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segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Origem Mitológica das Profecias: O Homem desde sempre quer saber o Futuro...

Nas antigas lendas teogônicas da mitologia grega, Pontos, ou Fluxo Marinho, nascido sem
intervenção de uma potência masculina, uniu-se a Gaia, a Terra, e desta união nasceu Nereu, um sábio que possuía o conhecimento de todos os segredos e de todas as profecias. Este conhecimento de Nereu, entretanto, não era para ser distribuído, pois que repugnava-lhe revelá-los. Para escapar aos curiosos, ele utilizava-se de sua capacidade de se metamorfosear e passar despercebido. Mas Nereu pertence a um ciclo anterior e ultrapassado, a era dos Titãs.
- "A nova era corresponde ao ciclo dos olimpianos, ou ciclo dos deuses do Olimpo, do qual o deus que preside às adivinhações é Apolo, que possui uma natureza complexa e uma múltipla personalidade. Apolo é Hélios, Febo-Apolo, o Sol; quando veio ao mundo, pediu um arco para matar o dragão ou serpente Píton, que atacara sua mãe antes do nascimento".


O dragão tinha em seu poder o oráculo de Têmis, e ao matá-lo com suas flechas, Apolo apropriou-se deste e o transformou em seu próprio oráculo, com um templo e também uma sacerdotisa (pítia) consagrada para responder às perguntas. Apolo nasceu em uma ilha sideral, Astéria, “a terra flutuante”. Cassandra, filha de Príamo e Hécuba, não cedeu às arremetidas amorosas de Apolo nem depois que este ensinou-lhe a arte da adivinhação. Por despeito, Apolo cuspiu-lhe na boca e com isto privou-a não desta arte, mas de toda e qualquer credibilidade quanto aos seus oráculos.

Deste modo, qualquer profecia que Cassandra fizesse não seria jamais acreditada, mesmo que se mostrasse verdadeira. * Os vaticínios feitos na Grécia antiga eram realizados nos templos dos oráculos, sendo que os mais conhecidos eram os de Delfos, Dodona, Trofônio, Latona e Efora. Nos primeiros, os oráculos eram dados geralmente por uma sacerdotisa. Quanto ao último, que era chamado de “Oráculo dos Mortos”, o oráculo era dado por pessoas mortas.

Nele, o interessado descia uma escadaria que passava por vários corredores e era deixado a esperar, às vezes até por semanas inteiras, em um quarto. Quando era chamado, atravessava um longo corredor que conduzia até uma câmara onde havia um vaso de cobre gigante, cheio de água. A pessoa deveria olhar o líquido até que os seus parentes mortos aparecessem e lhe dessem as visões que ele procurava. A seguir, ele era purificado antes que deixasse o lugar.

O mais famoso dos templos era o de Delfos, dedicado a Apolo. Este templo se localizava na Fócida, no cume do monte Parnaso, supostamente o mesmo lugar onde a serpente Píton havia sido morta e que era considerado o umbigo do mundo. Seus vaticínios eram repletos de metáforas e difíceis de entender. Eram realizados por virgens chamadas Pítias, sacerdotisas que ficavam em transe após beberem da fonte Castália e mascarem folhas de louro.

A sacerdotisa escolhida sentava-se em uma trípode à beira de uma fenda vulcânica, de onde saíam gases vindos das profundezas da terra. A interpretação do seu vaticínio era dúbia e difícil, e muitas vezes somente se tornava clara se a pessoa contemplada com a revelação encontrasse, no momento certo, os elementos adequados para o entendimento do oráculo. Este podia ser tão enigmático que era preciso que outros augúrios ocorressem, para confirmá-lo.

