<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474</id><updated>2012-03-04T07:24:19.717-08:00</updated><title type='text'>UNEGRO- RIO DE JANEIRO</title><subtitle type='html'>UNEGRO *23 anos de luta pela Igualdade. Atuando 
em 24 estados brasileiros, a União de Negros pela Igualdade-UNEGRO, foi fundada em 14 de julho de 
1988, em Salvador, por um grupo de militantes do movimento negro para articular a luta contra o 
racismo, a luta de classes e combater as 
desigualdades de gênero. Hoje, 23 anos depois,
a UNEGRO se tornou uma referência internacional 
e tem cerca de 5 mil filiados em todo o país. 
Aqui você encontra as ações da UNEGRO-RJ.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>165</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-2403952588336608445</id><published>2012-03-04T07:12:00.001-08:00</published><updated>2012-03-04T07:15:31.714-08:00</updated><title type='text'>Dia 8  de Março  Internacional da Mulher,!!!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jmdVGbPWDwI/T1OEeDoTEwI/AAAAAAAAByM/IutRo846pT8/s1600/imagesCAOJP0A7.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="217" width="232" src="http://1.bp.blogspot.com/-jmdVGbPWDwI/T1OEeDoTEwI/AAAAAAAAByM/IutRo846pT8/s400/imagesCAOJP0A7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entre as diversas datas alusivas à luta pela igualdade de gênero se destaca  que comemoramos neste 8 de março. Isso se deve ao fato de que o Dia Internacional da Mulher não é apenas uma data comemorativa, é também e principalmente uma oportunidade para refletir sobre todos os problemas que as mulheres enfrentam no seu dia a dia e buscar soluções para as inúmeras mazelas que atormentam o cotidiano feminino no Brasil e no mundo.O 8 de março é, sim, uma conquista de todas as mulheres. É um dia para se celebrar os avanços obtidos nos últimos tempos. Mais do que isso, porém, o 8 de março é um dia de luta. É dia de dizer que o que foi conquistado ainda não é suficiente. Que é preciso muito mais!Todos sabemos que a mulher, hoje em dia, é muito mais respeitada e valorizada do que há 100 anos. Mas, ao mesmo tempo, sabemos o quanto ainda somos desvalorizadas,e tambem é grande o racismo contra as mulheres negras. Ainda á um caminho grande pois ainda somos desrespeitadas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres negras:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-76eTKe3Xsxw/T1OEoEwe_aI/AAAAAAAAByY/Yh4HazGdJdg/s1600/dia_da_mulher4.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-76eTKe3Xsxw/T1OEoEwe_aI/AAAAAAAAByY/Yh4HazGdJdg/s400/dia_da_mulher4.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Em nosso país, a luta das mulheres negras ainda é grande. A mulher negra compõe a maior categoria de trabalhadoras da nação, a das domésticas, sendo discriminada, explorada e submetida a uma exaustiva jornada de trabalho. É oprimida, inclusive, por outras mulheres, ou seja pelo mesmo gênero, quando esta é a empregadora e, muitas vezes, ao invés de ser solidária, desrespeita direitos, descumprindo-os. As mulheres negras da zona rural, cuja maioria vive em comunidades negras rurais quilombolas, sofrem com a falta de condições mínimas de sobrevivência.&lt;br /&gt;Até mais ou menos vinte anos atrás, a mulher negra que ganhasse flores no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, geralmente achava que seu companheiro estava valorizando-a com aquele gesto. Julgava ter sorte por ter um namorado ou marido que reconhecia a sua importância. Na prática, porém, ela continuava na sombra - mesmo no movimento negro, que reivindicava igualdade na sociedade, mas paradoxalmente tratava suas mulheres com profunda desigualdade. "Havia muito machismo no movimento", conta Rosália Lemos, secretária municipal da Coordenação dos Direitos das Mulheres de Niterói, no Estado do Rio. "Nós éramos bem-vindas para arrumar as cadeiras e fazer o café, mas não para discutir nossas questões." &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-C8_25wqlWMs/T1OEx4A12gI/AAAAAAAAByk/3t3-LbWphSo/s1600/imagesCAKNBFEL.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="242" width="209" src="http://2.bp.blogspot.com/-C8_25wqlWMs/T1OEx4A12gI/AAAAAAAAByk/3t3-LbWphSo/s400/imagesCAKNBFEL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Muita coisa mudou de lá para cá. Embora a maioria dos indicadores sociais ainda situe as afro-descendentes na lanterna das estatísticas socioeconômicas - atrás de homens e mulheres de qualquer etnia - elas começam a fazer diferença. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano do Programa das Nações Unidas para ao Desenvolvimento, PNUD, divulgado no fim do ano passado, o percentual de mulheres negras com diploma universitário já supera o de homens negros: 3,1% delas já têm o canudo contra 2,7% deles. Pode parecer pouco, mas é significativo, pois esses números marcam uma virada sem precedentes. "Nosso crescimento educacional nos últimos anos é espantoso", avalia Solimar Carneiro, presidente do Geledés - Instituto da Mulher Negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educação, de fato, é o caminho escolhido por muitas mulheres para romper o ciclo de desigualdade. Rosália, que também foi a criadora do Disque Racismo no Estado, é um exemplo. Trabalhando desde cedo, foi babá na adolescência numa casa onde havia muitos livros. Convicta de que suas oportunidades só poderiam vir por meio dos estudos, sempre arranjava tempo para aprender. "Mesmo não sendo minha função, eu sempre arrumava a biblioteca para poder ler", lembra. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hpycX_NwQEQ/T1OE-Z6B74I/AAAAAAAAByw/H-9EWEkgyIw/s1600/Dia-Mundial-Mulher-data-300x300.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="300" src="http://4.bp.blogspot.com/-hpycX_NwQEQ/T1OE-Z6B74I/AAAAAAAAByw/H-9EWEkgyIw/s400/Dia-Mundial-Mulher-data-300x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Embora muito desse avanço se deva aos esforços individuais, uma grande parte é resultado também da organização coletiva daquilo que alguns  chamam de feminismo negro. Para acabar com o papel de fazer café e arrumar as cadeiras nas reuniões, as feministas de duas décadas atrás se uniram para criar um movimento dentro do movimento. O feminismo daquela época era, sem demérito, branco e de classe média. A luta das mulheres era para ter direito de trabalhar e romper a dependência econômica dos homens da família. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 50, o feminismo ganhou um novo aspecto: a construção da identidade feminina e a liberação sexual. Em 1949, a escritora Simone de Beauvoir publicou O Segundo Sexo, que demolia o mito da "natureza feminina" e negava a existência de um "destino biológico feminino". O livro causou impacto imediato e provocou críticas não só dos conservadores - devido principalmente aos capítulos dedicados à sexualidade feminina -, mas também da esquerda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um novo impulso chegou nos anos 60, com a criação da pílula anticoncepcional. A revolução sexual acompanhava outros acontecimentos da época, como a guerra do Vietnã e a ascensão do movimento estudantil. Com a chegada da pílula, um dos pretextos para a repressão sexual feminina, a gravidez indesejada, não tinha mais porque existir. Depois de cerca de 40 anos de existência, a pílula é usada por cem milhões de mulheres em todo o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro sinal dos tempos viria em 1964, quando a inglesa Mary Quant escandalizou com uma saia dois palmos acima do joelho. O pedaço de pano de trinta centímetros rapidamente conquistou mulheres de todo o mundo. Em 1971, preenchendo a longa lista de tabus quebrados, a brasileira Leila Diniz apareceu de biquíni em uma praia carioca, exibindo a enorme barriga da gravidez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do Dia Internacional da Mulher remonta ao longínquo 8 de março de 1857. Nesse dia, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque entraram em greve para reivindicar coisas que hoje parecem banais: redução da carga horária de 16 horas para 10 horas diárias, equiparação salarial com os homens e tratamento respeitoso dentro do ambiente de trabalho.As 130 tecelãs foram cruelmente assassinadas. Sem chance de defesa, foram trancadas dentro do galpão da fábrica. E puseram fogo no galpão. O martírio dessas mulheres foi reconhecido, em 1910, numa conferência realizada na Dinamarca. Ficou acordado que o dia 8 de março passaria a chamar-se "Dia Internacional da Mulher", data oficializada pela ONU em 1975.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-evq8Qo51mUQ/T1OFZmKXZ1I/AAAAAAAABy8/-D7NTJ0aDnU/s1600/imagesCA5FAFH0.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="169" width="298" src="http://3.bp.blogspot.com/-evq8Qo51mUQ/T1OFZmKXZ1I/AAAAAAAABy8/-D7NTJ0aDnU/s400/imagesCA5FAFH0.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O grande objetivo da criação da data  além de comemorar as conquistas já obtidas, é discutir o papel da mulher na sociedade e trabalhar para a diminuição do preconceito e da desvalorização da mulher. Infelizmente, o verbo utilizado é "diminuir". Um dia, há de ser "erradicar".Primeira conquista no dia de hoje, não há como não lembrar a primeira grande conquista das mulheres aqui, no Brasil: a instituição do voto feminino. Em 24 de fevereiro de 1932, marco na história feminista nacional, a mulher brasileira conquistou o direito ao voto e o direito de ser votada para cargos dos Poderes Executivo e Legislativo.Devo também destacar a aprovação, pelo Congresso Nacional, da Lei nº 4.121, de 1962, conhecida como "Estatuto da Mulher Casada". De iniciativa do então deputado, e depois senador, Nelson Carneiro - protagonista da defesa dos direitos da mulher neste País. O Estatuto representou um marco no reconhecimento dos direitos da mulher brasileira e na luta pelo fim das diferenças baseadas no gênero.A partir da década de 60, a mulher brasileira deixou de ser exclusivamente a "rainha do lar" e passou a trabalhar fora, em busca do seu sustento e do sustento da sua família. Quantas mulheres não são, hoje, chefes de família? Essa emancipação foi e é uma grande conquista, mas também representou para a mulher o início de uma dupla jornada: o cuidado diário da casa e da família e o cotidiano do trabalho fora do lar.Hoje, rivalizamos com os homens no mercado de trabalho. Mas será que somos tão valorizadas quanto eles? Será que ganhamos os mesmos salários? Por mais que as diferenças venham sendo atenuadas, elas ainda existem.Estudos mostram que a mulher ainda ganha menos do que os homens, especialmente a mulher negra. Isso precisa mudar!Na política, nossa participação tem aumentado, mas ainda não o suficiente. Aqui, no Senado, éramos nove Senadoras na última legislatura; agora, somos dez, o que representa pouco mais de 12% da Casa. Na Câmara dos Deputados, as mulheres são apenas 45, num universo de 513 Parlamentares, pouco menos do que 9%!Situação ainda é grave. Se levarmos em conta que nós, mulheres, somos mais da metade da população do Brasil, só nos resta constatar que essa é uma situação muito grave. Nas eleições de 2006, a despeito da previsão legal de que 30% de todos os candidatos deveriam ser mulheres, apenas 16% dos candidatos ao Senado e 12% dos candidatos à Câmara eram do sexo feminino. E isso não se deveu a um capricho dos partidos, mas à falta de mulheres dispostas a concorrer. Isso também precisa mudar - costumo dizer que a mulher precisa ousar para ter coragem de se candidatar a algum cargo majoritário.A mulher brasileira ainda sofre com a violência: não só com a barbárie urbana que grassa no país, mas também com a chaga da violência doméstica. Pesquisa da Sociedade de Vitimologia Internacional mostra que uma em cada quatro brasileiras sofre com algum tipo de violência.Estima-se que cerca de dois milhões de mulheres sejam espancadas, por ano, em nosso país. Pior ainda é a constatação de que 70% das mulheres assassinadas no Brasil são vítimas dos próprios maridos.As mulheres também são vítimas do tráfico internacional de seres humanos, patrocinado por organizações criminosas internacionais que exploram a prostituição. Isso para não falar da prostituição infantil, que tem nas meninas suas principais vítimas. Infelizmente, o turismo sexual ainda persiste no Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Temos de dizer chega!Vamos, sim, comemorar o nosso dia, o Dia Internacional da Mulher. Muitas foram as conquistas, mas ainda há muito que fazer.Precisamos exterminar a praga da violência, do preconceito e da discriminação; precisamos assumir melhor o nosso papel na vida pública deste país! Mais mulheres precisam se candidatar para que mais mulheres possam ser eleitas. Não basta querer, é preciso fazer!Que este 8 de março sirva para comemorar, mas que sirva, principalmente, para estimular a participação feminina na definição dos destinos da sociedade brasileira. Chega de violência! Chega de desrespeito! Queremos uma sociedade mais igual, onde homens e mulheres possam trabalhar, em pé de igualdade, pelo futuro de nossa Nação!Enfim, viva a mulher brasileira!&lt;br /&gt;Objetivo desta data:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UGe35LC27A8/T1OFsx_ewkI/AAAAAAAABzI/HBsKLb2s0qY/s1600/418302_10150565138572817_372477632816_8940728_1140635512_n.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="299" src="http://3.bp.blogspot.com/-UGe35LC27A8/T1OFsx_ewkI/AAAAAAAABzI/HBsKLb2s0qY/s400/418302_10150565138572817_372477632816_8940728_1140635512_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Ao ser criada esta data(8/3), não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual, moderna. O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher.&lt;br /&gt;Mesmo com todos os avanços, as mulheres ainda sofrem, em muitos locais, com salários muito  abaixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho que não lhe dá gosto e desvantagens na carreira profissional. Muito já  foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos das Conquistas das Mulheres na História&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1788 - o político e filósofo francês Condorcet reivindica direitos de participação política, emprego e educação para as mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1840 - Lucrécia Mott luta pela igualdade de direitos para mulheres e negros dos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1859 - surge na Rússia, na cidade de São Petersburgo, um movimento de luta pelos direitos das mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1862 - durante as eleições municipais, as mulheres podem votar pela primeira vez na Suécia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1865 - na Alemanha, Louise Otto, cria a Associação Geral das Mulheres Alemãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1866 - No Reino Unido, o economista John S. Mill escreve exigindo o direito de voto para as mulheres inglesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1869 - é criada nos Estados Unidos a Associação Nacional para o Sufrágio das Mulheres .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1870 - Na França, as mulheres passam a ter acesso aos cursos de Medicina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1874 - criada no Japão a primeira escola normal para moças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1878 - criada na Rússia uma Universidade Feminina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;•1901 - o deputado francês René Viviani defende o direito de voto das mulheres &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uZ3IwiXEu4U/T1OF5V04lKI/AAAAAAAABzU/hXk5ElEhtTc/s1600/imagesCAB4WITZ.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="183" width="275" src="http://3.bp.blogspot.com/-uZ3IwiXEu4U/T1OF5V04lKI/AAAAAAAABzU/hXk5ElEhtTc/s400/imagesCAB4WITZ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Conquistas das Mulheres Brasileiras&lt;br /&gt;Podemos dizer que o dia 24 de fevereiro de 1932 foi um marco na história da mulher brasileira. Nesta data foi instituído o voto feminino. As mulheres conquistavam, depois de muitos anos de reivindicações e discussões, o direito de votar e serem eleitas para cargos no executivo e legislativo.&lt;br /&gt;•1827 - Surgiu a primeira lei sobre educação das mulheres, permitindo que freqüentassem as escolas elementares. Instituições de ensino mais adiantado ainda eram proibidas a elas. 1879 - As mulheres têm autorização do governo para estudar em instituições de ensino superior; mas as que seguiam este caminho eram criticadas pela sociedade.&lt;br /&gt;•1914 – A primeira jornalista de que se tem notícia Eugênia Moreira escreve artigos em jornais afirmando que "a mulher será livre somente no dia em que passar a escolher seus representantes”; &lt;br /&gt;•1919 - É construído o primeiro monumento a uma mulher. Tratava-se de um busto, uma homenagem à Clarisse Índio do Brasil, que morreu vítima de violência urbana, no Rio de Janeiro;&lt;br /&gt;•1928 - As mulheres conquistam o direito de disputar oficialmente as provas olímpicas.&lt;br /&gt;•1932 - O Governo de Getúlio Vargas promulgou o novo Código Eleitoral pelo Decreto nº 21.076, garantindo finalmente o direito de voto às mulheres brasileiras;&lt;br /&gt;•1962 - O presidente João Goulart sanciona a Lei n° 4.121 que ampliou os direitos da mulher casada no Brasil;&lt;br /&gt;•1974 - Izabel Perón torna-se a primeira mulher presidente;&lt;br /&gt;•1977 - A escritora Rachel de Queiroz torna-se a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras;&lt;br /&gt;•1985 - Surge a primeira Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher - DEAM, em São Paulo;&lt;br /&gt;•1994 - Roseana Sarney é a primeira mulher eleita governadora de um estado brasileiro: o Maranhão. Foi reeleita em 1998.&lt;br /&gt;•1997 - As mulheres já ocupam 7% das cadeiras da Câmara dos Deputados; 7,4% do Senado Federal; 6% das prefeituras brasileiras. O índice de vereadoras eleitas aumentou de 5,5%, em 92, para 12%, em 96.&lt;br /&gt;•  Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura (1989);&lt;br /&gt;-    Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos Cruéis, Desumanos ou Degradantes/89; &lt;br /&gt;• Convenção sobre os Direitos da Criança (1990);&lt;br /&gt;• Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos (1992);&lt;br /&gt;• Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (1992);&lt;br /&gt;• Programa de Ação da Conferência Mundial de Direitos Humanos de Viena (1993);&lt;br /&gt;• Convenção Interamericana para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra a Mulher/94;&lt;br /&gt;• Plataforma de Ação da IV Conferência Mundial sobre a Mulher de Pequim (1995);&lt;br /&gt;•Convenções da OEA, em especial a Convenção Para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência contra as Mulheres, Belém do Pará (1994); &lt;br /&gt;• Conferência Internacional sobre População e Desenvolvimento – CIPD - do Cairo (1994)&lt;br /&gt;• IV Conferência Mundial das Mulheres – Pequim, 1995&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente a essas conquistas jurídicas as mulheres avançaram em vários campos. Na saúde possuem esperança de vida bem superior à dos homens. Na educação, houve reversão do hiato de gênero, sendo que as mulheres conquistaram anos médios de estudo mais elevados e são responsáveis por 60% do número de concluintes do ensino superior. No mercado laboral o sexo feminino já representa 44% da força de trabalho. Entre a População Economicamente Ativa (PEA) mais qualificada (com 11 anos ou mais de estudo) elas são maioria. Nas olimpíadas de Pequim, em 2008, as mulheres conquistaram 2 das 3 medalhas de ouro obtidas pelo Brasil. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) existem 5 milhões de eleitoras sobre os eleitores e, teoricamente, o sexo feminino sozinho é capaz de definir qualquer eleição (Alves e Correa, 2009). &lt;br /&gt;•2006 - A aprovação da Lei Maria da Penha (lei número 11.340) que trata de forma diferenciada a questão da violência doméstica e sexual da mulher. &lt;br /&gt;•2010 Dilma Rucef eleita primeira mulher presidente do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--_pejXkrDcM/T1OGJPRBChI/AAAAAAAABzg/AnqDuIuJPdA/s1600/voto_feminino-276x300.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="276" src="http://3.bp.blogspot.com/--_pejXkrDcM/T1OGJPRBChI/AAAAAAAABzg/AnqDuIuJPdA/s400/voto_feminino-276x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Brasil e suas Mulheres...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a maior parte do século XX, o Brasil conviveu com os princípios discriminatórios do Código Civil de 1916. O texto da Lei privilegiava o lado paterno em detrimento do materno; permitia a anulação do casamento face à não-virgindade da mulher (mas não do homem); afastava da herança a filha de comportamento “desonesto” e não reconhecia os filhos nascidos fora do casamento, que eram considerados “ilegítimos”; identificava o status civil da mulher casada ao dos menores, silvícolas e alienados – ou seja, ao casar, a mulher perdia sua capacidade civil plena, não podendo praticar uma série de atos sem o consentimento do marido. Como afirmou Pena (1981):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Código Civil de 1916, no que se refere aos direitos femininos, representou o reconhecimento e legitimação dos privilégios masculinos; aqueles direitos de fato consistiam na organização coercitiva da dominação do homem na família e na sociedade. Através dele regulou-se e limitou-se o acesso das mulheres ao trabalho e à propriedade” (p. 146).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este Código, que era a expressão jurídica do patriarcado no Brasil, prevaleceu plenamente em vigor até 1962, quando foi revogado pelo “estatuto da mulher casada” (Lei 4.121/1962), que avançou no tratamento paritário entre os cônjuges, mas não eliminou todos os privilégios do “Pátrio poder” (poder dos pais/homens), permanecendo diversos tipos de assimetria de gênero como no caso das mulheres que eram consideradas “concubinas”.  A chamada “Lei do concubinato” (Lei nº 8.971) só entrou em vigor em 29/12/1994.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conquista femininas ficaram mais ou menos congeladas nos primeiros dez anos do regime autoritário. Porém, a partir de 1975 (Ano Internacional da Mulher) operou-se um resgate das conquistas e do avanço formal da cidadania, que foram marcantes para a história das mulheres brasileiras. O direito ao divórcio, por exemplo, só passou a vigorar no Brasil com a Lei n. 6.515 de 1977. O processo de redemocratização e a criação da “Nova República” possibilitaram a consolidação de conquistas práticas e jurídicas, consolidadas na Constituição Federal de 1988. Segundo Pitanguy e Miranda (2006):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A Constituição Federal de 1988 simboliza um marco fundamental na instituição da cidadania e dos direitos humanos das mulheres no Brasil. O texto constitucional inaugura os princípios democráticos e rompe com o regime autoritário militar instalado em 1964. Pela primeira vez na história constitucional brasileira, consagra-se a igualdade entre homens e mulheres como um direito fundamental. O princípio da igualdade entre os gêneros é endossado no âmbito da família, quando o texto estabelece que os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelos homens e pelas mulheres” (p. 23).&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Rs4W7YX0YyM/T1OG_5sh7AI/AAAAAAAABz4/PvsX9yY7eJc/s1600/L5.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="65" width="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-Rs4W7YX0YyM/T1OG_5sh7AI/AAAAAAAABz4/PvsX9yY7eJc/s320/L5.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por tudo isto, pode-se dizer que o Brasil está passando por um longo processo de despatriarcalização. Atitudes patriarcais ainda estão presentes na sociedade e, provavelmente, vão continuar como manifestações arraigadas na cultura nacional. Mas tais atitudes são cada vez mais consideradas ilegítimas e ilegais. Podemos dizer que o Brasil passa por uma revolução feminina e a gestação de uma sociedade pós-patriarcal.&lt;br /&gt;As Convenções contra todas as formas de discriminação sejam da mulher ou étnico-racial, adotadas pelo Brasil, ainda estão longe de serem cumpridas. Perdemos neste ano, uma companheira solidária à luta das mulheres negras, incansável na luta pelos direitos das mulheres. Rendemos a ela a nossa homenagem. Nossa luta continua e a vitória é certa. Há um longo caminho a se percorrer em busca de respeito, dignidade, valorização profissional da mulher negra, que continua sendo o esteio familiar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: As mulheres e os direitos humanos. In/.L. O Progresso das Mulheres no Brasil. Brasília, Unifem, Fundação Ford, Cepia, 2006&lt;br /&gt;ALVES, J.E.D, CORREA, S. Igualdade e desigualdade de gênero no Brasil: um panorama preliminar, 15 anos depois do Cairo. In: ABEP, Brasil, 15 anos após a Conferência do Cairo, ABEP/UNFPA, Campinas, 2009. Disponível em:&lt;br /&gt;http://www.abep.org.br/usuario/GerenciaNavegacao.php?caderno_id=854&amp;nivel=1&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-2403952588336608445?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/2403952588336608445/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/03/dia-8-de-marco-internacional-da-mulher.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2403952588336608445'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2403952588336608445'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/03/dia-8-de-marco-internacional-da-mulher.html' title='Dia 8  de Março  Internacional da Mulher,!!!'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jmdVGbPWDwI/T1OEeDoTEwI/AAAAAAAAByM/IutRo846pT8/s72-c/imagesCAOJP0A7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-8001196268891629760</id><published>2012-02-29T03:01:00.000-08:00</published><updated>2012-02-29T03:01:11.332-08:00</updated><title type='text'>"Mulheres e a luta pelo voto feminino"</title><content type='html'>Historicamente, mesmo na Grécia, o berço da democracia, as mulheres não possuiam direito ao voto. No século XVIII, filósofos iluministas classificavam as mulheres como pessoas dotadas de uma razão inferior ou mesmo como irracionais. Nada deveria ameaçar os deveres considerados “naturais” das mulheres: cuidar do marido e dos filhos. Em 1793, Olympe de Gouges, a principal personagem feminina da Revolução Francesa, foi guilhotinada sob a acusação de ter desejado ser um homem de Estado e ter esquecido as virtudes próprias de seu sexo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oQJcvqbzNRc/T04DluYU23I/AAAAAAAABwU/EIlaI7behvo/s1600/i.bmp" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="204" width="246" src="http://3.bp.blogspot.com/-oQJcvqbzNRc/T04DluYU23I/AAAAAAAABwU/EIlaI7behvo/s400/i.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O sufrágio feminino era a principal bandeira feminista nas primeiras décadas do século XX, que foram marcadas também por diversos acontecimentos revolucionários, a exemplo das lutas do operariado por melhores condições de trabalho, da Semana de Arte Moderna e da fundação do Partido Comunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta pelo voto feminino no Brasil iniciou-se em 1910, quando a professora Deolinda Daltro fundou, no Rio de Janeiro, o Partido Republicado Feminino. Porém, manifestações mais contundentes só ocorreram em 1919, quando a bióloga Bertha Lutz fundou a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nos registros históricos brasileiros uma mulher que conseguiu o alistamento eleitoral logo após a proclamação da República. Para participar das eleições da nova Assembléia Constituinte, ela invocou a “Lei Saraiva”, promulgada em 1881, que determinava direito de voto a qualquer cidadão que tivesse uma renda mínima de 2 mil réis.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-1YB_DsDXIR8/T04Dwus83eI/AAAAAAAABwg/m3rFzQ8fZf8/s1600/280px-8marchrallydhaka_%252855%2529.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="210" width="280" src="http://3.bp.blogspot.com/-1YB_DsDXIR8/T04Dwus83eI/AAAAAAAABwg/m3rFzQ8fZf8/s400/280px-8marchrallydhaka_%252855%2529.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O primeiro registro de voto feminino no Brasil do século XX é de 1928, na cidade de Mossoró, Rio Grande do Norte. Celina Guimarães Viana, fez uma petição invocando o artigo 17 da lei eleitoral local: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por lei”. Um juiz deu parecer favorável e enviou telegrama ao presidente do Senado Federal, pedindo em nome da mulher brasileira, a aprovação do projeto que instituía o voto feminino, amparando seus direitos políticos reconhecidos na Constituição Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar que a luta por direitos políticos não veio acompanhada de um questionamento das estruturas patriarcais da sociedade. As sufragistas, que têm em Bertha Lutz sua principal liderança, praticavam um “feminismo comportado”, caracterizado por um discurso conciliatório, que afirmava que o fato da mulher votar não traria conflito para os lares, desviando-as de suas funções “naturais” de zeladora do lar e da maternidade&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Kcroo3aqPMc/T04D7escCpI/AAAAAAAABws/8oKGiY1d4R0/s1600/imagesCAC3K7LQ.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="255" width="198" src="http://2.bp.blogspot.com/-Kcroo3aqPMc/T04D7escCpI/AAAAAAAABws/8oKGiY1d4R0/s400/imagesCAC3K7LQ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No código eleitoral Provisório (Decreto 21076), de 24 de fevereiro de 1932, o voto feminino no Brasil foi assegurado, após intensa campanha nacional pelo direito das mulheres ao voto. Fruto de uma longa luta, iniciada antes mesmo da Proclamação da República, foi ainda aprovado parcialmente por permitir somente às mulheres casadas e às viúvas e solteiras que tivessem renda própria, o exercício de um direito básico para o pleno exercício da cidadania. Em 1934, as restrições ao voto feminino foram eliminadas do Código Eleitoral, embora a obrigatoriedade do voto fosse um dever masculino. Em 1946, a obrigatoriedade do voto foi estendida às mulheres. Foram muitas as mulheres que lutaram pela conquista do direito ao voto feminino: Julia Barbosa, Bertha Lutz, Leolinda Daltro, Celina Vianna, Nathércia da Cunha Silveira, Antonietta de Barros, Almerinda Gama, Jerônima Mesquita, Maria Luisa Bittencourt, Alzira Teixeira Soriano, Carlota Pereira de Queiroz, Josefina Álvares de Azevedo, Carmen Portinho, Elvira Komel, Amélia Bevilacqua, Isabel de Sousa Matos e diversas outras mulheres que participaram de tão importante conquista.&lt;br /&gt;Somente a partir de 1946, o voto feminino passou a ser obrigatório, analfabetos e analfabetas só tiveram garantido o voto em 1985, o que significa que, nesse primeiro momento, uma parcela reduzida de mulheres participou dos processos eletivos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-b-7BIVUaqG4/T04EHm_jTkI/AAAAAAAABw4/f8QyJ0W3f0o/s1600/imagesCAEOE9JX.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="182" width="277" src="http://2.bp.blogspot.com/-b-7BIVUaqG4/T04EHm_jTkI/AAAAAAAABw4/f8QyJ0W3f0o/s400/imagesCAEOE9JX.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A primeira mulher eleita deputada federal foi Carlota Pereira de Queirós (1892-1982), que tomou posse em 1934 e participou dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Com a implantação do Estado Novo, em novembro de 1937, houve o fechamento do Legislativo brasileiro e grande recuo das liberdades democráticas. Na retomada do processo de democratização, em 1946, nenhuma mulher foi eleita para a Câmara. Até 1982, o número de mulheres eleitas para o Legislativo brasileiro poderia ser contado nos dedos da mão. Continue lendo em 80 anos do direito de voto feminino no Brasil, por José Eustáquio Diniz Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta das mulheres hoje não é mais apenas pelo voto, mas também pela participação política. Um movimento que está ligado a luta das trabalhadoras brasileiras por melhores salários e condições de trabalho. Em 1981, durante uma greve de professoras (carreira majoritariamente feminina) no estado de São Paulo, o ex-governador Paulo Maluf declarou: ”Professora não é mal paga, é mal casada.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o intuito de aumentar a participação política feminina, está em vigor a Lei 9.504, promulgada em 1997, que institui a cota de 30% de candidaturas femininas. Uma das pautas da Reforma Política é aumentar esta cota para 50%, combinada com a lista fechada de candidatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pela primeira vez na história do país, temos uma mulher na presidência da República, e no último pleito, um número expressivo de mulheres eleitas para diversos cargos eletivos. Nas eleições de 2010, foram eleitas 43 deputadas federais (de um total de 513 vagas), no Senado foram 12 senadoras (de um total de 81 vagas). Contudo, considerando que hoje compomos mais da metade do eleitorado brasileiro, o número de mulheres em cargos eletivos ainda é pequeno, menos de 10%.  Apesar das resistências, as mulheres participam ativamente da construção da sociedade brasileira, mesmo que essa participação não seja contada e comemorada pela maioria dos livros de História.&lt;br /&gt;O feminismo alterou principalmente as perspectivas predominantes em diversas áreas da sociedade ocidental, que vão da cultura ao direito. As ativistas femininas fizeram campanhas pelos direitos legais das mulheres (direitos de contrato, direitos de propriedade, direitos ao voto), pelo direito da mulher à sua autonomia e à integridade de seu corpo, pelos direitos ao aborto e pelos direitos reprodutivos (incluindo o acesso à contracepção e a cuidados pré-natais de qualidade), pela proteção de mulheres e garotas contra a violência doméstica, o assédio sexual e o estupro, pelos direitos trabalhistas, incluindo a licença-maternidade e salários iguais, e todas as outras formas de discriminação.