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domingo, 28 de setembro de 2014

Gente em ano de eleição não tem geito : A Ausência de negros no poder aumenta no Brasil...

O negro no poder não é um manifesto racista, prega só a união de pessoas com os mesmo ideais, que lutam por uma valorização, ate porque em um país como o Brasil, onde temos uma população onde a maioria é mestiça, apesar de vários tentarem fugir dessa origem.


Mas o que mais abala e você ver um negro (a) dizer que não sabe se é mulato (a), moreno (a), ou negro (a). Será que a sociedade ainda não se conscientizou que mulato e moreno não é raça? Mas muitos negros usam isso como escudo pra não assumir sua verdadeira origem, quando na verdade esta se enganando, mentindo pra sim próprios e se desvalorizam. 
Hoje muitos negros ainda são escravos de seus falsos conceitos, de seus medos. Eu diria que o pior preconceito são os bloqueios que construímos dentro de nós. Temos que nos libertar desses medos e falsas ideologias, que muitas vezes vem de pais pra filhos. O mundo evoluiu e temos que evoluir com ele, pois a união faz a força e dependemos de cada um de nós pra alcançarmos nossos objetivos finais, pois o mínimo que você acha que pode fazer pode ser o que precisamos para começar, ou pra concluir uma ideia. 

Ewelin rosanegra
Aqui se inicia o sonho de montar algo significativo que não apenas vai falar sobre a historia do negro no Brasil e no mundo mais este site tem como função principal de pregar principalmente a nossa união, pois como já vimos na historia unidos nos fizemos grandes coisas por nós.
bom a idéia principal deste site é unir pessoas para formação de uma espécie grupo, uma família, uma comunidade de negra que se ajuda mutuamente e ajuda quem necessita.

Negros no poder...


- Já que é ano de eleição e Xangô -
Pra começo de conversa:
"Quantos senadores ,deputados estaduais e federais negros há no Brasil? Se olharmos para o Senado não saberíamos que os negros constituem mais de 51% da população brasileira", disse, em participação no

Festival Latinidades 2014: Griôs da Diáspora Negra. "Sempre assisto TV no Brasil para ver como o país se representa e a TV brasileira nunca permitiu que se pensasse que a população é majoritariamente negra".

 "Não significa somente trazer pessoas negras para a esfera do poder, mas garantir que essas pessoas vão romper com os espaços de poder e não simplesmente se encaixar nesses espaços". A ativista citou o caso dos Estados Unidos, em que houve época em que não havia político negro e que atualmente é presidido por um negro, Barack Obama. "O que mudou?", perguntou, sem responder. Enquanto no Brasil a proporção de negros na população ultrapassa os 51%, entre pretos e pardos, na Câmara dos Deputados a proporção fica em 8,9%, com 46 dos 513 representantes do povo. Apesar de ruim, o quadro melhorou nas últimas décadas.

De acordo com o primeiro Relatório Anual das Desigualdades Raciais no Brasil, publicado em 2008, na legislatura de 1983 a 1987 havia apenas quatro deputados negros. O número

passou para 10 de 1987 a 1991, para 16 entre 1991 e 1995 e caiu para 15 entre 1995 e 1998.
No Senado, de 1987 a 1994 o único representante negro foi Nelson Carneiro. De 1994 a 1998 assumiu o mandato Abdias Nascimento e, de 1995 a 2002, a casa contou com Benedita da Silva e Marina Silva, as primeiras senadoras afrodescendentes do Brasil.

Em 2007, haviam quatro senadores pardos e um preto. Na legislatura atual, entre os 81 senadores, o único que se autodeclara negro é Paulo Paim.

É ai...

Um dos organizadores do relatório, Marcelo Paixão, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a análise apresentada no relatório foi feita com base em registro fotográfico, mas que não houve qualquer contestação ao método ou ao resultado.

"Não há contestação ao fato de que 92% do Congresso Nacional são formados por pessoas de pele clara, isso é uma coisa óbvia, você olha do alto do plenário do Congresso e vê os que estão lá presentes," explicou.

De acordo com a deputada federal Benedita da Silva, atualmente há 30 negros na Câmara. Para ela, o problema atual da baixa representação vem de um processo histórico que começou com a escravidão.

"Mas isso não é uma coisa que a gente possa construir facilmente. Tem todo um processo que nós entendemos como sendo fatores que implicaram a pouca presença da comunidade negra, principalmente nesses espaços políticos, que são espaços de decisões e, sendo [assim], não são espaços caracterizados para negros ou afrodescendentes".