Enéias, filho do mortal Anquises e da deusa Vênus, sobreviveu à destruição de Tróia e teve de vagar durante sete anos, buscando o lugar desconhecido onde deveria erguer uma nova Tróia. O período durante o qual ele erra sem destino é marcado por vários oráculos obscuros, cuja falsa interpretação levam-no sempre para longe do lugar exato para o qual ele deveria dirigir-se. Adrasto, rei de Argos, ficou atônito quando o oráculo o mandou entregar suas filhas em casamento a um leão e a um javali. Algum tempo depois, viu dois jovens, Tideu, que fugira de Calidon, e Polínice, filho de Édipo (que fora recentemente banido de Tebas). Foi quando percebeu que os seus escudos tinham, um, a efígie de um leão, e outro, a efígie de um javali, que pôde compreender o oráculo.

Atamante, rei dos orcômenos, tinha sido banido da Beócia. Ao consultar o oráculo, este mandou que ele fundasse uma cidade no lugar em que os animais selvagens o alimentassem. Muito tempo depois ele chegou à Tessália, onde encontrou alguns lobos devorando um carneiro. Ao vê-lo, os lobos fugiram, deixando sua presa. Lembrando-se do oráculo, Atamante fundou naquele lugar a cidade de Alos. Falanto, que queria conquistar a cidade de Tarento, procurou o oráculo. Este deu-lhe a seguinte resposta: quando percebesse uma chuva que o banhasse vinda de um céu sereno, ele poderia atacar. Falanto não conseguiu compreender o vaticínio. Um dia, ele estava descansando no colo de sua esposa, Etra, quando sentia que as lágrimas dela derramavam-se sobre ele.

Lembrando-se que Etra significava “céu sereno”, levantou-se de imediato e partiu para a vitoriosa conquista. Locro, rei dos léleges, perguntou ao oráculo para onde deveria ir com o seu povo. A resposta foi que ele deveria parar onde fosse mordido por uma cadela de madeira. Locro também não entendeu a mensagem; mesmo assim, partiu. Muito tempo depois, quando atravessava o oeste do Parnaso, ele pisou num espinho de uma roseira, chamada “espinho de cão”, em grego. Foi então que compreendeu o oráculo. Fixou-se então ali, na região que veio a ser conhecida como Lócrida.

Nem sempre, no entanto, a interpretação era feita corretamente. Algumas vezes acontecia de a pessoa interessada entender ao contrário uma advertência que lhe estava sendo feita.

Foi o caso do rei Creso, da Lídia, que tencionava empreender uma campanha militar contra a Pérsia e que dirigiu-se ao oráculo de Delfos para solicitar uma previsão a este respeito. A sacerdotisa lhe falou que, se ele atravessasse o rio Halys, um grande império seria destruído. Creso, confiante que este oráculo lhe era favorável, partiu em campanha. Tudo que ele conseguiu, no entanto, foi destruir o seu próprio grande império.

Desvelar ou interpretar o oráculo não significava necessariamente que ele fosse favorável ao interessado. Muitas vezes, sua realização envolvia verdadeiras tragédias, das quais era impossível escapar. Foi o caso, por exemplo, de Édipo. Ele era filho de Laio, rei de Tebas, e de Jocasta. Um oráculo revelou a Laio que ele teria um filho que o mataria. Quando Édipo nasceu, Laio mandou que o deixassem no monte Citeron para morrer. Foi encontrado pelos pastores e levado ao rei de Corinto, o qual ordenou que ele fosse educado.

Assim que atingiu a maioridade, Édipo foi consultar um oráculo. Este falou que, se voltasse à sua pátria, ele mataria seu pai e desposaria a própria mãe. Édipo, que pensava que seu pai era o rei de Corinto, procurou sair de lá, indo para Tebas. Lá, ele se envolveu em uma pendência com Laio, da qual resultou a morte deste. Por esta época, a região era assolada por um animal misterioso, a Esfinge, que devorava todos aqueles que não conseguissem decifrar seus enigmas. Creon, que sucedera a Laio, prometeu o reino e a mão de Jocasta a quem quer que conseguisse derrotar a Esfinge.