&lt;br /&gt;Demarcar historicamente a inserção das mulheres negras nos movimentos feminista e negro demanda que, anteriormente a esta análise, se situem os movimentos sociais e como o movimento feminista e negro é contemplado e se relaciona com este espaço de organização.&lt;br /&gt;Os movimentos sociais existem há muitos séculos, mas apenas na década de 1970 mereceram a atenção dos cientistas sociais. Na literatura sobre o assunto não se encontram até hoje bem definidas suas características essenciais. (Ammann, 1991)&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Xh0w50oS0Co/T04ETqD65SI/AAAAAAAABxE/focNmLyavFU/s1600/185px-Lange-MigrantMother02.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="185" src="http://1.bp.blogspot.com/-Xh0w50oS0Co/T04ETqD65SI/AAAAAAAABxE/focNmLyavFU/s400/185px-Lange-MigrantMother02.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Analisando o pensar de Touraine e Castells, a autora acima citada enumera princípios que caracterizam os movimentos sociais e a partir deles ela constrói seu próprio conceito.&lt;br /&gt; Qual seja:&lt;br /&gt;“Uma ação coletiva de caráter contestador, no âmbito das relações sociais, objetivando a transformação ou a preservação da ordem estabelecida na sociedade”.O movimento feminista e negro é contemplado pelo conceito definido acima, apesar de que entre os dois movimentos serão instauradas diversas diferenças. Para compreendê-los melhor, será feita uma aproximação teórica dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história do movimento feminista, de acordo com Toledo (2001), pode ser compreendida a partir de três grandes ondas. A primeira se situa no final do século XIX, denominado de movimento sufragista (luta por direito ao voto feminino) e por direitos democráticos (direito ao divórcio, educação completa, trabalho, etc.). A segunda, no final dos anos 60, a luta por liberação sexual, e a terceira, no final dos anos 70, uma luta de caráter sindical, protagonizada pela mulher trabalhadora, na América Latina.&lt;br /&gt;Para a autora, a maior de todas essas lutas, que tomou uma dimensão internacional, foi pelo direito ao voto. O Brasil foi o quarto país do hemisfério ocidental a promulgar, em 1932, esse direito que, em 1937, foi cerceado com a chegada da ditadura do Estado Novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, na década de 70, em plena ditadura o movimento feminista se direcionou por caminhos diferenciados do caminho tomado pelo movimento internacional. Isto ocorreu porque uma grande ala do movimento no Brasil se atrelou a setores progressistas da Igreja Católica. Este vínculo impossibilitou que se trabalhassem questões centrais do feminismo, quais sejam: liberdade sexual, direito ao aborto, ao divórcio. Por outro lado, se abriu um amplo campo de militância política e inseriram-se na agenda do movimento feminista brasileiro questões como: direitos civis, liberdade política e melhoria de condições de vida. Temas como o racismo, a ênfase nas diferenças de classe foram trazidos para o centro da cena feminina através dos estudos sobre mulher nas sociedades periféricas ( Holanda, 2003).A mulher negra sempre necessitou estar inserida na luta por melhores condições de existência e isto se dava através de diversas formas de organização, desde o período escravista, no pós-abolição e até os dias atuais, com organizações que nem sempre se acomodaram nos moldes formais, mas que sempre foram constantes.Muitas ativistas feministas brancas, segundo a autora, vêm freqüentemente supondo que a postura anti-sexista delas aboliu todo preconceito racial ou comportamento discriminatório. Mas tal presunção é ingênua e reflete uma ignorância séria de como o racismo está impregnado na sociedade. Portanto, um feminismo que ignore as divisões raciais está gravemente aberto às críticas (ibid).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta postura ocasionou lutas internas no movimento feminista, pois, segundo comentários de Lélia Gonzalez em entrevista, as feministas brancas com orientação progressista e, aparentemente, de esquerda negaram o significado da raça e seu impacto nas vidas de mulheres negras, além de que as brancas eram hesitantes em relação à discussão sobre raça por causa da sua própria cumplicidade com a dominação racial. Enquanto na superfície parecia que as mulheres brancas e negras poderiam se unir e lutar contra sua opressão comum enquanto mulheres, diferenças entre elas, em termos de experiências e lugares, tornaram-se fontes de conflito e divisão dentro do movimento (Caldwell, 2000).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento feminista não acolhe as questões postas pelas mulheres negras, motivando-as para uma ação política organizativa específica em decorrência da insuficiência com que são tratadas as suas especificidades dentro do movimento feminista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mulheres têm esta mesma postura com o movimento negro, posto que em um estão os desdobramentos de gênero e no outro não são enfatizadas as questões raciaisDesta forma, o combate ao racismo empreendido pelas mulheres negras abrange também a busca por uma real inserção social nos movimentos existentes, passa a questionar as desigualdades existentes entre brancas e negras, se posiciona contrário ao discurso machista, bem como, ao discurso de caráter universalista de cidadania, que deveria contemplá-las, mas que não passava de um mito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres negras e seu protagonismo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao término de mais um século, cabe lembrar a luta das mulheres na conquista de seu direito ao voto, iniciada ainda no século XIX, quando as mulheres norte-americanas se engajaram na abolição da escravatura nos Estados Unidos. Cabe destacar o papel de Susan Brownell Anthony e de Elizabeth Cady Stanton, que em um encontro, em 1851, em Seneca Falls, Estado de New York, iniciaram a luta pelo fim da escravidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia inicial de Susan era que também fosse aprovada uma emenda que desse também o direito de voto às mulheres, mas, devido às dificuldades enfrentadas, foi resolvido que ficariam apenas na libertação dos escravos para só tratar posteriormente do direito ao voto. Coube a Susan, durante a Guerra Civil, fazer a campanha que no final havia conseguido mais de 400 mil assinaturas de cidadãos americanos, que culminou com a aprovação da emenda nº. 13, pelo Congresso, extinguindo com a escravidão nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1870, foi aprovada a emenda constitucional nº. 15, que garantiu o direito ao voto aos homens de qualquer raça, cor e condição social. Só então, nova batalha seria iniciada, uma emenda pelo voto feminino, que levaria o nome de sua idealizadora, Susan Anthony. Foi apresentada no Congresso norte-americano, mas sua aprovação seria longa e árdua. Com a autonomia que a Constituição delega aos Estados membros da união norte-americana, o então território do Wyoming no ano de 1869, foi o pioneiro, quando pela primeira vez, a mulher obteve o direito ao voto. Posteriormente mais três Estados do Oeste também seguiriam o exemplo e aprovariam o voto feminino. Quando da elevação do Wyoming a Estado, em 1890, houve insistência por parte da União para que essa conquista fosse abolida. O Congresso local respondeu que "preferia retardar de 100 anos a sua entrada para a União a sacrificar os direitos políticos da mulher." &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do globo, a Nova Zelândia foi o primeiro país do mundo a conceder o direito ao voto as mulheres no ano de 1893, as quais tinham direitos políticos no âmbito municipal desde 1886. A Austrália concedeu o voto em 1902, com algumas restrições. Na Europa o primeiro país em que as mulheres obtiveram o direito ao voto foi a Finlândia em 1906. Na Inglaterra não foi tão fácil assim: as mulheres iniciavam a sua epopéia pela concessão do voto, mas essa luta seria mais dura e culminaria com prisões e até morte. Ainda em 1866, foi apresentada por John Stuart Mill, famoso jurista, economista e filósofo, eleito no ano anterior para o Parlamento inglês, uma emenda que dava o direito à mulher inglesa, assinada também por miss Sarah Emily Davis e pela dra. Garret Anderson, mas foi derrotado por 194 votos contra e 73 a favor. Apesar da derrota, poucos anos depois, as eleições municipais tiveram a participação das mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1884, nova emenda foi apresentada e mais uma vez rejeitada. Apesar da não aprovação, dois terços das mulheres já tinham o direito ao voto na Grã-Bretanha, baseada em uma norma legal na qual elas eram consideradas "proprietárias" e, como os homens, elas podiam votar, se tivessem propriedades, o que beneficiava uma corrente política mais conservadora. Não satisfeitas, as mulheres passaram a protestar publicamente, resultando quase sempre na prisão das ativistas, chamadas de "suffragettes", culminando com o gesto desesperado de Emily Davison, que, em junho de 1913, jogou-se na frente do cavalo do rei durante uma prova hípica. Seu enterro resultou em protestos violentos, como incêndios, depredações, até corte de fios do telégrafo, desobediência civil, uma verdadeira guerrilha urbana. Finalmente, em 1918, ao término da Primeira Grande Guerra, que teve a participação decisiva do sexo feminino na retaguarda do conflito, foi dado o direito do voto às mulheres inglesas com mais de 30 anos, sendo eleitas três mulheres para a Câmara dos Comuns. Somente em 1928, a idade foi reduzida para 21 anos. Na Europa, várias deputadas foram eleitas em seus países. Logo após a concessão do direito do voto feminino, curiosamente na Noruega e Suécia, as mulheres eleitoras eram em número superior aos homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Estados Unidos, a luta recrudesceu, com passeatas e manifestações, contudo a única vitória ficou resumida a poucos Estados, que emanciparam as mulheres, que passaram a ter direito a voto. Nesse espaço de tempo, em 1906, a grande defensora do voto feminino Susan Anthony, morre aos 86 anos, sem ter conseguido aprovar a sua emenda. Em 1916, pelo Estado de Montana é eleita a primeira mulher para o Congresso, a deputada Jeannette Rankin, a quem caberia levar avante a proposta do voto a todas as americanas, que seria aprovada pelo Congresso dos Estados Unidos em 1919, e ratificada em 1920, tornando-se a 19a emenda a Constituição, que proibiu a discriminação política com base no sexo. Cabe ressaltar que Jeannette seria o único parlamentar a votar contra a entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, repetindo o seu voto de 1917, quando da Primeira Guerra.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hbJ2Eksi39g/T04Ee3ucKmI/AAAAAAAABxQ/CwYTcEv1jAQ/s1600/imagesCAHD1LZU.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="205" width="246" src="http://4.bp.blogspot.com/-hbJ2Eksi39g/T04Ee3ucKmI/AAAAAAAABxQ/CwYTcEv1jAQ/s400/imagesCAHD1LZU.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na América Latina, o primeiro país que concedeu o voto as mulheres foi o Equador em 1929. Na Argentina só após a posse de Juan Domingo Perón, em 1946, é que começou a campanha pelo voto feminino, através de sua esposa Evita, que se empenhou com vontade por essa conquista, que seria aprovada pelo Congresso em 23 de setembro de 1947. Foi a consagração de Eva Perón, que em 26 de julho de 1949, fundou o Partido Peronista Feminino. A idéia primordial era ter o grande contigente da mulher argentina votando nas eleições que seriam realizadas dois anos depois, com Evita concorrendo como vice-presidente na chapa do marido, mas a oposição dos militares acaba com esse sonho. No dia 11 de novembro de 1951, a mulher argentina vota pela primeira vez, e o Partido Comunista tem em sua chapa uma mulher como vice. Com o apoio das mulheres, Perón é reeleito com uma diferença de mais de um milhão e oitocentos mil votos sobre o segundo colocado. Ao Congresso foram eleitas 6 senadoras e 23 deputadas peronistas, demostrando a força política de Evita Perón, que morreria de câncer no dia 26 de julho de 1952, aos 33 anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, a emancipação feminina teve como sua precursora a educadora Leolinda de Figueiredo Daltro, natural da Bahia. Exercera o magistério em Goiás, onde trabalhou na catequese dos silvícolas. Transferindo-se para o Rio de Janeiro, se tornaria professora catedrática municipal e chegaria à direção da Escola Técnica Orsina da Fonseca. A fim de colaborar na campanha eleitoral para a presidência da República, fundou, em 1910, a Junta Feminina Pró-Hermes da Fonseca, de quem era amiga da família, apesar das mulheres não terem o direito do voto. Com a vitória de seu candidato, continuou sua campanha pela participação da mulher brasileira na vida política do país. Concorreu como candidata a constituinte no ano de 1933.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário de outros países, o movimento pelo voto feminino partiu de um homem, o constituinte, médico e intelectual baiano César Zama, que, na sessão de 30 de setembro de 1890, durante os trabalhos de elaboração da primeira Constituição republicana, defendeu o sufrágio universal, a fim de que as mulheres pudessem participar efetivamente da vida política do país. No ano seguinte outro constituinte, Almeida Nogueira, defendeu a participação das mulheres como eleitoras, e lembrou, na sessão de 2 de janeiro de 1891, que não havia legislação que restringisse seus direitos e mesmo a projeto da nova Constituição também não cerceava esse exercício cívico. No mesmo raciocínio Lopes Trovão, ao se discutir a Declaração de Deveres, usou da palavra para defender com afinco essa causa, que para ele era como uma reparação que vinha tardiamente. Suas palavras foram contestadas com apartes veementes dos adversários da idéia, mas a cada frase, ele contestava com idêntico vigor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas os inimigos eram fortes e em maior número. Entre os que rejeitavam a idéia estavam Lauro Sodré e Barbosa Lima. Cabe citar que, no primeiro dia do ano de 1891, 31 constituintes assinaram uma emenda ao projeto de Constituição, de autoria de Saldanha Marinho, conferindo o voto à mulher brasileira. A pressão, porém, foi tão grande que Epitácio Pessoa (posteriormente Presidente da República, em 1919-1922), que havia subscrito a emenda, dez dias depois, retirou o seu apoio. Entre aqueles que foram signatários da emenda constitucional, estavam Nilo Peçanha , Érico Coelho, Índio do Brasil, César Zama, Lamounier Godofredo e Fonseca Hermes. Na sessão de 27 de janeiro de 1891, o deputado Pedro Américo assim falou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A maioria do Congresso Constituinte, apesar da brilhante e vigorosa dialética exibida em prol da mulher-votante, não quis a responsabilidade de arrastar para o turbilhão das paixões políticas a parte serena e angélica do gênero humano."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro parlamentar, Coelho Campos foi mais radical em seu pronunciamento:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"É assunto de que não cogito; o que afirmo é que minha mulher não irá votar."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O próprio Ruy Barbosa e o Barão Rio Branco se manifestaram em defesa da igualdade política dos sexos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim o Brasil deixou de ser o primeiro país do mundo a conceder o direito do voto à mulher. Em 1893 a Nova Zelândia teria a primazia da concessão do voto feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O constituinte e defensor da cidadania para a mulher brasileira, César Zama, em discurso afirmou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bastará que qualquer país importante da Europa confira-lhes direitos políticos e nós o imitaremos. Temos o nosso fraco pela imitação."&lt;br /&gt;No ano de 1894, foi promulgada a "Constituição Política" da cidade de Santos. Entre as normas legais estava o artigo 42, que concedia a "capacidade política aos maiores de 21 anos e as mulheres sui juris, que exercessem profissão honesta, sabendo ler e escrever e residindo no município há mais de um ano, o direito de voto". Não concordando com esse diploma legal, um grupo de cidadãos entrou com recurso no Congresso Legislativo de São Paulo, tornando-se o Projeto nº. 120, de 1895, que solicitava a anulação de alguns artigos, entre eles o artigo 42. O relator acatou a solicitação, mas o deputado Eugênio Égas foi mais "pratico": apresentou um projeto de resolução com apenas dois artigos, o primeiro declarava nula a "constituição santista" e o segundo artigo revogava as disposições em contrário...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Minas Gerais, no ano de 1905, três mulheres se alistaram e votaram, mas foi um caso isolado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente em 1917, o deputado Maurício de Lacerda, apresentou a emenda nº. 47, de 12 de março daquele ano, que alterava a lei eleitoral de 1916, e incluía o alistamento das mulheres maiores de 21 anos. Essa emenda seria rejeitada pela Comissão de Justiça, cujo relator Afrânio de Mello Franco a julgou inconstitucional e ainda afirmou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"As próprias mulheres brasileiras, em sua grande maioria, recusariam o exercício do direito de voto político, se este lhes fosse concedido."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu autor não desistiria da idéia e, em 29 de outubro de 1920, na legislatura seguinte, novamente apresenta uma emenda, que recebe o nº. 8. Dessa vez iria para votação no plenário da Câmara Federal, sendo mais uma vez rejeitada. No ano seguinte um Projeto de Lei seria apresentado, de autoria de três deputados, Octavio Rocha, Bethencourt da Silva Filho e Nogueira Penido, e receberia parecer favorável do relator deputado Juvenal Lamartine de Faria, e mais uma vez não lograria êxito a iniciativa. Em 1 de dezembro de 1924, é apresentado pelo deputado Basílio de Magalhães o Projeto de Lei nº. 247, que pleiteava a concessão do voto à mulher brasileira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Senado coube ao representante do Pará, Justo Leite Chermont, em 1919, a iniciativa pela concessão do voto feminino, quando apresentou o projeto de lei nº. 102, que seria aprovado em primeira discussão no ano de 1921. Em fins de 1927, o Presidente Washington Luís em conversa no Palácio do Catete, manifestou-se a favor do voto às mulheres. O presidente da Comissão de Justiça do Senado Adolpho Gordo, localizou no arquivo o antigo PL nº. 102 (seu autor Senador Chermont havia falecido em 1926) e o colocou em pauta novamente. Foi designado relator o senador Aristides Rocha, que em parecer se pronunciou favoravelmente ao projeto original, havia, porém, outros posicionamentos, notadamente do senador Thomaz Rodrigues, que em 10 de setembro de 1925, quando relator do referido projeto, assim se pronunciou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Apesar de entendermos que é cedo, muito cedo, para conceder um direito tão amplo à mulher brasileira, que, em sua grande maioria ainda o não reclama..."&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-sL2RRsw0tas/T04Eq7g6EgI/AAAAAAAABxc/HhS8iraZ2NQ/s1600/imagesCA3HRYVR.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="267" width="189" src="http://2.bp.blogspot.com/-sL2RRsw0tas/T04Eq7g6EgI/AAAAAAAABxc/HhS8iraZ2NQ/s400/imagesCA3HRYVR.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas a segunda votação necessária à aprovação não se realizaria, Thomaz Rodrigues, solicitou vista no projeto, para ganhar tempo, e não pôde ser votado naquela legislatura e assim a mulher brasileira teve que esperar mais alguns anos. Nesse período são fundadas várias entidades congregando as militantes feministas. No Brasil, na primeira vez que as mulheres conseguiram o direito de votar, os seus votos foram anulados. A Comissão de Poderes do Senado Federal, no ano de 1928, ao analisar essas eleições realizadas no Rio de Grande do Norte naquela ocasião, requereu em seu relatório a anulação de todos os votos que haviam sido dados as mulheres, sob a alegação da necessidade de uma lei especial a respeito. O projeto que concedia esse direito à mulher norte-rio-grandense era de autoria do deputado Juvenal Lamartine de Faria, o mesmo que, como relator do projeto de 1921 na Câmara Federal, havia dado parecer favorável ao pleito, e fora aprovado pelo legislativo estadual e sancionado pelo governador José Augusto Bezerra de Medeiros. O Rio Grande do Norte portanto foi primeiro Estado brasileiro a conceder o voto à mulher. As duas primeiras mulheres alistadas como eleitoras no Brasil foram as professoras Julia Barbosa de Natal e Celina Vianna de Mossoró, ambas do Rio Grande do Norte. Também seria potiguar a primeira prefeita do Brasil, Alzira Teixeira Soriano, eleita no município de Lages, em 1928, pelo Partido Republicano Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento da Revolução de 30, novos ventos sopraram, Nathércia da Cunha Silveira e Elvira Komel, esta líder feminista em Minas Gerais, formaram uma comissão, que em contato com as autoridades federais, (entre os membros do novo governo, o ministro do Trabalho Lindolfo Collor), com o Cardeal D. Sebastião Leme, ao qual solicitou o patrocínio da Igreja, e com o antigo governador de Minas Gerais, Antônio Carlos Ribeiro de Andrada, obteve apoio ao voto feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em entrevista à imprensa, em 14 de setembro de 1931, a presidente da Federação Brasileira Pelo Progresso Feminino, entidade fundada no Rio de Janeiro em 9 de agosto de 1922, Bertha Lutz, afirmou que "é um fato interessante, que as revoluções de pós-guerra têm favorecido a mulher", e ainda enaltecia a figura do Chefe do Governo Provisório Getúlio Vargas que perante as participantes do II Congresso Internacional Feminista, realizado do mês de junho na Capital Federal, defendeu a oportunidade da remodelação da estrutura política nacional. Cumprindo a sua palavra, foi elaborado um anteprojeto de lei eleitoral por uma comissão presidida pelo ministro Assis Brasil, que desagradou inclusive ao Consultor Geral da República, Dr. Levi Carneiro, que o achou "por demais complicado, dispendioso e de funcionamento demorado". No tocante ao voto feminino, divergiu de restrições impostas, notadamente à mulher desquitada. Também se manifestaram no mesmo sentido os juristas Clóvis Bevilacqua e Mozart Lago e a escritora Amélia Bevilacqua&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Presidente Getúlio Vargas, resolve simplificar e todas as restrições às mulheres são suprimidas. Através do Decreto nº. 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, é instituído o Código Eleitoral Brasileiro, e o artigo 2 disciplinava que era eleitor o cidadão maior de 21 anos, sem distinção de sexo, alistado na forma do código. É de ressaltar que as disposições transitórias, no artigo 121, dispunham que os homens com mais de 60 anos e as mulheres em qualquer idade podiam isentar-se de qualquer obrigação ou serviço de natureza eleitoral. Logo, não havia obrigatoriedade do voto feminino.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-sqCdc3GF82E/T04E3_M8KrI/AAAAAAAABxo/oUWg3Re4TWo/s1600/imagesCAURP10Q.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="232" width="218" src="http://4.bp.blogspot.com/-sqCdc3GF82E/T04E3_M8KrI/AAAAAAAABxo/oUWg3Re4TWo/s400/imagesCAURP10Q.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia 30 de junho de 1932, uma comissão de mulheres é recebida no Palácio do Catete, pelo presidente Getúlio Vargas, que recebe um memorial com mais de 5.000 assinaturas, no qual pleiteavam a indicação da líder feminista Bertha Lutz como uma das participantes da comissão que deveria elaborar o anteprojeto da nova Constituição Brasileira. Pouco mais de uma semana, porém, irrompe em São Paulo a Revolução Constitucionalista e todas as atenções são dirigidas ao conflito. Em 27 de outubro de 1932, três semanas após o fim das hostilidades, a Comissão do anteprojeto, composta por 23 componentes seria nomeada por Getúlio Vargas, que cumpria assim sua promessa, nomeando não só Bertha Lutz, mas também Nathércia da Cunha Silveira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O alistamento eleitoral foi realizado no Brasil inteiro. Em alguns Estados o número de mulheres que havia se inscrito ficou aquém do esperado. A motivação era pouca, mas havia exemplos dignificantes, como o caso da moradora de Itabira, em Minas Gerais, Virgínia Augusta de Andrade Lage, que fez questão em se inscrever perante a justiça apesar de contar com a idade de 99 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a história de luta construída pelas mulheres negras é, muitas vezes, desconhecida da população negra e, principalmente, das mulheres negras, como também são restritos os estudos sobre as diversas formas de organização das mulheres negras que povoam as favelas. Durante a vigência do golpe militar de 1964, os movimentos sociais tiveram que recuar, o que motivou, na década de 1970, diversos movimentos de base que surgiram a partir do desenvolvimento de laços de solidariedade (Correia, 1999).&lt;br /&gt;Emerge daí a necessidade de explorar este campo. Marcar caminhos não percorridos ou insuficientemente batidos, capazes de levar a descobertas originais, é o início de uma nova proposição, na qual reivindicar melhores condições de vida não representa a conquista do poder estatal, mas significa, segundo Karner (1987), tratar de criar, de viver mais humanamente, não mais deixar alienar-se pelos outros e realizar diariamente atos de solidariedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a maior parte de sua história, a maior parte dos movimentos e teorias feministas tiveram líderes que eram principalmente mulheres brancas de classe média, da Europa Ocidental e da América do Norte. No entanto, desde pelo menos o discurso Sojourner Truth, feito em 1851 às feministas dos Estados Unidos, mulheres de outras raças propuseram formas alternativas de feminismo. Esta tendência foi acelerada na década de 1960, com o movimento pelos direitos civis que surgiu nos Estados Unidos, e o colapso do colonialismo europeu na África, no Caribe e em partes da América Latina e do Sudeste Asiático. Desde então as mulheres nas antigas colônias europeias e no Terceiro Mundo propuseram feminismos "pós-coloniais"- nas quais algumas postulantes, como Chandra Talpade Mohanty, criticam o feminismo tradicional ocidental como sendo etnocêntrico. Feministas negras, como Angela Davis e Alice Walker, compartilham este ponto de vista.&lt;br /&gt;As mulheres negras faveladas desconhecem, na sua grande maioria, o caminho de luta traçado pelos movimentos e organizações de mulheres negras, mas, ao contrário das falácias teóricas e políticas, não são apenas objetos da vontade do grupo dominantes, e sim também atrizes dotadas de percepção própria da sua situação que, de maneira informal, se organizam para modificá-la.&lt;br /&gt;Gebara (2000), estudando as mulheres pobres, as nomeia de “desorganizadas”. Mesmo compreendendo o caminho traçado pela autora, que utiliza a expressão pelo fato das mulheres não pertencerem a movimentos sociais organizados, não se pode concordar, pois, segundo MOISÉS (1982), é visível a existência de uma ampla gama de formas as mais variadas pelas quais as classes populares se organizam. Por isso, não deixa de ser importante procurar essas formas, muitas vezes espontâneas, pois elas indicam uma determinação poucas vezes conhecida na história da organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concorda-se com o autor supracitado em que há espontaneidade nas formas como as classes populares, aqui especificamente as mulheres negras faveladas, se organizam, porém a expressão da espontaneidade exige sempre que se tenha em conta que existem fatores que contribuem para a emergência dessas formas espontâneas de organização. Derivam da situação de pobreza em que vivem as mulheres negras, sobretudo as faveladas.&lt;br /&gt;Desde a década de 1980, as feministas standpoint argumentaram que o feminismo deveria examinar como a experiência da mulher com a desigualdade se relaciona ao racismo, à homofobia, ao classismo e à colonização.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S3V97j-QA6Y/T04FCX0STpI/AAAAAAAABx0/Ho6-qq14aIY/s1600/imagesCA5L1ZQX.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="260" width="194" src="http://4.bp.blogspot.com/-S3V97j-QA6Y/T04FCX0STpI/AAAAAAAABx0/Ho6-qq14aIY/s400/imagesCA5L1ZQX.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; No fim das ultimas  décadas e início desta as feministas ditas pós-modernas argumentaram que os papeis sociais dos gêneros seriam construídos socialmente e que seria impossível generalizar as experiências das mulheres por todas as suas culturas e histórias.&lt;br /&gt;A organização informal pode ser vista como uma forma de resistência das mulheres negras faveladas e dos pobres de maneira geral, dada sua natureza de surgir em meio à necessidade dos seres humanos de se relacionarem uns com os outros nas mais variadas formas de relações que incluem a amizade, inimizade, simpatia, antipatia, conflito, cooperação, busca de identidade e projeção, baseados em valores e crenças que são compartilhadas pelos membros do grupo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É no espaço do cotidiano, repleto de complexidades, que se forjam as lutas para a conquista dos direitos sociais das mulheres negras. E o processo de luta dessas mulheres vem se desenvolvendo a partir das desigualdades que têm como origem as relações sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outubro deste ano as eleitoras brasileiras – estima-se 52% do eleitorado – exercerão o direito de votar nas eleições municipais e estaduais. Outras tantas, por sua vez, serão candidatas a prefeitas e vereadoras. Contudo, estes direitos somente foram conquistados pelas mulheres, não sem muito empenho e luta, há 80 anos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lwjPZ5iDN6M/T04FQ282scI/AAAAAAAAByA/p0rq8Y8aaNg/s1600/imagesCAOJP0A7.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="217" width="232" src="http://2.bp.blogspot.com/-lwjPZ5iDN6M/T04FQ282scI/AAAAAAAAByA/p0rq8Y8aaNg/s400/imagesCAOJP0A7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Foram muitas as mulheres que lutaram pela conquista do direito ao voto feminino: Julia Barbosa, Bertha Lutz, Leolinda Daltro, Celina Vianna, Nathércia da Cunha Silveira, Antonietta de Barros, Almerinda Gama, Jerônima Mesquita, Maria Luisa Bittencourt, Alzira Teixeira Soriano, Carlota Pereira de Queiroz, Josefina Álvares de Azevedo, Carmen Portinho, Elvira Komel, Amélia Bevilacqua, Isabel de Sousa Matos e diversas outras mulheres que participaram de tão importante conquista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:www.generoracaetnia.org.br/pt.wikipedia.org/wiki/Feminismo/www.al.sp.gov.br/web/www.belem.pa.gov.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-8001196268891629760?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/8001196268891629760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/mulheres-e-luta-pelo-voto-feminino.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/8001196268891629760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/8001196268891629760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/mulheres-e-luta-pelo-voto-feminino.html' title='&quot;Mulheres e a luta pelo voto feminino&quot;'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-oQJcvqbzNRc/T04DluYU23I/AAAAAAAABwU/EIlaI7behvo/s72-c/i.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-4231366835587616127</id><published>2012-02-24T03:57:00.000-08:00</published><updated>2012-02-24T03:57:17.866-08:00</updated><title type='text'>A midia e o negro no Brasil...</title><content type='html'>Estereotipação:&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Os negros, da mesma forma que os brancos e demais etnias, são dotados de suas particularidades. Não particularidades comportamentais exclusivas dos negros, mas sim particularidades típicas dos seres humanos. &lt;br /&gt;Quando digo particularidades, refiro-me física e mentalmente.&lt;br /&gt;Dois caucasianos não são iguais nem em físico e muito menos em comportamento e por mais que existam semelhanças, cada um possui sua própria personalidade e identidade. Com os negros não é diferente.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1G9Q3AJC5k8/T0d6MvRGLfI/AAAAAAAABvM/iQQD-gYeLsU/s1600/muro.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-1G9Q3AJC5k8/T0d6MvRGLfI/AAAAAAAABvM/iQQD-gYeLsU/s400/muro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Victor Drummond&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Pele alva, cabelos escorridos, traços europeus. É fácil encontrar na&lt;br /&gt;mídia esse fenótipo considerado hoje padrão de beleza. Mas aquele ser humano dotado de mais melanina (ops! Olha o preconceito aí), traços largos e cabelos crespos não aparece na mídia. Esta etnia sempre desempenhou papéis secundários neste meio. Em filmes e novelas, os negros sempre fazem papel de motorista, empregada, o pagodeiro do bairro, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas falar que a mídia é preconceituosa ou não, exige um pouco de cautela. Pode-se defender o argumento de que os veículos de comunicação são preconceituosos. Justificaria-se pelo fato de que há poucos negros desempenhando papéis de apresentadores, protagonistas, âncoras de telejornais e aparecendo em capas de revistas. A modelo Naomi Campbell e a jornalista Glória Maria seriam raras exceções - e já até viraram chavões - quando se fala de quem venceu o preconceito na mídia.