UNEGRO - União de Negras e Negros Pela Igualdade. Esta organizada em de 26 estados brasileiros, e tornou-se uma referência internacional e tem cerca de mais de 12 mil filiados em todo o país. A UNEGRO DO BRASIL fundada em 14 de julho de 1988, em Salvador, por um grupo de militantes do movimento negro para articular a luta contra o racismo, a luta de classes e combater as desigualdades. Hoje,rumo aos 30 anos de caminhada continua jovem atuante e combatente... Aqui as ações da UNEGRO-RJ

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Michael Jackson - Smooth Criminal (Single Version) HD



Michael Jackson fala sobre o Racismo

O talento inquestionável do rei da música pop, Michael Jackson, nos brindou com obras de arte musicais e mega shows, que arrebataram milhares de multidões pelo mundo afora; além do seu marcante carisma pessoal e dedicação profissional. 

No entanto, sua condição de homem negro nascido no berço do capitalismo mundial e as transformações que operou em sua imagem, com certeza incomodaram racistas e não racista. Sua ousadia ou patologia imprimiu em um jovem negro a imagem de um homem caucasiano de nariz fino e pele branca. Algumas questões brotam em nossas cabeças: será que Michael quis embranquecer para negar seu sofrimento como negro ou desejou mudar sua imagem por liberdade para ser feliz ao seu modo. Nunca ouvir dizer de um branco que desejou ter imagem de negro, para além do bronzeado tropical, em nossas terras tão homenageado como sinônimo de saúde e beleza. Mas, é de se supor que Michael sabia que não deixaria de ser tratado como negro, apenas porque mudou sua face, em uma sociedade onde as margens do racismo possui um contorno de hereditariedade. Então, mudou para o seu conforto, para seu olhar no espelho.

Eu sei qual é minha raça. Eu olho no espelho, e sei que sou negro', disse Michael Jackson esta terça-feira durante o 'Encontro pela justiça na indústria fonográfica', liderado pela National Action Network (NAT), no Harlem, em Nova York, segundo a MTV News. Anos depois de um nunca plenamente explicado processo de clareamento da pele - a certa altura, Jackson alegou sofrer de vitiligo - o cantor levantou seu orgulho étnico para reforçar a acusação, feita no sábado, de que Tommy Mottola, o todo-poderoso da gravadora Sony, era racista.

A acusação de Jackson veio em meio a uma série de eventos que configuram a mais feroz briga entre artistas e gravadoras que a indústria já viu, na qual o seu caso é apenas o mais... digamos... bizarro. A NAT, liderada pelo reverendo Al Sharpton, que nos EUA é um importante ativista de direitos civis das minorias, começou há algumas semanas uma campanha por um tratamento justo aos artistas negros, alegando que muitos deles morrem na miséria depois de carreiras que só rendem lucros às gravadoras. Jackson se uniu a Sharpton na luta em meio a uma disputa pessoal com sua gravadora, a Sony.

Jackson acusa a gravadora de não ter promovido a contento seu mais recente álbum, 'Invincible', que vendeu dois milhões de cópias nos EUA - menos do que se esperaria de um álbum de Jackson e, sobretudo, de um disco que custou US$ 50 milhões entre produção e marketing. Já foi anunciado por ambas as partes que o contrato de Jackson com a Sony não será renovado depois do lançamento de uma coletânea de maiores sucessos, mas ambos ainda discordam em detalhes. Segundo informações divulgadas pela imprensa americana nunca confirmadas oficialmente, a Sony quer que Jackson lhes pague uma dívida de adiantamentos que pode remontar a US$ 200 milhões; e o cantor quer retomar os direitos sobre os seus catálogos. Diante disso, Jackson tem sido bombardeado por críticas de que seu apoio à NAT seria, na verdade, movido por interesses pessoais. Sobretudo depois que sua acusação contra o suposto racismo de Mottola foi contestado pelo próprio Sharpton e outros nomes importantes da black music, como o empresário Russel Simmons. Segundo a MTV News, sua participação no encontro de ontem foi uma tentativa de reverter essa impressão.

Jackson se diz vítima de conspiração racista - 'Estou cansado de ser manipulado. A imprensa manipula a verdade. Eles são mentirosos. Os livros de História são uma mentira. Vocês precisam saber que todas as formas de música popular, do jazz ao rock ao hip hop e dance, do jitterbug ao Charleston, são negras. Mas vá à livraria da esquina e você não vai ver um negro na capa dos livros. Você vai ver Elvis Presley. Você vai ver os Rolling Stones. Mas onde estão os verdadeiros pioneiros?', disse Jackson às cerca de 300 pessoas presentes ao encontro, acrescentando que Otis Blackwell, autor de clássicos como 'Al shook up', morreu na miséria.