Édipo foi então à procura desta, sendo assim interrogado quando a encontrou: “qual o animal que anda sobre quatro patas de manhã, sobre duas à tarde e sobre três à noite?” Sem hesitar, Édipo respondeu: “é o homem, que engatinha na infância, anda sobre dois pés quando adulto, e anda apoiado em uma bengala na velhice”. Ao ouvir esta resposta, diz-se que a Esfinge atirou-se ao mar. Com isto, Édipo foi aclamado rei e desposou Jocasta, sua mãe.

Esta, posteriormente, teve conhecimento de todos os detalhes da história através de outro oráculo. Horrorizada, Jocasta enforcou-se. Édipo, por sua vez, ao tomar ciência de sua tragédia, arrancou os próprios olhos. Partiu em seguida de Tebas, acompanhado de sua filha Antígona. Não eram apenas os oráculos que podiam ver o futuro.


 "O reformador Martim Lutero declarou, com razão: "O Diabo também sabe profetizar – e mente ao fazê-lo".


 Muitas pessoas podiam também eventualmente profetizar ou adivinhar o futuro. Diógenes Laércio conta a respeito de Ferécides, que era discípulo de Pitágoras, o qual podia ver fatos futuros muito claramente. Certa vez, por exemplo, ele caminhava pela praia de Samos quando avistou um navio que surgiu no horizonte. Ele predisse que o navio iria afundar, e passados alguns momentos, o navio realmente afundou. Entre outras coisas, ele previu também um terremoto, bem como a vitória que viria do cerco de Messênia.

- Aristóteles faz um relato a respeito de um seu amigo, Eudemo, o qual tivera um sonho enquanto estava doente, quando ia da cidade de Feras para a Macedônia. No sonho, ele viu uma jovem que lhe disse que sua doença não era grave, e que sua morte viria somente quando ele tentasse retornar ao lar. Eudemo morreu cinco anos depois, quando tentava voltar a Chipre, através da Sicília. *

Se liga:        As profecias, quando analisadas sob o aspecto estrutural, apresentam características bastante regulares. Existe sempre uma estrutura básica subjacente aos eventos que rodeiam os personagens envolvidos com os oráculos, aqueles descritos sob uma forma mitológica. Assim como com Édipo, uma lenda parece dar o contorno, ou um eixo de desenvolvimento aos fatos, quase sempre recorrentes, de suas vidas individuais. Otto Rank, em sua obra O Mito do Nascimento do Herói delineia o que ele chamou de “lenda média” dos heróis, apontando elementos característicos sempre presentes no que parece ser o itinerário simbólico de uma iniciação. O herói, de modo geral, descende de pais nobres, tem um nascimento difícil ou obstaculado, é abandonado para morrer em razão de um oráculo desfavorável, é encontrado e criado em circunstâncias excepcionais. Quando se torna adulto, descobre sua verdadeira origem, o que, por sua vez, dá origem à realização de feitos heróicos ou então, a alguma tragédia. Basta citar os nomes de Moisés, libertador do povo judeu, ou de Rômulo e Remo, fundadores da cidade de Roma, como exemplos mais conhecidos destes arquétipos de iniciação.

h "A linguagem dos símbolos acerca de Cristo consiste sobretudo nos atributos que caracterizam a vida do herói tais como: origem improvável, pai divino, nascimento ameaçado de perigo, pronta salvação, amadurecimento precoce (crescimento do herói), superação da própria mãe e da morte, milagres, fim trágico e prematuro, tipo de morte 

simbolicamente significativos, efeitos póstumos (aparições), sinais miraculosos” (Carl G. Jung, Interpretação Psicológica do Dogma da Trindade)."

Analisados sob um aspecto funcional, os eventos ou fatos relativos às profecias mostram que, sempre que se trata de revelar o futuro, os deuses revelam-se reticentes e ciumentos de seu conhecimento profético, e quando chegam a responder às perguntas, suas respostas são sempre vazadas em uma linguagem ininteligível, com características sibilinas e obscuras.

- Esta relutância em revelar o futuro, próximo ou distante, traspassa em todas as profecias, augúrios, adivinhas, charadas e enigmas que os deuses ou personagens mitológicos transmitem.