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-xWmlUMs3naQ/T0d6XdylcaI/AAAAAAAABvY/EkxkAa3uTj4/s1600/7.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="259" width="194" src="http://4.bp.blogspot.com/-xWmlUMs3naQ/T0d6XdylcaI/AAAAAAAABvY/EkxkAa3uTj4/s400/7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, é possível defender que a mídia não é preconceituosa. Justamente porque ela procura contemplar as pessoas de cor negra com posições de destaque. São poucos os casos? A resposta é sim, como já foi dito. Mas é preciso levar em conta um fator histórico-social que explica essa "raridade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os negros sempre foram marginalizados pela sociedade. A partir do momento em que foi abolida a escravidão e não houve nenhuma política de integração dos mesmos às atividades comuns, tornaram-se uma classe marginalizada. Isso é incontestável. Só há pouco tempo, negros conseguem vencer essa barreira do preconceito e da exclusão social, com belos exemplos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, existe ainda uma maioria despreparada. Não porque tenham menos capacidade, mas porque nunca lhes foi possível expor ou desenvolver todas as suas potencialidades. Com isso, torna-se justificável haver poucos negros que se destacam na mídia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidências e estigmas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que há fatos que apontam para o preconceito. A própria Glória Maria já afirmou que o acesso para o negro na mídia está "mudando sim, melhorando não (...) Se vamos eu e uma outra menina loira de olho azul fazer um teste com um diretor de qualquer outra emissora no Brasil, as duas com igualdade de condições, ele vai dar a vaga para mim ou para a outra? Para a outra, é lógico (...)". Parece que sempre houve uma tentativa de deixar os negros numa posição marginalizada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A novela A cabana do pai Tomás (1969), da Rede Globo, utilizou um ator branco maquiado de preto para ser o protagonista. Havia atores negros apenas em papéis secundários. A atual novela das sete, Da cor do pecado (2004), que tem como protagonista a atriz negra Taís Araújo, deixa uma margem de dúvida em relação à real intenção do boletim. O próprio título da novela, que associa a cor negra ao pecado, reforça a dúvida. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KcMWzcflo9E/T0d6h9ciB0I/AAAAAAAABvk/uCCnle377Tc/s1600/imagesCAQZIG3Q.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="198" width="254" src="http://3.bp.blogspot.com/-KcMWzcflo9E/T0d6h9ciB0I/AAAAAAAABvk/uCCnle377Tc/s400/imagesCAQZIG3Q.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A personagem vilã, de Giovana Antonelli, refere-se aos negros como sendo uma "racinha qualquer". E o motorista de Lima Duarte na trama tinha que ser quem? Um negro, claro. Na revista Teoria e Debate, o comunicador Hélio Santos diz que "na verdade, essa mídia reforça um estigma (...) eu não vou negar que o negro não ocupe a maioria das funções subalternas. Mas quando você só evidencia isso, você reforça".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leonardo Silvino, publicitário, escreveu que "na mídia os negros são tão excluídos quanto nas universidades (...) O moreno e o índio são quase excluídos da programação da TV. Os comerciais adotam a mesma fórmula dos shows de realidade: diversos brancos, dois ou três negros e um ou outro asiático. Será que existe preconceito? É claro que ele não seria explícito".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hélio Santos acrescenta que um dos raros momentos em que o negro está na mídia é no carnaval. "No carnaval você vê os negros na mídia sem falar, só rindo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O negro na mídia, principalmente na publicidade, é retratado em imagem sempre das mesmas formas: socialmente carente, trabalhador braçal, malandro ou atleta.&lt;br /&gt;Também é engraçado perceber que o cabelo  do negro na mídia possui apenas três variações: ou black power, ou com trancinhas ou curto quase raspado. Fora desses padrões o negro homem sempre é mostrado de cabeça raspada.&lt;br /&gt;Alguns podem argumentar que essas são as únicas opções possíveis, mas dizer isso só revelaria ignorância quanto ao visual do negro no cotidiano. Que visual é esse? Não existe um padrão, simples assim.&lt;br /&gt;Preconceito velado&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-TmWfxFvcV_A/T0d6qnGNxdI/AAAAAAAABvw/wozSkZVkoY8/s1600/8.bmp" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="168" width="160" src="http://1.bp.blogspot.com/-TmWfxFvcV_A/T0d6qnGNxdI/AAAAAAAABvw/wozSkZVkoY8/s400/8.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O inglês Lewis Hamilton não ganhou a etapa de São Paulo da Fórmula 1, mas levou o título do campeonato vencendo justamente um brasileiro. Primeiro negro a conquistar a principal categoria do automobilismo mundial, Hamilton e familiares sofreram um racismo que não acreditavam encontrar por aqui. As manifestações foram exaustivamente reproduzidas pela imprensa européia, mas no Brasil a repercussão foi quase nula, revelando a omissão da mídia nativa em denunciar o preconceito de seus cidadãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Márcio Gualberto, para além da presença física na teledramaturgia ou na publicidade, existe nos meios de comunicação em geral, sobretudo no jornalismo, “incapacidade, indiferença e má vontade” para lidar com a questão do preconceito racial. Gláucia Matos acredita que este cenário se refere ao papel da mídia em manter o preconceito. “Existem inúmeros casos de racismo nos tribunais. Os jornais também não dizem que a maioria dos jovens assassinados no país são negros”, afirma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Admissão de culpa&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-W9Nnt1uCRao/T0d60nUFeCI/AAAAAAAABv8/dnXocXXeN7Y/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="159" width="318" src="http://1.bp.blogspot.com/-W9Nnt1uCRao/T0d60nUFeCI/AAAAAAAABv8/dnXocXXeN7Y/s400/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O sociólogo brasileiro Florestan Fernandes dizia que a característica mais marcante do racista brasileiro é a de não se considerar racista. A melhor tradução prática dessa afirmação surge em “Não Somos Racistas”, livro de Ali Kamel, diretor-executivo de jornalismo da Rede Globo. “Ao mesmo tempo em que admite que existem diferenças, diz que é preciso ignorá-las para não criar uma divisão no país. É algo paranóico”, comenta Gualberto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na avaliação de Dennis de Oliveira, a mídia insiste que o racismo no Brasil não tem um caráter sistêmico, abordando a questão sempre pela ótica individual. “A ação da mídia é sempre no sentido de minorar a questão, tirando-lhe a seriedade para que não entre na agenda publica.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O professor aponta que a única forma de superação do preconceito nos meios de comunicação seria o movimento negro se organizar para construir mídias alternativas. Gláucia Matos afirma que existem conquistas por conta da atuação do movimento, que tem monitorado e denunciado com maior rigor. “Mas no que depender da mídia”, diz ela, “ainda falta muito.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-wgr1wStycwU/T0d6_OohPBI/AAAAAAAABwI/QI2wiZ5VRQE/s1600/imagesCA8SWBT2.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="184" width="274" src="http://3.bp.blogspot.com/-wgr1wStycwU/T0d6_OohPBI/AAAAAAAABwI/QI2wiZ5VRQE/s400/imagesCA8SWBT2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;fonte:baoobaa.com/home/o-negro-na-midiaEm cache/www.canaldaimprensa.com.br/www.direitoacomunicacao.org.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-4231366835587616127?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/4231366835587616127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/midia-e-o-negro-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4231366835587616127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4231366835587616127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/midia-e-o-negro-no-brasil.html' title='A midia e o negro no Brasil...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-1G9Q3AJC5k8/T0d6MvRGLfI/AAAAAAAABvM/iQQD-gYeLsU/s72-c/muro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-4283127506137244265</id><published>2012-02-24T03:14:00.000-08:00</published><updated>2012-02-24T03:14:44.821-08:00</updated><title type='text'>Trabalho escravo atualmente</title><content type='html'>O que é o trabalho escravo atualmente? &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7WhGwOQEhrw/T0dvDRlFJ8I/AAAAAAAABtg/q2cjiIK6YH0/s1600/Empregador_de_trabalho_escravo_e_branco_e_tem_ensino_superior.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="268" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-7WhGwOQEhrw/T0dvDRlFJ8I/AAAAAAAABtg/q2cjiIK6YH0/s400/Empregador_de_trabalho_escravo_e_branco_e_tem_ensino_superior.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O termo escravidão logo traz à tona a imagem do aprisionamento e da venda de africanos, forçados a trabalhar para seus proprietários nas lavouras ou nas casas. Essa foi a realidade do Brasil até o final do século 19, quando, por fim, a prática foi considerada ilegal pela Lei Áurea, de 13 de maio de 1888.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trabalho compulsório ainda existe no Brasil&lt;br /&gt;A origem da escravidão ou do trabalho compulsório se perde nos tempos, aproximando-se das origens da própria civilização humana. Segundo o antropólogo Gordon Childe, em um determinado momento da pré-história, os homens perceberam que os prisioneiros de guerra - normalmente sacrificados em cultos religiosos - poderiam ser usados para o trabalho ou "domesticados" como os animais.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-8ddCUlqL_Cw/T0dvPd0LbgI/AAAAAAAABts/Oc3NPXGbT0s/s1600/07A_J_R.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="392" src="http://2.bp.blogspot.com/-8ddCUlqL_Cw/T0dvPd0LbgI/AAAAAAAABts/Oc3NPXGbT0s/s400/07A_J_R.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nas civilizações da Antigüidade - Egito, Babilônia, Grécia, Roma... - a escravidão era uma prática constante. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente na Idade Média, com a reestruturação da sociedade européia de acordo com a ordem feudal, a escravidão foi substituída pela servidão, uma forma mais branda, por assim dizer, do trabalho compulsório. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandes navegações:&lt;br /&gt;Em termos mundiais, a escravidão ressurgiu com o mercantilismo ou capitalismo comercial, concomitantemente à época das grandes navegações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O uso da mão-de-obra escrava - em especial do negro africano - desenvolveu-se nas colônias de além mar de países como Espanha, Portugal, Holanda, França e Inglaterra.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-yDQVwR9jh_8/T0dvbrdt9YI/AAAAAAAABt4/F9QFTpFprqY/s1600/imagesCAAUB8I7.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="191" width="263" src="http://1.bp.blogspot.com/-yDQVwR9jh_8/T0dvbrdt9YI/AAAAAAAABt4/F9QFTpFprqY/s400/imagesCAAUB8I7.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Colonos endividados:&lt;br /&gt;Os imigrantes europeus e orientais que para cá vieram no fim do século 19 substituir a mão de obra escrava, recebiam um tratamento que se poderia considerar semelhante à escravidão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1890, por exemplo, denunciavam-se em embaixadas estrangeiras as condições de vida a que eram submetidos os imigrantes europeus. Eram obrigados a comprar dos fazendeiros para quem trabalhavam as roupas que usavam, as ferramentas para o trabalho, sua própria alimentação, de modo que ao fim do mês em vez de um salário, recebiam uma lista de dívidas que haviam contraído, o que os obrigava a continuar trabalhando para os mesmos patrões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior: a situação descrita no parágrafo anterior continua a existir no exato momento em que estas linhas são escritas e que você lê esse texto. Desde de a década de 1970 existem denúncias de que o trabalho escravo - apesar de constituir um crime - continua praticado no Brasil. O método empregado é o mesmo que se usava com os imigrantes, ou seja, forçar o trabalhador a endividar-se, de modo que ele seja forçado a trabalhar para pagar sua dívida. Para evitar fugas, capangas armados são espalhados nas fazendas, atuando como "neofeitores" ou capitães do mato.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-hDUtZ6ABJw4/T0dvpLXSB4I/AAAAAAAABuE/Au7NnH-On44/s1600/mmjun2004-f23b.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="204" width="280" src="http://4.bp.blogspot.com/-hDUtZ6ABJw4/T0dvpLXSB4I/AAAAAAAABuE/Au7NnH-On44/s400/mmjun2004-f23b.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Salvador e São Paulo&lt;br /&gt;Em 2002, o Ministério do Trabalho libertou 2.306 trabalhadores escravos nas áreas rurais do país. Em 2004, foram libertados 4.932. Em geral, os Estados onde o uso do trabalho análogo à escravidão é mais freqüente são Tocantins, Pará, Rondônia, Maranhão, Mato Grosso e Bahia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste último Estado, em fevereiro de 2004, a polícia libertou 40 trabalhadores em regime compulsório na cidade de Catu, a 80 quilômetros da capital, Salvador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ninguém pense que a escravidão no Brasil de hoje se restringe às regiões rurais. Em 21 de agosto de 2004 o Ministério do Trabalho pegou em flagrante o uso de trabalho escravo numa confecção do Bom Retiro, um bairro na região central da capital paulista. Tratava-se de imigrantes ilegais - paraguaios, bolivianos e peruanos - submetidos a uma jornada de mais de 16 horas de trabalho, em condições degradantes e monitorados pelos donos da empresa por circuitos fechados de TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12,3 milhões de escravos no mundo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também não se pense que o trabalho escravo ou semi-escravo continua a existir exclusivamente no Brasil. A prática se mantém em diversos países da África e da Ásia (especialmente na China), mas é de se supor que o trabalho em condições precárias e de grande exploração esteja presente em todos os países ricos onde é grande o fluxo de imigrantes, como os Estados Unidos e a União Européia.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-jpD9ykm1Nbw/T0dv3_wVBUI/AAAAAAAABuQ/VcuT6ROe_as/s1600/imagesCATN5ED9.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="197" width="256" src="http://2.bp.blogspot.com/-jpD9ykm1Nbw/T0dv3_wVBUI/AAAAAAAABuQ/VcuT6ROe_as/s400/imagesCATN5ED9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Um estudo publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), da Organização das Nações Unidas, em maio de 2005, indica que existem cerca de 12,3 milhões de escravos no mundo todo, dos quais entre 40% e 50% são crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evidentemente, a escravidão ou o trabalho em condições semelhantes a ela é hoje um crime grave e aqueles que os praticam estão submetidos a penas legais, pagando multas, perdendo seus empreendimentos e, eventualmente, indo parar na prisão. Ainda assim, não deixa de ser assustador o fato de um fenômeno tenebroso como a escravidão atingir o século 21, acompanhando os quase 12 mil anos de existência do homo sapiens no planeta Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junho de 2010: trabalhadores escravizados em fazenda de cana-de-açúcar em Mato Grosso do Sul recebem suas refeições. Foto: Joao Roberto Ripper / Imagens Humanas&lt;br /&gt;Mais de um século depois, ­porém, o Brasil e o mundo não podem dizer que estão livres do trabalho escravo atualmente. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que existam pelo menos 12,3 milhões de pessoas submetidas a trabalho forçado em todo o mundo, e no mínimo 1,3 milhão na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-QRXJUjYWjmg/T0dwDaYVDgI/AAAAAAAABuc/qN-58MeFpXg/s1600/imagesCATVILER.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="183" width="275" src="http://4.bp.blogspot.com/-QRXJUjYWjmg/T0dwDaYVDgI/AAAAAAAABuc/qN-58MeFpXg/s400/imagesCATVILER.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estudos já identificaram 122 produtos fabricados com o uso de trabalho forçado ou infantil em 58 países diferentes. A OIT calculou em US$ 31,7 bilhões os lucros gerados pelo produto do trabalho escravo a cada ano, sendo que metade disso fica em países ricos, industrializados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mobilização internacional para denunciar e combater o trabalho escravo começou quatro décadas após a assinatura da Lei Áurea. Com base nas observações sobre as condições de trabalho em diversos ­países, a OIT aprovou, em 1930, a Convenção 29, que pede a eliminação do trabalho forçado ou ­obrigatório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, em 1957, a Convenção 105 foi além, ao proibir, nos países que assinaram o documento, “o uso de toda forma de trabalho forçado ou obrigatório como meio de coerção ou de educação política; como castigo por expressão de opiniões políticas ou ideológicas; como mobilização de mão de obra; como medida disciplinar no trabalho; como punição por participação em greves; ou como medida de discriminação”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil, que assina as convenções, só reconheceu em 1995 que brasileiros ainda eram submetidos a trabalho escravo. Mesmo com seguidas denúncias, foi preciso que o país fosse processado junto à Organização dos Estados Americanos (OEA) para que se aparelhasse para combater o problema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), entidade ligada à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e responsável pelas primeiras denúncias de trabalho escravo no país, são escravizados a cada ano pelo menos 25 mil trabalhadores, muitos deles crianças ou adolescentes. Apesar dos esforços do governo e de organizações não governamentais, faltam estimativas mais precisas sobre o trabalho escravo atualmente, até por se tratar de uma atividade ilegal, criminosa.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gHDQnsGhVkY/T0dwQFqAiAI/AAAAAAAABuo/rXY1XJzxU7c/s1600/imagesCAHV8V91.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="168" width="240" src="http://2.bp.blogspot.com/-gHDQnsGhVkY/T0dwQFqAiAI/AAAAAAAABuo/rXY1XJzxU7c/s400/imagesCAHV8V91.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem informações exatas, o poder público e a sociedade organizada ainda lutam para prevenir e erradicar essa prática. Pior que isso, o país enfrenta grandes dificuldades para punir os responsáveis pelo trabalho escravo atualmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, o Brasil avançou. O próprio reconhecimento e a consequente adoção de uma política pública e de ações do Estado para reprimir a ocorrência de trabalho escravo são apontados como exemplos pela OIT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram libertados 40 mil trabalhadores brasileiros de trabalho degradante desde a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel e do Grupo Executivo de Repressão ao Trabalho Forçado, ambos de 1995.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2003, foi lançado o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo, e para o seu acompanhamento foi criada a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), com a participação de instituições da sociedade civil pioneiras nas ações de combate ao trabalho escravo no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em dezembro do mesmo ano, o Congresso aprovou uma alteração no Código Penal para melhor caracterizar o crime de “reduzir alguém a condição análoga à de escravo”, que passou a ser definido como aquele em que há submissão a trabalhos forçados, jornada exaustiva ou condições degradantes, e restrição de locomoção em razão de dívida contraída, a chamada servidão por dívida.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--W07h4OGUu0/T0dwapUa41I/AAAAAAAABu0/YyF6UDR4_Cs/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="160" width="240" src="http://2.bp.blogspot.com/--W07h4OGUu0/T0dwapUa41I/AAAAAAAABu0/YyF6UDR4_Cs/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O crime de trabalho escravo atualmente deve ser punido com prisão de dois a oito anos. A pena pode chegar a 12 anos se o crime for cometido contra criança ou por preconceito. A iniciativa acompanhou a legislação internacional, que considera o trabalho escravo um crime que pode ser equiparado ao genocídio e julgado pelo Tribunal Penal Internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, passados mais de sete anos, a legislação praticamente não foi aplicada, deixando no ar a sensação de impunidade, apontada pela OIT como uma das principais causas do trabalho forçado no mundo. Tanto que já há propostas no Congresso que aumentam a pena e tentam definir de maneira mais precisa o crime da escravização contemporânea.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-G5taHpP2kHc/T0dwnW9jmfI/AAAAAAAABvA/5XEBUeydppc/s1600/imagesCA1XMV5F.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="262" width="192" src="http://2.bp.blogspot.com/-G5taHpP2kHc/T0dwnW9jmfI/AAAAAAAABvA/5XEBUeydppc/s400/imagesCA1XMV5F.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:www.senado.gov.br/Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia &amp; Comunicação/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-4283127506137244265?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/4283127506137244265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/trabalho-escravo-atualmente.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4283127506137244265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4283127506137244265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/trabalho-escravo-atualmente.html' title='Trabalho escravo atualmente'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7WhGwOQEhrw/T0dvDRlFJ8I/AAAAAAAABtg/q2cjiIK6YH0/s72-c/Empregador_de_trabalho_escravo_e_branco_e_tem_ensino_superior.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-8143542870232180189</id><published>2012-02-23T14:44:00.000-08:00</published><updated>2012-02-23T14:44:35.086-08:00</updated><title type='text'>6º Congresso Mundial da Juventude</title><content type='html'>6º Congresso Mundial da Juventude com inscrições abertas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Redação &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-mNG9en6tazE/T0a_HRd_jsI/AAAAAAAABs8/Hc4ymvcn_b8/s1600/wmX-600x674x3-4f0c1802e3cf88c63b60492d1c7e4d52378694c1c2110.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="356" src="http://1.bp.blogspot.com/-mNG9en6tazE/T0a_HRd_jsI/AAAAAAAABs8/Hc4ymvcn_b8/s400/wmX-600x674x3-4f0c1802e3cf88c63b60492d1c7e4d52378694c1c2110.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Estão abertas as inscrições para o 6º Congresso Mundial de Juventude,&gt; que será realizado na cidade do Rio de Janeiro no período de 4 a 12 de junho de 2012. Os interessados têm até 31 de março para se inscrever pelo site www.wycrio2012.org.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta edição do Congresso se dará por&gt; meio da temático do Desenvolvimento Sustentável e, segundo os&gt; organizadores, tende a ser um dos encontros mais importantes de toda a&gt; série de congressos mundiais. O Congresso é um espaço autogestionado, onde o participante é quem dita as regras e define como e o que quer inserir na programação.Está prevista a realização de plenárias temáticas, workshops, mesas redondas, debates, eventos artísticos e projetos de ação, onde os jovens terão a oportunidade de vivenciar a realidade de diversas comunidades do Rio de Janeiro. O Congresso também terá a responsabilidade de rever as Metas do Milênio e traçar novas perspectivas pós 2015.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para o Conselho Municipal de Juventude do Rio de Janeiro, antes de se inscrever, é importante que o jovem reflita sobre as seguintes questões:&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Bok540_QIVY/T0bAfoPcGcI/AAAAAAAABtI/RY4gRxmUdO0/s1600/199375_1559083667093_1535332022_31067088_8152739_a.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="156" width="180" src="http://3.bp.blogspot.com/-Bok540_QIVY/T0bAfoPcGcI/AAAAAAAABtI/RY4gRxmUdO0/s400/199375_1559083667093_1535332022_31067088_8152739_a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1.Motivação – Por que você quer participar do Congresso Mundial da Juventude?&lt;br /&gt;2. Rio+20 – Quais são seus pensamentos sobre as temáticas da Rio+20? (economia verde, erradicação da pobreza e governança global)&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Experiências – Que experiências você traz para o Congresso? Que ideias e metodologias você quer compartilhar? 4.Back Home – O que você pretende fazer com o aprendizado do Congresso quando voltar para casa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Congresso Virtual – como você poderia aproveitar o Congresso em sua forma virtual, antes, durante e depois do encontro? Congresso Virtual – A plataforma do Congresso Virtual será desenvolvida por meio da parceria entre o Conselho de Juventude do Rio de Janeiro e a Taking It Global, o que possibilitará a participação de muitos jovens que não estarão fisicamente no evento. Dessa forma, os jovens poderão, à distância, tanto assistir quanto participar das plenárias, mesas redondas e debates, emitindo sua opinião e levantando questões com os facilitadores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao se inscrever como delegado do Congresso Mundial, a pessoa já estará automaticamente inscrita no processo virtual. *@ilton @ndré (98) 8722-0308 / 8104-4327 Representante Estadual da Rede de Jovens do Nordeste - MA/ RJNE-MA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-5EDaPv7zW_U/T0bA4q5dIuI/AAAAAAAABtU/AcAwgoKEE9A/s1600/imagesCA23PKN8.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="182" width="277" src="http://4.bp.blogspot.com/-5EDaPv7zW_U/T0bA4q5dIuI/AAAAAAAABtU/AcAwgoKEE9A/s400/imagesCA23PKN8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;informações:&lt;br /&gt;dsgarcez85@hotmail.comE-MAIL: daijanigarcez@myflpbiz.comBLOG: www.daijanigarcez.blogspot.com Tel:(71 )8157-1470 (71) 8626-8647 (71) 9609-4048 Salvador-Bahia&lt;br /&gt;fonte:UNEGRO BRASIL.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-8143542870232180189?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/8143542870232180189/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/6-congresso-mundial-da-juventude.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/8143542870232180189'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/8143542870232180189'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/6-congresso-mundial-da-juventude.html' title='6º Congresso Mundial da Juventude'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-mNG9en6tazE/T0a_HRd_jsI/AAAAAAAABs8/Hc4ymvcn_b8/s72-c/wmX-600x674x3-4f0c1802e3cf88c63b60492d1c7e4d52378694c1c2110.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-7209896011702695564</id><published>2012-02-17T05:39:00.000-08:00</published><updated>2012-02-17T05:39:23.820-08:00</updated><title type='text'>Historia do Carnaval: Brasil e a influencia do negro...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8f2tFs66sWg/Tz5SHLTQuII/AAAAAAAABqg/vfvpiJHOYHw/s1600/250px-Games_during_the_carnival_at_Rio_de_Janeiro.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="159" width="250" src="http://1.bp.blogspot.com/-8f2tFs66sWg/Tz5SHLTQuII/AAAAAAAABqg/vfvpiJHOYHw/s400/250px-Games_during_the_carnival_at_Rio_de_Janeiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A cultura brasileira é uma síntese da influência dos vários povos e etnias que formaram o povo brasileiro. Não existe uma cultura brasileira perfeitamente homogênea, e sim um mosaico de diferentes vertentes culturais que formam, juntas, a cultura do Brasil. Naturalmente, após mais de três séculos de colonização portuguesa, a cultura do Brasil é, majoritariamente, de raiz lusitana. É justamente essa herança cultural lusa que compõe a unidade do Brasil: apesar do povo brasileiro ser um mosaico étnico, todos falam a mesma língua (o português) e, quase todos, são cristãos, com largo predomínio de católicos. Esta igualdade linguística e religiosa é um fato raro para um país de grande tamanho como o Brasil, especialmente em comparação com os países do Velho Mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora seja um país de colonização portuguesa, outros grupos étnicos deixaram influências profundas na cultura nacional, destacando-se os povos indígenas, os africanos, os italianos e os alemães. As influências indígenas e africanas deixaram marcas no âmbito da música, da culinária, do folclore, do artesanato, dos caracteres emocionais e das festas populares do Brasil, assim como centenas de empréstimos à língua portuguesa. É evidente que algumas regiões receberam maior contribuição desses povos: os estados do Norte têm forte influência das culturas indígenas, enquanto algumas regiões do Nordeste têm uma cultura bastante africanizada, sendo que, em outras, principalmente no sertão, há uma intensa e antiga mescla de caracteres lusitanos e indígenas, com menor participação africana.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2B1FeE7C2uY/Tz5SZr1FXFI/AAAAAAAABqs/VTTOWjdwIz4/s1600/COMEMO%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="267" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-2B1FeE7C2uY/Tz5SZr1FXFI/AAAAAAAABqs/VTTOWjdwIz4/s400/COMEMO%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No Sul do país as influências de imigrantes italianos e alemães são evidentes, seja na língua, culinária, música e outros aspectos. Outras etnias, como os árabes, espanhóis, poloneses e japoneses contribuíram também para a cultura do Brasil, porém, de forma mais limitada&lt;br /&gt;Os africanosA cultura africana chegou ao Brasil com os povos escravizados trazidos da África durante o longo período em que durou o tráfico negreiro transatlântico. A diversidade cultural da África refletiu-se na diversidade dos escravos, pertencentes a diversas etnias que falavam idiomas diferentes e trouxeram tradições distintas. Os africanos trazidos ao Brasil incluíram bantos, nagôs e jejes, cujas crenças religiosas deram origem às religiões afro-brasileiras, e os hauçás e malês, de religião islâmica e alfabetizados em árabe. Assim como a indígena, a cultura africana foi geralmente suprimida pelos colonizadores. Na colônia, os escravos aprendiam o português, eram batizados com nomes portugueses e obrigados a se converter ao catolicismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Capoeira, a arte-marcial afro-brasileira.Os africanos contribuíram para a cultura brasileira em uma enormidade de aspectos: dança, música, religião, culinária e idioma. Essa influência se faz notar em grande parte do país; em certos estados como Bahia, Maranhão, Pernambuco, Alagoas, Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul a cultura afro-brasileira é particularmente destacada em virtude da migração dos escravos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-F9dB1pTRWfE/Tz5Tb0T4WvI/AAAAAAAABq4/bX32OIbRybc/s1600/imagesCA13VNKG.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="194" width="259" src="http://4.bp.blogspot.com/-F9dB1pTRWfE/Tz5Tb0T4WvI/AAAAAAAABq4/bX32OIbRybc/s400/imagesCA13VNKG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Os bantos, nagôs e jejes no Brasil colonial criaram o candomblé, religião afro-brasileira baseada no culto aos orixás praticada atualmente em todo o território. Largamente distribuída também é a umbanda, uma religião sincrética que mistura elementos africanos com o catolicismo e o espiritismo, incluindo a associação de santos católicos com os orixás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A influência da cultura africana é também evidente na culinária regional, especialmente na Bahia, onde foi introduzido o dendezeiro, uma palmeira africana da qual se extrai o azeite-de-dendê. Este azeite é utilizado em vários pratos de influência africana como o vatapá, o caruru e o acarajé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na música a cultura africana contribuiu com os ritmos que são a base de boa parte da música popular brasileira. Gêneros musicais coloniais de influência africana, como o lundu, terminaram dando origem à base rítmica do maxixe, samba, choro, bossa-nova e outros gêneros musicais atuais. Também há alguns instrumentos musicais brasileiros, como o berimbau, o afoxé e o agogô, que são de origem africana. O berimbau é o instrumento utilizado para criar o ritmo que acompanha os passos da capoeira, mistura de dança e arte marcial criada pelos escravos no Brasil colônial.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0Got1O1saTw/Tz5UYQLcrxI/AAAAAAAABrE/laEtUZROMMA/s1600/jjj.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="205" width="246" src="http://2.bp.blogspot.com/-0Got1O1saTw/Tz5UYQLcrxI/AAAAAAAABrE/laEtUZROMMA/s400/jjj.