Jackson alegou ainda que o sistema tentou destruí-lo na medida em que ele se tornava mais poderoso. '
Eu quebrei os recordes de venda de Elvis e dos Beatles. Então, começaram a me chamar de aberração, de homossexual, de pedófilo. Disseram que eu clareei minha pele. Fizeram de tudo para jogar o público contra mim. É uma conspiração', alegou.

Por aqui, alguns negros acreditam que o status social e a ascensão, para além do conforto material, produziriam um certo “salvo conduto” nas relações sociais e no acesso as redes entrelaçadas de poder e privilégio. Diferente da experiência pessoal de Michael, que não lhe retirou a condição de negro, alguns acreditam, entre nos, que o verniz socioeconômico produz mudança na forma de tratamento de uma sociedade conservadora e hierarquizada em seus papeis sociais. A experiência que conhecemos fala em outra direção‘‘É a única coisa que eu odeio. Eu realmente odeio. E é por causa disso que eu tento escrever, colocar nas minhas músicas, na minha dança, na minha arte — para ensinar o mundo’’

“Eu realmente não sou uma pessoa preconceituosa de forma alguma. Eu acredito que as pessoas deveriam pensar mais sobre Deus e a criação porque se você olhar dentre as diversas coisas dentro dos corpos humanos — as diferentes cores dos órgãos… e todas essas cores fazem coisas diferentes ao corpo — por que não podemos fazê-lo como pessoas?
Isto (racismo) é a única coisa que eu odeio. Eu realmente odeio. E é por causa disso que eu tento escrever, colocar nas minhas músicas, na minha dança, na minha arte — para ensinar o mundo.

Se políticos não podem fazê-lo, poetas deveriam o colocar na poesia e escritores deveriam o colocar em livros. É o que nós temos que fazer e eu acho que é tão importante salvar o mundo.”
Michael Jackson
Um Afro abraço.
Claudia Vitalino.

fonte:https://mjbeats.com.br

Michael Jackson - Ben HD Audio



Origem e Infancia de Michael Jackson

Michael era o sétimo de nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. A família inteira – incluindo os irmãos mais velhos Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, Latoya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet – viveram juntos em uma pequena casa de dois quartos, e o pai sustentava a casa a duras penas trabalhando em uma usina siderúrgica. Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunha de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta.

De acordo com as regras rígidas do pai, as crianças eram mantidas trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Entretanto, as crianças escapavam freqüentemente para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem sua permissão enquanto ele estava trabalhando. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso, e assim sair de Gary e ir para a California, para mais tarde serem contratados pela Motown.

Na Motown, Michael e seus irmãos gravaram vários álbuns, o que lhes rendeu fama mundial. Com
apenas treze anos Michael, através dos Jackson Five, havia colocado quatro canções no topo das paradas: “I Want You Back”, “ABC”, “I’II Be There”, “The Love You Save”. Michael iniciou sua carreira solo quando ainda estava na Motown, quando lançou os álbuns Got To Be There, Ben, Music & Me e Forever , Michael, todos com pelo menos um sucesso mundial. A partir de 1973 a popularidade do grupo começou a diminuir, embora eles tivessem sucessos razoáveis como “I Am Love” e “Dancing Machine”. Nesse último, durante as apresentações, Jackson simulava um robô dançando. A dança tornou-se bastante popular no mundo todo.

"Ben" é uma canção de autoria de Donald Black e Walter Scharf, gravada em 1972 pelo cantor americano Michael Jackson, então adolescente, para a gravadora Motown. O hit, composto originalmente para Donny Osmond, e oferecido a Jackson devido à indisponibilidade de Osmond, em turnê na época, passou uma semana no topo da Billboard Hot 100, principal parada pop americana.O single também chegou à primeira posição na parada pop australiana, onde passou oito semanas.

Tornou-se o primeiro de 12 sucessos de Jackson a atingirem o topo das paradas nos EUA, e foi seu primeiro a fazê-lo já como artista solo.