Deste modo, em todas as profecias, antigas e modernas, o sentido é velado de modo a torná-las quase inacessíveis, e o interessado muitas vezes deve empenhar até a própria vida para que o oráculo se desvele. * As profecias não têm a finalidade precípua de informar ao homem o seu futuro, seja este qual for, ou mesmo permitir que ele escape aos desígnios do destino, pelo conhecimento das coisas que irão acontecer. Como já se viu, as profecias anunciadas podem lhe ser favoráveis ou desfavoráveis. Somente através do seu entendimento poderia ele aproveitá-las, mas já vimos a dificuldade em fazê-lo.

Assim, o simples fato de conhecê-las muitas vezes não significa poder evitar o pior. Entretanto, de um modo paradoxal, as profecias pessimistas, ainda que não entendidas, podem ajudar a modificar um futuro sombrio, pela simples mudança da atitude humana. Trabalhar pelo melhor, pelo receio do pior: talvez seja este, afinal, o segredo e o objetivo de todas as profecias.

A adivinhação do futuro pode envolver a leitura do presente com consequências futuras;puro e simples engano visando o lucro fácil...
A baixo algumas formas de previsões:

Horóscopo chinês - Origens na antiga China
Os chineses acreditavam que sua história estava relacionada com os céus. Chamavam sua terra de o Reino do Meio, que representava o Reino do meio celeste, onde as estrelas nunca se punham. O imperador, ou o Filho dos Céus como era chamado, era um mediador entre o Céu e a Terra. Conhecia, graças ao seu astrólogo imperial, os dias da mudança das estações e podia prever e interpretar todos os sinais celestes. Acreditava-se que, caso o imperador cometesse algum erro em suas previsões, ele perderia todos os poderes que lhe eram conferidos pela natureza. Portanto, era muito importante que seus conselheiros observassem e calculassem com a máxima precisão todos os movimentos do céu. Os deslizes eram punidos com a decapitação.

Tão marcante era a influência da astrologia na China antiga, que mesmo os palácios eram construídos de forma a se adequarem à simbologia astrológica. Havia um palácio para cada estação do ano e eram a representação terrena dos palácios ou setores do reino celeste. As portas do palácio de verão estavam voltadas para o Sul as da primavera, para o Leste; as do outono, para o Oeste e as do inverno, para o Norte. Durante a dinastia Shang, por exemplo, o imperador era obrigado não só a residir nesses palácios de acordo com a estação do ano, como também a voltar-se para o Sul durante as audiências. O sul representava o centro do seu reino, a Estrela Pola.



Runas- A Origem das Runas
Para os povos de língua germânica e celta, a palavra Runa pode significar tanto "segredo" como "sussurro" ou "mistério". Também "uma das letras do alfabeto usado pelos povos germânicos mais antigos", o Fuþark, que recebe este nome exatamente por causa das suas 6 primeiras letras (Fehu, Uruz, Þorn, Ansuz, Raiðo e Kenaz).

E embora outros alfabetos antigos também tenham em sua origem um forte contexto mágico (como é o caso do hebraico e do ogham, só para citar dois exemplos), vários estudos afirmam que o sistema rúnico é o mais desenvolvido entre eles, certamente pelo fato destes atributos místicos e mitológicos acabarem por prevalecer sobre os atributos lingüísticos, hoje em desuso.

Do ponto de vista histórico, a origem das runas é ainda um tema discutível com, no mínimo, quatro teorias, cada qual atribuindo a outras civilizações a responsabilidade por sua criação. São elas a Teoria Latina ou Romana (L.F.A. Wimmer, 1874), a Grega (Sophus Bugge, 1899), a Etrusca ou Norte-Itálica (C.J.S. Marstrander, 1928) e a Indígena (R.M. Meyer, 1896), única a defender a origem puramente germânica.

Contam as lendas vikings que os deuses moravam em Asgard, um lugar localizado no topo de Yggdrasil, a Árvore que sustenta os nove mundos. Nesta árvore, o deus Odin conheceu a sua maior provação e descobriu o mistério da sabedoria: as Runas. Alguns versos do Edda Maior, um livro de poemas compostos entre os séculos IX e XIII.

