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terça-feira, 24 de maio de 2011

No Cais a nossa Historia



Foram feitas por Debret, um artista francês que viveu no Brasil entre 1816 e 1831 como pintor oficial do Império, e retratou os costumes da então colónia de Portugal.



Entre 1758 e 1851, informa, passaram por ali pelo menos 600 mil escravos trazidos d’África. Metade deles tinha entre 10 e 19 anos.

E mostrar ao mundo o lugar onde desembarcaram no Brasil milhares de homens, mulheres e crianças vindos de África.






É tambem uma maneira de lembrar a todos nós a dívida histórica que o planeta tem com o continente africano e o seu povo.




Um pouco menos de ano antes dos Jogos Olímpicos, o Rio fará 450 anos. Com esse memorial, a cidade vai receber um presente antecipado - disse Fajardo, afirmando que a obra começará assim que o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan) regional do Rio aprová-la.





O Cais do Valongo foi construído no fim do século XVIII para o desembarque de milhares de escravos.


Os historiadores dizem que, de 1790 a 1831, quando o tráfico de escravos passou a ser ilegal, desembarcaram no Rio cerca de 700 mil africanos, e acredito que a maioria foi no Cais do Valongo - afirma o jornalista Rogério Jordão, que faz doutorado sobre o tema.



Já o Cais da Imperatriz - feito na década de 1840 sobre o Cais do Valongo, numa grande reforma com o intuito de receber a futura imperatriz Teresa Cristina, que se casaria com Dom Pedro II - teve na época como arquiteto o renomado francês Grandjean de Montigny, que, com a queda de Napoleão, se exilou no Rio.


Ao detalhar a obra, Fajardo informou que, ao lado dos pavimentos históricos, haverá um espelho d'água simulando o mar (aterrado pelo então prefeito Pereira Passos na década de 1910).



A descoberta das estruturas dos cais do Valongo e da Imperatriz na cidade do Rio de Janeiro é de grande importância para o resgate e a manutenção da memória da cidade.

O governo carioca pretende criar um memorial. E mostrar ao mundo o lugar onde desembarcaram no Brasil milhares de homens, mulheres e crianças vindos de África.

O tesouro arqueológico encontrado no início do mês no Centro, durante as obras de drenagem do programa Porto Maravilha, na Avenida Barão de Tefé, vai se transformar num memorial. Nele, pavimentos históricos tanto do Cais da Imperatriz como do Cais do Valongo ficarão a céu aberto. Subsecretário municipal de Património Cultural, o arquiteto Washington Fajardo fez o projeto do memorial, cujo espaço total será de 1.350 metros quadrados.

Redescobertas no Cais

Contrariando o que vem sendo veiculado, arqueóloga diz que cais do Valongo estava sendo procurando, quando reencontrado. Historiador também acaba com versão: local não era porta de entrada de negros Nada de acaso. O cais do Valongo estava sendo buscado quando foi reencontrado, nas escavações para as obras de revitalização da Zona Portuária no Rio. Quem explica é a arqueóloga do Museu Nacional / UFRJ Tânia Andrade Lima, que coordena a equipe de pesquisadores da área.


A imprensa vem noticiando meio equivocada mente que teria sido um achado fortuito. Não foi”, contou ela, por telefone, no meio do barulho do ma quinário de escavação diretamente das obras do projeto que foi apelidado de Porto Maravilha. Por conta da legislação atual, ela conta, o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan) exige que em qualquer interferência no subsolo haja a monitoração da área. “Entendemos que existia um sítio arqueológico, o cais da Imperatriz, porque há um pilar naquela área. Mas o nosso maior interesse não era o cais da Imperatriz, mas o do Valongo, que foi vítima de apagamento deliberado, como se fosse uma chaga vergonhosa do Rio de Janeiro”, falou a arqueóloga lembrando de como um cais foi construído sobre o outro.

De acordo com a arqueóloga, o cais do Valongo vai da atual Rua Coelho e Castro até a Sacadura Cabral, que totaliza em torno de 350 metros de comprimento. “Havia uma circunstância de amnésia social, e a arqueologia é contra essa prática. Entramos com um pedido para resgatar o Valongo há uns sete, oito meses, e o Iphan aprovou”, contou a arqueóloga, que chama o cais de “património dos afro descendentes” e pede para não usar a expressão “descoberta”. “Quando as frentes da Prefeitura chegaram, foram encontradas as pedras do cais da Imperatriz. E percebemos que tinha um aterramento. Uns 60 centímetros abaixo, encontramos o cais do Valongo.”

Outro dado controverso que é propagado afirma que os africanos trazidos para o Brasil para serem escravizados teriam desembarcado no Rio no cais do Valongo. O professor, arquiteto e historiador Nireu Cavalcanti desconfia dessa informação.

“Até 1817 não havia cais público e de pedra na região do Valongo, era proibido pelas autoridades, para evitar contrabando durante período de difícil controle”, argumenta ele. “Portanto, não ‘desembarcaram no cais do Valongo, milhares de escravos novos’, como afirmam a mídia, as autoridades atuais, os técnicos, historiadores etc.”

Um ano antes dos Jogos Olímpicos, o Rio fará 450 anos. Com esse memorial, a cidade vai receber um presente antecipado - disse Fajardo, afirmando que a obra começará assim que o Instituto do Património Histórico e Artístico Nacional (Iphan) regional do Rio aprová-la.
O projeto terá acessibilidade para portadores de deficiência física, e, ao longo do percurso nos muros em volta, uma linha do tempo com informações sobre a evolução histórica dos dois cais. Duas arquibancadas, uma em frente a outra, darão diferentes perspectivas para se contemplar o memorial.



O memorial pretende pretende agruar informaçõessobre a evolução portuaria daregião Ali, haverá maquetes expondo essas diferentes fases do Porto. O memorial terá ainda iluminação à noite e quase como uma linha o dividindo ao meio a Rua Coelho e Castro, que faz esquina com a Barão de Tefé.


O espaço de 1.350 metros quadrados foi a maior janela possível diante da revitalização necessária do Porto - disse Fajardo, ressaltando que a obra de drenagem feita ali na Barão de Tefé é fundamental para a revitalização.


Para refletir:

Passaram aproximadamente 600 mil escravos trazidos d’África. Metade deles tinha entre 10 e 19 anos.
E o negros no Brasil e no Rio de Janeiro, mais uma vez seram deixados a margem , da sua própria historia ou tratados como coadjuvantes de sua historia no decorrer de tantos séculos vai ser novamente apagado?

Queremos a contrução e discurção do memorial Complexo do Valongo.

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