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Segundo definição genérica, o carnaval é uma festa popular coletiva, que foi transmitida oralmente através dos séculos, como herança das festas pagãs realizadas a 17 de dezembro (Saturnais - em honra a deus Saturno na mitologia grega.) e 15 de fevereiro (Lupercais - em honra a Deus Pã, na Roma Antiga.). Na verdade, não se sabe ao certo qual a origem do carnaval, assim como a origem do nome, que continua sendo polêmica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O Carnaval:&lt;br /&gt;Alguns estudiosos afirmam que a comemoração do carnaval tem suas raízes em alguma festa primitiva, de caráter orgíaco, realizada em honra do ressurgimento da primavera. De fato, em certos rituais agrários da Antigüidade, 10 mil anos A.C., homens e mulheres pintavam seus rostos e corpos, deixando-se enlevar pela dança, pela festa e pela embriaguez.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bX1VYXouFao/Tz5VCPWvIJI/AAAAAAAABrQ/YBahK6tqAQ0/s1600/imagesCA9GH5MG.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="190" width="265" src="http://4.bp.blogspot.com/-bX1VYXouFao/Tz5VCPWvIJI/AAAAAAAABrQ/YBahK6tqAQ0/s400/imagesCA9GH5MG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Outros autores acreditam que o carnaval tenha se iniciado nas alegres festas do Egito. É bem verdade que os egípcios festejavam o culto a Ísis há 2000 anos A.C.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Roma, realizavam-se danças em homenagem a Deus Pã (as chamadas Lupercais) e a Baco (ou Dionísio para os gregos). Rituais Dionisíacos ou Bacanais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o advento do cristianismo, a Igreja Católica começou a combater essas manifestações pagãs, sacralizando algumas, como o Natal e o Dia de Todos os Santos. Entre todas, o Carnaval foi uma das poucas a manter suas origens profanas, mas se restringiu aos dias que antecedem o início da Quaresma e ganhou colorido local. Na França medieval, era celebrado com grandes bebedeiras coletivas. Na Gália, tantos foram os excessos que Roma o proibiu por muito tempo. O papa Paulo II, no século XV, foi um dos mais tolerantes, permitindo que se realizassem comemorações na Via Ápia, rua próxima ao seu palácio. Já no carnaval romano, viam-se corridas de cavalo, desfiles de carros alegóricos, brigas de confetes, corridas de corcundas, lançamentos de ovos e outros divertimentos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pjEaIR0EYNE/Tz5VTV57K1I/AAAAAAAABrc/IJqCtxDejs0/s1600/imagesCALBE2QH.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="183" width="276" src="http://1.bp.blogspot.com/-pjEaIR0EYNE/Tz5VTV57K1I/AAAAAAAABrc/IJqCtxDejs0/s400/imagesCALBE2QH.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, se o Catolicismo não adotou o carnaval, suportou-o com certa tolerância, já que a fixação do período momesco gira em torno de datas predeterminadas pela própria igreja. Tudo indica que foi nesse período que se deu a anexação ao calendário religioso, pois o carnaval antecede a Quaresma. É uma festa de características pagãs que termina em penitência, na dor de quarta-feira de Cinzas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O baile de máscaras, introduzido pelo papa Paulo II, adquiriu força nos séculos XV e XVI, por influência da Commedia dell'Arte. Eram sucesso na Corte de Carlos VI. Ironicamente, esse rei foi assassinado numa dessas festas fantasiado de urso. As máscaras também eram confeccionadas para as festas religiosas como a Epifania (Dia de Reis). Em Veneza e Florença, no século XVIII, as damas elegantes da nobreza utilizavam-na como instrumento de sedução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na França, o carnaval resistiu até mesmo à Revolução Francesa e voltou a renascer com vigor na época do Romantismo, entre 1830 e 1850. &lt;br /&gt;Manifestação artística onde prevalecia a ordem e a elegância, com seus bailes e desfiles alegóricos, o carnaval europeu iria desaparecer aos poucos na Europa, em fins do século XIX e começo do século XX.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fK9ie7G4wPs/Tz5WwJjE7_I/AAAAAAAABsk/R54fn4uVks0/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="143" width="182" src="http://1.bp.blogspot.com/-fK9ie7G4wPs/Tz5WwJjE7_I/AAAAAAAABsk/R54fn4uVks0/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há que se registrar, entretanto, que as tradições momescas ainda mantêm-se vivas em algumas cidades européias, como Nice, Veneza e Munique.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outros países da Europa, as comemorações eram animadas por canções que ironizavam os governantes locais. Em cidades italianas como Nápoles, as pessoas acompanhavam grandes cortejos dançando e bebendo. &lt;br /&gt;Em Portugal – de onde veio para o Brasil – o Carnaval era sinônimo de Entrudo.por influência dos portugueses que trouxeram, em 1723, brincadeiras e festejos carnavalescos. Muitos atribuem o início do nosso carnaval à celebração feita pelo povo para comemorar a chegada da Família Real. As pessoas saíram comemorando pelas ruas com música, usando máscaras e fantasias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O Carnaval do Brasil é a maior festa popular do país. A festa acontece durante quatro dias (que precedem a quarta–feira de cinzas). A quarta de cinzas tem este nome devido à queima dos ramos no Domingo de Ramos do ano anterior, cujas cinzas são usadas para benzer os fiéis no início da quaresma. O Carnaval prepara o início da quaresma, isto é, seu último dia precede a quarta-feira de cinzas (início da Quaresma).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comemorado em Portugal desde o século XV, o entrudo foi trazido pelos portugueses para a então colônia do Brasil e em finais do século XVIII era já praticado por todo o território. Consistia em brincadeiras e folguedos que variavam conforme os locais e os grupos sociais envolvidos. Com a mudança da côrte portuguesa para o Rio de Janeiro, surgiram as primeiras tentativas de civilizar a festa carnavalesca brasileira, através da importação dos bailes e dos passeios mascarados parisienses, colocando o Entrudo Popular sob forte controle policial. A partir do ano de 1830, uma série de proibições vai se suceder na tentativa, sempre infrutífera, de acabar com a festa grosseira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-SlGjgq9k6E0/Tz5Vrhjif5I/AAAAAAAABro/bJjxUO0atgw/s1600/samba.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="291" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-SlGjgq9k6E0/Tz5Vrhjif5I/AAAAAAAABro/bJjxUO0atgw/s400/samba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em finais do século XIX, toda uma série e grupos carnavalescos ocupam as ruas do Rio de Janeiro, servindo de modelo para as diferentes folias. Nessa época, esses grupos eram chamados indiscriminadamente de cordões, ranchos ou blocos. Em 1890, Chiquinha Gonzaga compôs a primeira música especificamente para o Carnaval, "Ô Abre Alas!". A música havia sido composta para o cordão Rosas de Ouro que desfilava pelas ruas do Rio de Janeiro durante o carnaval. Os foliões costumavam frequentar os bailes fantasiados, usando máscaras e disfarces inspirados nos baile de máscaras parisienses. As fantasias mais tradicionais e usadas até hoje são as de Pierrot, Arlequim e Colombina, originárias da commedia dell'arte.&lt;br /&gt; sambaGênero musical binário, que representa a própria identidade musical brasileira. De nítida influência africana, o samba nasceu nas casas de baianas que emigraram para o Rio de Janeiro no princípio do século. O primeiro samba gravado foi Pelo telefone, de autoria de Donga e Mauro de Almeida, em 1917. Inicialmente vinculado ao carnaval, com o passar do tempo o samba ganhou espaço próprio. A consolidação de seu estilo verifica-se no final dos anos 20, quando desponta a geração do Estácio, fundadora da primeira escola de samba. Grande tronco da MPB, o samba gerou derivados, como o samba-canção, o samba-de-breque, o samba-enredo e, inclusive, a bossa nova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Escola de Samba:&lt;br /&gt;Uma coisa é o samba. Outra, a escola de samba. O samba nasceu em 1917. A primeira escola surgiu uma década mais tarde. Expressão artística das comunidades afro-brasileiras da periferia do Rio de Janeiro, as escolas existem hoje em todo o Brasil e são grupos de canto, dança e ritmo que se apresentam narrando um tema em um desfile linear. Somente no Rio, mais de 50 agremiações se dividem entre as superescolas e os grupos de acesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-O4xLgrwaHy8/Tz5V5-tPkqI/AAAAAAAABr0/mWO6T-rOxcM/s1600/carnaval_baile_mascaras.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="180" width="150" src="http://3.bp.blogspot.com/-O4xLgrwaHy8/Tz5V5-tPkqI/AAAAAAAABr0/mWO6T-rOxcM/s400/carnaval_baile_mascaras.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras:&lt;br /&gt;A Deixa Falar foi a primeira escola e samba do Brasil. Ela foi fundada em 18 de agosto de 1928, na cidade do Rio de Janeiro, por Nilton Basto, Ismael Silva, Silvio Fernandes, Oswaldo Vasques, Edgar, Julinho, Aurélio, entre outros. As cores oficiais desta escola de samba eram o vermelho e branco e sua estréia no carnaval carioca ocorreu no ano seguinte a sua fundação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O termo “escola de samba” foi usado, pois na rua Estácio, onde aconteciam os ensaios, havia uma Escola Normal. A escola de samba Deixa Falar funcionava ao lado desta Escola Normal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Deixa Falar fez muito sucesso entre os moradores da região. Ela acabou por estimular a criação, nos anos seguintes, de outras agremiações de samba. Surgiram assim, posteriormente, as seguintes escolas de samba: Cada Ano Sai Melhor, Estação Primeira (Mangueira), Vai como Pode (Portela), Vizinha Faladeira e Para o Ano sai Melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestas primeiras décadas, as escolas de samba não possuíam toda estrutura e organização como nos dias de hoje. Eram organizadas de forma simples, com poucos integrantes e pequenos carros alegóricos. A competição entre elas não era o mais importante, mas sim a alegria e a diversão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfile das 16 superescolas cariocas se divide em dois dias (domingo e segunda-feira de carnaval), em um megashow de mais de 20 horas de duração, numa passarela de 530 metros de comprimento, onde se exibem cerca de 60 mil sambistas. Devido à enorme quantidade de trabalho anônimo que envolve, é impossível estimar o custo de sua produção. Uma grande escola gasta cerca de um milhão de dólares para desfilar, mas este valor não inclui as fantasias pagas pela maioria dos componentes, nem as horas de trabalho gratuito empregadas na concretização do desfile (carros alegóricos, alegorias de mão, etc.). Com uma média de quatro mil participantes no elenco, cada escola traz aproximadamente 300 percusionistas, levando o ritmo em sua bateria, além de outras figuras obrigatórias: o casal de mestre-sala e porta-bandeira (mestre de cerimônias e porta-estandarte), a ala das baianas, a comissão de frente e o abre-alas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UZcYB5knZs8/Tz5WIS19PxI/AAAAAAAABsA/nXJphNcXlls/s1600/800PX-%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="266" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-UZcYB5knZs8/Tz5WIS19PxI/AAAAAAAABsA/nXJphNcXlls/s400/800PX-%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira escola de samba: Deixa falar, fundada em 12 de agosto de 1928, no Estácio, Rio de Janeiro, por Ismael Silva, Bide, Armando Marçal, Mano Elói, Mano Rubens e outros sambistas (foi extinta em 1933).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro desfile oficial: Carnaval de 1935, vencido pela Portela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, no Rio de Janeiro e em várias grandes e pequenas cidades, as escolas de samba fazem desfiles organizados, verdadeiras disputas para a eleição da melhor escola do ano segundo uma série de quesitos. Com o crescimento vertiginoso dessas agremiações o processo de criação se especializou gerando muitos empregos concentrados, principalmente, nos chamados barracões das escolas de samba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desfile mais tradicional acontece no Rio de Janeiro, na Passarela do Samba, Marquês de Sapucai, como é chamado o sambódromo carioca, primeiro a ser construído no Brasil. Outros desfiles importantes ocorrem em  Uruguaiana, Porto Alegre,Florianópolis,Manaus e em Vitória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente o desfile das escolas de samba de São Paulo adquiriu relevância ao passar a ser transmitido pela Rede Globo para todo o país, exceto no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, onde a RBS TV, afiliada da Globo nos dois estados, transmite os desfiles do grupo especial de Porto Alegre, que ocorre em dois dias (sexta e sabado de carnaval), e Florianópolis (no sabado de carnaval).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos desfiles das escolas de samba acontecem também os desfiles de blocos e bandas, grupo de pessoas que saem desfilando pelas ruas das cidades para se divertir, sem competição. Também existem os bailes de carnaval, realizados em clubes, ou em áreas públicas abertas, com execução de músicas carnavalescas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O carnaval de rua manteve suas tradições originais na região Nordeste do Brasil. Em cidades como Recife e Olinda, as pessoas saem as ruas durante o carnaval no ritmo do frevo e do maracatu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Carro abre-alas da Gaviões da Fiel.Na cidade de Salvador, existem os trios elétricos, embalados por músicas dançantes de cantores e grupos típicos da região. Na cidade destacam-se também os blocos negros como o Olodum e o Ileyaê, além dos blocos de rua e do Afoxé Filhos de Gandhi.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aZXhiVA4-OU/Tz5WRGjXv-I/AAAAAAAABsM/t2vMzxIZLLw/s1600/carnaval_corso.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="183" width="216" src="http://4.bp.blogspot.com/-aZXhiVA4-OU/Tz5WRGjXv-I/AAAAAAAABsM/t2vMzxIZLLw/s400/carnaval_corso.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Indústria do carnaval é o nome dado ao conjunto de atividade para produção de fantasias, adereços, materiais para os carros alegóricos. São na maioria empregos informais para milhares de costureiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um afro abraço e exelente carnaval.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre/www.coladaweb.com/www.passeiweb.com/saiba_mais/voce.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h_ak5ppGJuc/Tz5WgOgSw3I/AAAAAAAABsY/C0flqZpO43w/s1600/250px-Sambodromonoite.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="201" width="250" src="http://3.bp.blogspot.com/-h_ak5ppGJuc/Tz5WgOgSw3I/AAAAAAAABsY/C0flqZpO43w/s400/250px-Sambodromonoite.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-7209896011702695564?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/7209896011702695564/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/historia-do-carnaval-brasil-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/7209896011702695564'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/7209896011702695564'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/historia-do-carnaval-brasil-e.html' title='Historia do Carnaval: Brasil e a influencia do negro...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8f2tFs66sWg/Tz5SHLTQuII/AAAAAAAABqg/vfvpiJHOYHw/s72-c/250px-Games_during_the_carnival_at_Rio_de_Janeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-2009828433565742705</id><published>2012-02-14T03:16:00.001-08:00</published><updated>2012-02-14T03:18:48.793-08:00</updated><title type='text'>Movimento negro e as pra­ticas de igualdade racial</title><content type='html'>Considero o movimento negro o principal, e em muitos momentos solita¡rio, protagonista da luta pela emancipaÃ§Ã£o da população negra do jugo do racismo, trata-se de um ator social que expressa com profundidade as contradições raciais impregnadas na sociedade brasileira, por isso é imprescindÃ­vel e estratÃ©gico para promoÃ§Ã£o da igualdade racial. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-OQ_1_IXxqxE/Tzo9k1AVCyI/AAAAAAAABoo/3_ns2Y7gu4M/s1600/BRASIL%2BNEGRO.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="334" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-OQ_1_IXxqxE/Tzo9k1AVCyI/AAAAAAAABoo/3_ns2Y7gu4M/s400/BRASIL%2BNEGRO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Promover a igualdade racial significa um ajuste na abordagem das relações raciais no Brasil, um conceito relativamente novo, mais completo, pois rompe com a unilateralidade das aÃ§Ãµes de enfrentamento do racismo. Outrora criminalizando a pratica, com isso fixando o racismo no campo da alteridade, atualmente, alÃ©m de criminalizar, propÃµe incidir sobre os impactos materiais e simbÃ³licos decorrentes do racismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma o Brasil aprofunda sua compreensÃ£o sobre o fenÃ?meno racial, embora ainda nÃ£o seja percebido como um elemento estruturante para a marginalidade e pobreza da p opulaÃ§Ã£o negra na sociedade brasileira. Penso que elaborar esse conceito e as propostas de polÃ­ticas pÃºblicas que o ratifique significa o cumprimento inicial da prerrogativa do movimento negro que resume em apresentar demandas gerais e especÃ­ficas da populaÃ§Ã£o negra e propor soluÃ§Ãµes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento negro atingiu um objetivo importante para estruturaÃ§Ã£o das polÃ­ticas de igualdade racial com a instituiÃ§Ã£o da SEPPIR, nesse ato o governo brasileiro reconhece de forma inequÃ­voca a existÃªncia do racismo e de seus nefastos desdobramentos na qualidade de vida da populaÃ§Ã£o negra e dÃ¡ fim indiretamente ao famigerado mito da democracia racial, ideologia que exalta a benignidade das relaÃ§Ãµes raciais no Brasil e nega a necessidade de qualquer intervenÃ§Ã£o do poder pÃºblico em demandas raciais. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-o05WURxqAhE/Tzo-VULcH7I/AAAAAAAABo0/ipVvrvRyDGk/s1600/fotos%2Bunegro%2B239.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-o05WURxqAhE/Tzo-VULcH7I/AAAAAAAABo0/ipVvrvRyDGk/s400/fotos%2Bunegro%2B239.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pode-se dizer que essa vitÃ³ria coroa de Ãªxito um processo polÃ­tico iniciado em finais da dÃ©cada de 70, que consistiu em sair das salas de reuniÃµes e denunciar publicamente o racismo, intensificar o ativismo da luta contra a opressÃ£o racial, participar dos partidos polÃ­ticos, responsabilizar a aÃ§Ã£o e omissÃ£o do Estado pela condiÃ§Ã£o de sub-cidadania de parcela expressiva da populaÃ§Ã£o negra, alÃ©m de propor insistentemente medidas para superaÃ§Ã£o das violÃªncias raciais presentes no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, essa vitÃ³ria precisa ser complementada com polÃ­ticas pÃºblicas que tenham capacidade de contribuir para promoÃ§Ã£o social da populaÃ§Ã£o negra, sabemos que pela natureza do Estado brasileiro, como qualquer estado capitalista, sÃ³ Ã© possÃ­vel obter mais efetividade e eficÃ¡cia nas polÃ­ticas de igualdade racial com forÃ§a polÃ­tica e pressÃ£o popular. O racismo produz cenÃ¡rios materiais desvantajosos aos negros, por isso, cabe ao movimento social negro dar conta do desafio de organizar politicamente os pleitos coletivos dos negros.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tBhJmJp6fxs/Tzo_DBbyrcI/AAAAAAAABpA/_jZyCFv2eGU/s1600/imagesCAA57CSW.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="120" width="120" src="http://3.bp.blogspot.com/-tBhJmJp6fxs/Tzo_DBbyrcI/AAAAAAAABpA/_jZyCFv2eGU/s400/imagesCAA57CSW.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sensibilizar o Estado para invest ir na promoÃ§Ã£o econÃ?mica, social, polÃ­tica, cultural, educacional da populaÃ§Ã£o negra exigirÃ¡ imposiÃ§Ã£o, que deve ser articulada pelo movimento negro, pois o Estado brasileiro Ã© um corpo lento quando tem que se movimentar em favor da massa empobrecida, marginalizada e oprimida. O movimento negro nÃ£o pode projetar toda sua tÃ¡tica em convencimento de governos, precisa envolver o Estado, por isso leis como o Estatuto da Igualdade Racial e a 10.639/03 sÃ£o fundamentais para o Ãªxito da igualdade racial, embora conquistÃ¡-las e implantÃ¡-las demanda maior esforÃ§o. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe ao movimento negro organizar a demanda polÃ­tica, social e econÃ?mica da populaÃ§Ã£o negra, apresentar propostas que se constituam em reais soluÃ§Ãµes aos problemas apresentados, acompanhar a implantaÃ§Ã£o e avaliar os impactos. Para isso precisamos de um movimento autÃ?nomo, comprometido com o Brasil e com o povo brasileiro, pois qualquer ator polÃ­tico que reivindica a repres entaÃ§Ã£o de metade da populaÃ§Ã£o de um paÃ­s, somente se legitima com um projeto de desenvolvimento de naÃ§Ã£o que incorpore todo seu povo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igualdade Racial no Governo Lula&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-v7i4OrjvJzs/Tzo_auIiSUI/AAAAAAAABpM/mXxvrn3E2XE/s1600/imagesCA472EEP.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="139" width="186" src="http://1.bp.blogspot.com/-v7i4OrjvJzs/Tzo_auIiSUI/AAAAAAAABpM/mXxvrn3E2XE/s400/imagesCA472EEP.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O Governo Lula foi um verdadeiro desbravador das polÃ­ticas de igualdade racial no Brasil. Encontrou um paÃ­s empobrecido, mergulhado no neoliberalismo, ultrajado e dilapidado por uma classe dominante racista, gananciosa e antipatriota. Um Estado essencialmente universalista, com somente 70 anos de experiÃªncia em polÃ­tica social entrecortada por quase 30 anos de ditaduras, estrutural e institucionalmente racista, sem conhecimento das condiÃ§Ãµes e demandas especÃ­ficas de grupos sociais marginalizados. Um Estado sem instrumentos institucionais, administrativos e legais para atuar na promoÃ§Ã£o da igualdade racial; carente de conceitos para subsidiar a elaboraÃ§Ã£o de polÃ­ticas para promover a populaÃ§Ã£o negra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O perÃ­odo Lula (20 03 a 2010) foi voltado, principalmente, para construir os instrumentais necessÃ¡rios para consecuÃ§Ã£o da polÃ­tica de igualdade racial: aquisiÃ§Ã£o de conhecimento da demanda, elaboraÃ§Ã£o e pactuaÃ§Ã£o da polÃ­tica, aprovaÃ§Ã£o das normativas e das leis, convencimento de atores institucionais em Ã¢mbito da uniÃ£o e das unidades federativas, elaboraÃ§Ã£o de projetos e programas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos esses movimentos em prÃ³ da igualdade racial receberam crÃ­ticas e feroz oposiÃ§Ã£o de expressivo contingente parlamentar incluindo parlamentares da base aliada. Se opÃ?s tambÃ©m a grande mÃ­dia brasileira, parcela da intelectualidade, alÃ©m da resistÃªncia da mÃ¡quina pÃºblica e de gestores da alta cÃºpula governamental. Ã‰ verificÃ¡vel que o Governo Lula preparou as condiÃ§Ãµes para implantaÃ§Ã£o das polÃ­ticas de igualdade racial de forma abrangente, parte importante de seu trabalho nÃ£o Ã© mensurÃ¡vel, ainda que seja visÃ­vel o grande volume de sua obra nessa matÃ ©ria. NÃ£o foi tarefa fÃ¡cil nem simples, exigiu convicÃ§Ã£o e energia, em vÃ¡rios momentos os atores centrais desse empreendimento caminharam por estradas turvas solitariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos Ãºltimos oito anos foram dados passos importantes para promoÃ§Ã£o social da populaÃ§Ã£o mais pobre, os negros foram contemplados por essas polÃ­ticas. Pesquisa recente do Instituto Data Popular constatou que a maioria dos brasileiros que ascendeu Ã  nova classe mÃ©dia Ã© composta por jovem, mulher e negra, a mesma pesquisa diz que a populaÃ§Ã£o negra estÃ¡ mais otimista, acredita mais no Brasil e no futuro. O velho Marx nos ensinou que os fatores objetivos incidem sobre as subjetividades, em outras palavras, em terreno que acirra fome e pobreza o otimismo e a esperanÃ§a nÃ£o imperam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso foi possÃ­vel pela polÃ­tica de fortalecimento do salÃ¡rio mÃ­nimo, aumento dos postos de trabalho, maior acesso ao ensino superior, bolsa famÃ­lia, Luz Para Todos, Minha Cas a Minha Vida, dentre outras polÃ­ticas sociais. A meu juÃ­zo, o Governo Lula compreendeu que a igualdade racial Ã© promovida com polÃ­tica universal somada a polÃ­tica de aÃ§Ã£o afirmativa, apesar de iniciais, os resultados dessa articulaÃ§Ã£o foram positivos, precisamos aprofundÃ¡-los para que o legado de Lula para igualdade racial dÃª bons e mais frutos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo impacta multilateralmente, tem forÃ§a de produzir desigualdade, por isso Ã© importante somar Ã s iniciativas de igualdade racial o esforÃ§o de universalizar de fato as polÃ­ticas sociais, pois a verdadeira universalizaÃ§Ã£o das polÃ­ticas governamentais e o efetivo embate contra a pobreza estÃ£o no escopo do combate ao racismo apregoado pelo Plano de AÃ§Ã£o de Durban. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-q33VvR9e1rg/TzpA1Gy7IAI/AAAAAAAABpk/39QzxV-XbX8/s1600/imagesCAU0PYFY.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="155" width="168" src="http://4.bp.blogspot.com/-q33VvR9e1rg/TzpA1Gy7IAI/AAAAAAAABpk/39QzxV-XbX8/s400/imagesCAU0PYFY.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A polÃ­tica de igualdade racial implantada na era Lula impactou positivamente, mas ainda nÃ£o produziu todo seu fruto e nÃ£o superou os principais obstÃ¡culos impostos pelas forÃ§as polÃ­ticas, econÃ?micas e soci ais que se contrapuseram a elas, os inimigos e os adversÃ¡rios continuam firmes, fortes e atuantes. Por isso, avalio que parte importante do arsenal antirracismo produzida nos dois governos Lula ficou no papel, a correlaÃ§Ã£o de forÃ§as polÃ­ticas sensÃ­veis Ã s condiÃ§Ãµes de marginalidade da populaÃ§Ã£o negra nÃ£o tem hegemonia e parte da esquerda brasileira, aliada de primeira hora dos trabalhadores e oprimidos, nÃ£o tem compreensÃ£o profunda dos efeitos do racismo, vacilaram e vacilam em momentos importantes da luta racial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Movimentos sociais e as conferÃªncias e conselhos de polÃ­tica pÃºblica &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho dito que, no ponto de vista do governo, Lula acertou quando propÃ?s a realizaÃ§Ã£o das conferÃªncias temÃ¡ticas de polÃ­ticas pÃºblicas e instituiu mais onze conselhos dedicados a diferentes Ã¡reas de polÃ­ticas pÃºblicas e defesa de direitos. Generalizou uma prÃ¡tica preexistente, de certa forma caminha para institu cionalizaÃ§Ã£o do controle social, diminui a presenÃ§a do movimento social nas ruas e estabelece o palco principal de conversaÃ§Ã£o e embate entre governo e movimento social. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma foi possÃ­vel estabelecer um processo contÃ­nuo e direto de diÃ¡logo democrÃ¡tico com mais de cinco milhÃµes de brasileiros e manter 450 entidades sociais de expressÃ£o nacional nas 600 vagas da sociedade civil nos conselhos. Nesses espaÃ§os pactuam polÃ­ticas e o governo define caminhos apÃ³s oitiva da populaÃ§Ã£o organizada. Pode-se dizer que as conferÃªncias e os conselhos sÃ£o uma espÃ©cie de assessoria de luxo do governo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, apÃ³s avaliar a realizaÃ§Ã£o de vÃ¡rias conferÃªncias de polÃ­ticas pÃºblicas verificamos pouca resolutividade, o carÃ¡ter consultivo das conferÃªncias e de grande maioria dos conselhos permite a seleÃ§Ã£o discricionÃ¡ria das propostas pelos gestores, aliÃ¡s, permite tambÃ©m negÃ¡-las integralmente. Os resultados prÃ¡tic os tÃªm denunciado grande fragilidade das conferÃªncias e dos conselhos para o avanÃ§o das pautas dos movimentos sociais. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hbBbFqfLrx8/TzpBQlXo18I/AAAAAAAABpw/xP38gK-Bf5g/s1600/cultura%252520brasileira.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="224" width="300" src="http://3.bp.blogspot.com/-hbBbFqfLrx8/TzpBQlXo18I/AAAAAAAABpw/xP38gK-Bf5g/s400/cultura%252520brasileira.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;AlÃ©m disso, o movimento social deve considerar o perigo da perda do protagonismo da pauta polÃ­tica e do Ã­mpeto questionador e revolucionÃ¡rio necessÃ¡rios aos movimentos sociais. Nenhuma sociedade avanÃ§a nos direitos sociais e polÃ­ticos dos trabalhadores e do povo com um movimento social fragmentado em compartimentos estanques, obediente, institucionalizado, ferido direta ou indiretamente em sua autonomia e sem o protagonismo das iniciativas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Considero que os movimentos sociais devem garantir sua presenÃ§a nas conferÃªncias e conselho de polÃ­ticas pÃºblicas como mais um espaÃ§o de luta polÃ­tica, mas o palco prioritÃ¡rio dos movimentos sociais para avanÃ§ar em suas reivindicaÃ§Ãµes, garantirem mudanÃ§as e controlarem desvios de governos sÃ£o as ruas, como foi durante a luta contra o apartheid, a luta pelos direi tos civis dos negros americanos, as recentes mobilizaÃ§Ãµes do povo egÃ­pcio e outras histÃ³ricas mobilizaÃ§Ãµes como o PetrÃ³leo Ã© Nosso, Diretas JÃ¡ e Fora Collor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desafios Ã  consolidaÃ§Ã£o das polÃ­ticas de igualdade racial&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HÃ¡ desafios a serem considerados pelo movimento negro para consolidar as polÃ­ticas de igualdade racial, as principais tarefas sÃ£o: garantir sua observÃ¢ncia na LDO, LOA e PPA, trabalhar para regulamentaÃ§Ã£o e implantaÃ§Ã£o do Estatuto da Igualdade Racial, dar curso ao PLANAPIR, fortalecer polÃ­tica e institucionalmente a Secretaria Nacional de PolÃ­ticas de Igualdade Racial - SEPPIR, dar carÃ¡ter deliberativo ao Conselho Nacional de PolÃ­tica de Igualdade Racial - CNPIR, investir mais recursos na estruturaÃ§Ã£o do FÃ³rum Intergovernamental de PolÃ­tica de Igualdade Racial - FIPIR, dar subsÃ­dios aos Ministros do STF para obtermos resultado positivo quanto a constitucionalidade das polÃ­tica s de cotas e do decreto 4887/03, trabalhar para aprovaÃ§Ã£o dos projetos de igualdade racial tramitando na CÃ¢mara dos Deputados e no Senado, ampliar a base parlamentar em defesa das polÃ­ticas de igualdade racial no Congresso Nacional, estimular instituiÃ§Ã£o de frentes parlamentares nos estados e grandes municÃ­pios, intensificar diÃ¡logo com os partidos polÃ­ticos, alÃ©m de disputar a classe mÃ©dia brasileira com vista a obter apoio mais ativo. Para realizar sua missÃ£o institucional que consiste em â€œestabelecer iniciativas contra a desigualdade racial no PaÃ­sâ€�, a SEPPIR precisa ser mais e melhor compreendida por amplos setores da vida polÃ­tica e institucional do paÃ­s. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos diante de uma pauta complexa, considerando que as polÃ­ticas de igualdade racial ocorrerÃ£o em meio as condicionantes de ordem polÃ­tica, aos desafios impostos a saÃºde econÃ?mica e desenvolvimento do paÃ­s e aos objetivos que serÃ£o perseguidos pelo governo Dilma. &lt; br /&gt;&lt;br /&gt;AlÃ©m das iniciativas da oposiÃ§Ã£o e incompreensÃ£o dos aliados, o acirramento da crise econÃ?mica, que tem levado naÃ§Ãµes Ã  insolvÃªncia e se aproximado do Brasil, criarÃ¡ condiÃ§Ãµes adversas a igualdade racial. Nesse contexto o risco da Presidenta Dilma adotar uma polÃ­tica econÃ?mica mais contracionista e realizar draconianos cortes no orÃ§amento, afetando duramente as polÃ­ticas sociais, como o contingenciamento de 52 bilhÃµes realizados no exercÃ­cio passado nÃ£o estÃ¡ descartado. A crise sempre recrudesce o racismo e denuncia a incapacidade desse sistema em oferecer igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No escopo das polÃ­ticas sociais a prioridade anunciada do Governo Dilma Ã© a eliminaÃ§Ã£o da pobreza no Brasil, trata-se de um nobre objetivo, da mais alta relevÃ¢ncia para todos brasileiros, especialmente aos negros que se constitui a maioria dos pobres. No entanto se desconsiderarem o racismo como importante elemento fomentador da pobreza, esse propÃ³sito nÃ£o incidirÃ¡ sobre a desigualdade racial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negros e negras compartilhando o poder&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atual gestÃ£o da SEPPIR avanÃ§ou em aspectos fundamentais para o sucesso da polÃ­tica de igualdade racial, acertou ao priorizar no primeiro ano investir grandes esforÃ§os para inserir a polÃ­tica de igualdade racial com forÃ§a no PPA, trata-se de uma conquista que tende a se consolidar, temos que observar atentamente o processo, pois o Estado brasileiro tem dificuldades de avanÃ§ar para alÃ©m do universalismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do acerto da SEPPIR, precisamos de muito mais, nÃ£o concebo a luta pela superaÃ§Ã£o do racismo e pela igualdade racial exclusivamente no Ã¢mbito das polÃ­ticas pÃºblicas, por mais vitÃ³rias e esforÃ§os que se empreendam, a SEPPIR Ã© insuficiente. DaÃ­ a importÃ¢ncia da luta polÃ­tica para garantir a presenÃ§a do negro no poder, sabemos que poder nÃ£o se realiza com concessÃ£o governamental, mas com luta polÃ ­tica concreta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O poder no Brasil Ã© um espaÃ§o de brancos, os projetos para a naÃ§Ã£o sÃ£o pensados e executados por brancos, o paÃ­s dissemina sua branquitude e nega sua negritude. Somente enegrecendo o poder, colorindo os parlamentos, as universidades, as direÃ§Ãµes das grandes empresas, as estruturas de direÃ§Ã£o do Estado, daremos passos concretos no caminho da igualdade racial. Essa tarefa nÃ£o Ã© exclusiva da populaÃ§Ã£o negra, pois o racismo Ã© um dilema humanitÃ¡rio, superÃ¡-lo Ã© responsabilidade de homens e mulheres de todas as raÃ§as. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Hb_bGxECjDU/TzpBtaKERGI/AAAAAAAABp8/H5aXBwf_3uU/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="192" width="256" src="http://2.bp.blogspot.com/-Hb_bGxECjDU/TzpBtaKERGI/AAAAAAAABp8/H5aXBwf_3uU/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As polÃ­ticas de promoÃ§Ã£o da igualdade racial nÃ£o atingem o poder, logo, cabe ao movimento negro a lideranÃ§a de um projeto polÃ­tico que valorize o voto em negros comprometidos com a luta contra o racismo e contra a opressÃ£o de classe para todos os postos pÃºblicos, exigir presenÃ§a negra nas direÃ§Ãµes partidÃ¡rias, garantir presenÃ§a de negros em espaÃ§os estratÃ©gicos de gestÃ£o e impor projetos que fomente o empreendimento de negras e negros. A UNEGRO foi feliz quando estabeleceu o debate do poder como foco de sua abordagem, estamos convictos que se o movimento negro focar esse tema com a mesma forÃ§a que focou o 20 de novembro, a imortalidade de Zumbi dos Palmares e as aÃ§Ãµes afirmativas, em atÃ© cinco legislaturas mudaremos a cara do congresso e do poder polÃ­tico no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estamos em ano eleitoral (2012), precisamos organizar a participaÃ§Ã£o da populaÃ§Ã£o negra nesse momento cÃ­vico e polÃ­tico importante, a eleiÃ§Ã£o de prefeitos e vereadores estabelece a base do poder polÃ­tico nacional. Ã‰ responsabilidade do movimento negro discutir programaticamente os caminhos a serem perseguidos pelas futuras autoridades municipais, oferecer alternativas para combater o racismo e oferecer quadros polÃ­ticos para ser avaliado pelos eleitores. Negras e negros compartilhando o poder Ã© um desafio de primeira grandeza e imediato.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-owTeR6g9L2U/TzpCQhjcUOI/AAAAAAAABqI/aLP6vukmhOI/s1600/380446-large.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="170" width="230" src="http://3.bp.blogspot.com/-owTeR6g9L2U/TzpCQhjcUOI/AAAAAAAABqI/aLP6vukmhOI/s400/380446-large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Avante movimento negro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por: Edson França/Presidente Nacional da UNEGRO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-2009828433565742705?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/2009828433565742705/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/movimento-negro-e-as-polaticas-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2009828433565742705'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2009828433565742705'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/movimento-negro-e-as-polaticas-de.html' title='Movimento negro e as pra­ticas de igualdade racial'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-OQ_1_IXxqxE/Tzo9k1AVCyI/AAAAAAAABoo/3_ns2Y7gu4M/s72-c/BRASIL%2BNEGRO.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-2145989117801579623</id><published>2012-02-14T02:34:00.001-08:00</published><updated>2012-02-14T02:34:19.314-08:00</updated><title type='text'>Movimento negro faz protesto antirracismo...</title><content type='html'>O Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra, promoveu ato público contra o racismo, na cidade de São Paulo, no dia 11 de fevereiro de 2012. Durante o protesto os manifestantes partiram do bairro de Santa Cecília e adentraram o Shopping Higienópolis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DPoVFsBVR-U/Tzo3YvNQXhI/AAAAAAAABng/h2rtY5vuAV8/s1600/protesto-antirracismo-hg.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-DPoVFsBVR-U/Tzo3YvNQXhI/AAAAAAAABng/h2rtY5vuAV8/s400/protesto-antirracismo-hg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eles escandalizaram o templo do racismo em São Paulo.&lt;br /&gt;militantes do movimento negro em São Paulo pegaram de surpresa a segurança do Shopping Higienópolis.  Era por volta de quatro da tarde e os&lt;br /&gt;Ultrapassadas as três portas principais, objetivava-se, agora, chegar ao ponto central da casa que é a antítese da “Casa do Povo”. Os seguranças tentaram impedir, havendo um início de tumulto, logo superado pela onda negra que fazia pressão para que não se parasse nos corredores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tomamos o ponto central com nossas bandeiras, com nossas palavras, com nossa cor preta. A disposição arquitetônica deste centro mercantilista é perfeita para este tipo de ato, pois dos vários andares poder-se-ia avistar o nosso grito de protesto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As forças de segurança do Estado racista brasileiro estavam em nosso encalço, mas fizeram as intervenções de rotina. Os militantes do movimento negro se revezavam ao microfone para dar o recado nunca antes ouvido pela elite branca que gastava ali o dinheiro advindo do suor do povo negro deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhares de perplexidade foram a tônica. Incredulidade da burguesia por termos chegado até onde chegamos. Ouvir verdades nunca foi o forte dessa gente. Enfatizo o fato de que o alvo poderia ter sido qualquer outro Shopping, mas era preciso algo a simbolizar nossa história de exclusão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse templo do consumo carrega em seu nome a característica eugênica de nossa elite branca pensante de fins do século XIX e início do século XX. Nossas palavras fizeram eco. Nossa intenção jamais foi reclamar participação e existência naquele ambiente de luxo. Nossa intenção era denunciar, olho no olho, quem vive à custa do suor do povo negro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encerramos a manifestação e nossa alma foi duplamente lavada pela chuva que caía sem cessar.  A população negra deste país existe e vai exigir sua participação em suas riquezas, doa a quem doer.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afrontar a elite branca e racista de São Paulo foi a estratégia de centenas de manifestantes – em maioria, negros – que, no sábado (11), saíram com bandeiras e faixas do largo Santa Cecília, subiram a avenida Higienópolis e ousaram entrar naquele que é o mais genuíno templo do racismo na cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Shopping Pátio Higienópolis foi inaugurado no dia 18 de outubro de 1999. Instalado no coração do bairro de Higienópolis, região de alto poder aquisitivo em que vive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, é composto por mais de 245 lojas distribuídas em seis pisos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VJO_ub38xdI/Tzo3wvHZUcI/AAAAAAAABns/Y5NQRZknmE8/s1600/imagesCASPOIOO.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="162" width="312" src="http://4.bp.blogspot.com/-VJO_ub38xdI/Tzo3wvHZUcI/AAAAAAAABns/Y5NQRZknmE8/s400/imagesCASPOIOO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ano passado, o shopping foi alvo de outro ato público, o Churrascão da Gente Diferenciada, levado a cabo em protesto contra abaixo-assinado de 3 mil moradores “higienopolitanos”  que pedia ao governo do Estado que não construísse ali uma estação de metrô para não atrair gente pobre – ou, como preferiram chamar, “diferenciada”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A escolha desse shopping para um ato público dessa natureza fez todo sentido porque não há outra parte da cidade em que o racismo hipócrita e visceral que encerra seja tão evidente. Só quem conhece o local é capaz de entender. A mera visita a ele desmonta a teoria de que não existe racismo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Pátio Higienópolis, a sensação que se tem é a de estar em algum país nórdico. Só o que lembra que se está no Brasil são os empregados negros ou mestiços, tais como faxineiros, seguranças e alguns poucos funcionários das lojas. A clientela do shopping é quase que exclusivamente branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A manifestação foi convocada pelo “Comitê Contra o Genocídio da Juventude Negra” e protestou contra a reintegração de posse do bairro Pinheirinho, em São José dos Campos, contra a ação truculenta da PM na Cracolândia e contra o caso de uma funcionária negra da escola Anhembi Morumbi que alega que a direção a pressionou a alisar os cabelos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-4DJ9nwaIjy0/Tzo4CGtLqGI/AAAAAAAABn4/TBNNdvKlQrw/s1600/Racismo_na_Universidade.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="350" src="http://4.bp.blogspot.com/-4DJ9nwaIjy0/Tzo4CGtLqGI/AAAAAAAABn4/TBNNdvKlQrw/s400/Racismo_na_Universidade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um momento solene e apoteótico da manifestação dentro do shopping um refrão cheio de simbolismo, extraído do poema “Negro Homem, negra poesia”, de José Carlos Limeira, 56, um dos autores baianos de maior destaque na comunidade negra, foi entoado por centenas de vozes, para horror daquela elite perplexa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ver um pequeno exército de negros altivos entoando palavras de ordem enquanto enveredavam por um local em que são raros de se ver e, quando aparecem, estão sempre cabisbaixos e servis, escandalizou e intimidou a clientela habitual. Lojas fechavam as portas e madames debandavam, esbaforidas, rumo ao estacionamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Folha de São Paulo colheu depoimentos das indignadas madames habitués do shopping sobre a “invasão” de sua praia. Suas declarações revelam toda a burrice do racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Fiquei com medo que saqueassem a loja, podia ter tiros, morte. São uns vândalos, vagabundos”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Achei ridículo esse negócio de racismo. Onde é que está? Veja a quantidade de seguranças e empregados negros”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois depoimentos, duas provas incontestáveis de racismo e burrice. Será que se fosse uma manifestação de estudantes branquinhos da USP haveria medo de saques, tiros e mortes? Será que o fato de só haver funcionários negros, mas não consumidores, não prova o racismo e a desigualdade racial que infecta a sociedade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse é só mais um dos capítulos da guerra contra o racismo e o higienismo racial e social do governo e de parte da sociedade de São Paulo. Foi travada onde deveria, em Higienópolis (bairro cujo nome não poderia ser mais apropriado). E, desta vez, as forças da igualdade racial e social venceram.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-dAIfZ7w71Sc/Tzo4RTlz_PI/AAAAAAAABoE/H57O-Yz_RjY/s1600/305316_319949628019779_100000142344312_1465687_784239686_n.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="226" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-dAIfZ7w71Sc/Tzo4RTlz_PI/AAAAAAAABoE/H57O-Yz_RjY/s400/305316_319949628019779_100000142344312_1465687_784239686_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; protesto, cujo tema era “Higienização Sócio Racial e a Criminalização da Pobreza”, reuniu cerca de 500 pessoas, de acordo com a organização, composta por entidades ligadas aos movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ato criticou as ações na comunidade do Pinheirinho, em São José dos Campos, e na Cracolândia, no centro de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assinaram a convocação do ato: Amparar (Assoc. de Amigos e Familiares de Presos/as), Anastácia Livre, Centro Acadêmico de Ciências Sociais Florestan Fernandes , Centro de Resistência Negra, Círculo Palmarino, Coletivo AnarcoPunk SP, Coletivo Anti-Homofobia, CONEN, Consulta Popular, Empregafro, Força Ativa, Fórum Popular de Saúde, Juventude Socialista, Levante Popular da Juventude, Mães de Maio,MNU, Movimento Quilombo Raça e Classe, MST, Núcleo de Consciência Negra na USP, Sarau da Brasa, Setorial LGBT da CSP-Conlutas, Sujeito Coletivo - USP, Tribunal Popular, UNEAFRO e logico a UNEGRO(União de Negros Pela Igualdade).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a9zCYQtKLqg/Tzo4eProUsI/AAAAAAAABoQ/6ykuQ5abVYE/s1600/imagesCA23PKN8.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="182" width="277" src="http://1.bp.blogspot.com/-a9zCYQtKLqg/Tzo4eProUsI/AAAAAAAABoQ/6ykuQ5abVYE/s400/imagesCA23PKN8.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;REBELE-SE CONTRA O RACISMO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: http://www.blogcidadania.com.br/coletivodar.org/.www.ihu.unisinos.br/noticias/R7.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-2145989117801579623?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/2145989117801579623/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/movimento-negro-faz-protesto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2145989117801579623'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2145989117801579623'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/movimento-negro-faz-protesto.html' title='Movimento negro faz protesto antirracismo...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-DPoVFsBVR-U/Tzo3YvNQXhI/AAAAAAAABng/h2rtY5vuAV8/s72-c/protesto-antirracismo-hg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-5875958605002122279</id><published>2012-02-07T02:35:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T02:35:54.597-08:00</updated><title type='text'>Brasil é mais negro...</title><content type='html'>Brasil está mais negro e envelhecido; Mulheres são maioria hoje no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-7nPxEhpZnAo/TzD8gffE18I/AAAAAAAABl0/TaOrfw7InzQ/s1600/imagesCAEV7V8J.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="226" width="223" src="http://4.bp.blogspot.com/-7nPxEhpZnAo/TzD8gffE18I/AAAAAAAABl0/TaOrfw7InzQ/s400/imagesCAEV7V8J.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Censo 2010: população brasileira está mais velha e chega a 190.755.799&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil tem 190.755.799 habitantes. É o que constata a Sinopse do Censo Demográfico 2010, que contém os primeiros resultados definitivos do XII Recenseamento Geral do Brasil, divulgada pelo IBGE. Os dados mostram ainda que o país segue a tendência de envelhecimento, que para cada grupo de 100 mulheres há 96 homens e que há mais pessoas se declarando pretas e pardas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o Censo 2010, atualmente, 24,1% da população brasileira é menor de 14 anos; em 1991, essa faixa etária representava 34,7% da população. Outro fenômeno verificado é o aumento contínuo da representatividade de idosos: 7,4% da população têm mais de 65 anos, contra 4,8% em 1991.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a taxa média anual de crescimento baixou de 1,64%, em 2000, para 1,17%, em 2010. Mesmo assim a população brasileira aumentou quase vinte vezes desde o primeiro recenseamento realizado no Brasil, em 1872, quando foram contados 9.930.478 habitantes. Outro dado aponta que as maiores taxas médias de crescimento anual de população foram observadas nas regiões Norte (2,09%) e Centro-Oeste (1,91%), seguidas das pelas regiões Nordeste (1,07%), Sudeste (1,05%) e Sul (0,87%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o IBGE, a média de moradores por domicílio caiu para 3,3; em 2000, a relação entre as pessoas moradoras nos domicílios particulares ocupados e o número de domicílios particulares ocupados era de 3,8. Esse comportamento persistiu tanto na área urbana quanto na área rural, diz o Instituto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Distribuição por sexo – O levantamento aponta que há 96 homens para cada 100 mulheres no país, resultado em um excedente de 3.941.819 mulheres. Entretanto, nascem mais homens no Brasil: a cada 205 nascimentos, 105 são de homens. A diferença ocorre, segundo o IBGE, porque a taxa de mortalidade masculina é superior. Na relação por situação de domicílio, os homens são maioria no meio rural: 15.696.816 homens para 14.133.191 mulheres. Já no meio urbano, as mulheres seguem à frente, como na média nacional: são 83.215.618 para 77.710.174 homens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Casais gays – A pesquisa do IBGE mostra que o Brasil já registra mais de 60 mil pessoas vivendo com parceiros do mesmo sexo. A região Sudeste é a que tem mais casais que se assumiram homossexuais, com 32.202. Em seguida, está a região Nordeste, com 12.196; e a Sul, com 8.034. O número representa 0,2% do total de cônjuges (37,547 milhões) em todo o país. É a primeira vez que o dado foi pesquisado.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-7huKdohfrDA/TzD8vDQyEPI/AAAAAAAABmA/eP-d7uvOzek/s1600/imagesCAEQFQMT.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="221" width="228" src="http://1.bp.blogspot.com/-7huKdohfrDA/TzD8vDQyEPI/AAAAAAAABmA/eP-d7uvOzek/s400/imagesCAEQFQMT.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Negros e pardos – Os dados trazem ainda a informação de que há mais pessoas se declarando pretas e pardas. Este grupo subiu para 43,1% e 7,6%, respectivamente, na década de 2000, enquanto, no censo anterior, era 38,4% e 6,2% do total da população brasileira. Já a população branca representava, em 2010, 47,7% do total; a população amarela (oriental) 1,1% e, a indígena, 0,4%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analfabetismo caiu – O Instituto aponta que houve melhora no índice de analfabetismo: hoje 9% da população brasileira não é alfabetizada; em 2000 eram 12,9%. Em números absolutos, 14,6 milhões de pessoas não sabem ler nem escrever, de um universo de 162 milhões de pessoas com mais de 10 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tenha sido registrada redução de 0,7 ponto percentual no número de pessoas que se declararam pretas de 2007 para 2008, essa população representa 6,8% do total. O total de pardos cresceu 1,3 ponto percentual, somando 43,8%, e os brancos, com redução de 0,8 ponto percentual, são 48,4%.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A distribuição da população por cor e raça é diferenciada entre as regiões do país. Os estados do Norte e Nordeste concentram os negros, com percentuais de 76,1% e 70,1%, respectivamente. Os brancos estão na Região Sul (78,7%) e Sudeste (56,8%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulheres são a maioria&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascem mais homens no país. No entanto, por motivos como a violência, as mulheres vivem por mais tempo, o que as tornam a maioria na população brasileira.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--1f4IpUoFus/TzD9qgm4sBI/AAAAAAAABmM/24yEG_LWZgg/s1600/Slide16-150x150.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="150" width="150" src="http://1.bp.blogspot.com/--1f4IpUoFus/TzD9qgm4sBI/AAAAAAAABmM/24yEG_LWZgg/s400/Slide16-150x150.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O percentual de pessoas na faixa etária mais jovem, de até 4 anos, era 6,9% do total de mulheres (97,5 milhões) e 7,5% do total de homens (92,4 milhões), em 2008. Já na faixa etária mais velha, de 60 anos ou mais, estão 12,1% das brasileiras e 10% do total de homens, segundo a pesquisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A expectativa de vida das mulheres é maior por questões e de saúde e outros fatores. Os rapazes estão mais envolvidos em acidentes de trânsito, na questão da violência urbana. Então, ao longo da vida deles, têm um número de óbitos maior que o das mulheres", explicou a gerente da Pnad, Maria Lucia Vieira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2008, dos 188 milhões brasileiros residente no país, as mulheres correspondiam a 51,3% e os homens, a 48,7%. Em relação ao ano passado, segundo a Pnad, não houve mudança significativa na distribuição por sexo. Em 2007, 51,2% da população era de mulheres e 48,8%, de homens&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envelhecimento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada ano mais pessoas ultrapassam os 40 anos de idade, refletindo a tendência de envelhecimento da população. De 2007 para 2008 o total de pessoas com essa idade cresceu 4,5%.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/--BAH8uxi4KM/TzD-HXePlPI/AAAAAAAABmY/r3zRpeAjWKQ/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="108" width="92" src="http://3.bp.blogspot.com/--BAH8uxi4KM/TzD-HXePlPI/AAAAAAAABmY/r3zRpeAjWKQ/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o IBGE, a população com 60 anos ou mais também cresceu. Em 2008, 21 milhões de brasileiros estavam nessa faixa estária, ou 11,1% do total. No ano anterior, eram 19,7 milhões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tendência de envelhecimento é observada com destaque no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, estados onde 14,9% e 13,5% da população têm 60 anos ou mais, respectivamente. Em relação às regiões, o índice é maior no Sul (38,1%) e Sudeste (37,8%).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os brasileiros mais jovens (de até 4 anos) estão em maior número no Acre (11%), em Roraima (10,2%) e no Amazonas (10,1%). Em 2008, a Região Norte era a única do país em que o contingente de pessoas nessa faixa etária (1,4 milhão) supera o de habitantes com mais de 60 anos (1,1 milhão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"A Região Norte tradicionalmente apresenta uma estrutura etária mais jovem", comentou a gerente da Pnad, Maria Lucia Vieira. "Lá, as mulheres têm uma taxa de fecundidade maior [número de filhos] e a expectativa de vida é menor em função das doenças, do acesso à saúde e das condições de vida", explicou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brasileiros que moram sozinho&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-o-9gFiWQi2s/TzD-eSPgi4I/AAAAAAAABmk/N0QjnfMiGdE/s1600/Z1ne3gur.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="90" width="120" src="http://4.bp.blogspot.com/-o-9gFiWQi2s/TzD-eSPgi4I/AAAAAAAABmk/N0QjnfMiGdE/s400/Z1ne3gur.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com a Pnad, o número de residências com apenas um morador cresceu de 11,5% para 12% de 2007 para 2008, mantendo a tendência verificada em anos anteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse cenário, o número de pessoas por família passou de 3,2 para 3,1. Em cada domicílio, a taxa é de 3,3. De acordo com o IBGE, uma das justificativas para essa redução reflete a redução na taxa de fecundidade, que está em 1,89 filho por mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Região Sul registra o menor número de pessoas por família, 2,9 e por domicílio, 3,1, assim como a Região Sudeste. Ao contrário, a Região Norte apresenta indicadores mais elevados nas duas situações: 3,5 por família e 3,8 pessoas por domicílio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: IBGE/IPEA.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-5875958605002122279?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/5875958605002122279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/brasil-e-mais-negro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/5875958605002122279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/5875958605002122279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/brasil-e-mais-negro.html' title='Brasil é mais negro...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-7nPxEhpZnAo/TzD8gffE18I/AAAAAAAABl0/TaOrfw7InzQ/s72-c/imagesCAEV7V8J.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-4672643225498890366</id><published>2012-02-07T01:35:00.000-08:00</published><updated>2012-02-07T01:35:37.701-08:00</updated><title type='text'>Nossas Negras Crianças de nossa Brasil...</title><content type='html'>Negras crianças e sua historia no Brasil:&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-V0frY10kEIc/TzDugpszgeI/AAAAAAAABk4/JaPoqZ_jpNU/s1600/CRIANA%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-V0frY10kEIc/TzDugpszgeI/AAAAAAAABk4/JaPoqZ_jpNU/s400/CRIANA%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A infância é uma construção histórica. O mundo da criança nem sempre existiu. Por muito tempo não houve separação entre o mundo infantil e o mundo adulto, estes se resumiam em apenas um. Desta forma a criança não era detentora de direitos específicos as suas individualidades. No período Renascentista “nasce” o sentimento da infância, porém este sentimento não era uniforme e homogêneo. Salienta-se que, na maioria das vezes, o sentimento da infância estava “reservado” às elites, que dispunha dos meios necessários para garantir tratamento diferenciado com saúde, educação e cuidados para com os seus filhos. A classe pobre não podia gozar deste sentimento, haja vista que necessitava que seus filhos, tão logo conseguissem se mover sozinhos, a ajudasse nas tarefas e no trabalho. Kramer (1995) nos aponta que a inserção social diversa da criança impõe diferentes concepções de infância. Assim, é impossível universalizar este conceito. “Sendo essa inserção social diversa, é impróprio ou inadequado supor a existência de uma população infantil homogênea, ao invés de se perceber diferentes populações infantis com processos desiguais de socialização.” (Op. cit., p.15) No Brasil também havia um paradoxo entre a infância dos filhos das elites e a infância da criança pobre. Neste trabalho abordo especificamente o paradoxo entre a criança branca e a criança negra. A criança negra sofreu as mais duras penas impostas pelo sistema escravista. Ela não era sujeito de direitos e por vezes, nem mesmo de piedade. Eram vitimas da mortalidade infantil devido às precárias condições que eram submetidas pelos seus donos. Tinham o seu “direito” de amamentar cerceado, pois, em muitos casos, suas mães eram alugadas ou cedidas para servirem de ama-de-leite para crianças brancas. Tão logo se tornassem “úteis” eram obrigadas a começar efetivamente o trabalho compulsório. As negrinhas e os negrinhos eram brinquedinhos para as crianças brancas e até mesmo para o adulto. Assim era a vida da criança negra de 0 a 6 anos: negação, não-ser, “peça” temporariamente inútil... A situação não mudou quase nada com a promulgação da Lei do Ventre Livre, que estabelecia que seriam livres os filhos dos trabalhadores escravizados nascidos no Brasil a partir da data de sua promulgação. Art. 1o: Os filhos da mulher escrava que nascerem no Império desde a data desta lei, serão considerados de condição livre. §1o: Os ditos filhos menores ficarão em poder e sob a autoridade dos senhores de suas mães, os quais terão obrigação de criá-los e tratá-los até a idade de oito anos completos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu valor no mercado!?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-3TSpOFIeAz4/TzDvGQ-bZDI/AAAAAAAABlE/csRdIfrhKAQ/s1600/BTLE461.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="360" width="324" src="http://3.bp.blogspot.com/-3TSpOFIeAz4/TzDvGQ-bZDI/AAAAAAAABlE/csRdIfrhKAQ/s400/BTLE461.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Chegando o filho da escrava a esta idade, o senhor da mãe terá a opção, ou de receber do Estado a indenização de 600$000, ou de utilizar-se dos serviços do menor até a idade de 21 anos completos. No primeiro caso o governo receberá o menor, e lhe dará destino, em conformidade da presente lei. A indenização pecuniária acima fixada será paga em títulos de renda com o juro anual de 6%, os quais se considerarão extintos no fim de trinta anos. A declaração do senhor deverá ser feita dentro de trinta dias, a contar daquele em que o menor chegar à idade de oito anos e, se a não fizer então, ficará entendido que opta pelo arbítrio de utilizar-se dos serviços do mesmo menor. Conforme podemos observar na letra da Lei, os senhores donos das mães escravizadas eram obrigados cuidar dos ingênuos, como eram chamados os “beneficiários” desta lei, até os oito anos de idade. Porém esses cuidados não existiam, a criança continuava acorrentada ao sistema escravista, pois não há como ser livre com pais escravizados. Ainda por cima, a criança livre tinha que trabalhar para o senhor até os 21 anos, para pagar a sua libertação. Esta lei também era responsável pela desestruturação da família negra, pois quando as mães eram vendidas somente os filhos “beneficiários” desta lei podiam acompanhá-la. Uma outra face perversa das conseqüências desta lei: muitos senhores abrigavam as mães a abandonarem os seus filhos ou entregá-los à Roda dos Expostos, instituição que atendia crianças abandonadas. O índice de mortalidade nesta casa era altíssimo, de cada 100 pessoas que entravam, 80 morriam antes de completarem um ano. A abolição oficial da escravatura pouco, ou quase nada, mudou na vida das meninas e meninos negros. Estes continuaram sendo os parias da sociedade, “cidadãos” sem voz, impedidos de usufruir a infância.  Não confundir sentimento da infância com o amor e carinho dos pais para com os filhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje no seculo XI a miséria ainda condena mais de 5 milhões de crianças negras no Brasil&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Jn3B2mC-TdU/TzDvnuFXTsI/AAAAAAAABlQ/wJR-V4-d3Vk/s1600/imagesCAFFFW4Y.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="259" width="194" src="http://4.bp.blogspot.com/-Jn3B2mC-TdU/TzDvnuFXTsI/AAAAAAAABlQ/wJR-V4-d3Vk/s400/imagesCAFFFW4Y.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;chamada “primeira infância” pelos especialistas é um período fundamental para o aprendizado, porém, no Brasil, está sendo comprometida pela miséria. De acordo com dados divulgados pelo Centro Internacional de Estudos e Pesquisas sobre a Infância (Ciespi), 10 milhões de crianças até seis anos encontram-se em condição social abaixo da linha de pobreza. Pelo menos metade desses meninos e meninas é negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pequenos brasileiros de raças preta e parda correspondem a 60% do total das crianças na faixa etária pesquisada e pertencem a famílias com renda per capita inferior a R$ 6,80 por dia, conforme valores de 2009. Por essas condições, essas crianças podem ter comprometidos seu desenvolvimento físico e até psiquiátrico. As informações foram enviadas pelo Ciespi ao Governo Federal para servir de base ao Plano Nacional pela Primeira Infância, instrumento que estabelece as medidas a serem adotadas até o ano 2023, visando o desenvolvimento adequado de crianças de 0 a 6 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-SZA7_eil1n0/TzDvygXrouI/AAAAAAAABlc/PpNP4sjn2es/s1600/u.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="194" width="259" src="http://4.bp.blogspot.com/-SZA7_eil1n0/TzDvygXrouI/AAAAAAAABlc/PpNP4sjn2es/s400/u.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;– De acordo com Irene Rizzini, diretora do Ciespi, os seis primeiros anos de vida são muito delicados. “As crianças são mais frágeis e precisam de uma proteção especial da família. As experiências dessa fase da vida influenciam, para sempre, a pessoa e sua relação com quem a rodeia”, explica. Irene reforça que esse período demanda segurança, acolhimento e estímulo às potencialidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo destaca ainda que 46% da população infantil urbana vivem em lugares sem saneamento básico e que, 95% da rural, moram em casas onde o abastecimento de água e a coleta de esgoto não existem ou são precários. Por isso, Irene defende que pais e gestores públicos se comprometam a proporcionar ambientes que estimulem a primeira infância. “O caminho para eliminar a desigualdade no país depende de como vivem nossas crianças”, resume.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para cada criança branca vítima da violência urbana no Brasil, duas outras negras são mortas, alerta o Fundo para Infância e Adolescência (Unicef).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A estatística faz parte de um levantamento feito pelo braço brasileiro da agência da ONU para chamar atenção sobre a dupla fragilidade das crianças negras do país.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-OhXZVwK7qDQ/TzDwBfyAG5I/AAAAAAAABlo/ZsDT6WDPJM4/s1600/criancanegra1.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="364" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-OhXZVwK7qDQ/TzDwBfyAG5I/AAAAAAAABlo/ZsDT6WDPJM4/s400/criancanegra1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Usando dados do Programa da ONU para o Desenvolvimento (PNUD), a Unicef traçou um desenho sombrio de como o racismo afeta futuras gerações de brasileiros e compromete “setores-chave do desenvolvimento”, nas palavras da oficial de projetos da agência, Helena Oliveira Silva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o PNUD, a taxa de homicídios registrada entre negros foi o dobro da registrada entre brancos no ano passado. Em 2000, de acordo com o Datasus, em média 14 adolescentes entre 15 e 18 anos morreram por dia no Brasil – destes, 70% eram negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O levantamento mostrou também que as crianças negras estão em pior situação na escola e no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: BBC/: Hoje em Dia e R7/ http://pt.shvoong.com/humanities/174526-inf%C3%A2ncia-da-crian%C3%A7a-negra/#ixzz1lgXNJKtX&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-4672643225498890366?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/4672643225498890366/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/nossas-negras-criancas-de-nossa-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4672643225498890366'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4672643225498890366'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/02/nossas-negras-criancas-de-nossa-brasil.html' title='Nossas Negras Crianças de nossa Brasil...