alguns desses momentos.

Podemos dizer que tudo começou com Jesse Owens quando ele “desafiou” Hitler...
Aos 23 anos, o velocista Jesse Owens foi protagonista nas Olimpíadas de Berlim. A teoria nazista de superioridade da raça ariana foi derrubada pelo velocista negro e filho de escravos. Em seu país, os Estados Unidos, o atleta ainda era obrigado a andar na traseira do ônibus, por conta da política de segregação racial que privilegiava brancos. Além dessa conquista, Owens levou para casa o ouro nos 200m (20 segundos 7) e no salto em distância (8,13m) - ambos com recordes olímpicos -, e no 4x100m (39 segundos 8), ajudando o time norte-americano a bater o recorde mundial.
Melbourne, 1956: Brasileiro Adhemar Ferreira da Silva se torna bicampeão olímpico de salto triplo

- O brasileiro Adhemar Ferreira da Silva conquistou reconhecimento internacional ao ganhar duas vezes seguidas a medalha de ouro olímpica no salto triplo nos Jogos Olímpicos de Helsinque, em 1952, e Melbourne, em 1956. Além das performances de sucesso nas provas, o brasileiro deixou sua marca no esporte por ter inventado a 'volta olímpica' para ser aplaudido de perto pelo público.

- Em Helsinque, em suas seis tentativas, o atleta bateu sucessivamente o recorde olímpico e mundial da prova por quatro vezes: 16,05m; 16,09m; 16,12m e, por fim, 16,22m, performance que o levou ao topo do atletismo internacional.

- Em Melbourne, consagrou-se campeão, tornando-se até então o único bicampeão brasileiro olímpico, com a marca de 16,35 metros. Ele só seria igualado 48 anos depois pelos iatistas Robert Scheidt, Torben Grael, Marcelo Ferreira e pelos jogadores de voleibol Giovanni e Maurício, todos bicampeões olímpicos em Atenas 2004. Sua vitoriosa carreira

no salto triplo, em especial depois de sua vitória em Melbourne, Austrália, conferiu-lhe o epíteto de “Canguru Brasileiro”.
Roma, 1960: Etíope Abebe Bikila entra para a história ao vencer maratona com pés descalços

Creative Commons - CC BY 3.0 - Abebe Bikila
Durante a 17ª edição das Olimpíadas em Roma, o etíope Abebe Bikila conquistou a medalha de ouro na maratona e se tornou o primeiro competidor da África subsaariana a ganhar uma medalha olímpica. Seu feito destaca-se ainda mais por ter sido o primeiro atleta a vencer uma maratona com os pés descalços. Após a conquista, foi recebido na Etiópia sob chuva de pétalas de rosa e confetes. O imperador também o condecorou com a
Ordem da Estrela da Etiópia.
México, 1968: Após cair, maratonista da Tanzânia corre maior parte do percurso com sangramento

Creative Commons - CC BY 3.0 - John Stephen Akhwari
Nas Olimpíadas de 1968, John Stephen Akhwari, da Tanzânia, chegou em último lugar na maratona. Ele correu a maior parte do percurso de 42 quilômetros pelas ruas da Cidade do México com uma perna enfaixada e sangrando, além das dores por conta de uma queda logo no início da corrida. Ele chegou mais de uma hora após o primeiro colocado e cerca de 20 minutos mais devagar que qualquer outro competidor. Mais tarde, perguntado sobre por que não tinha desistido da corrida, Akhwari pareceu perplexo e respondeu simplesmente: “Acho que vocês não entenderam. Meu país não me enviou à Olimpíada para começar a corrida. Eu fui enviado para completar a prova”.
Montreal, 1976: Nadia Comaneci foi a primeira ginasta da história a obter a nota perfeita nas Olimpíadas

Barcelona, 1992: Dream Team americano de Basquete vai para Olimpíadas
Creative Commons - CC BY 3.0 - Michael Jordan
A equipe masculina de basquete dos Estados Unidos selecionada para ir às Olimpíadas de 1992 foi apelidada de “Dream Team” (“Time dos Sonhos”). Isso porque a equipe era formada por grandes nomes da modalidade, como Michael Jordan, Charles Barkley e Patrick Ewing, para citarmos alguns. Foi a primeira vez que um time ativo na NBA foi recrutado para os Jogos Olímpicos. O “Time dos Sonhos” fechou os Jogos Olímpicos de Barcelona invicto, com média de 45 pontos de vantagem.
Com 9 ouros, velocista jamaicano Usain Bolt torna-se um raio certeiro nas pistas

