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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Nobel de Literatura Wole Soyinka....

Wole Soyinka (Abeokuta, 13 de julho de 1934) é um escritor nigeriano.

Em 1986, foi agraciado com o Nobel de Literatura e muitos o consideram o dramaturgo mais notável da África.
Nigéria, um país dividido. A independência em 1960 não significou a união dos 300 grupos étnicos e culturais que compõem o país. A falta de unidade entre o sul, rico em petróleo, e o norte, agrícola, dava o tom das profundas diferenças econômicas. O conflito nigeriano que primeiro chocou o mundo aconteceu apenas sete anos após a independência. Quando o conflito terminou, em janeiro de 1970, as mortes chegavam a 3 milhões. Hoje, a cisão também é religiosa. Muçulmanos, católicos, protestantes, iorubas, hindus, entre outros, disputam seu espaço. A violência tem se intensificado com atentados e ataques de radicais muçulmanos a cristãos católicos e protestantes. Desta nação bela e conflitada, origem de tantos milhões de brasileiros, nasce a obra de Wole Soyinka. Por escrever e pregar a liberdade de expressão, Wole Soyinka foi considerado um bandido perigoso em seu país. Cartazes com a foto dele, procurado vivo ou morto, foram colocados por toda parte. Essa é uma das histórias que este dramaturgo, poeta, ensaista e romancista, premiado com o Nobel de Literatura em 1986 conta nesta entrevista exclusiva feita ao Brasil.


Historia...
Escritor e homem de letras nigeriano, Akinwande Oluwole Soyinka nasceu a 13de julho de 1934, em Abeokuta, nas proximidades de Ibadan. Filho de ummestre-escola e da dona de uma loja, teve acesso a uma educação cuidada.
Após ter concluído os seus estudos propedêuticos no Instituto Superior deIbadan, partiu em 1954 para o Reino Unido, matriculando-se no curso deLiteratura Inglesa da Universidade de Leeds, que concluiu em 1959.


Enquanto estudante apaixonou-se pelo teatro, e por altura da sua formação, jáhavia levado a palco algumas peças da sua autoria, como A Quality Of Violence(1959), The Swamp Dwellers e The Lion And The Jewel, em que descrevia asandanças de um professor e de um ancião chefe tribal africano, na suatentativa de conquistar o coração de uma jovem. Ambas foram reunidas numvolume em 1963. Em 1960 regressou à Nigéria, onde, após ter recebido umabolsa da Fundação Rockefeller, fundou uma companhia de teatro, The 1960Masks. Publicou nesse ano A Dance In The Forests (1960), peça que celebravaa Independência da Nigéria, e que combinava uma expressão tradicional africanacom técnicas europeias do teatro de vanguarda. Em 1965 apareceu com Kongi'sHarvest e The Road.
A Guerra Civil nigeriana rebentou em 1967, em consequência do movimentoseparatista do biafra. Soyinka publicou, nesse ano, um artigo em que apelava àpaz, e foi imediatamente aprisionado e acusado de conspiração com osrebeldes. Libertado em 1969 sobretudo por força dos protestos de váriosescritores, como por exemplo, Robert Lowell e Lillian Hellman, começou atrabalhar como professor. 

Em 1970 publicou Madmen And Specialists, uma peça de teatro em que exprimiao seu descontentamento face à corrupção e à sede de poder que se vivia nopaís e, em 1972 debruçou-se sobre a sua experiência no cárcere ao publicarThe Man Died, obra que acabou por ser interdita no seu país.

Observando as garras da censura assomando-se do seu trabalho, optou porabandonar a Nigéria nesse ano de 1972. Chegou portanto a Inglaterra, onde setornou professor convidado no Churchill College de Cambridge. Doutorou-se pelaUniversidade de Leeds em 1973. Durante esse período publicou obras comoJero's Metamorphosis (1972) e Death And The King's Horsemen (1975).

Mudou-se para o Gana em 1975, onde colaborou com o periódico Transitioncomo editor mas, depois de um golpe de estado ocorrido no país, regressou àNigéria, onde passou a ocupar o cargo de professor catedrático de Inglês naUniversidade de Ife. Em 1976 publicou Myth, Literature, And The African World,um célebre embrião do pensamento pan-africanista que o caracterizou.

Em 1993 participou numa marcha de protesto contra o regime militar do ditadorSani Abacha, o que fez com que tivesse que deixar o país no ano seguinte,acusado de atentados bombistas contra o exército. Pôde no entanto regressarem 1998, após a morte de Abacha.
Foi galardoado com o Prémio Nobel da Literatura em 1986. Em 2001 Soyinkapublicou King Baabu, uma paródia aos ditadores africanos.

Ele foi homenageado na 1ª Bienal Brasil do Livro e da Leitura tem no teatro um aliado. Como em muitos países africanos durante anos, na Nigéria o teatro popular é um meio mais acessível de representação da vida e da ficção do que o romance. Um pouco por isso, a lista de livros de Wole Soyinka inclua muitas peças. São 21 no total. Na maioria, textos que tratam da realidade africana em forma da fantasias, como a história de O leão e a joia, primeira obra do autor traduzida para o português...

Um afro abraço.

fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

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