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-V0frY10kEIc/TzDugpszgeI/AAAAAAAABk4/JaPoqZ_jpNU/s72-c/CRIANA%257E1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-1160283792657805778</id><published>2012-01-29T20:20:00.000-08:00</published><updated>2012-01-29T20:20:29.089-08:00</updated><title type='text'>Espetáculo Naji Nahas x Favelados do Pinheirinho</title><content type='html'>Como brasileira acima de tudo fiquei envergonhada com o  espetáculo grotesco e inusitado foi protagonizado pelo Judiciário no chamado bairro do Pinheirinho. A juíza que concedeu reintegração — precipitadamente, pois não exauriu a via conciliatória nem exigiu dos poderes públicos uma responsável solução para alojar os despojados de suas residências — recebeu, no local e solenemente, o mandado cumprido pela tropa de choque da Polícia Militar.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hGt4v0VrUUo/TyYZWq1LMHI/AAAAAAAABjw/ZnH5BDMT6go/s1600/untitleder.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="398" width="397" src="http://2.bp.blogspot.com/-hGt4v0VrUUo/TyYZWq1LMHI/AAAAAAAABjw/ZnH5BDMT6go/s400/untitleder.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Naji Nahas jamais foi condenado pela Justiça brasileira. A propósito de alguns escândalos noticiados pela imprensa, Nahas não foi responsabilizado criminalmente quando acusado de quase quebrar a Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. Preso preventivamente, beneficiou-se da liminar concedida pelo ministro Gilmar Mendes em favor do banqueiro Daniel Dantas. E também da decisão, ainda não definitiva,  do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que anulou a Operação Satiagraha: uma anulação  fundada na canhestra conclusão da participação, ainda que burocrática, de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Contra essa decisão anulatória votaram os ministros Gilson Dipp e Laurita Vaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a reintegração de posse concluída, restará prejudicado, pela perda de objetivo, o pedido feito ao Supremo Tribunal Federal (STF) de suspensão da operação militar conduzida pela tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo e com cerca de 1.500  famílias sem ter onde ir. Mais ainda, a liminar foi indeferida pelo presidente Peluso, do STF.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-rPAeZLHPz_k/TyYZkUDGw3I/AAAAAAAABj8/T91DnKwRwlE/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="194" width="259" src="http://4.bp.blogspot.com/-rPAeZLHPz_k/TyYZkUDGw3I/AAAAAAAABj8/T91DnKwRwlE/s400/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como se nota, não houve tempo oportuno para ser apreciado, em sede liminar e pelo STF, o pedido de suspensão da reintegração. Em São Paulo, a decisão foi mantida e o ministro presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) — já acusado de assédio moral a estagiário e de fazer lobby para garantir uma cadeira no STJ para a sua cunhada — entendeu não ser da Justiça federal a competência para suspender a reintegração. Essa decisão de Ari Pargendler foi dada liminarmente, quando a Polícia Militar desalojava, com bombas, balas de borrachas e cães, os moradores do Pinheirinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juntamente com a ação da Polícia Militar, máquinas cuidaram da derrubada de casas de alvenaria e de madeira que abrigaram os antigos moradores e residentes há mais de 8 anos na área.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num grotesco espetáculo mostrado pelas televisões, a juíza responsável pela decisão de reintegração compareceu ao Pinheirinho para receber, solenemente, a notícia do cumprimento do mandado judicial, pode?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora a área esta pronta para ser vendida e a sobra vai para o bolso dos sócios da Selecta, ou seja, de Naji Nahas. Os créditos trabalhistas, que podem já ter sido negociados por valor irrisódio, serão quitados. Idem os especiais, que vão para os cofres da Prefeitura de São José dos Campos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa conduta é inusitada no Judiciário. Como regra, os mandados judiciais cumpridos são comunicados por ofício protocolado no Fórum. E os juízes os recebem pela mão do escrivão ou juntados em autos processuais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polícia Militar prende nove pessoas em regiões próximas ao Pinheirinho&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KxH-Umlsa3k/TyYZwovY5fI/AAAAAAAABkI/aklLm-oNDJE/s1600/pinheirinho-6.jpeg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="247" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-KxH-Umlsa3k/TyYZwovY5fI/AAAAAAAABkI/aklLm-oNDJE/s400/pinheirinho-6.jpeg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As famílias que tiveram que deixar o local estão alojadas em uma igreja e em abrigos construídos pela prefeitura. A Defensoria Púbica de SP em São José dos Campos entrou na terça-feira (24) com uma ação para tentar obrigar a prefeitura da cidade e o governo do Estado de São Paulo a dar auxílio-moradia e incluir em programas sociais todos os moradores da comunidade do Pinheirinho. Muitos deles estão desabrigados após a reintegração de posse do terreno, que era ocupado desde 2004 por cerca de 1.600 famílias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na ação, a Defensoria pede ainda que todos tenham abrigo temporário com condições de higiene, três refeições diárias, transporte escolar, medicamentos e equipe médica. A ação civil pública pede aplicação de &lt;br /&gt;multa diária de R$ 1.000 para cada morador desatendido, mesmo todos sabendo, quem tem dinheiro para pagar uma multa desta não estaria morando de maneira inrregular e com aquelas condições. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem a Prefeitura de São José dos Campos montou um novo alojamento na noite desta terça-feira. O abrigo foi montado em um ginásio no Jardim Morumbi, com capacidade para 400 pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em nota, a assessoria de imprensa da prefeitura diz que o novo abrigo é próximo a uma igreja em que parte das famílias desalojadas estava acampada. O órgão também diz que há abrigos montados no Parque Dom Pedro, que teve o abastecimento de água restabelecido, e Vale do Sol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No episódio do Pinheirinho, a organização repressiva do Estado tem nas tropas da PM a sua ponta do iceberg. Porém, mais profundas são suas bases durante os oito anos de existência daquela comunidade deliberadamente abandonada pelo poder público que lhe negou o acesso à saúde, educação, segurança e à justiça.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-BTHvZ9Bod0I/TyYaAq-VbQI/AAAAAAAABkU/abHVV4UrcFs/s1600/imagesCACZO9ZY.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="183" width="276" src="http://4.bp.blogspot.com/-BTHvZ9Bod0I/TyYaAq-VbQI/AAAAAAAABkU/abHVV4UrcFs/s400/imagesCACZO9ZY.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Após a violenta  atuação da PM paulista,vistas pea Brasil e o mundo digna do exército invasor a imprensa imediatamente apresentou os fundamentos jurídicos da ação, repaldando o Estado na defesa da propriedade privada do conhecido Naji Nahas, réu de vários processos envolvendo evasão de divisas, sonegação de impostos, fraude financeira que somam milhões em prejuízo para o erário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governador de São Paulo, o prefeito de São José dos Campos, a PM, a guarda municipal e os tribunais asseguraram a legalidade da diáspora1 da população pobre da comunidade do Pinheirinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu então pergunto existe no Brasil uma justiça igualitaria para todos ou tudo depende ainda de quem voce é.&lt;br /&gt;Nos estamos falando de mais de 1.500 familias, quem vivem a margem da sociedade,as mesmas o a nossa presidente prometeu governar...65%que estam a baixo da linha da miseria, que foram espancados e humilhados pelo poder que deveria ter a função de proteger.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A principal causa desse quase incesto entre o público e privado nos marcos da democracia é onde o direito individual à grande propriedade privada se sobrepõe, juridicamente, ao direito individual à pequena propriedade ou à propriedade coletiva,que eu penso que a justiça é cega todo mundo sabe... Mais ela é surda tambem?&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4HJPGnWhZcQ/TyYaNyTWsTI/AAAAAAAABkg/rm5H-rF4pCo/s1600/demolicao-pinheirinho-g-20120125.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-4HJPGnWhZcQ/TyYaNyTWsTI/AAAAAAAABkg/rm5H-rF4pCo/s400/demolicao-pinheirinho-g-20120125.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Para que não haja dúvidas, basta observar a quantas anda a reforma agrária, a grilagem e invasão de imóveis públicos por grandes empresas de variadas áreas de atuação, os assassinatos de lideranças do campo e dos povos indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que houve na comunidade do Pinheirinho não pode ser deixado no esquecimento, deve ser apurado e o imóvel não deve beneficiar, ao menos desta vez, a quem prejudica a maioria. Ainda que haja outras feridas abertas em Eldorado de Carajás, Unaí, Carandiru, USP, Araguaia, Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atuação direta em organizações sindicais, estudantis, artísticas, partidárias e movimentos sociais, aliada ao rompimento do  vergonhoso silêncio que temos a obrigação moral de romper. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo que se instala nos determinantes normas, condutas e comportamentos sociais que simplificam ou enfatizam o apartheid dos ditos “diferentes”, em especial a população de pele parda ou preta, no país, pela criação do factóide da democracia racial.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wtSapaxS3zA/TyYabIdzSaI/AAAAAAAABks/0yQTWT8QLqE/s1600/pinheirinho-5-vi-o-mundo.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="247" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-wtSapaxS3zA/TyYabIdzSaI/AAAAAAAABks/0yQTWT8QLqE/s400/pinheirinho-5-vi-o-mundo.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;As insuficiências sociais orquestradas pelo estado abrem brechas para que em camaleônico processo as intolerâncias que esmagam,ofendem e humilham tantos e muitos se naturalizem nos discursos recheados de desfaçatez :” não era bem isso que eu queria dizer”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo embriaga-se do poder bélico das palavras ásperas, desagregadoras, inchadas com a ânsia voraz de fossilizar direitos fundamentais à vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos principais aliados do racismo é a inércia sócio-política ovulando com uma renitente e resistente burocracia social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo no Brasil é uma tragédia coletiva e o genocídio de tantos e muitos jovens negros se transforma em higienização social. Quanto mais preto morto, mais branco fica o país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A favela negra e pobre é nosso contemporâneo navio negreiro. Populações periféricas e escravizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma crua reinterpretação dessas terras “descobertas” por Pedro Álvares Cabral, o fidalgo, comandante militar, navegador e explorador português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O racismo é um camaleão poliglota recompõe-se facilmente, reinventa-se continuadamente, transformado a nossa magnânima história em uma reles geografia de violência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quais são as políticas sacramentadas de curto, médio e longo prazos para o enfrentamento ao racismo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:- Site – revistaafricas.com.br /Ademir JesusPostado /2MARX, Karl e ENGELS, Friedrich – A ideologia alemã – BACKES, Marcelo (org. e trad.) Ed Civilização Brasileira, RJ, 2007, p 401&lt;br /&gt;3http://www.viomundo.com.br/denuncias/altamiro-borges-grileiro-da-cutrale-e-laranjas-da-midia.html/&lt;br /&gt;http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=6&amp;id_noticia=126745&lt;br /&gt;4Pedra e Bala (ou Os Sertões) – Cordel do fogo Encantado&lt;br /&gt;*Odair Rodriguese é militante do PCdoB, linguista, professor e fotógrafo&lt;br /&gt;odiario.com -&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-1160283792657805778?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/1160283792657805778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/espetaculo-naji-nahas-x-favelados-do.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/1160283792657805778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/1160283792657805778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/espetaculo-naji-nahas-x-favelados-do.html' title='Espetáculo Naji Nahas x Favelados do Pinheirinho'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-hGt4v0VrUUo/TyYZWq1LMHI/AAAAAAAABjw/ZnH5BDMT6go/s72-c/untitleder.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-6892538144550260408</id><published>2012-01-28T05:17:00.000-08:00</published><updated>2012-01-28T05:33:55.449-08:00</updated><title type='text'>NOSSA HISTORIA:AS GUERREIRAS NEGRAS</title><content type='html'>Baseados em mitos e episódios históricos a saga das mulheres africanas e afro-descendentes que mantêm em comum o laço de soberania real e espiritual sobre seus povos - ao estabelecer um elo imaginário de ascendência e descendência com as guerreiras africanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fhi2MHmM8n0/TyPy2irQr3I/AAAAAAAABhg/NZ_D8V4rLYc/s1600/al-maasai-warrior1_jpg.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="296" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-fhi2MHmM8n0/TyPy2irQr3I/AAAAAAAABhg/NZ_D8V4rLYc/s400/al-maasai-warrior1_jpg.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;história de rainhas africanas, guerreiras, sacerdotisaS e outras, onde cada uma em seu tempo comandaram impérios, irmandades, comunidades de terreiro mostrando ao mundo durante todo esses quase 10 mil anos de existência da humanidade a força, a garra e a beleza da Mulher Negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do grande continente africano traz não só a origem, mas também toda uma crença ancestral que exalta a figura feminina como a grande provedora que principiou a vida do Homem. &lt;br /&gt;Um desses mitos conta que no início de tudo, ligadas às origens da Terra, havia as Mães Feiticeiras. Donas do destino da humanidade, elas eram o ventre do mundo. Conhecedoras dos segredos da vida tinham em si a capacidade de manipular os opostos e, assim, manter o equilíbrio do universo. Traziam consigo a força criadora e criativa do planeta. Raízes de um misticismo que abrigava em sua sabedoria a dualidade do cosmos eram donas do poder sobre a vida e a morte, o bem o mal, o amor e a cólera, o princípio e o fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras rainhas&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-dFUqd8XMMrU/TyPzvu4qG-I/AAAAAAAABh4/77nBrddPlvA/s1600/colonizacao-portuguesa.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="302" src="http://2.bp.blogspot.com/-dFUqd8XMMrU/TyPzvu4qG-I/AAAAAAAABh4/77nBrddPlvA/s400/colonizacao-portuguesa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mito à história, através do exemplo de grandes rainhas da Antigüidade, exaltamos o comando de mulheres negras sobre seus povos. Assim, evocamos a primeira rainha:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HATSHEPSUT (1503 -1482 antes de Cristo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rainha mais habilidosa de uma Antiguidade distante, Hatshepsut subiu ao poder depois que seu pai, Thutmose I, que estava com paralisia. Ele designou Hatshepsut como sua principal ajudante e herdeira para o trono. Enquanto vários rivais masculinos buscavam o poder, Hatshepsut resistiu aos desafios deles para permanecer líder daquela que era até então a principal nação do mundo. Para ajudar a aumentar sua popularidade com o povo do Egito, Hatshepsut teve vários templos espetaculares e pirâmides erguidas. Algumas das altíssimas estruturas ainda hoje permanecem como uma lembrança da primeira governante real de uma nação civilizada. Ela realmente foi "A Rainha mais Habilidosa de uma Antiguidade Distante" e permaneceu assim durante trinta e três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TIYE - A Rainha Núbia do Egito (1415 - 1340 antes de Cristo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma mulher sábia e bonita de Núbia capturou o coração do faraó, e assim ela mudou o curso da história. Amenhotep III, jovem dirigente egípcio, foi tão levado pela beleza, intelecto e vontade de Tiye, que ele desafiou os sacerdotes e os costumes de sua nação, proclamando esta, cidadã de Núbia como sua cônjuge real. Ele expressou publicamente de várias maneiras seu amor por sua linda rainha negra, fazendo dela uma pessoa célebre e rica em seus próprios direitos. Ele tomava vários conselhos dela em assuntos políticos e militares e depois declarou que, como ele tinha a tratado em vida, assim ela deveria ser descrita na morte, a sua igualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEFERTARI- Rainha Núbia de Egito (1292 - 1225 antes de Cristo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma das muitas grandiosas rainhas da Núbia, Nefertari é anunciada como a rainha que se casou para a paz. O matrimônio dela com o Rei Ramesés II do Egito, um dos últimos grandes faraós egípcios, começou estritamente como um movimento político, com o poder sendo compartilhado entre dois líderes. Isso não só se transformou em um dos maiores casos de amor na realeza da história, mas colocou um fim na guerra dos 100 anos entre Núbia e Egito. Mesmo até hoje, um monumento permanece em honra da Rainha Nefertari. Na realidade, o templo que Ramesés construiu para ela em Abu Simbel, é uma das maiores e mais belas estruturas construídas para honrar uma esposa e celebrar paz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rainha Amamishaketeu capitulo a parte:.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-5F6KIKyaWTo/TyP0QaDUieI/AAAAAAAABiE/Oi35Qa_F1G0/s1600/A%2BRainha%2BAmamishakete%2Be%2Bseu%2Bcompanheiro.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="233" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-5F6KIKyaWTo/TyP0QaDUieI/AAAAAAAABiE/Oi35Qa_F1G0/s400/A%2BRainha%2BAmamishakete%2Be%2Bseu%2Bcompanheiro.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rainha Amanirenas reinou na cidade Meroé e quando o imperador romano Augustus tentou impor um imposto aos cushitas, Amanirenas e seu filho Akinidad, realizaram um ataque violento a um forte romano na cidade Asuan. Augustus mandou as tropas romanas; comandadas pelo general Peroneus, retaliaram, mas, encontraram uma forte resistência de Amanirenas comandando as tropas que derrotou os romanos e os obrigaram a negociar a paz. Os cushitas detiveram o avanço dos romanos na África, e colocaram um busto de César Augustus enterrado debaixo de uma entrada em um templo. Nesta maneira, todos que entraram pisariam em sua cabeça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rainha Amamishakete e seu companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rainha Amanirenas era alta, muito forte e cega de um olho; venceu as tropas romanas no ano 23 a.C., obrigando Roma a trocar embaixadores e fecharam um acordo, onde Roma devolveu um território cushita, anteriormente pago em imposto. Outras rainhas também enfrentaram as tropas romanas.&lt;br /&gt;O exército africano de Cush derrotou inimigos egípcios, gregos e romanos.&lt;br /&gt;A civilização de Cush, com seu alfabeto, comércio e triunfos arquitetônicos é considerada por alguns estudiosos, como superior às civilizações mais desenvolvidas do mundo antigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MAKEDA- Rainha de Sheba (ou Sabá) (960 A.C.) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela deu para o rei 120 talentos de ouro, variados temperos e pedras preciosas; lá não chegou mais nenhuma abundância de temperos como estes que a Rainha de Sheba deu ao Rei Salomão ". (Reis, 10:10) A passagem Bíblica recorre aos presentes que Makeda apresentou ao Rei Salomão de Israel em sua famosa viagem para visitar o monarca de Judá. Mas o presente de Makeda para Solomon se estendeu além de objetos materiais; ela também lhe deu um filho, Menelik I. A notável semelhança do menino com o avô (o grande Rei Davi) incitou Salomão a re-batizar Menelik. Salomão mais tarde re-nomeou seu filho como seu próprio pai, o Rei Davi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hjWxbNL8noI/TyP0kDXxyZI/AAAAAAAABiQ/BxEuUyD2u_Q/s1600/imagesCA2S4YM6.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="183" width="276" src="http://3.bp.blogspot.com/-hjWxbNL8noI/TyP0kDXxyZI/AAAAAAAABiQ/BxEuUyD2u_Q/s400/imagesCA2S4YM6.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;NEFERTITI&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No século 14 antes de Cristo, Nefertiti reinou no Egito por mais de uma década durante o apogeu de uma civilização que influenciou toda a humanidade. Reverenciada por sua beleza, governou ao lado de Amenófis IV (Akhenaton) com status equivalente ao dele. Juntos, implementaram reformas culturais e religiosas, dentre elas o culto ao Deus Sol Aton. Foi imortalizada em templos mais do que qualquer outra rainha egípcia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CLEÓPATRA VI I- Rainha do Egito (69 - 30 antes de Cristo) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mais famosa das sete matriarcas com este nome, Cleópatra subiu ao trono aos dezessete anos. A jovem rainha é freqüentemente retratada de forma errada como uma caucasiana (raça branca), porém ela tinha descendência grega e africana. Dominando vários idiomas diferentes e vários dialetos africanos, ela foi um importante instrumento além das fronteiras do Egito. Esforçou-se para dar ao Egito a supremacia mundial, Cleópatra recrutou os serviços militares de dois grandes líderes romanos. Ela persuadiu Júlio César e, depois, Marco Antônio para renunciar as submissões romanas deles para lutar em nome do Egito. Porém, cada um conheceu a morte assim que os sonhos de conquistas de Cleópatra se realizaram. Desanimada, Cleópatra se matou, colocando um fim na vida da rainha africana.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Fiz9Hnwwa-0/TyP0yA93UKI/AAAAAAAABic/N_fP2WEQ0j4/s1600/FARA_1%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="399" src="http://1.bp.blogspot.com/-Fiz9Hnwwa-0/TyP0yA93UKI/AAAAAAAABic/N_fP2WEQ0j4/s400/FARA_1%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;NZINGA - Rainha Amazona de Matamba, África Ocidental (1582 - 1663) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas mulheres estiveram entre as grandes dirigentes da África, inclusive esta rainha angolana que era uma astuta diplomata e se sobressaiu bem como líder militar. Quando os escravizadores portugueses atacaram o exército do reino de seu irmão, Nzinga foi enviada para negociar a paz. Com habilidade surpreendente e tato político ela se impôs, apesar do fato de seu irmão ter matado uma criança dela. Mais tarde ela formou seu próprio exército contra os portugueses, e empreendeu uma guerra durante quase trinta anos. Estas batalhas viram um momento sem igual na história colonial quando Nzinga aliou sua nação aos os holandeses, fazendo assim a primeira aliança européia africana contra um opressor europeu. Nzinga continuou com sua considerável influência entre seus assuntos, apesar de estar em exílio forçado. Por causa de seu apelo pela liberdade e seu direcionamento para trazer a paz ao seu povo, Nzinga permanece como um forte símbolo de inspiração, além de ter sido uma mulher a frente do seu tempo pois havia sido educada por padres e com isso sabia ler e escrever, fato raro na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NANDI- Rainha da Terra Zulu (1778 - 1826) &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ano era 1786. O rei da terra Zulu era jubiloso. Sua esposa, Nandi, tinha dado luz a seu primeiro filho, que eles chamaram Shaka. Mas as outras esposas do Rei, que era ciumento e frio, o pressionaram a banir Nandi e o jovem menino em exílio. Firme e orgulhosa, ela criou seu filho com o tipo de treinamento e orientação que um herdeiro real deveria ter. Depois ela e seu filho foram finalmente recompensados e mais tarde Shaka retornou para se tornar o maior de todos os Reis Zulus. Até hoje o povo Zulu usa seu nome, "Nandi”, para se referir a uma mulher de alta estima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;NEHANDA - Guerreira do Zimbábue &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nascida em uma família religiosa, Nehanda exibiu liderança notável e habilidades organizacionais, e jovem se tornou uma das líderes religiosas mais influentes do Zimbábue. Quando os colonos ingleses invadiram o Zimbábue em 1896 e começaram a confiscar a terra e o gado, Nehanda e outros líderes declararam guerra. A princípio eles alcançaram grande sucesso, mas como os materiais se esgotaram, foram vencidos no campo de batalha. Nehanda foi capturada, culpada e executada por ordenar a matança de um notável e cruel chefe nativo. Apesar de estar morta por quase cem anos, Nehanda permanece o que ela era quando viva - a única pessoa mais importante na história moderna do Zimbábue, e ainda é chamada de Mbuya (avó) Nehanda por patriotas do Zimbábue.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tOD548f-UhQ/TyP1EoZby7I/AAAAAAAABio/Eklk6hxC0Lc/s1600/imagesCAEKC3GB.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="154" width="169" src="http://3.bp.blogspot.com/-tOD548f-UhQ/TyP1EoZby7I/AAAAAAAABio/Eklk6hxC0Lc/s400/imagesCAEKC3GB.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Negras Guerreiras: Constância de Angola, Zacimba Gaba, Mariana Criola, Felipa Maria, Teresa Rainha, Sabrina da Cruz, Teresa de Quatiretê, Luiza Mahin, são alguns outros exemplos de comando e resistência que continuaram a florescer por outras eras e civilizações. Várias luas se ergueram e se puseram no céu do continente negro. Um dia, rainhas e princesas de tribos e reinos se viram obrigadas ao trabalho forçado no novo mundo. Mas foi ali que fizeram multiplicar o sangue de muitas guerreiras, tornando–se quilombolas. Em terras tão distantes, ligadas ao passado, mulheres negras geraram o valor da bravura herdada de suas ancestrais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A palavra liberdade ganhou um significado mítico no Brasil, dando um novo sentido à vida levada entre a clausura e o trabalho forçado. Para elas, ser livre era também reverenciar seus costumes, reviver o passado soberano, encenar a memória dos seus antepassados. Em folguedos, foram eternizadas na glória real da corte negra. No novo continente, há o despertar para o misticismo trazido do outro lado do Atlântico. A construção da identidade africana no Brasil encontra nas celebrações e ritos toda uma reverência à mulher como mediadora entre os deuses e a humanidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-KnYrEKJ_91s/TyP1WVWYKwI/AAAAAAAABi0/HsMVwmh4j2A/s1600/imagesCAMK3AVN.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="184" width="274" src="http://3.bp.blogspot.com/-KnYrEKJ_91s/TyP1WVWYKwI/AAAAAAAABi0/HsMVwmh4j2A/s400/imagesCAMK3AVN.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Assim, tornaram-se as grandes mães negras como Mãe Menininha do Gantois(gantuá)e muitas outras sacerdotisas que exerceram o poder espiritual trazido de África por suas ancestrais no novo mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Majestade, soberana, guardiã da sagrada chama da vida. Derrama teu talento ao interpretar a história da raça; enfeitiça os sentidos com tua beleza negra, libertando corpo e alma. Eleva-te ao panteon das matriarcas ancestrais da África e invoca a rainha dentro de ti. Resgata a força feminina das guerreiras imortais, Rainhas Mães de todos os tempos, para abençoar e iluminar teus filhos, emanando o Axé, força que permite a realização da vida: que assegura a existência dinâmica; que possibilita os acontecimentos e as trasformações.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-4_E_tWz0M0g/TyPzSt1rqcI/AAAAAAAABhs/yCucGMmhkp4/s1600/faraos%2Bnegros.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="288" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-4_E_tWz0M0g/TyPzSt1rqcI/AAAAAAAABhs/yCucGMmhkp4/s400/faraos%2Bnegros.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;FONTES:Guetto/www.starnews2001.com.br/www.afroasia.ufba.br/www.dogon.lobi.ch/www.casadasafricas.org.br/www.firmaproducoes.com/LOPES, Nei. Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana, São Paulo: Selo Negro, 2004/civilizacoesafricanas.blogspot.com.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-6892538144550260408?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/6892538144550260408/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/nossa-historiaas-guerreiras-negras.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/6892538144550260408'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/6892538144550260408'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/nossa-historiaas-guerreiras-negras.html' title='NOSSA HISTORIA:AS GUERREIRAS NEGRAS'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fhi2MHmM8n0/TyPy2irQr3I/AAAAAAAABhg/NZ_D8V4rLYc/s72-c/al-maasai-warrior1_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-3428643624177726620</id><published>2012-01-27T02:51:00.000-08:00</published><updated>2012-01-27T02:53:13.673-08:00</updated><title type='text'>Nossa Historia: Tia Ciata...</title><content type='html'>No futuro, quando se fizer uma história do Brasil honesta e sincera, é que se poderá dar o valor devido à etnia negra na formação do povo brasileiro, principalmente na constituição de seu perfil cultural.&lt;br /&gt;Ainda está por ser feito o inventário da contribuição do negro na formação do povo brasileiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A pequena Africa Carioca...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-mgc7hdeoqwk/TyJ--WiMe0I/AAAAAAAABes/CIbbFmOgkIQ/s1600/CIATA.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="276" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-mgc7hdeoqwk/TyJ--WiMe0I/AAAAAAAABes/CIbbFmOgkIQ/s400/CIATA.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No século XIX, com o desenvolvimento da cultura do café no Sudeste, se manteria o fluxo escravagista para o Rio de Janeiro, e muitos negros viriam do Nordeste para as plantações do vale do Paraíba como para trabalhar no interior paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Abolição engrossa o fluxo de baianos para o Rio de Janeiro, liberando os que se mantinham em Salvador em virtude de laços com escravos, fundando-se praticamente uma pequena diáspora baiana na capital do país, gente que terminaria por se identificar com a nova cidade onde nascem seus descendentes, e que, naqueles tempos de transição, desempenharia notável papel na reorganização do Rio de Janeiro popular, subalterno, em volta do cais e nas velhas casas do Centro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quase em paralelo com a chegada dos iorubanos, se instalaram na mesma região os ex-combatentes da recém-terminada campanha de Canudos. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-4zvQpWFPfCA/TyJ_L8gaRnI/AAAAAAAABe4/LZi3N8fC1Yo/s1600/1254460202_1tia_ciata_e_tia_josefa.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="273" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-4zvQpWFPfCA/TyJ_L8gaRnI/AAAAAAAABe4/LZi3N8fC1Yo/s400/1254460202_1tia_ciata_e_tia_josefa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cerca de 10 mil soldados vieram para o Rio de Janeiro, sendo que muitos deles voltaram casados com mulheres baianas, com a promessa do Governo de ganhar casas na então capital federal e acabaram se instalando em caráter “provisório” nas encostas Morro da Providência, próximo desses bairros portuários e também da sede do então Ministério da Guerra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as casas prometidas nunca saíram do papel, pelo Morro da Providência acabaram mesmo ficando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Formaram ali uma comunidade que eles próprios denominaram de “favela”, referência a um morro que ficava nas proximidades de Canudos e que serviu de base e acampamento para os soldados republicanos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o passar do tempo, a expressão “favela” acabou virando sinônimo de construções irregulares das classes menos favorecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grupo baiano iria situar-se na parte da cidade onde a moradia era mais barata, na Saúde, perto do cais do porto, onde os homens, como trabalhadores braçais, buscam vagas na estiva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9Rwg9tX6Da4/TyJ_Zo7jzHI/AAAAAAAABfE/evXTjO7ByPQ/s1600/heitor_dos_prazeres.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="282" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-9Rwg9tX6Da4/TyJ_Zo7jzHI/AAAAAAAABfE/evXTjO7ByPQ/s400/heitor_dos_prazeres.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Com a brusca mudança no meio negro ocasionada pela Abolição, que extinguiu as organizações de nação ainda existentes no Rio de Janeiro, o grupo baiano tornar-se-ia uma nova liderança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos dos alforriados em Salvador ­trouxeram o aprendizado de ofícios urbanos, e às vezes algum dinheiro poupado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas principalmente a experiência de liderança nos candomblés, irmandades, nas juntas ou na organização de grupos festeiros, seriam a garantia do negro no Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A síntese dessa cultura negra do Rio de Janeiro, é uma das principais referências civilizatórias da moderna cultura nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A luta pela independência , pelo fim da escravidão, do racismo, do genocídio e da exploração desenfreada da força de trabalho passavam pela afirmação sócio-existencial constituinte da identidade negra através da implantação e expansão do processo civilizatório negro-africano no Brasil. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-5eSCVgw2CCs/TyKAB13xApI/AAAAAAAABfQ/e_PKeMH-UhA/s1600/africanos.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="276" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-5eSCVgw2CCs/TyKAB13xApI/AAAAAAAABfQ/e_PKeMH-UhA/s400/africanos.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da comunidade terreiro, centro irradiador dos valores da tradição, se desdobravam formas de atuação frente à sociedade neocolonial que se constituia paralelamente. &lt;br /&gt;Seguindo os passos de Oba Saniya e Bamboxê, Mãe Aninha ( Iya Oba Biyi) faria inúmeras viagens da Bahia para o Rio de Janeiro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oba Saniya e Bamboxê que também possuía o titulo de Balé Xango, estiveram no Rio de Janeiro por volta de 1886 e se instalaram no bairro da Saúde, plantando o axé de suas respectivas casas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O terreiro fundado por Bamboxê, após seu retorno à Bahia, foi segundo contam, entregue ao renomado João Alaba, que continuaria a tradição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No terreiro de João Alaba, Hilaria Batista de Almeida, Omo Oxum ( filha de oxum) conhecida por Tia Ciata, ocuparia o posto de Iyá Kekere ( Mãe Pequena). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa de João Alabá, de Omulu, dava continuidade a um candomblé nagô que havia sido iniciado na Saúde, talvez o primeiro do Rio de Janeiro, por Quimbambochê, ou Bambochê Obiticô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Africano que chega a Salvador num negreiro na metade do século XIX, junto com a avó da Iyalorixá Senhora, onde se tornou, depois de alforriado por sua irmã de nação Marcelina, um influente babalaô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A baiana Bebiana, irmã de santo da grande Ciata de Oxum, é figura central da primeira fase dos ranchos cariocas, ainda ligada ao ciclo do Natal, guardando em sua casa, no antigo largo de São Domingos, a lapinha, em frente à qual os cortejos iam evoluir no dia de Reis.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-FTvwBTxV1TA/TyKAQfWcaLI/AAAAAAAABfc/aIe3WmoeN9A/s1600/3%2Boxum.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="283" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-FTvwBTxV1TA/TyKAQfWcaLI/AAAAAAAABfc/aIe3WmoeN9A/s400/3%2Boxum.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as tias baianas que emigraram com tia Ciata, destacam-se tia Amélia (mãe de Donga), tia Presciliana de Santo Amaro (mãe de João da Baiana), tia Veridiana (mãe de Chico da Baiana).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tia Bebiana e suas irmãs-de-santo, Mônica, Carmem do Xibuca, Ciata, Perciliana, Amélia e outras, que pertenciam ao terreiro de João Alabá, formam um dos núcleos principais de organização e influência sobre a comunidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos nomes de negros valorosos haverão que ser lembrados, na constituição dos vários segmentos da cultura brasileira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tia Ciata nasceu em Salvador em 1854 e aos 22 anos levou o samba da Bahia para o Rio de Janeiro . Foi a mais famosa das tias baianas (na maioria iyalorixás do Candomblé que deixaram Salvador por causa das perseguições policiais) do início do século, eram negras baianas que foram para o Rio de Janeiro especialmente na última década do século 19 e na primeira do século 20 para morar na região da Cidade Nova, do Catumbi, Gamboa, Santo Cristo e arredores. Logo na chegada ao Rio de Janeiro, conheceu Noberto da Rocha Guimarães, envolvendo-se com ele, então, e acabou ficando grávida de sua primeira filha lhe dando o nome de Isabel. O caso dos dois não foi adiante. Ela acabou se separando de Noberto e, para sustentar a filha, começou a trabalhar como quituteira na Rua Sete de Setembro, sempre paramentada com suas vestes de baiana. Era na comida que ela expressava suas convicções religiosas, ou seja, a sua fé no candomblé. Religião proibida e perseguida naqueles tempos. Ia para o ponto de venda com sua roupa de baiana uma saia rodada e bem engomada, turbante e diversos colares (guias ou fio-de-contas) e pulseiras sempre na cor do orixá que iria homenagear. O tabuleiro era famoso e farto, repleto de bolos e manjares que faziam a alegria dos transeuntes de todas as classes sociais.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-zxdSSXDyBIc/TyKAcxJaxII/AAAAAAAABfo/Kqz0bCXZ28M/s1600/257745690_b76b28ff6e.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="355" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-zxdSSXDyBIc/TyKAcxJaxII/AAAAAAAABfo/Kqz0bCXZ28M/s400/257745690_b76b28ff6e.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais tarde, Tia Ciata casou-se com João Batista da Silva, que para aquela época era um negro bem-sucedido na vida. Deste casamento resultaram 14 filhos, uma relação fundamental para a sua afirmação na Pequena África, como era conhecida a área da Praça Onze nesta época. Recebia todos os finais de semana em sua casa, nos pagodes, que eram festas dançantes, regadas a música da melhor qualidade e claro seus quitutes. Partideira reconhecida, cantava com autoridade respondendo aos refrões das festas, que se arrastavam por dias. Tia Ciata cuidava para que a comida estivesse sempre quente e saborosa e o samba nunca parasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em sua casa que se reuniram os maiores compositores e malandros, como Donga, Sinhô e João da Baiana, para saraus. A hospitalidade dessas baianas fornecia a base para que os compositores pudessem desenvolver no Rio de Janeiro. A casa da Tia Ciata na Praça Onze era tradicional ponto de encontro de personagens do samba carioca, tanto que nos primeiros anos de desfile das escolas de samba, era "obrigatório" passar diante de sua casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Normalmente, a polícia perseguia estes encontros, mas Tia Ciata era famosa por seu lado curandeiro e foi justamente um investigador e chofer de polícia, conhecido como Bispo que proporcionou a ela uma interessante história envolvendo o presidente da República, Wenceslau Brás. O presidente estava adoentado em virtude de uma ferida na perna que os médicos não conseguiam curar e este investigador então disse ao então Presidente que Tia Ciata poderia curá-lo. Feito isto, foi falar com ela, dizendo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Ele é um homem, um senhor do bem. Ele é o criador desse negócio da Lei de um dia não trabalha..."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ela respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- "Quem precisa de caridade que venha cá."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela então incorporou um Orixá que disse aos presentes haver cura para a tal ferida e recomendou a Wenceslau Brás que fizesse uma pasta feita de ervas que deveria ser colocada por três dias seguidos. O Presidente ficou bom e em troca ofereceu a realização de qualquer pedido. Tia Ciata respondeu que não precisava de nada, mas que seu marido sim, pedindo para o Presidente um trabalho no serviço público, "pois minha família é numerosa", explicou ela.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-_3CcLYdLgwo/TyKAqXL-0HI/AAAAAAAABf0/yoQmkU0JX9Y/s1600/sam.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-_3CcLYdLgwo/TyKAqXL-0HI/AAAAAAAABf0/yoQmkU0JX9Y/s400/sam.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos doces, Tia Ciata alugava as roupas de baiana para os teatros para que fossem usados como figurinos de peça e para o Carnaval dos clubes. Nesta época, mesmo os homens, se vestiam com as suas fantasias, se divertindo nos blocos de rua. Com este comércio, muita gente da Zona Sul da cidade, da alta sociedade, ia à casa da baiana e passando assim a freqüentar as suas festas. Era nessas festas que Tia Ciata passou a dar consultas com seus orixás. Sua casa é uma referência na história do samba, do candomblé e da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1910, morre seu marido João Batista da Silva, mas ela já havia conquistado o seu lugar de estrela no universo do samba carioca. Era respeitada na cidade, coisa de cidadão, muito longe da realidade comum dos negros de sua época. Todo o ano, durante o Carnaval, armava uma barraca na Praça Onze, reunindo desde trabalhadores até a fina flor da malandragem. Na barraca eram lançadas as músicas, as conhecidas marchinhas, que ficariam famosas no Carnaval do Rio de Janeiro. Tia Ciata morreu em 1924, mas até hoje é parte fundamental da memória do samba. Curiosamente, existem pouquíssimas imagens de Tia Ciata. Tia Ciata era uma mulher muito respeitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraordinária Mulher, Hilária Batista de Almeida a mais popular das Tias Baianas da Praça Onze, Organizava Saraus concorridíssimos na sua casa, na rua Visconde de Itauna 117 onde tocavam, cantavam e dançavam o Miudinho, que sempre foi muito lembrado e comentado por Paulinho da Viola. A Casa da Tia Ciata era freqüentada por Pixinguinha, Donga, Heitor dos Prazeres, Mário de Almeida Sinhô e toda uma Turma que acompanhava estes mestres, onde haviam muitos malandros, e que pela força Divina da Nossa Música Brasileira nunca houve problemas registrados, estragando esta linda História do surgimento e florescimento inicial do Samba no Rio de Janeiro. Um Tempo Heróico e uma gente Inspirada, que tanto elevam e honram a nossa Cultura Musical, dando orgulho de ser Brasileiro e do Samba, porque quem não gosta do Samba, bom sujeito não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-lNV4T3Gg3OA/TyKA4gBJppI/AAAAAAAABgA/crhq2P89LP8/s1600/samba.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="291" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-lNV4T3Gg3OA/TyKA4gBJppI/AAAAAAAABgA/crhq2P89LP8/s400/samba.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Fonte:enciclopédia livre/www.flogao.com.br/czeiger.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-3428643624177726620?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/3428643624177726620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/nossa-hitria-tia-ciata.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/3428643624177726620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/3428643624177726620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/nossa-hitria-tia-ciata.html' title='Nossa Historia: Tia Ciata...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-mgc7hdeoqwk/TyJ--WiMe0I/AAAAAAAABes/CIbbFmOgkIQ/s72-c/CIATA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-4151054651051325222</id><published>2012-01-25T11:00:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T12:04:56.117-08:00</updated><title type='text'>Fórum Social Mundial já começou aprevisão e de reunir 40 mil em Porto Alegre.</title><content type='html'>Em Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo, de 24 a 29 de janeiro, a atração recebe o nome de Fórum Social Temático (FST), cujo tema é “Crise Capitalista, Justiça Social e Ambiental”. São esperados 40 mil participantes nas 900 atividades realizadas nas quatro cidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-a3CUVNYgtbI/TyBUgVC1yrI/AAAAAAAABeI/pVVibpoYdAQ/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="246" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-a3CUVNYgtbI/TyBUgVC1yrI/AAAAAAAABeI/pVVibpoYdAQ/s400/untitled.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Entendo o Fórum Social como uma oportunidade para que pessoas e organismos dedicados à inovação social possam se encontrar, debater e criar redes. Estou convencido de que os movimentos dos `Indignados` e `Occupy` podem trazer uma visão atualizada sobre medidas de ação e organização em rede", disse à AFP Domenico de Siena, que participou do movimento na Espanha que ocupou grandes praças em protesto contra a crise financeira e as soluções de austeridade do governo do país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que marcou presença durante vários anos em Davos, Dilma deverá se ausentar do encontro suíço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois eventos discutirão a crise mundial e, embora as propostas de solução sejam diametralmente opostas, Davos incorporou em seus debates alguns dos princípios do altermundialismo, como uma taxa para as transações financeiras e o controle dos mercados financeiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Fórum Social Mundial nasceu em 2001 em Porto Alegre, quando surpreendeu o mundo ao atrair 20.000 ativistas sob o lema "Outro Mundo é Possível", um grito unânime para rejeitar o mundo governado pelos senhores do capital.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A última edição do evento foi celebrada em 2011 em Dacar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O Fórum Social Mundial nasceu aqui, em Porto Alegre, há doze anos, para contestar a arrogância neoliberal do Fórum Econômico de Davos. Dissemos claramente que queríamos outro mundo. Agora, precisamos construir os caminhos, as alternativas", disse à AFP Candido Grzybowski, coordenador do fórum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimas agendas:&lt;br /&gt;25/1/2012 | 14h09 - Brasil e Venezuela vão se unir para combater o crime organizado e o tráfico&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/1/2012 | 13h32 - Policiais rodoviários federais se capacitam para agir contra motoristas bêbados &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/1/2012 | 11h40&lt;br /&gt;Rumores de mortes no Pinheirinho se multiplicam na internet&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/1/2012 | 11h18 - ONG abre processo para apurar abusos em Pinheirinho&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/1/2012 | 11h15 - Quinze atletas paraolímpicos vão receber ajuda da prefeitura do Rio para treinos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/1/2012 | 10h40&lt;br /&gt;Líder do MST compara desocupação à ação policial na fazenda da Cutrale&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confirmaram presença no evento a presidente Dilma Rousseff, o diretor-geral da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), José Graziano da Silva, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, os sociólogos Boaventura de Sousa Santos, Emir Sader e Ignacio Ramonet, além dos músicos Fito Paez e Gilberto Gil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-K33mMUtDg28/TyBUtEvWtyI/AAAAAAAABeU/gipfNoH3NpY/s1600/manifestacao-no-primeiro-dia-do-forum-social-mundial-em-dacar-senegal-1297031577641_300x300.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="300" src="http://1.bp.blogspot.com/-K33mMUtDg28/TyBUtEvWtyI/AAAAAAAABeU/gipfNoH3NpY/s400/manifestacao-no-primeiro-dia-do-forum-social-mundial-em-dacar-senegal-1297031577641_300x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, o fórum traz ainda representantes de grandes movimentos sociais pelo mundo. Neste ano, participam do evento representantes dos estudantes do Chile, da Primavera Árabe, do Occupy Wall Street e dos Indignados da Espanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição 2012 traz como uma das prioridades a preparação para a Reunião dos Povos – encontro que os movimentos sociais celebrarão em paralelo ao Rio+20, conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, que receberá chefes de Estado do mundo todo em junho, no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presidente Dilma participa do fórum na quinta-feira (26) durante o evento “Diálogos entre Sociedade Civil e Governos”, onde serão abordados temas como a crise econômica, as políticas públicas de combate à pobreza e as diretrizes brasileiras para a conferência de junho. Com a participação, a presidente dá sequência à tradição de Luiz Inácio Lula da Silva, que esteve presente em todas as edições do evento no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-g7FElHm7Tz0/TyBVXcov6_I/AAAAAAAABeg/fhyv8UtmnY4/s1600/indio1.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="276" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-g7FElHm7Tz0/TyBVXcov6_I/AAAAAAAABeg/fhyv8UtmnY4/s400/indio1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já no Fórum Econômico Mundial, em Davos, Dilma será representada pelos ministros das Relações Exteriores, Antônio Patriota, e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Fernando Pimentel.&lt;br /&gt;Outras duas atrações do chamado Fórum Social Temático são o Fórum Mundial da Educação, o Fórum Social Temático da Saúde e Seguridade Social, e o Conexões Globais 2.0, todos em Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fontes:noticias.uol.com.br/www.diariodepernambuco.com.br&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-4151054651051325222?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/4151054651051325222/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/forum-social-mundial-ja-comecou.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4151054651051325222'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4151054651051325222'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/forum-social-mundial-ja-comecou.html' title='Fórum Social Mundial já começou aprevisão e de reunir 40 mil em Porto Alegre.'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-a3CUVNYgtbI/TyBUgVC1yrI/AAAAAAAABeI/pVVibpoYdAQ/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-6276021174347366940</id><published>2012-01-25T10:47:00.000-08:00</published><updated>2012-01-25T10:47:48.869-08:00</updated><title type='text'>Rio Comunitário -2012 Presentation</title><content type='html'>Hi there friends,&lt;br /&gt;City Estatute, a Federal Law number 10.257/2001, It was criated to regularize two importants articles from Brazillian Federal Constituition numbers, 182 and 183. These articles present practice, clear and objective directions to be instaurated in city over, 20.000 habitant, after their respective Director Plan approbation, in respect with these... articles: IT ONLY CAN BE CONSIDERED REAL, PROPRIETIES THAT PRESERVES, ALL SOCIAL FUNCTION OF THE CITY.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-fripRT2Ou14/TyBOAZQMifI/AAAAAAAABdw/Ky8dmB7j9rE/s1600/NN.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="225" width="225" src="http://4.bp.blogspot.com/-fripRT2Ou14/TyBOAZQMifI/AAAAAAAABdw/Ky8dmB7j9rE/s400/NN.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We understand that, social function of the city, in according with the article 1° Law Nº 11.481 from May 31st 2007, The Executive Power intermediated by Planning Ministry are responsible to realize: Control, identify area demark, follow up and regularize, from all Union Propriety and also irregular occupation of the urban area. In fact it isn’t the true, our city still in an irregular process growing up, the poor population, are living in misery and sub human situation. The Public Power would have to improve up the regularization of our poor population and promote its social inserting. The Federal Constitution in article Nº 30 that all government scale have to firm contracts to make accessible the process.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rio de Janeiro communities organized by PROGRAMA RIO COMUNITÁRIO, agree that, all regularizations process in RIO is more than a social problem, it have to be faced as a Public Order responsibility.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FAFRIO – Federação das Associações de Favelas do Município do Rio de Janeiro and all of our associated communities believe that, Rio Comunitário Program success depends on a population and government real integration. We can say that, the most miserable situation communities really need support to show their voice and shout up, by their own representation, they expect a more human, just and opportunity city,. Unfortunately we weren’t able to be in SFM, so what can we do to show the world that, Rio de Janeiro is more than a 2016 Olympic Games city.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-R63XAA9ZkDM/TyBOQYtInMI/AAAAAAAABd8/2q6XHJeMVU8/s1600/1856-7537-0-0_1619892.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="318" width="243" src="http://4.bp.blogspot.com/-R63XAA9ZkDM/TyBOQYtInMI/AAAAAAAABd8/2q6XHJeMVU8/s400/1856-7537-0-0_1619892.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;FAFRIO – Federação das Associações de Favelas do Município do Rio de Janeiro, And all of our communities are looking for a social control and participation, so we’d like to know, how can we get in touch and participate from SFM on line, in fact I’m worried because I’ll have to give them a Federation position, by the way, I’ll send you in annex the construction our RIO COMUNITÁRIO PRESENTATION.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thanks for your attention,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:Venicio Bramer&lt;br /&gt;DESENVOLVIMENTOSOCIAL FAFRIO/UNEGRO BRAZIL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-6276021174347366940?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/6276021174347366940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/rio-comunitario-2012-presentation.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/6276021174347366940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/6276021174347366940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/rio-comunitario-2012-presentation.html' title='Rio Comunitário -2012 Presentation'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-fripRT2Ou14/TyBOAZQMifI/AAAAAAAABdw/Ky8dmB7j9rE/s72-c/NN.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-3054209507828067260</id><published>2012-01-24T03:15:00.000-08:00</published><updated>2012-01-24T03:15:00.632-08:00</updated><title type='text'>Nossa História:Manoel Congo</title><content type='html'>Manoel Congo foi o líder da maior rebelião de escravos que ocorreu na região do vale do Paraíba do Sul, especificamente em Paty do Alferes, no Rio de Janeiro. Morreu enforcado em 6 de setembro de 1839. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-fvvk-ZXlAkI/Tx6PD0YlYsI/AAAAAAAABZo/xZudhIlJXrM/s1600/animacao-congo-01.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="234" width="326" src="http://1.bp.blogspot.com/-fvvk-ZXlAkI/Tx6PD0YlYsI/AAAAAAAABZo/xZudhIlJXrM/s400/animacao-congo-01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em 1838, o centro da economia nacional passava a ser a região sul fluminense, na qual ocorria um intenso desmatamento de terras e introdução do cultivo do café. Cerca de 70% do café exportado pelo Brasil naquela data era colhido nas terras da Vila de Vassouras que incluíam este atual município, mais os de Mendes, Paty do Alferes, Miguel Pereira e parte de Paracambi. As plantações de café também se expandiam pelos municípios vizinhos de Valença e Paraíba do Sul e já eram o principal sustentáculo econômico do Império do Brasil. Paty do Alferes era a mais rica das freguesias de Vassouras e o local original de colonização da região, já que era o caminho mais antigo entre o porto do Rio de Janeiro e as Minas Gerais.&lt;br /&gt;O intenso crescimento econômico da região causava uma grande necessidade de mão-de-obra escrava que era comprada em outros Estados ou importada da África. Esta foi a época em que o Brasil mais importou escravos da África.&lt;br /&gt;A população da então vila de Vassouras crescia rapidamente com a expansão da lavoura do café, mas a população de escravos era bem superior a de pessoas livres, brancas ou não. Em 1840, Vassouras tinha 20.589 habitantes, dos quais 6.225 livres e 14.333 escravos. Por volta de 1850, a população atingiu 35.000 pessoas (a mesma população do município atual, embora numa área bem menor).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maior parte dos escravos era constituída por homens jovens nascidos na África. Segundo dados de 1837-1840, cerca de 75% dos escravos da região eram africanos, 68% tinha idade na faixa entre 15 e 40 anos, 73,7% eram homens. Os escravos homens e jovens eram os preferidos pois a maior parte do trabalho consistia em derrubar matas, plantar e capinar, o que requeria grande vigor físico. Entretanto, os escravos africanos eram temidos pela rebeldia ou pouco apreciados por não conheceram ainda a língua, os costumes e a religião da terra.&lt;br /&gt;A Revolta dos Malês ocorrida na Bahia em 1835 espalhou o medo de novas revoltas por todo o Império. Denúncias e boatos de revoltas eram comuns em todo lugar onde havia muitos escravos. Os "pretos minas", nascidos na costa ocidental da África, eram especialmente temidos por seu envolvimento na Revolta dos Malês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-qqegAQ2rXvY/Tx6PZNYKtZI/AAAAAAAABaA/9EFDMvYDz7I/s1600/1186291625_untitled1_copy.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="353" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-qqegAQ2rXvY/Tx6PZNYKtZI/AAAAAAAABaA/9EFDMvYDz7I/s400/1186291625_untitled1_copy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Manoel Congo&lt;br /&gt;Contava-se que Manoel Congo era um negro forte e habilidoso, de pouca fala e sorriso escasso. Como era comum entre os escravos nascidos na África, seu nome era composto por um prenome português associado ao nome de sua "nação" ou região de origem.&lt;br /&gt;Pertencia ao capitão-mor de ordenanças Manoel Francisco Xavier, dono de centenas de escravos e das fazendas Freguesia e Maravilha em Paty do Alferes.&lt;br /&gt;Era ferreiro, ofício que requer treinamento e habilidade, o que certamente lhe dava status superior entre os outros escravos e maior valor econômico perante os senhores. A sociedade da época tinha grande carência de ferreiros e marceneiros, tanto que, em 1832, foi criada em Vassouras a "Sociedade Promotora da Civilização e da Indústria" que, entre outras coisas, treinava os escravos considerados mais hábeis e inteligentes no ofício de ferreiro. Coincidentementemente, na cultura dos Kimbundos, grupo étnico angolano que contribuiu com muitos escravos para a região, o ofício de ferreiro era uma ocupação exclusiva de reis e nobres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marianna Crioula&lt;br /&gt;Marianna Crioula era uma escrava, como indica o nome, nascida no Brasil, com cerca de 30 anos na época. Era costureira e mucama (escrava de companhia) de Francisca Elisa Xavier, esposa do capitão-mor Manoel Francisco Xavier. Foi descrita como sendo a "preta de estimação", assim como uma das escravas mais dóceis e confiáveis da sua patroa.&lt;br /&gt;Apesar de ser casada com o escravo José, que trabalhava na lavoura, vivia e dormia na casa-grande, sinal de que tinha privilégios concedidos pelos senhores. Na época, os homens eram cerca de 90% dos escravos traficados da África e cerca de 75% dos escravos que trabalhavam nas fazendas de café, portanto um casal de escravos era raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-ILkU9q6qtk8/Tx6Pnl1AGhI/AAAAAAAABaM/J0IsfjH9R1w/s1600/imagesCAIDJM94.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="252" width="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-ILkU9q6qtk8/Tx6Pnl1AGhI/AAAAAAAABaM/J0IsfjH9R1w/s400/imagesCAIDJM94.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O capitão-mor Manoel Francisco Xavier era um rico proprietário que possuía três fazendas em Paty do Alferes: Freguesia (atual Aldeia de Arcozelo), Maravilha e Santa Tereza, além do sítio da Cachoeira. Manoel Francisco Xavier era casado com Francisca Elisa Xavier, futuramente agraciada com o título de baronesa da Soledade, a primeira do nome.&lt;br /&gt;O coronel Francisco Peixoto de Lacerda Wernek, que comandou a repressão da revolta, escreveu na época da perseguição e julgamento, vários memorandos ao presidente da província do Rio de Janeiro. Em um deles, explica as causas da revolta em curso escrevendo: "há muito tempo que se receava o que hoje acontece, por fatos que se têm observado entre esta escravatura" (...) "homens brancos, feitores e capatazes, foram espancados e até assassinados pelos escravos" (...) ""escravos foram castigados até morrer" (...) [ocorrem] "iniqüidades, falta de ordem e falta de pulso". Segundo o coronel Lacerda Wernek, o capitão-mor não sabia tratar seus escravos, sendo às vezes muito leniente, outras extremamente severo.&lt;br /&gt;O inventário dos bens de Manoel Francisco Xavier, feito com sua morte em 1840, dois anos depois da revolta de Manoel Congo, relaciona 449 escravos dos quais 85% eram homens e 80% eram africanos.&lt;br /&gt;Rebelião e fuga&lt;br /&gt;Em 5 de novembro de 1838, o capataz da fazenda Freguesia matou o escravo africano Camilo Sapateiro a tiros quando este ia sem autorização para a fazenda Maravilha. Os escravos tentaram linchar o capataz, mas foram contidos. Nenhuma punição foi dada ao assassino e o clima de revolta se estabeleceu nas senzalas das duas fazendas do capitão-mor Manoel Francisco Xavier.&lt;br /&gt;Por volta da meia-noite, as portas das senzalas da fazenda Freguesia foram arrombadas e um grupo de cerca de 80 negros cruzou correndo o pátio, chamou as escravas domésticas que dormiam no sobrado, arrombou os depósitos e se armou com facões e uma velha garrucha.&lt;br /&gt;Os revoltosos fugiram e se esconderam nas matas da fazenda Santa Catarina, propriedade do capitão Carlos de Miranda Jordão. Na noite seguinte, os revoltosos saíram da mata fora até a fazenda da Maravilha que também pertencia a Manoel Francisco Xavier. Ameaçaram matar o capataz, mas este fugiu para o telhado da casa; espancaram um escravo que não quis participar da revolta; colocaram uma escada na janela da cozinha para que as escravas domésticas que lá dormiam pudessem fugir; abriram as senzalas e chamaram os outros escravos para juntarem-se a eles; arrombaram os depósitos de mantimentos; pegaram os porcos capados que ainda estavam na engorda; e finalmente fugiram com todas ferramentas e mantimentos que puderam carregar. No caminho, o grupo ainda passou pela fazenda Pau Grande, pertencente a Paulo Gomes Ribeiro de Avelar, que ficava perto, onde libertou mais escravos das senzalas. Neste momento, os fugitivos já eram mais de cem, a maior parte armada com facões e outras armas cortantes.&lt;br /&gt;Sabendo dos eventos, vários escravos também fugiram das fazendas São Luís da Boa Vista, Cachoeira, Santa Teresa, Monte Alegre, além de outras não registradas nos documentos históricos. Em torno de 300 a 400 escravos seguiram pelas matas então cerradas da Serra da Estrela, a caminho da Serra da Taquara. Algum planejamento prévio pode ter ocorrido, pois foi rápida a adesão de escravos das outras fazendas e houve pontos de encontros nas matas para os vários grupos.&lt;br /&gt;Manoel Congo foi certamente o principal líder da revolta, e neste momento deve ter se "juntado" com Marianna Crioula, tanto que os dois foram posteriormente delatados como o "rei" e "rainha" do grupo de sublevados. Um escravo tinha a função de "vice-rei"; supõe-se que fosse Epifânio Moçambique, africano da nação Munhambane, escravo da fazenda Pau Grande, mas pode ter sido algum outro que foi morto em combate.&lt;br /&gt;Vários grupos de fugitivos caminhavam pela mata e, no final de cada tarde, montavam um rancho para pernoite. Não é claro que os negros fugidos pretendiam formar um quilombo. Talvez pensassem em voltar, pois a sobrevivência nas matas requer conhecimentos especiais e, como os fatos mostrariam, era forte o poder de retaliação da sociedade escravocrata. Considerando que não houve qualquer violência de centenas de escravos armados com facões contra pessoas brancas, nem que qualquer dano ou prejuízo foi causado a outras propriedades exceto às do capitão-mor Manoel Francisco Xavier, pode-se até supor a fuga poderia ser parte de uma negociação futura por melhores condições de trabalho, algo que não era incomum na época. O que certamente surpreendeu e amedrontou as classes dominantes foi o fato de ter havido uma fuga em massa.&lt;br /&gt;Luta e captura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DKzzKUaDIxM/Tx6PNxLJTNI/AAAAAAAABZ0/dUz4kBU1Plc/s1600/imagesCA0LLOUK.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="169" width="298" src="http://1.bp.blogspot.com/-DKzzKUaDIxM/Tx6PNxLJTNI/AAAAAAAABZ0/dUz4kBU1Plc/s400/imagesCA0LLOUK.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitão-mor Manoel Francisco Xavier, proprietário das fazendas saqueadas e da maioria dos escravos fugitivos, pediu ajuda ao juiz de paz da freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Paty do Alferes, tenente-coronel José Pinheiro de Souza Vernek, porém demonstrando que o fazia com má-vontade. É compreensível pois ele não queria perder escravos em combates; melhor seria se eles voltassem ao trabalho sem ferimentos e do modo mais pacífico possível. Além disto, tinha tido um longo conflito político com o sargento-mor, depois padre, Inácio de Sousa Vernek[1], avõ do juiz de paz José Pinheiro de Souza Vernek e do coronel-chefe da 13ª Legião da Guarda Nacional, Francisco Peixoto de Lacerda Vernek.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-Bnna4QAC_yo/Tx6P2oxwKMI/AAAAAAAABaY/0QfYqqMwnws/s1600/VOZES_%257E1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="225" width="224" src="http://3.bp.blogspot.com/-Bnna4QAC_yo/Tx6P2oxwKMI/AAAAAAAABaY/0QfYqqMwnws/s400/VOZES_%257E1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alarmado com a quantidade de fugitivos, o juiz de paz José Pinheiro imediatamente enviou mensagem ao seu primo, o coronel-chefe da 13ª Legião da Guarda Nacional, Francisco Peixoto de Lacerda Vernek, futuro barão de Pati do Alferes, pedindo-lhe providências, em prol "da ordem e do sossego público". A 13ª Legião da Guarda Nacional era sediada em Valença e também mantinha a ordem pública nas vilas de Vassouras e Paraíba do Sul.