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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Preconceito nas favelas

Uma boa forma de medir o preconceito que existe contra favelados seja no Rio ou em Salvador é falar com um taxistas, perguntando a eles o que fariam se alguém lhes pedisse para que fosse a uma favela?
Baixa estima:
O Rio da a impressão de que consideram as favelas locais onde a maioria esmagadora dos moradores é de consumidores de drogas, traficantes ou criminosos em sua totalidade.

Mas visitando favelas e conversando com seus moradores é fácil perceber que isso não é verdade.

Há violência e traficantes, mas grande parte dos que lá residem é de trabalhadores assalariados que, se pudessem, viveriam em casas melhores, em outros locais.

O preconceito, porém, existe e é cria uma forte barreira que dificulta ainda mais o respeito dos direitos humanos nessas comunidades.

Por causa do preconceito, por exemplo, as pessoas que vivem em favelas acabam sem as mesmas oportunidades de conseguir empregos que os que moram fora das favelas - o que é uma violação do artigo 23 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

"Se você procurar um trabalho e colocar na ficha (para se candidatar a vaga) que mora na favela, não consegue o emprego", disser que mora na favela diz uma moradora da Rocinha.

O preconceito contra o favelado também se mistura com o preconceito racial. A Bahia é o Estado brasileiro com a maior porcentagem de negros e mulatos no Brasil, e muitos deles vivem justamente nas comunidades carentes, como a de Alagados.

"Eu sou um cidadão negro, pobre, de periferia. Então eles já separam. Não tenho os mesmos direitos", disse Ivanil dos Santos, um servente que mora nas palafitas.

Como resultado da carga de preconceito a que são sujeitos, moradores de comunidades carentes acabam se tornando pessoas com baixa auto-estima e auto-confiança, o que torna mais difícil que possam buscar mudanças.

Preconceito:
Quanto maior e mais antiga é a favela, mais se faz presente um outro tipo de preconceito que muitos moradores se recusam a admitir: o preconceito de alguns moradores em relação a alguns de seus vizinhos.

As favelas da Rocinha e de Alagados espelham a estrutura social das cidades: há áreas mais pobres e menos pobres, áreas consideradas "nobres" e áreas com menos prestígio.

Na Rocinha, por exemplo, quando mais perto de ruas asfaltadas e mais na parte baixa do morro, melhor. As pessoas mais pobres estão geralmente em áreas da parte alta, onde é mais difícil chegar. Em Alagados, os moradores nas palafitas são os que sofrem mais preconceito.

"Tem preconceito sim... Quem está em terra firme não quer que coloquem entulho aqui, para que a gente também possa viver fora da maré, eles estão reclamando", disse Valdeci da Silva Borges, moradora das palafitas. "Quando eu falo que vivo aqui, eles dizem: 'Nossa, como você pode viver lá?'"

Foi difícil encontrar alguém disposto a falar sobre a "divisão social" na Rocinha. Mas as amigas Vanessa e Raquel, de 15 e 14 anos, dizem que "não vão lá em cima".


Proposta de mudança:
Mas como seria possível vencer o preconceito? Segundo pessoas ouvidas pela BBC Brasil nas duas cidades, a chave é que as pessoas que moram fora das favelas conheçam mais a verdade sobre o que se passa lá dentro.

"O desconhecimento é a raiz dessa verdadeira separeção social", disse a promotora Márcia Regina Teixeira, que trabalha com comunidades carentes em Salvador.

"Os moradores das favelas precisam se mobilizar para mudar isso. Se eles mostrarem o que são, o que querem... (a situação vai mudar)"
Só depende de sua propria organização enquanto moradores,seres humanos com deveres mais tambem com diretos, de sonhar,realizar e ter seus direitos despeitados, como qualquer um.
Um afro abraço.
fonte:www.preconceito.org.br

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