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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Outubro Rosa: Acesso aos exames de mama mulheres negras e brancas...

Outubro Rosa, mês de mobilização pelo acesso das mulheres aos exames de mama, que estão incluídos o clinico das mamas e a mamografia, no entanto a realização destas exames é precário para todas as mulheres no Pais, sendo que as mulheres negras do norte- nordeste são as que mais sofrem com essa impacto.

“Outubro Rosa” – A campanha “Outubro Rosa” foi criada na cidade de Nova York, EUA, no inicio da década de 90, pela Fundação Susan G. Komen for the Cure, com a distribuição de laços em cor de rosa à população para conscientizá-la sobre a prevenção do câncer de mama e a importância do diagnóstico precoce, e expandiu-se por todo o mundo. O laço tornou-se o símbolo deste movimento que, anualmente no mês de outubro, as cidades aderem à cor de rosa iluminando locais públicos e/ou históricos, entrando no clima do movimento, em apoio à luta contra o câncer de mama e colo de útero. 


O câncer de mama.
Câncer de mama é o segundo tipo mais comum de câncer entre as mulheres, depois do câncer de pele. Enquanto as mulheres brancas são ligeiramente mais propensas a ter câncer de mama do que as mulheres negras, as mulheres negras, são mais propensos a morrer de câncer de mama, segundo a Sociedade Americana do Câncer, porque elas são mais propensas a desenvolver câncer de mama mais agressivo. Mas por que isso ocorre ainda não está claro para os pesquisadores ele é uma doença resultante da multiplicação de células anormais da mama, que forma um tumor. Há vários tipos de câncer de mama. Alguns se desenvolvem rapidamente, outros não.

Tipo de câncer mais comum entre as mulheres no mundo e no Brasil, depois do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama responde por cerca de 25% dos casos novos a cada ano.
Em 2015, para o Brasil, são esperados 57.120 casos novos de câncer de mama. Sem considerar os tumores de pele não melanoma, esse tipo de câncer é o mais frequente nas mulheres das regiões Sudeste, Sul, Centro-Oeste e Nordeste. Na região Norte, é o segundo mais incidente.Existe tratamento para câncer de mama, e o Ministério da Saúde oferece atendimento por meio do Sistema Único de Saúde, o SUS.

Localização primáriacasos novos%Localização primáriacasos novos%
Próstata68.80022,8%Mama Feminina57.12020,8%
Traqueia, Brônquio e Pulmão16.4005,4%Cólon e Reto17.5306,4%
Cólon e Reto15.0705,0%Colo do Útero15.5905,7%
Estômago12.8704,3%Traqueia, Brônquio e Pulmão10.9304,0%
Cavidade Oral11.2803,7%Glândula Tireoide8.0502,9%
Esôfago8.0102,6%Estômago7.5202,7%
Laringe6.8702,3%Corpo do Útero5.9002,2%
Bexiga6.7502,2%Ovário5.6802,1%
Leucemias5.0501,7%Linfoma não Hodgkin4.8501,8%
Sistema Nervoso Central4.9601,6%Leucem

Estamos comemorando a Década Internacional de Afrodescendentes, em que as Nações Unidas vão focar no desenvolvimento e promoção de ações voltadas para esta população em todo o mundo, uma instituição brasileira quer expor uma visão ainda pouca abordada sobre o racismo: como as mulheres negras percebem a influência em tod@s os espaços e principalmente, o que na saúde.

Com o objetivo geral de promover a saúde integral da população negra, priorizando a redução das desigualdades étnico-raciais, o combate ao racismo e à discriminação nas instituições e serviços do Sistema Único de Saúde (SUS), o desafio é de fato colocar em prática as premissas que regem o Plano, que reconhece o racismo, as desigualdades étnico-raciais e o racismo institucional como determinantes sociais e condições de saúde.

A Política Nacional, que pode diminuir disparidades raciais na saúde, é pouco difundida. Existe a discriminação institucional, quando profissionais da área não estão preparados para atender a população negra ou até são preconceituosos, levando à diferenças e desvantagens no tratamento devido à raça

De acordo com o IBGE a Pesquisa Nacional de Amostra por Domicilio - Suplemento saúde (2008) apresentou esse quadro de desigualdades. Podemos observar nas figuras abaixo como o processo das desigualdades raciais no acesso aos serviços de saúde permanece em todas as regiões do País. As figuras revelam as mulheres que nunca realizaram o exame clinico das mamas e a mamografia. E são as mulheres pretas e pardas do norte e nordeste
 que tem o maior percentual das que nunca realizaram tanto o clínico, quanto a mamografia.