- Primeiro homem a ser tricampeão olímpico nos 100m, 200m e 4x100m, em Pequim-2008, Londres-2012 e nos Jogos do Rio, ele se autodenomina 'uma lenda' no esporte Se alguém acha que um raio não cai no mesmo lugar, este alguém não conhece o jamaicano Usain St.
Leo Bolt. Depois de assombrar o mundo nos Jogos de Pequim, em 2008, vencendo os 100m, os 200m e o 4x100m, o velocista jamaicano repetiu a dose quatro anos depois. Em Londres, Bolt se tornou o primeiro homem na História a ser bicampeão olímpico nas duas provas mais velozes do atletismo e, segundo suas palavras, tornou-se uma lenda. Na Olimpíada do Rio, Bolt fez história mais uma vez, ao se tornar tricampeão olímpico nos 100m rasos, com o tempo de 9s81.

Usain Bolt também voltou a vencer nas outras duas provas nos Jogos de 2016. Nos 200m rasos, sua distância preferida já que costuma largar mal nos 100m, o velocista jamaicano foi o mais rápido do planeta, mesmo com a pista molhada, com o tempo de 19s78. Já no revezamento 4x100m, fechou de forma espetacular a prova, levando o time da Jamaica a registrar a marca de 37s27. Com os resultados históricos alcançados no Estádio Olímpico João Havelange (Nílton Santos), o Engenhão, o atleta acumula incríveis nove medalhas de ouro.
Em 2012, o show londrino do homem mais rápido do mundo teve início nos 100m rasos. Depois de passear pelas eliminatórias, ele venceu uma final recheada de rivais de peso, como o compatriota Asafa Powell e os americanos Justin Gatlin e Tyson Gay, com o tempo
de 9s63, quebrando o recorde olímpico. O também jamaicano Yohan Blake ficou com a prata, e o americano Gatlin completou o pódio.

— Muitas pessoas duvidaram de mim. Muita gente estava dizendo que eu não ia ganhar, que eu não parecia bem, mas mostrei que sou o número 1, que ainda sou o melhor. Dei mais um passo para me tornar uma lenda. Ainda faltam os 200m — disse Bolt, conforme publicado na edição de 22 de julho de 2016 da revista "A história dos Jogos Olímpicos", do GLOBO.
Quatro dias depois, Bolt voltou a voar baixo no Estádio Olímpico de Londres, desta vez nos 200m. O jamaicano correu a prova em 19s32, passando a impressão de que não quebrou o recorde olímpico (19s30) apenas porque reduziu o ritmo na reta final. Tirando onda, ele cruzou a linha com o dedo sobre a boca, como se pedisse silêncio, e ainda fez flexões na pista após a vitória:

— Só sei que agora eu sou uma lenda.
Poucos dias depois, ele acrescentou uma sexta medalha olímpica de ouro à sua coleção ao fazer parte do time jamaicano que venceu o 4x100m com o tempo de 36s84, novo recorde mundial.
— Fui lá e mostrei ao mundo que eu poderia fazer de novo. Este era o meu foco e consegui. Foi uma longa temporada, mas conquistei o que queria em Londres. Estou muito orgulhoso de mim mesmo — decretou o velocista jamaicano em 2012.

Sem tanto marketing, mas com um talento inigualável, outra lenda fez história em Londres: o nadador americano Michael Phelps, o atleta com maior número de medalhas de ouro na história até aqueles Jogos: 18.
Bolt se consolida como o maior velocista da história no adeus
O jamaicano fez o que se propôs e se converteu no primeiro homem na história a ser tricampeão dos 100 m, 200 m e revezamento 4x100 m.
"Nunca pensei que faria três vezes. Na primeira, fiquei feliz; na segunda, foi difícil; e a terceira é inacreditável. Botei a barra em uma altura que ninguém poderá me alcançar", afirmou.
Esta prova de superioridade foi a maneira de dizer adeus de forma triunfal. Aos 30 anos - completados neste domingo -, o astro já disse que não estará em Tóquio-2020. Sua despedida definitiva deverá ocorrer no Mundial de Londres, em 2017.

 Ele não é apenas um embaixador, tem um papel muito mais importante para ser desenvolvido e fazerem mais pessoas se engajarem com o esporte", disse Sebastian Coe, presidente da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (Iaaf).
Brasil tem ouro inédito e mais que dobra número de finais do último Mundial.