Incluído posteriormente no álbum homônimo, "Ben", a canção, incluída na trilha sonora do filme filme homônimo(a continuação do suspense sobre ratos assassinos Willard, de 1971); venceu um Globo de Ouro de Melhor Canção e foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original
Durante sua infância Michael e seus irmãos sofreram constante abuso de seu pai, que batia freqüentemente nas crianças, e as aterrorizava psicologicamente. Os ensaios eram supervisionados pelo pai com um cinto na mão. Certa vez Michael e seus irmãos foram dormir no quarto de um hotel e deixaram a janela aberta. Joseph escalou a janela com uma máscara no rosto e deu um susto nos irmãos, somente para ensiná-los a não deixar a janela aberta quando fossem dormir. Anos depois, Jackson sofreu pesadelos sobre ser sequestrado do seu quarto e chorava com isso. Durante sua entrevista a apresentadora, Oprah Winfrey em 1993, Michael disse que durante sua infância chorou várias vezes por solidão e que muitas vezes vomitava só de ver seu pai. No documentário de2003, Living With Michael Jackson, do jornalista britânicoMartin Bashir, o cantor chorou ao relembrar de sua infância.

Michael se destacava dos irmãos facilmente. Era o mais afinado e tinha um talento natural para dançar. Mesmo sendo o caçula do grupo, era ele o líder dos Jackson's. Por este motivo, um ano
depois, o cantor decidiu começar carreira-solo, paralelamente aos trabalhos com os irmãos. Começava aí a tentativa de Michael em fugir do controle exagerado do pai, que impedia os garotos de terem uma infância normal, pressionando e exigindo total dedicação à carreira artística. Acredita-se também que Joe batia nos filhos ou lhes impunha castigos exagerados.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
fonte:ttps://91312815mj.wordpress.com/

domingo, 12 de agosto de 2018

HISTÓRIA NEGRA AMERICANA :"Negro History Week",

A história do Black History Month começa em 1915, meio século após a Décima Terceira Emenda

Abolir a escravidão nos Estados Unidos. Em setembro, o historiador treinado por Harvard, Carter G. Woodson e o prominente ministro Jesse E. Moorland, fundaram a Associação para o Estudo da Vida e da História do Negro (ASNLH), uma organização dedicada à pesquisa e promoção de conquistas de negros americanos e outros povos de Descendência africana. Conhecido hoje como a Associação para o Estudo da Vida e História Africano Americana (ASALH), o grupo patrocinou uma Semana Nacional da História Negra em 1926, escolhendo a segunda semana de fevereiro para coincidir com os aniversários de Abraham Lincoln e Frederick Douglass . O evento inspirou escolas e comunidades em todo o país a organizar celebrações locais, estabelecer clubes de história e performances e palestras de acolhimento.

A NAACP foi fundada em 12 de fevereiro de 1909, o centenário do nascimento de Abraham Lincoln.

Foi em 1964, quando o autor James Baldwin refletiu sobre as deficiências de sua educação. “Quando eu estava indo para a escola”, ele disse , “comecei a ficar incomodado com o ensino da história americana porque parecia que aquela história havia sido ensinada sem o conhecimento da minha

Os pensamentos de Baldwin ecoaram os de muitos antes e depois dele. Meio século antes, quando Carter G. Woodson teve a mesma frustração, eleestabeleceu as bases para o que seria o Mês Nacional da História Negra de hoje, observado em fevereiro.
presença”.


Desde então, todo presidente americano designou fevereiro como o mês da História Negra e aprovou
um tema específico. A Proclamação da Emancipação e a Marcha em Washington , marca os 150 e 50 aniversários de dois eventos fundamentais na história afro-americana.

Nas décadas que se seguiram, os prefeitos das cidades de todo o país começaram a emitir proclamações anuais, reconhecendo a Semana da História do Negro. No final da década de 1960, graças, em parte, ao Movimento dos Direitos Civis e a uma crescente consciência da identidade negra, a Semana da História do Negro evoluiu para o Mês da História Negra em muitos campus universitários.O presidente Gerald R. Ford reconheceu oficialmente o Mês da História Negra em
1976, convidando o público a "aproveitar a oportunidade para homenagear as conquistas, muitas vezes negligenciadas, de negros americanos em todas as áreas de atividade ao longo da nossa história".

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

fonte:wenciclopedia livre

O PRIMEIRO DE MAIO PARTE I:Trabalhador negro ganha 36% menos que o não negro...

Abolicionismo e trabalho negro Muito já se escreveu ou ainda se tem escrito sobre a abolição do trabalho escravo no Brasil. O tema é,...