Só para recordamos, o exame clínico das mamas deve ser realizado, obrigatoriamente, todos os anos em mulheres de 40 a 49 anos, no entanto, ao realizar o exame físico, os/as profissionais de saúde, especificamente médico/a e enfermeira/o devem fazer como o cuidado integral a mulher. Já as mulheres pertencentes a grupos populacionais com risco elevado de desenvolver câncer de mama devem fazer exame clínico e mamografia anual a partir dos 35 anos. Para rastreamento, a recomendação é a realização de mamografia na
faixa de 50 a 69 anos, com intervalo de até dois anos


Se liga:   "Câncer de mama: risco de mulheres negras é maior antes dos 40 anos"
Entre 5% e 10% das mulheres têm câncer de mama por conta do fator hereditariedade. São genes anormais que passam de mãe para filha, sendo formados por DNA (ácido desoxirribonucleico) – material que contém instruções para a síntese de proteínas e sua replicação.


As proteínas, por sua vez, controlam a estrutura e o funcionamento de todas as células que formam o corpo humano. Sendo assim, qualquer anormalidade no DNA leva a um crescimento desordenado das células .
Estudo publicado no jornal Cancer Epidemiology, Biomarkers & Prevention revela uma mutação genética que acomete famílias afrodescendentes. Especificamente, mulheres negras têm mais chances de serem diagnosticadas com câncer de mama do que mulheres brancas antes dos 40 anos.

Cientistas supõem haver mais genes anormais associados ao câncer de mama do que os conhecidos BRCA 1 e BRCA 2. Esses genes são considerados supressores de tumor. Em células normais, contribuem para a estabilidade do material genético.

Quando sofrem mutações, aumentam os riscos de a paciente desenvolver câncer de mama e

de ovário. Através de um exame de sangue periférico (comum) e do preenchimento de um questionário para testes genéticos, a paciente saberá se carrega ou não uma mutação nos genes BRCA 1 e BRCA 2.

No estudo Jewels in Our Genes, pesquisadores investigaram o DNA de mais de cem famílias afrodescendentes que desconheciam qualquer anormalidade nos genes BRCA 1 e BRCA 2. Entre as participantes havia 179 mulheres que tinham sido diagnosticadas com câncer de mama e 76 de suas irmãs, que nunca tinham sido diagnosticadas.

Os pesquisadores encontraram três regiões anormais do DNA. De acordo com Heather Ochs-Balcom, coordenadora do estudo na Universidade de Buffalo (Estados Unidos), a descoberta dessas regiões levanta a possibilidade de haver genes de câncer de mama ainda não descobertos e que estão relacionados à raça. 

Os resultados eram "muito diferentes", quando os pesquisadores compararam o número de nascimentos e amamentação entre as mulheres com câncer de receptores hormonais positivos. Mulheres que tiveram dois ou mais filhos tiveram associações mais baixas de canceres ER + / PR + .

Os pesquisadores sugerem que os esforços para incentivar a amamentação entre as mulheres negras pode ajudar a reduzir o número destes tipos de cancros mortais que afetam desproporcionalmente as mulheres negras em relação as mulheres brancas

Como as pessoas não podem mudar a genética, mulheres negras devem estar mais atentas à prevenção do câncer de mama, que inclui – além dos exames preventivos – manter um peso saudável, se exercitar regularmente, limitar o consumo de álcool, evitar gordura trans, alimentos processados, muito sal e açúcar na dieta, e não fumar.

Como esse exame permite distinguir entre as imagens verdadeiramente suspeitas e aquelas provocadas apenas por superposição de estruturas normais, uma importante vantagem é a redução do número de biópsias. Esse dado é bastante relevante, haja vista que mais e mais pacientes têm sido poupadas de procedimentos complexos que acabam gerando estresse e desgaste emocional”.

De acordo com a especialista, além de aumentar a detecção do câncer da mama, a tomossíntese possibilita a detecção de tumores menores, fato que tem implicação direta tanto na sobrevida quanto na qualidade de vida das pacientes. "Tumores menores permitem a

realização de cirurgias menos mutilantes e a um custo consideravelmente mais baixo de tratamento.
Tudo isso tem impacto na qualidade de vida da paciente e deve ser priorizado sempre que possível. Com esse exame, há melhor definição das bordas das lesões, proporcionando melhor caracterização de seu aspecto benigno ou maligno. Também é possível obter melhor detecção de lesões sutis e saber exatamente onde, na mama, a lesão está.”
“Sonho com o dia em que todos se levantarão e compreenderão que fomos feitos para vivermos como irmãos”. 

A frase de Nelson Mandela, 


Um afro abraço.


Claudia Vitalino.


fonte:MS/ documento de consenso. Brasília/CSPN/UNEGRO SAUDE/Portal Segs

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