Numerologia- A Origem da Numerologia


Desde a Antiguidade a humanidade tem usado os números como um meio de fazer previsões através do significado de seu valor simbólico. Cada povo desenvolveu um sistema próprio sempre relacionando as letras, isoladamente ou em sequências sonoras, aos algarismos. Assim podiam relacionar significados aos nomes, avaliar nomes e fazer previsões para o futuro das pessoas. Egípcios, chineses, gregos e romanos os utilizaram.

Quando ainda não se conheciam os algarismos no formato arábico que se popularizou em todo mundo civilizado, ainda assim a Numerologia já existia, mas fazia parte do ensino dos Grandes Mistérios.

A origem da Numerologia vai ainda mais além, remontando aos templos de Ísis, à Atlântida e à Lemúria. Muito antes que o alfabeto fosse inventado, antigos eruditos estudaram a Numerologia para se orientarem na vida cotidiana.

Mas a verdadeira origem da Numerologia está perdida na história. Suas raízes vem de 10000 anos, do Egito e da Babilônia. A ciência dos números com seu conteúdo místico e esotérico foi ensinada nos templos do Egito e da Ásia e serviu como base espiritual para diversas sociedades e fraternidades secretas e até hoje é um método de auto-ajuda muito popular.

Há registros e avaliação da Numerologia desde as civilizações mais antigas, como a dos sumérios da Baixa Mesopotâmia e entre os fenícios, caldeus e árabes. Mas foram os gregos que trouxeram a Numerologia do Oriente para ao Ocidente, posteriormente disseminada pelos romanos. Os gregos consideravam os números “eternos e universais”, e acreditavam que os números eram os únicos elementos que conhecemos bem, fazendo-nos entender o propósito da própria existência.

As tradições hindu e árabe afirmam que os números são os únicos elementos do Universo que sempre permanecem inalterados. Segundo essa teoria, os números não regem, mas influenciam e guiam nossas vidas, podendo influenciar sobre nosso caráter e Destino.

Astrologia -A Origem da Astrologia
Praticada há milênios, a Astrologia possivelmente tem origem na antiga Caldéia. Com seus

assombrosos conhecimentos astronômicos, os caldeus conheciam os planetas até Saturno. Conheciam muito bem as fases da Lua, prevendo com precisão os eclipses. Foram eles que, traçando os limites na elíptica, dividiram-na em doze porções, que se tornaram os doze signos do zodíaco. Os caldeus perceberam que determinadas épocas ou signos produziam certos traços de caráter, e com isso criaram toda a base da simbologia que hoje é a Astrologia.

No início, a Astrologia era bastante utilizada para prever catástrofes, períodos de bonança,

dificuldades, épocas para se realizar grandes eventos e coroações. Aos poucos, os astrólogos começaram a traçar os mapas de seus reis – tendo alguns, inclusive, previsto mortes, fracassos e consagrações. Com o tempo, a Astrologia passou a ser aplicada a pessoas comuns, a fim de se estudar a sua personalidade, história e potenciais. Nesse final de milênio, o interesse pela Astrologia é grande, mas grandes também são as dúvidas e os mitos – a maioria falsos – que a envolvem.

Pode-se definir Astrologia como um impressionante sistema simbólico, que observa a relação entre o macrocosmo (os planetas) e o microcosmo (o indivíduo na Terra).

Quando um indivíduo nasce, o céu reflete determinadas características que são únicas naquele momento. Essas características irão compor a base da personalidade do indivíduo. Essa será a sua carta astral, repleta de potencialidades.

Existe um forte mito de que a astrologia é um sistema de adivinhação ou de sorte, e que ela revelaria um destino completamente traçado. Nada mais falso do que isto. A astrologia sempre deixa um grande espaço em aberto para o indivíduo. Na verdade, ela mostra tendências, mas cabe ao indivíduo mesclá-las ou direcioná-las. Existe uma antiga frase em latim que define bem isso ‘Astra inclinant, sed non cogunt’, traduzida como ‘os astros inclinam, mas não determinam’.