Mulher, negra e de origem na periferia, Rafaela Silva se reinventa
Depois da eliminação precoce nos Jogos de 2012 que quase a afastou do esporte, atleta tem campanha perfeita em casa e se torna a primeira judoca campeã olímpica e mundial no país
Esta não é apenas a história de uma medalha de ouro, a primeira do Brasil nos Jogos Olímpicos Rio 2016. A narrativa escrita por Rafaela Silva no Parque Olímpico da Barra, nesta segunda-feira (08.07), tem trechos de determinação, de volta por cima, de segundas

chances. Ainda com o filme da campanha em Londres 2012 em mente, quando foi eliminada na segunda rodada e chegou a pensar em abandonar o judô, Rafaela subiu ao tatame da Arena Carioca 2 para exorcizar os fantasmas de quatro anos atrás e, mais uma vez, superar-se.
Em cinco vitórias estrategicamente perfeitas, a carioca se tornou a primeira campeã olímpica e mundial do judô brasileiro e a primeira medalhista de ouro do país nos Jogos disputados em casa. “O ginásio chegava a tremer. Eu via que minhas adversárias sentiam a pressão e eu não podia decepcionar todas essas pessoas que vieram torcer por mim aqui dentro da minha casa. Dedico essa medalha a todo o povo brasileiro que veio aqui torcer, a minha família e a meus amigos que viveram isso comigo diariamente”, emocionou-se.
Por que a 1ª medalha de ouro de uma nadadora negra é importante

Recordes são feitos para serem quebrados, diz um dos mais conhecidos clichês do esporte - e isso deverá ocorrer em algum momento com o tempo conquistado pela nadadora Simone Manuel na final dos 100 metros livre. Mas seu outro feito inédito não será superado.
Manuel tornou-se a primeira nadadora negra a ganhar uma medalha de ouro na história dos Jogos Olímpicos. E disse esperar que sua vitória leve a uma maior diversidade no esporte.

"Essa medalha não é só para mim, mas para todos os afro-americanos que vieram antes e serviram de inspiração", afirmou. "Espero inspirar outras pessoas. A medalha é para quem vier depois de mim no esporte."
Carcereiros, cortadores de cana e carregadores de mala dão a Fiji sua 1ª medalha olímpica na história
Como cientistas descobriram que tubarão de 400 anos é vertebrado mais velho do mundo
Entenda por que a vitória de Simone Manuel é tão significativa.
As piscinas foram um território proibido para negros americanos por gerações
As piscinas são há muito tempo um ponto especialmente sensível da questão racial nos Estados Unidos.

Afro-americanos não podiam entrar nelas quando a segregação ainda era praticada, e,
mesmo depois de ela ser abolida, brancos encontraram outras formas de mantê-los excluídos.
Mas, apesar de tudo isso, exceções podem surgir.
Por exemplo: a mãe de Cullen Jones, o primeiro negro a ser detentor de um recorde mundial de natação e medalhista de ouro nos Jogos de Pequim, levou o atleta para ter suas primeiras aulas após ele quase se afogar em um parque de diversões quando tinha 5 anos.
A ginasta americana 'massacrada' nas redes sociais mesmo após ouro

Aos 8, ele já competia. Em 2008, fez parte da equipe americana que venceu a final dos 4x100 metros livre.
Levou um longo tempo para chegarmos até o ponto atual
Ainda hoje, ver um negro vencer uma prova de natação é algo raro.
O holandês Enith Brigitha tornou-se o primeiro nadador negro a ganhar uma medalha olímpica ao chegar em terceiro nos 100 metros livre em Montreal, em 1976, perdendo para dois atletas que depois foram flagrados em exames antidoping, segundo o Hall Internacional da Fama da Natação.

O próximo feito viria só em 1988, nos Jogos de Seul, quando Anthony Nesty, do Suriname, tornou-se o primeiro homem descendente de africanos a ganhar o ouro na natação.
Anderson Silva ajudou Maicon Andrade a conquistar a medalha de bronze.Um brasileiro levou medalha na categoria acima de 80 kg no taekwondo. Algum desavisado pode perguntar se foi Anderson Silva o medalhado. Não, foi Maicon Andrade, 23 anos, quem levou o bronze na Arena Carioca 3, nos Jogos Olímpicos do Rio. Mas ele e seu técnico entendem que o ex-campeão do UFC de alguma maneira ajudou na conquista.
Anderson Silva, 41, uma das maiores estrelas de todos os tempos do MMA, teve sua base nas artes marciais no taekwondo, modalidade na qual não pratica mais há muitos anos (lutou dos sete aos 17). De 2013 até o ano passado passou a aventar a possibilidade de disputar os Jogos do Rio ao participar das seletivas brasileiras para uma vaga na categoria acima de 80 kg.