Ela lembra das lutas desde Zumbi dos Palmares, a Revolta da Chibata, a dos Alfaiates e movimentos abolicionistas que levaram, pouco a pouco, à conquista de espaço.

"Hoje, na República, por exemplo, nós vamos encontrar o negro não só lutando por sua cultura, por sua identidade, mas por um espaço mais de poder, mais de decisão. E é evidente

que essa construção está sendo feita. Hoje você tem, são poucos, mas você tem alguns negros que conseguiram superar essas fases e já estão aí nesses espaços construindo possibilidades e pautando esse caminho".

Mobilidade social
A baixa representatividade da população negra nas esferas de poder leva ao círculo vicioso da falta de acesso a esses postos e também à dificuldade de evolução na escala social.

Para o professor Marcelo Paixão, quando uma pessoa de pele escura evolui na escala social, mais barreiras ele tem para desfrutar da condição conquistada.

Ele lembra que não se pode deixar de lado o fato de que as práticas sociais existentes, independentemente das condições econômicas, não favorecem a mobilidade social ascendente da população negra. "Porque no Brasil houve uma espécie de consenso de que as melhores posições deveriam ser ocupadas por um determinado grupo de cor e um determinado grupo de sexo. E que as outras funções sociais de menor destaque, as mais precárias, essas sim, poderiam ser exercidas por pessoas negras."

Na opinião do professor, não pode ser acaso que entre cantores e jogadores de futebol se encontrem tantos negros de destaque e em funções como na Confederação Nacional da Indústria e no Congresso Nacional não haja quase nenhum.

"A abolição se deu há mais de 125 anos, já teria dado tempo de uma mudança ter se processado no país, se não existissem essas outras barreiras," justificou.

Acesso ao ensino superior
Para a secretária de políticas de ações afirmativas da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Ângela Nascimento, a dificuldade começa com a falta de acesso a diversos mecanismos que facilitam a entrada no poder político, como o ensino superior.

"Na vida da população negra o acesso ao ensino superior foi mais difícil. Essa realidade

começa a ser mudada com a política de cotas. O acesso a determinadas oportunidades de cargos públicos também foi mais difícil, tem sido ainda mais difícil para a população negra".

Ângela diz que a expectativa com a lei de cotas, que passa a ser agora para todas as universidades e institutos federais, aumente mais a participação da juventude que está acessando a universidade a outros cargos, "inclusive ao poder político".

Pauta da política racial

"Os direitos e os interesses da população negra não conseguem chegar na estrutura de poder. A crença nossa é que você tendo essas pessoas ocupando espaços de poder, elas têm condições de [atender] as necessidades dessa população. Não tem um olhar com esse corte específico, quer dizer, a pauta política, de uma maneira geral, não atende a população negra, porque você não tem pessoas que defendam essa pauta".

"O negro começa a construir seu próprio espaço de atuação com o objetivo de influir no jogo político. Essa iniciativa fomenta a tendência de "arregimentar o negro" com fins próprios, tanto no terreno eleitoral quanto, em sentido mais amplo, como grupo social integrado, autônomo e capaz de manejar livremente, em fins próprios, sua parcela de poder político" (Fernandes 1965, p. 21).

Se liga: Para representar o grupo, muitas vezes, elege-se um membro do próprio grupo, outra, contrata-se alguém de fora para fazer isso. Uma vez organizado um grupo, podem-se fazer publicações a respeito da sua história, movimentos que dêem visibilidade social ao grupo, ambos resgatando sua história e seu valor...

Gente a naturalidade com que se encara a situação de nos negros no Brasil é indecente, mas raramente é adjetivada dessa maneira. Trata-se, na realidade, de uma forma do apartheid à brasileira, contra a qual é urgente reagir se realmente desejamos integrar a sociedade brasileira de modo que, num futuro próximo, ser negro no Brasil seja, também, ser plenamente brasileiro no Brasil.”
 - Então gente avalie seu voto.os candidatos;logico que não estou pedindo o voto negro pelo negro, mais não tem como, não enxergar nossa invisibilidade neste processo,somos maioria,comandada absolutamente por uma minoria que não  nos representa,não nos respeita e pela legalidade tentar nos mantem a margem da sociedade...

Se liga que  não e o voto pelo voto,o capitão do mato também era negro....

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.
fonte:www.ikwuemek.blogger.com.br/www.diariodasaude.com.br/unegro formação

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