De fato, uma pessoa é seu mapa astral, mas ela também tem livre arbítrio para utilizar todas as características embutidas nele. Somente pelo mapa de alguém você não pode saber se a pessoa será famosa, rica, triste ou alegre. Isso são coisas que vão depender dela, e não do mapa que ela tem. Mas você pode encontrar ‘tendências’, talentos e possibilidades. É de todo esse potencial que o astrólogo se ocupa.

Tarô - O Tarot ou Tarô
É um jogo de cartas jogado na França e em outros países francófonos, composto por um baralho de 78 cartas. A Federação Francesa de Tarot publicou as regras oficiais do jogo. Jogos da mesma família com diferentes nomes são também jogados em outros países da Europa central — na região da Floresta Negra no sul da Alemanha, Suíça, Áustria, Hungria e no norte da Itália. Desde o século XVIII as cartas passaram a ser usadas para a previsão do futuro e desde fins do século XIX elas integram o cerne do esoterismo moderno juntamente com a Cabala, a astrologia e a alquimia medieval.As cartas de tarô surgiram entre os séculos XV e XVI no norte da Itália, e foram criadas para um jogo de mesmo

nome, que era jogado pelos nobres e pelos senhores das casas mais tradicionais da Europa continental. O tarô (também conhecido como tarot, tarocchi, tarock e outros nomes

semelhantes) é caracteristicamente um conjunto de setenta e oito cartas composto por vinte e um trunfos, um Curinga e quatro conjuntos de naipes com quatorze cartas cada — dez cartas numeradas e quatro figuras (uma a mais por naipe que o baralho lusófono).

As cartas de tarô são muito usadas na Europa em jogos de cartas, como o Tarocchini italiano e o Tarô francês. Nos países lusófonos, onde esse jogo é bastante desconhecido, as cartas de tarô são usadas principalmente para uso divinatórios, para o qual os trunfos e o curinga são conhecidos como arcanos maiores e as cinquenta e seis cartas de naipe são arcanos menores. Os significados divinatórios são derivados principalmente da Cabala — vertente mística do judaísmo — e da alquimia medieval.
Atualmente, o Tarot obtém expressão nas mais diversas áreas, sendo um instrumento de estudo e uso até pela Psicologia. Carl Gustav Jung, renomado psicólogo do século XX, falou em Arquétipo (imagens arcaicas), imagens da memória coletiva ancestral que estão dentro de nossos inconscientes e que podem ser ativadas por determinado Símbolo, que revigora e traz à tona toda a carga emocional que a imagem possui em si e que nos toca profundamente. As cartas do Tarot são vistas então como ilustrações sobre os anseios da alma humana, uma espécie de história em quadrinhos sobre os nossos dramas.


Surgimento do Jogo de Buzios
Para sabermos sobre o surgimento do jogo de buzios, temos que conhecer a verdadeira história do surgimento da religião do candomblé (Ixexe Ibile).

Lendas sobre o jogo de buzios
Quanto ao jogo de búzios, existem diversas estórias, onde iremos relatar algumas lendas, mas o que devemos ter consciência que esta arte divinatória esta interligada aos oráculos de Ifá,
Orúnmilá (Ifá) é a divindade do oráculo e veio ao mundo, por determinação de OLODUMARÉ (Olorum) “Deus”, para aconselhar ÒRÌSÀ’NLÁ (Oxalá) na organização da Terra.

Para Oxalá, foi delegada a função da criação da Terra. A Òrúnmilá denominado (ÒRÚ-I-O-MO–A-TI-LA, “Somente ele que está em todas as dimensões e planos, pode nos orientar”) foram delegados assuntos pertinentes ao destino, consciência e sabedoria.