"O Brasil nunca ganhou o ouro no futebol porque eu nunca joguei". A frase é de Pelé, tricampeão do mundo pela Seleção...
Neymar e Marta, a Rainha, considerada por muitos como o "Pelé de saias". Dois craques, mas duas carreiras bem distintas. Neymar, de 24 anos, vive a realidade dos salários milionários das estrelas internacionais. Marta, agora trintona, tem cinco prêmios da Fifa de melhor do mundo e ainda sofre com a falta de reconhecimento do futebol feminino.
Marta, que foi eleita cinco vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, recebe $400.000,00 por ano (R$ 1.300.000,00) de seus patrocinadores – Coca-Cola e Puma – que utilizam sua imagem para aumentar as vendas junto às mulheres. O clube em que Marta atua, o FC Rosengård da Suécia, não paga qualquer salário à atleta, dado que o futebol feminino atrai cerca de 1.000 pagantes por jogo naquele país. Mesmo assim, o salário de Marta é o segundo maior do mundo no futebol feminino, atrás apenas da atacante americana Alex Morgan ($450.000,00 por ano), que atua na principal liga de futebol feminino do mundo, a dos EUA.

Seleção celebra seus dias de 'empoderamento', mas segue cética
Marta no futebol feminino fez historia e A derrota nos pênaltis nesta terça-feira, que tirou a equipe da disputa pelo ouro, causou comoção no Maracanã. A goleira reserva Aline acredita que tamanho carinho ocorre porque o time representa o "espírito do tempo": as reivindicações das mulheres pelos mesmos direitos, oportunidades e salários que os "homens".
“Queríamos muito a medalha de ouro. Não só para benefício próprio, mas para o futuro da modalidade, para as próximas gerações aqui no Brasil
Marta representa um alicerce para que o futebol feminino do Brasil siga crescendo. Sua representatividade no exterior dá a visibilidade que a modalidade não alcançaria sem ela. Embaixadora da ONU - algo que CR7 tentou e não conseguiu -, leva ainda um exemplo de luta às mulheres e faz com que meninas sonhem ter sucesso em um esporte que até pouco era visto como "tabu" por ser classificado como masculinizado. A número 10 não sente o peso de sua camisa. É líder durante os jogos. Sabe que seu papel é servir de exemplo e assim o faz. Uma campeã com cinco títulos de melhor do mundo.

e "negro" Neymar desencantou:O atacante é a principal referência do futebol no país há pelo menos seis anos, desde que passou de jovem talentoso a um dos mais valiosos jogadores do planeta. Enquanto o país lamenta o fim do encanto, do futebol-arte, Neymar é uma resistência do encantamento, do drible, da molecagem. Ser protagonista da primeira medalha de ouro do futebol brasileiro o levaria a um patamar nacional diferente, principalmente com a final no mítico Maracanã. Ídolo de jovens que têm o hábito de copiar seus penteados ou visuais às vezes extravagantes, Neymar é hoje, dentro de campo, o principal símbolo do que se espera do futebol brasileiro.

  Aconteceu! O Brasil venceu a Alemanha na decisão do futebol nos Jogos Olímpicos Rio-2016 e garantiu o ouro inédito em casa. Neymar, que foi tão criticado( merecido que fique aqui o registro), fez um gol no tempo normal e marcou o último pênalti que garantiu a vitória.
Gente com base no número de gols feitos na seleção, como se o salário de um atleta dependesse somente da seleção – com o claro intuito de inferir “machismo” nos esportes. A comparação foi devidamente destruída pela página Caneta Desesquerdizadora, que colocou a realidade dos dados na mesma imagem.
De 2004 a 2014 a diferença salarial entre mulheres e homens diminuiu, com o rendimento feminino ultrapassando os 70% da renda masculina – e o tempo médio de estudo das mulheres aumentou com relação aos homens – 6,4 anos para elas e 5,3 para eles. Os destaques são da Pesquisa Mulheres e Trabalho: breve análise do período 2004-2014, divulgada nesta sexta-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social (MTPS) e pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e não e diferente o esporte ganhamos menos também que o homem negro...
Nossa gente como entramos neste debate!!!
Ah esta ia para a gente refletir...
Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte: Superesportes\fotos net

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