Somos...

Somos...
Rebele-se Contra o Racismo!

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Nossa história :Causas e consequências da revolta dos alfaiates

A Revolta dos Alfaiates, ou Conjuração Baiana, foi um movimento ocorrido em 1798, que contou com o apoio da elite, mas sobretudo das camadas populares, como os negros e mulatos, artesãos, pequenos comerciantes, escravos, alfaiates e libertos. Teve uma importante influência dos ideais da Revolução Francesa. Além de ser emancipacionista, defendeu importantes mudanças sociais e políticas na sociedade.

Desde a mudança da capital de Salvador para Rio de Janeiro, a Bahia perdeu seu papel de destaque na participação histórica e política do Brasil. Os baianos sofriam cada vez mais com uma situação secundária que lhes era imposta pela coroa portuguesa, encaravam grande aumento do preço das mercadorias e produtos essenciais, gerando escassez de alimentos. Ameaçados com a situação, os habitantes da Bahia saqueavam açougues e mercearias em busca de carnes e alimentos.

Diante do quadro grave em que viviam, um grupo de intelectuais, influenciados pelo exemplo do que acontecera nas Treze Colônias Inglesas, no Haiti, e por ideologias iluministas e republicanas, começou a propagar as idéias emancipacionistas. Esses intelectuais, quase em sua totalidade, eram provenientes da Loja Maçônica Cavaleiros da Luz.



O principal líder da Conjuração Baiana, também chamada Revolta dos Alfaiates, foi Cipriano Barata. O movimento se caracterizou por ser o mais amplo e democrático que existiu no Brasil colonial, junto com Cipriano estavam pessoas dos mais diversos setores sociais, com a participação inclusive de mulheres negras.

O projeto emancipacionista da Conjuração pregava uma sociedade democrática e igualitária. Defendiam a diminuição dos impostos, a proclamação da República, a abertura dos portos, o fim do preconceito e o aumento salarial. No decorrer do mês de agosto de 1798, os líderes do movimento começaram a pregar e espalhar panfletos pelas vilas e porta das igrejas. A movimentação tomava as ruas e incendiava as pessoas com as radicais propostas apresentadas contra a coroa. Não tardou muito para que a metrópole ordenasse o esmagamento da revolta, fazendo com que muitos fossem presos logo em seguida. Assim como na Inconfidência Mineira, centenas de pessoas foram denunciadas por aqueles que já haviam sido detidos.


Objetivos

- Defendiam a emancipação política do Brasil, ou seja, o fim do pacto colonial com Portugal;- Defendiam a implantação da República;
- Liberdade comercial no mercado interno e também com o exterior;
- Liberdade e igualdade entre as pessoas. Portanto eram favoráveis à abolição dos privilégios sociais e também da escravidão;
- Aumento de salários para os soldados.

Quem participou
- O movimento contou com a participação de pessoas pobres, letrados, padres, pequenos comerciantes, escravos e ex-escravos.

A punição da coroa portuguesa foi rígida, ordenou que alguns envolvidos fossem enforcados e esquartejados para que seus restos, espalhados pela Bahia, servissem de exemplo. Os quatro que sofreram a pena capital, no dia 8 de novembro de 1799, foram:Lucas Dantas do Amorim Torres (soldado), Manuel Faustino dos Santos Lira (aprendiz de alfaiate), Luís Gonzaga das Virgens(soldado) João de Deus Nascimento (mestre alfaiate).

Os demais envolvidos sofreram punições diferenciadas. Cipriano Barata foi preso no dia 19 de setembro de 1798, mas foi julgado, absolvido e então liberto em janeiro de 1800. Todos os outros que eram membros da Loja Maçônica Cavaleiros da Luz foram também absolvidos. Enquanto os revoltosos pregavam uma sociedade mais democrática e igualitária, a coroa deixou claro através do julgamento o quanto se mantinha conservadora. Todos os punidos com pena de morte ocupavam uma posição social e econômica pouco significativa ou mesmo eram de origem racial indesejada. Já os absolvidos eram privilegiados por condições sócio-econômicas de destaque na sociedade.


Um afro abraço.
fonte:www.historiadobrasil.net/conjuracao_baiana

Nenhum comentário:

Postar um comentário