O culto a Ifá está totalmente ligado a forma da “Manifestação divina em forma de palavra”, pois conta um Itan que “Ifá, quando olha com bons olhos para um homem ele se torna uma pessoa prospera em todas as direções”

- "Os ensinamentos são passados oralmente e os oráculos do culto de Ifá dispõem de diversos instrumentos ritualísticos usados na adivinhação, onde destacamos principalmente OPON-ÌFÁ(campo sagrado), ÌROKE-IFÁ (Bastão de madeira ou marfim), IKÍN IFÁ( coquinho de dendê) e Opele IFÁ (corrente mística que une o Òrún (Céu) ao Wayè (Terra)".

Merindilogun ou Merindelogun – vem da palavra Erindinlogun e a tradução é dezesseis a
interpretação das caídas dos búzios por odù e (cada odù indica diversas passagens) de acordo com a mitologia yorubá, os Odu são determinados conforme a quantidade de búzios abertos e fechados resultante de cada jogada, esse odù deve ser interpretado, transmitindo-se ao consulente tanto o significado da caída, quanto o que deve ser feito para solucionar o problema.

Em 1830 em Salvador, Bahia, eram raros os que tinham a função do jogo de búzios por odu, que era consultado apenas para os desígnios do plano divino, diferente do tempo atual que é procurado para resolução de vários tipos de problemas inerentes aos conflitos existenciais, e que encanta não só ao povo do santo.

O jogo de búzios instituído no Brasil contribuiu para a organização do candomblé, sofrendo
transformação para ser utilizado pelas mulheres e no futuro, por todos os dirigentes de candomblés que vieram a ser formados. Esta nova modalidade foi feita por Ìya Nàsò e Bàbá Asikan que depois de libertos da escravidão, viajaram para a África e voltaram depois de sete anos. Esta simplificação tornou-se menos complexa, promovendo uma mudança radical de status religiosos.Na Nigéria, o jogo de búzios recebe o nome de Merindilogún, ou seja, o “JOGO DOS DEZESSEIS”. O processo do jogo de búzios consiste no seguinte: Os búzios são lançados sobre uma toalha ou peneira conforme a nação daquele Babalorixá ou Yalorixá que está jogando. A posição em que os búzios caem é que dará as indicações necessárias solicitadas pelos consulentes. Portanto, cabe ao Babalorixá ou Yalorixá interpretar as caídas e passar para os consulentes as mensagens do jogo.

O intermediário do Merindilogún, ou seja, desta forma de jogo, não é Ifá; e sim, Exu. Ifá tem
a sua modalidade particular de jogo. Diz uma lenda que apenas Exu tinha o dom da adivinhação. Mas, a pedido de Orunmilá, Exu transmitiu seus conhecimentos a Ifá e em troca Exu recebeu o privilégio de receber sempre em primeiro lugar as oferendas e sacrifícios antes de qualquer outro orixá.



Oxum e Ifá o segredo do jogo de buzios
Diz ainda que Oxum era a companheira de Ifá e os homens lhe pediam constantemente que respondesse às suas perguntas. Oxum contou o caso a Orunmilá que concordou que ela fizesse a adivinhação com a ajuda de 16 (dezesseis) búzios. Porém, as respostas seriam indicadas por Exu, portanto esta Divindade voltou à antiga função, ou seja, a de responder às perguntas de Oxum.

Na verdade, o jogo de búzios é o instrumento de maior consulta do Babalorixá ou Yalorixá, pois é através deste oráculo que consultas as Divindades e interpreta a caída do Odu, posteriormente sua tomada de decisões ajuda a orientar diversas situações dentro da casa do orixá.
Devemos observar que a palavra Odu, deve ser pronunciada sempre no singular e que todo Babalorixá ou Yalorixá, deveria consultar um Babalawo, mas no Brasil é freqüente que acumulem ambos os cargos.
Na Nigéria os Babalawos são hierarquicamente superiores aos Babalorixas, bem como os Ogans e Ekedis, estão em posições diferentes na hierarquia que usualmente acontece nas casas de Candomblé no Brasil.

Um afro abraço.

fonte: Comissão de Combate a Intolerancia Religiosa da UNEGRO RJ- http://bit.ly/fxzulu

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