&lt;br /&gt;As notícias de fuga em massa de escravos geraram pânico entre os fazendeiros da região. Apenas 48 horas após o último incidente, o coronel Lacerda Vernek já havia reunido 160 homens da Guarda Nacional bem armados e prontos para a luta. Ao mesmo tempo, enviou um memorando ao presidente da província do Rio de Janeiro informando-o dos fatos e solicitando auxílio. No mesmo documento, o falastrão coronel Lacerda Vernek enfatizou a motivação das suas tropas escrevendo: "... nesta ocasião dirigi a meus camaradas um discurso, cuja leitura enérgica produziu um efeito admirável, fazendo ressoar por alguns momentos entusiasmados vivas".&lt;br /&gt;A tropa liderada pelo coronel Lacerda Vernek, acompanhado pelo juiz de paz José Pinheiro, reuniu-se na fazenda Maravilha no dia 10 de novembro. No dia seguinte, partiram em perseguição aos escravos revoltosos. A localização das rotas de fuga foi fácil e o avanço foi rápido, pois os fugitivos caminhavam tendo que abrir picadas na densa mata que então existia na região.&lt;br /&gt;Como contou o coronel Lacerda Vernek em um dos seus memorandos, no dia 11 de novembro, às 5 horas da tarde, depois de algumas léguas e horas de busca, "sentimos golpes de machado e falar gente". Haviam descoberto o grupo principal de fugitivos que avançava mais lentamente com crianças, velhos e mulheres. Os fugitivos perceberam que tinham sido alcançados e se preparou para a luta. A tropa avançou angulada como uma cunha e exigiu a rendição de todos. Manoel Congo incitou um ataque. O coronel Lacerda Vernek escreveu que os escravos "fizeram uma linha", e pegaram as armas, "umas de fogo, outras cortantes", e gritaram: "Atira caboclo, atira diabos". "Este insulto foi seguido de uma descarga que matou dois dos nossos e feriu outros dois. Quão caro lhes custou! Vinte e tantos rolaram pelo morro abaixo à nossa primeira descarga, uns mortos e outros gravemente feridos, então se tornou geral o tiroteio, deram cobardemente costas, largando parte das armas; foram perseguidos e espingardeados em retirada e em completa debandada."(...)"Notei que nem um só fez alto quando se mandava parar, sendo preciso espingardeá-los, pelas pernas. Uma crioula de estimação de Dona Francisca Xavier não se entregou senão a cacete, e gritava: morrer sim, entregar não!!!".&lt;br /&gt;Finalmente, os sobreviventes foram cercados e obrigados a se render. Neste único combate foram presos o "rei' Manoel Congo e a "rainha" Mariana Crioula. Os mantimentos e as armas tinham sido abandonados na pressa da fuga pela vida. Outros fugitivos foram capturados nos dias seguintes sem haver combates ou mortes.&lt;br /&gt;Não se conseguiu capturar um grupo de fugitivos comandado por um certo João Angola, que escapou do combate por não ter comparecido ao ponto de encontro com o grupo de Manoel Congo. No dia anterior ao combate final, o grupo de João Angola foi visto tentando assaltar uma fábrica de pólvora da região, mas fugiu em direção à Serra do Couto, próxima à Serra da Estrela.&lt;br /&gt;Vários grupos vagaram pela floresta durante dias até que a fome os obrigou a voltar. Os escravos fugitivos saiam das matas e procuravam uma fazenda próxima a de sua fazenda de origem, cujo proprietário fosse conhecido por tratar bem os escravos. Então pediam a ele que os "apadrinhasse", isto é, que os escoltasse de volta à fazenda de origem, protegendo-os de grupos armados que poderiam encontrar pelo caminho e que solicitasse ao senhores de quem fugiram que os perdoasse pela fuga.&lt;br /&gt;Posteriormente, no dia 14 de novembro, chegou uma tropa de 50 homens do Exército, a Polícia de Niterói, enviada pela presidência da província do Rio de Janeiro. O comando era do Tenente CoronelLuís Alves de Lima, futuro duque de Caxias, que assim, escapou por pouco de macular sua carreira, pois a ordem pública já havia sido restaurada e não era mais necessário perseguir escravos fugitivos.&lt;br /&gt;Julgamento e execução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Ph873pYWtS8/Tx6QY2feTcI/AAAAAAAABak/CDF_pYZfePs/s1600/229152_1368598912719_1764090721_594270_2336291_a.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="178" width="180" src="http://2.bp.blogspot.com/-Ph873pYWtS8/Tx6QY2feTcI/AAAAAAAABak/CDF_pYZfePs/s400/229152_1368598912719_1764090721_594270_2336291_a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter havido mais de 300 fugitivos, apenas dezesseis foram levados a julgamento: Manoel Congo, Pedro Dias, Vicente Moçambique, Antônio Magro, Justino Benguela, Belarmino, Miguel Crioulo, Canuto Moçambique, Afonso Angola, Adão Benguela, Marianna Crioula, Rita Crioula, Lourença Crioula, Joanna Mofumbe, Josefa Angola e Emília Conga. Todos eles eram escravos do capitão-mor Manoel Francisco Xavier, que assim foi indiretamente punido pelos outros fazendeiros por não ter controlado seus escravos e, conseqüentemente, ter balançado o frágil equilíbrio social da próspera região. Os escravos pertencentes a outros fazendeiros não foram julgados, inclusive aqueles que tiveram participação importante nos eventos. Por exemplo, o escravo Epifânio Moçambique, que pertencia ao dono da fazenda Pau Grande, foi citado por várias testemunhas como um dos líderes ao lado de Manoel Congo e talvez tenha sido o "vice-rei" da rebelião, porém foi apenas interrogado no processo penal.&lt;br /&gt;Os réus foram conduzidos em ferros para serem julgados em Vassouras, a então vila a que estava subordinada a então freguesia de Paty do Alferes. O povo reuniu-se para assistir à sua chegada. Uma das escravas aprisionadas, talvez Marianna Crioula, gritou que preferia morrer a voltar ao cativeiro, o que causou tumulto na multidão que tentou linchá-la.&lt;br /&gt;Dos dezesseis réus, nove eram homens e sete mulheres, onze eram africanos e cinco eram crioulos, dez eram trabalhadores especializados ou domésticos e apenas dois eram trabalhadores da roça sem especialização. Os trabalhadores especializados eram ferreiros, como Manoel Congo, carpinteiros ou caldeireiros; todas as mulheres eram trabalhadoras domésticas especializadas como lavadeiras, costureiras ou enfermeiras.&lt;br /&gt;Os trabalhadores especializados e doméstico tinham mais prestígio entre os demais escravos e perante os senhores, portanto assumiam mais facilmente as posições de liderança. Além disto tinham maior facilidade de movimentação entre as fazendas, o que facilitava o contato com parceiros e a organização de fugas. Isto posto, é possível que tenham planejado a insurreição e fuga, embora este plano possa ter existido apenas na imaginação de senhores de escravos amedrontados com a recente Revolta dos Malês na Bahia.&lt;br /&gt;Da manhã de 22 de janeiro de 1839 até o dia 31 do mesmo mês, o tribunal se reuniu na Praça da Concórdia, diante da Igreja Matriz da Vila de Vassouras. O julgamento foi presidido pelo juiz interino Inácio Pinheiro de Souza Verneck, irmão do juiz de paz José Pinheiro de Souza Vernek e, portanto, também primo do coronel Lacerda Vernek.&lt;br /&gt;A participação de Mariana Crioula na rebelião causou furor no julgamento, pois ela era "uma crioula de estimação de dona Francisca Xavier" que, como narrou o coronel Lacerda Vernek, só se entregou "a cacete" depois do combate e ainda gritando: "morrer sim, entregar não!!!". Ao ser interrogada, Marianna Crioula tentou disssimular sua participação nos acontecimentos e alegou que fora induzida à fuga, mas os outros réus a delataram como a "rainha" dos revoltosos.&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, durante o julgamento decidiu-se não aumentar muito as perdas do capitão-mor Manoel Francisco Xavier, que já tinha perdido sete escravos mortos no combate. Pelo acordo feito, apenas o líder da rebelião seria condenado pela morte em combate dos dois soldados da Guarda Nacional. Todos réus indicaram Manoel Congo como líder do levante que, portanto, foi condenado ao enforcamento.&lt;br /&gt;Outros sete réus foram condenados a "650 açoites a cada um, dados a cinqüenta por dia, na forma da lei", e a "três anos com gonzo de ferro ao pescoço". Adão Benguela foi o único homem totalmente absolvido, apesar de estar tão implicado quanto os outros. A maior surpresa foi a absolvição de Mariana Crioula e todas as mulheres, certamente a pedido de sua proprietária Francisca Elisa Xavier. Entretanto, Mariana Crioula ainda foi obrigada a assistir à execução pública do seu companheiro Manoel Congo.&lt;br /&gt;No dia 4 de setembro de 1839, Manoel Congo subiu ao cadafalso no Largo da Forca em Vassouras para cumprir sua “pena de morte para sempre”, isto é, foi enforcado e ficou sem sepultamento.&lt;br /&gt;Conseqüências&lt;br /&gt;Não há registros exatos de quantos escravos fugiram e quantos retornaram. A maioria dos proprietários alegou que seus escravos retornaram espontaneamente às suas fazendas. Os fazendeiros tinham pesadas custas processuais quando seus escravos eram arrolados em processos como réus ou rebeldes, portanto, às vezes era melhor mentir e aceitar a perda de um escravo foragido. Portanto, vários fugitivos, como o grupo de João Angola, podem ter alcançado a liberdade e, até mesmo, embora não haja fontes históricas, ter formado o lendário Quilombo de Santa Catarina. Certo é que não houve tempo para se formar o Quilombo de Manoel Congo que freqüentemente é citado como verídico.&lt;br /&gt;Apesar de relativamente inócua, a rebelião de Manoel Congo gerou uma grande insegurança entre os fazendeiros da região de Vassouras, Valença e Paraíba do Sul. O clima de medo permaneceu por décadas durante toda a época de apogeu de cultura do café no vale do Paraíba do Sul.&lt;br /&gt;Algumas tentativas de revoltas ainda ocorreram. Em 1847, foi denunciado que um outro ferreiro, o negro livre Estêvão Pimenta, chefiava uma organização secreta que preparava uma revolta para o dia 24 de junho daquele ano. A organização secreta foi infiltrada por seis soldados; Estevão Pimenta e outros foram presos e, talvez por isto, nenhuma revolta ocorreu. Os registros policiais da época afirmaram que a organização secreta denominada Elbanda (talvez, Embanda, sacerdote ou médico em quimbundo) era formada por núcleos clandestinos dirigidos, obrigatoriamente, por escravos ferreiros (como era Manoel Congo) e marceneiros, chamados de Pais-Korongos ou Tatas-Korongos.&lt;br /&gt;O fim do tráfico de escravos da África, que ocorreu com a Lei Eusébio de Queirós, aumentou o preço dos escravos: em 1835 um escravo jovem e de boa saúde custava 375 mil-réis, uma escrava nas mesmas condições de saúde e idade custava 359 mil-réis; em 1855, um escravo custava 1.075 mil0réis, e uma escrava 857 mil-réis. Isto forçou a melhoria do tratamento dos escravos e nenhuma rebelião importante aconteceu na região até a abolição da escravidão em 1888.&lt;br /&gt;Em 1854, dezesseis anos depois da revolta de Manoel Congo, quatro fazendeiros fundaram em Vassouras uma "comissão permanente" para implantação de políticas que afastassem o perigo de sublevações de escravos. O texto de constituição da comissão dizia que "o escravo é o inimigo inconciliável" e "se o receio de uma insurreição geral é talvez ainda remoto, contudo o das insurreições parciais é sempre iminente, com particularidade hoje que as fazendas estão se abastecendo com escravos vindos do Norte, que em todo tempo gozaram de triste celebridade. Ou seja, a imposição forte da Lei Eusébio de Queirós tinha eliminado o tráfico de escravos da Africa, mas o perigo ainda existia quando se traziam escravos da Bahia, onde havia ocorrido a Revolta dos Malês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Bjk7iDQnQ9o/Tx6RHHMrWtI/AAAAAAAABaw/v_IjWNhgY4o/s1600/imagesCAM6UB39.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="156" width="125" src="http://4.bp.blogspot.com/-Bjk7iDQnQ9o/Tx6RHHMrWtI/AAAAAAAABaw/v_IjWNhgY4o/s400/imagesCAM6UB39.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "comissão permanente" recomendou aos fazendeiros vários procedimentos de prevenção de revoltas: manter armas prontas para serem usadas; manter uma polícia vigilante; prender os escravos de noite em senzalas fechadas; impedir a comunicação entre escravos de diferentes fazendas; permitir danças e folguedos, pois "quem se diverte não conspira"; incentivar as práticas do Catolicismo, pois "a religião é um freio e ensina a resignação". Finalmente propunha a introdução de colonos europeus em quantidades calculadas de acordo com a quantidade de escravos existente em cada fazenda, pois o trabalhador branco seria sempre "um braço amigo, um companheiro de armas, com cuja lealdade se pode contar na ocasião da luta: os interesses são comuns".&lt;br /&gt;Locais históricos&lt;br /&gt;A fazenda Freguesia, onde se iniciou a revolta, é atualmente o centro cultural Aldeia de Arcozelo em Paty do Alferes, o maior em área da América Latina. A antiga capela da casa grande foi consagrada à memória dos escravos condenados pela rebelião. Na sua frente estão escritos os nomes de Manoel Congo e dos outros escravos julgados pela revolta, porém os nomes de mais de vinte escravos mortos no combate foram esquecidos pois não foram registrados nos processos penais.&lt;br /&gt;O Largo da Forca, onde foi executado Manoel Congo, é o atual Largo da Pedreira em Vassouras. Neste local foi construído, em 1996, o Memorial de Manoel Congo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte:Manoel Congo foi o líder da maior rebelião de escravos que ocorreu na região do vale do Paraíba do Sul, especificamente em Paty do Alferes, no Rio de Janeiro. Morreu enforcado em 6 de setembro de 1839. &lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1838, o centro da economia nacional passava a ser a região sul fluminense, na qual ocorria um intenso desmatamento de terras e introdução do cultivo do café. Cerca de 70% do café exportado pelo Brasil naquela data era colhido nas terras da Vila de Vassouras que incluíam este atual município, mais os de Mendes, Paty do Alferes, Miguel Pereira e parte de Paracambi. As plantações de café também se expandiam pelos municípios vizinhos de Valença e Paraíba do Sul e já eram o principal sustentáculo econômico do Império do Brasil. Paty do Alferes era a mais rica das freguesias de Vassouras e o local original de colonização da região, já que era o caminho mais antigo entre o porto do Rio de Janeiro e as Minas Gerais.&lt;br /&gt;O intenso crescimento econômico da região causava uma grande necessidade de mão-de-obra escrava que era comprada em outros Estados ou importada da África. Esta foi a época em que o Brasil mais importou escravos da África.&lt;br /&gt;A população da então vila de Vassouras crescia rapidamente com a expansão da lavoura do café, mas a população de escravos era bem superior a de pessoas livres, brancas ou não. Em 1840, Vassouras tinha 20.589 habitantes, dos quais 6.225 livres e 14.333 escravos. Por volta de 1850, a população atingiu 35.000 pessoas (a mesma população do município atual, embora numa área bem menor).&lt;br /&gt;A maior parte dos escravos era constituída por homens jovens nascidos na África. Segundo dados de 1837-1840, cerca de 75% dos escravos da região eram africanos, 68% tinha idade na faixa entre 15 e 40 anos, 73,7% eram homens. Os escravos homens e jovens eram os preferidos pois a maior parte do trabalho consistia em derrubar matas, plantar e capinar, o que requeria grande vigor físico. Entretanto, os escravos africanos eram temidos pela rebeldia ou pouco apreciados por não conheceram ainda a língua, os costumes e a religião da terra.&lt;br /&gt;A Revolta dos Malês ocorrida na Bahia em 1835 espalhou o medo de novas revoltas por todo o Império. Denúncias e boatos de revoltas eram comuns em todo lugar onde havia muitos escravos. Os "pretos minas", nascidos na costa ocidental da África, eram especialmente temidos por seu envolvimento na Revolta dos Malês.&lt;br /&gt;Manoel Congo&lt;br /&gt;Contava-se que Manoel Congo era um negro forte e habilidoso, de pouca fala e sorriso escasso. Como era comum entre os escravos nascidos na África, seu nome era composto por um prenome português associado ao nome de sua "nação" ou região de origem.&lt;br /&gt;Pertencia ao capitão-mor de ordenanças Manoel Francisco Xavier, dono de centenas de escravos e das fazendas Freguesia e Maravilha em Paty do Alferes.&lt;br /&gt;Era ferreiro, ofício que requer treinamento e habilidade, o que certamente lhe dava status superior entre os outros escravos e maior valor econômico perante os senhores. A sociedade da época tinha grande carência de ferreiros e marceneiros, tanto que, em 1832, foi criada em Vassouras a "Sociedade Promotora da Civilização e da Indústria" que, entre outras coisas, treinava os escravos considerados mais hábeis e inteligentes no ofício de ferreiro. Coincidentementemente, na cultura dos Kimbundos, grupo étnico angolano que contribuiu com muitos escravos para a região, o ofício de ferreiro era uma ocupação exclusiva de reis e nobres.&lt;br /&gt;Marianna Crioula&lt;br /&gt;Marianna Crioula era uma escrava, como indica o nome, nascida no Brasil, com cerca de 30 anos na época. Era costureira e mucama (escrava de companhia) de Francisca Elisa Xavier, esposa do capitão-mor Manoel Francisco Xavier. Foi descrita como sendo a "preta de estimação", assim como uma das escravas mais dóceis e confiáveis da sua patroa.&lt;br /&gt;Apesar de ser casada com o escravo José, que trabalhava na lavoura, vivia e dormia na casa-grande, sinal de que tinha privilégios concedidos pelos senhores. Na época, os homens eram cerca de 90% dos escravos traficados da África e cerca de 75% dos escravos que trabalhavam nas fazendas de café, portanto um casal de escravos era raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O capitão-mor Manoel Francisco Xavier era um rico proprietário que possuía três fazendas em Paty do Alferes: Freguesia (atual Aldeia de Arcozelo), Maravilha e Santa Tereza, além do sítio da Cachoeira. Manoel Francisco Xavier era casado com Francisca Elisa Xavier, futuramente agraciada com o título de baronesa da Soledade, a primeira do nome.&lt;br /&gt;O coronel Francisco Peixoto de Lacerda Wernek, que comandou a repressão da revolta, escreveu na época da perseguição e julgamento, vários memorandos ao presidente da província do Rio de Janeiro. Em um deles, explica as causas da revolta em curso escrevendo: "há muito tempo que se receava o que hoje acontece, por fatos que se têm observado entre esta escravatura" (...) "homens brancos, feitores e capatazes, foram espancados e até assassinados pelos escravos" (...) ""escravos foram castigados até morrer" (...) [ocorrem] "iniqüidades, falta de ordem e falta de pulso". Segundo o coronel Lacerda Wernek, o capitão-mor não sabia tratar seus escravos, sendo às vezes muito leniente, outras extremamente severo.&lt;br /&gt;O inventário dos bens de Manoel Francisco Xavier, feito com sua morte em 1840, dois anos depois da revolta de Manoel Congo, relaciona 449 escravos dos quais 85% eram homens e 80% eram africanos.&lt;br /&gt;Rebelião e fuga&lt;br /&gt;Em 5 de novembro de 1838, o capataz da fazenda Freguesia matou o escravo africano Camilo Sapateiro a tiros quando este ia sem autorização para a fazenda Maravilha. Os escravos tentaram linchar o capataz, mas foram contidos. Nenhuma punição foi dada ao assassino e o clima de revolta se estabeleceu nas senzalas das duas fazendas do capitão-mor Manoel Francisco Xavier.&lt;br /&gt;Por volta da meia-noite, as portas das senzalas da fazenda Freguesia foram arrombadas e um grupo de cerca de 80 negros cruzou correndo o pátio, chamou as escravas domésticas que dormiam no sobrado, arrombou os depósitos e se armou com facões e uma velha garrucha.&lt;br /&gt;Os revoltosos fugiram e se esconderam nas matas da fazenda Santa Catarina, propriedade do capitão Carlos de Miranda Jordão. Na noite seguinte, os revoltosos saíram da mata fora até a fazenda da Maravilha que também pertencia a Manoel Francisco Xavier. Ameaçaram matar o capataz, mas este fugiu para o telhado da casa; espancaram um escravo que não quis participar da revolta; colocaram uma escada na janela da cozinha para que as escravas domésticas que lá dormiam pudessem fugir; abriram as senzalas e chamaram os outros escravos para juntarem-se a eles; arrombaram os depósitos de mantimentos; pegaram os porcos capados que ainda estavam na engorda; e finalmente fugiram com todas ferramentas e mantimentos que puderam carregar. No caminho, o grupo ainda passou pela fazenda Pau Grande, pertencente a Paulo Gomes Ribeiro de Avelar, que ficava perto, onde libertou mais escravos das senzalas. Neste momento, os fugitivos já eram mais de cem, a maior parte armada com facões e outras armas cortantes.&lt;br /&gt;Sabendo dos eventos, vários escravos também fugiram das fazendas São Luís da Boa Vista, Cachoeira, Santa Teresa, Monte Alegre, além de outras não registradas nos documentos históricos. Em torno de 300 a 400 escravos seguiram pelas matas então cerradas da Serra da Estrela, a caminho da Serra da Taquara. Algum planejamento prévio pode ter ocorrido, pois foi rápida a adesão de escravos das outras fazendas e houve pontos de encontros nas matas para os vários grupos.&lt;br /&gt;Manoel Congo foi certamente o principal líder da revolta, e neste momento deve ter se "juntado" com Marianna Crioula, tanto que os dois foram posteriormente delatados como o "rei" e "rainha" do grupo de sublevados. Um escravo tinha a função de "vice-rei"; supõe-se que fosse Epifânio Moçambique, africano da nação Munhambane, escravo da fazenda Pau Grande, mas pode ter sido algum outro que foi morto em combate.&lt;br /&gt;Vários grupos de fugitivos caminhavam pela mata e, no final de cada tarde, montavam um rancho para pernoite. Não é claro que os negros fugidos pretendiam formar um quilombo. Talvez pensassem em voltar, pois a sobrevivência nas matas requer conhecimentos especiais e, como os fatos mostrariam, era forte o poder de retaliação da sociedade escravocrata. Considerando que não houve qualquer violência de centenas de escravos armados com facões contra pessoas brancas, nem que qualquer dano ou prejuízo foi causado a outras propriedades exceto às do capitão-mor Manoel Francisco Xavier, pode-se até supor a fuga poderia ser parte de uma negociação futura por melhores condições de trabalho, algo que não era incomum na época. O que certamente surpreendeu e amedrontou as classes dominantes foi o fato de ter havido uma fuga em massa.&lt;br /&gt;Luta e captura&lt;br /&gt;O capitão-mor Manoel Francisco Xavier, proprietário das fazendas saqueadas e da maioria dos escravos fugitivos, pediu ajuda ao juiz de paz da freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Paty do Alferes, tenente-coronel José Pinheiro de Souza Vernek, porém demonstrando que o fazia com má-vontade. É compreensível pois ele não queria perder escravos em combates; melhor seria se eles voltassem ao trabalho sem ferimentos e do modo mais pacífico possível. Além disto, tinha tido um longo conflito político com o sargento-mor, depois padre, Inácio de Sousa Vernek[1], avõ do juiz de paz José Pinheiro de Souza Vernek e do coronel-chefe da 13ª Legião da Guarda Nacional, Francisco Peixoto de Lacerda Vernek.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alarmado com a quantidade de fugitivos, o juiz de paz José Pinheiro imediatamente enviou mensagem ao seu primo, o coronel-chefe da 13ª Legião da Guarda Nacional, Francisco Peixoto de Lacerda Vernek, futuro barão de Pati do Alferes, pedindo-lhe providências, em prol "da ordem e do sossego público". A 13ª Legião da Guarda Nacional era sediada em Valença e também mantinha a ordem pública nas vilas de Vassouras e Paraíba do Sul.&lt;br /&gt;As notícias de fuga em massa de escravos geraram pânico entre os fazendeiros da região. Apenas 48 horas após o último incidente, o coronel Lacerda Vernek já havia reunido 160 homens da Guarda Nacional bem armados e prontos para a luta. Ao mesmo tempo, enviou um memorando ao presidente da província do Rio de Janeiro informando-o dos fatos e solicitando auxílio. No mesmo documento, o falastrão coronel Lacerda Vernek enfatizou a motivação das suas tropas escrevendo: "... nesta ocasião dirigi a meus camaradas um discurso, cuja leitura enérgica produziu um efeito admirável, fazendo ressoar por alguns momentos entusiasmados vivas".&lt;br /&gt;A tropa liderada pelo coronel Lacerda Vernek, acompanhado pelo juiz de paz José Pinheiro, reuniu-se na fazenda Maravilha no dia 10 de novembro. No dia seguinte, partiram em perseguição aos escravos revoltosos. A localização das rotas de fuga foi fácil e o avanço foi rápido, pois os fugitivos caminhavam tendo que abrir picadas na densa mata que então existia na região.&lt;br /&gt;Como contou o coronel Lacerda Vernek em um dos seus memorandos, no dia 11 de novembro, às 5 horas da tarde, depois de algumas léguas e horas de busca, "sentimos golpes de machado e falar gente". Haviam descoberto o grupo principal de fugitivos que avançava mais lentamente com crianças, velhos e mulheres. Os fugitivos perceberam que tinham sido alcançados e se preparou para a luta. A tropa avançou angulada como uma cunha e exigiu a rendição de todos. Manoel Congo incitou um ataque. O coronel Lacerda Vernek escreveu que os escravos "fizeram uma linha", e pegaram as armas, "umas de fogo, outras cortantes", e gritaram: "Atira caboclo, atira diabos". "Este insulto foi seguido de uma descarga que matou dois dos nossos e feriu outros dois. Quão caro lhes custou! Vinte e tantos rolaram pelo morro abaixo à nossa primeira descarga, uns mortos e outros gravemente feridos, então se tornou geral o tiroteio, deram cobardemente costas, largando parte das armas; foram perseguidos e espingardeados em retirada e em completa debandada."(...)"Notei que nem um só fez alto quando se mandava parar, sendo preciso espingardeá-los, pelas pernas. Uma crioula de estimação de Dona Francisca Xavier não se entregou senão a cacete, e gritava: morrer sim, entregar não!!!".&lt;br /&gt;Finalmente, os sobreviventes foram cercados e obrigados a se render. Neste único combate foram presos o "rei' Manoel Congo e a "rainha" Mariana Crioula. Os mantimentos e as armas tinham sido abandonados na pressa da fuga pela vida. Outros fugitivos foram capturados nos dias seguintes sem haver combates ou mortes.&lt;br /&gt;Não se conseguiu capturar um grupo de fugitivos comandado por um certo João Angola, que escapou do combate por não ter comparecido ao ponto de encontro com o grupo de Manoel Congo. No dia anterior ao combate final, o grupo de João Angola foi visto tentando assaltar uma fábrica de pólvora da região, mas fugiu em direção à Serra do Couto, próxima à Serra da Estrela.&lt;br /&gt;Vários grupos vagaram pela floresta durante dias até que a fome os obrigou a voltar. Os escravos fugitivos saiam das matas e procuravam uma fazenda próxima a de sua fazenda de origem, cujo proprietário fosse conhecido por tratar bem os escravos. Então pediam a ele que os "apadrinhasse", isto é, que os escoltasse de volta à fazenda de origem, protegendo-os de grupos armados que poderiam encontrar pelo caminho e que solicitasse ao senhores de quem fugiram que os perdoasse pela fuga.&lt;br /&gt;Posteriormente, no dia 14 de novembro, chegou uma tropa de 50 homens do Exército, a Polícia de Niterói, enviada pela presidência da província do Rio de Janeiro. O comando era do Tenente CoronelLuís Alves de Lima, futuro duque de Caxias, que assim, escapou por pouco de macular sua carreira, pois a ordem pública já havia sido restaurada e não era mais necessário perseguir escravos fugitivos.&lt;br /&gt;Julgamento e execução&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de ter havido mais de 300 fugitivos, apenas dezesseis foram levados a julgamento: Manoel Congo, Pedro Dias, Vicente Moçambique, Antônio Magro, Justino Benguela, Belarmino, Miguel Crioulo, Canuto Moçambique, Afonso Angola, Adão Benguela, Marianna Crioula, Rita Crioula, Lourença Crioula, Joanna Mofumbe, Josefa Angola e Emília Conga. Todos eles eram escravos do capitão-mor Manoel Francisco Xavier, que assim foi indiretamente punido pelos outros fazendeiros por não ter controlado seus escravos e, conseqüentemente, ter balançado o frágil equilíbrio social da próspera região. Os escravos pertencentes a outros fazendeiros não foram julgados, inclusive aqueles que tiveram participação importante nos eventos. Por exemplo, o escravo Epifânio Moçambique, que pertencia ao dono da fazenda Pau Grande, foi citado por várias testemunhas como um dos líderes ao lado de Manoel Congo e talvez tenha sido o "vice-rei" da rebelião, porém foi apenas interrogado no processo penal.&lt;br /&gt;Os réus foram conduzidos em ferros para serem julgados em Vassouras, a então vila a que estava subordinada a então freguesia de Paty do Alferes. O povo reuniu-se para assistir à sua chegada. Uma das escravas aprisionadas, talvez Marianna Crioula, gritou que preferia morrer a voltar ao cativeiro, o que causou tumulto na multidão que tentou linchá-la.&lt;br /&gt;Dos dezesseis réus, nove eram homens e sete mulheres, onze eram africanos e cinco eram crioulos, dez eram trabalhadores especializados ou domésticos e apenas dois eram trabalhadores da roça sem especialização. Os trabalhadores especializados eram ferreiros, como Manoel Congo, carpinteiros ou caldeireiros; todas as mulheres eram trabalhadoras domésticas especializadas como lavadeiras, costureiras ou enfermeiras.&lt;br /&gt;Os trabalhadores especializados e doméstico tinham mais prestígio entre os demais escravos e perante os senhores, portanto assumiam mais facilmente as posições de liderança. Além disto tinham maior facilidade de movimentação entre as fazendas, o que facilitava o contato com parceiros e a organização de fugas. Isto posto, é possível que tenham planejado a insurreição e fuga, embora este plano possa ter existido apenas na imaginação de senhores de escravos amedrontados com a recente Revolta dos Malês na Bahia.&lt;br /&gt;Da manhã de 22 de janeiro de 1839 até o dia 31 do mesmo mês, o tribunal se reuniu na Praça da Concórdia, diante da Igreja Matriz da Vila de Vassouras. O julgamento foi presidido pelo juiz interino Inácio Pinheiro de Souza Verneck, irmão do juiz de paz José Pinheiro de Souza Vernek e, portanto, também primo do coronel Lacerda Vernek.&lt;br /&gt;A participação de Mariana Crioula na rebelião causou furor no julgamento, pois ela era "uma crioula de estimação de dona Francisca Xavier" que, como narrou o coronel Lacerda Vernek, só se entregou "a cacete" depois do combate e ainda gritando: "morrer sim, entregar não!!!". Ao ser interrogada, Marianna Crioula tentou disssimular sua participação nos acontecimentos e alegou que fora induzida à fuga, mas os outros réus a delataram como a "rainha" dos revoltosos.&lt;br /&gt;Ao que tudo indica, durante o julgamento decidiu-se não aumentar muito as perdas do capitão-mor Manoel Francisco Xavier, que já tinha perdido sete escravos mortos no combate. Pelo acordo feito, apenas o líder da rebelião seria condenado pela morte em combate dos dois soldados da Guarda Nacional. Todos réus indicaram Manoel Congo como líder do levante que, portanto, foi condenado ao enforcamento.&lt;br /&gt;Outros sete réus foram condenados a "650 açoites a cada um, dados a cinqüenta por dia, na forma da lei", e a "três anos com gonzo de ferro ao pescoço". Adão Benguela foi o único homem totalmente absolvido, apesar de estar tão implicado quanto os outros. A maior surpresa foi a absolvição de Mariana Crioula e todas as mulheres, certamente a pedido de sua proprietária Francisca Elisa Xavier. Entretanto, Mariana Crioula ainda foi obrigada a assistir à execução pública do seu companheiro Manoel Congo.&lt;br /&gt;No dia 4 de setembro de 1839, Manoel Congo subiu ao cadafalso no Largo da Forca em Vassouras para cumprir sua “pena de morte para sempre”, isto é, foi enforcado e ficou sem sepultamento.&lt;br /&gt;Conseqüências&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-pTIENV4non8/Tx6R6gbONQI/AAAAAAAABbU/EM35HkwHHfg/s1600/arcozeloIMG_1843.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="239" width="358" src="http://1.bp.blogspot.com/-pTIENV4non8/Tx6R6gbONQI/AAAAAAAABbU/EM35HkwHHfg/s400/arcozeloIMG_1843.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há registros exatos de quantos escravos fugiram e quantos retornaram. A maioria dos proprietários alegou que seus escravos retornaram espontaneamente às suas fazendas. Os fazendeiros tinham pesadas custas processuais quando seus escravos eram arrolados em processos como réus ou rebeldes, portanto, às vezes era melhor mentir e aceitar a perda de um escravo foragido. Portanto, vários fugitivos, como o grupo de João Angola, podem ter alcançado a liberdade e, até mesmo, embora não haja fontes históricas, ter formado o lendário Quilombo de Santa Catarina. Certo é que não houve tempo para se formar o Quilombo de Manoel Congo que freqüentemente é citado como verídico.&lt;br /&gt;Apesar de relativamente inócua, a rebelião de Manoel Congo gerou uma grande insegurança entre os fazendeiros da região de Vassouras, Valença e Paraíba do Sul. O clima de medo permaneceu por décadas durante toda a época de apogeu de cultura do café no vale do Paraíba do Sul.&lt;br /&gt;Algumas tentativas de revoltas ainda ocorreram. Em 1847, foi denunciado que um outro ferreiro, o negro livre Estêvão Pimenta, chefiava uma organização secreta que preparava uma revolta para o dia 24 de junho daquele ano. A organização secreta foi infiltrada por seis soldados; Estevão Pimenta e outros foram presos e, talvez por isto, nenhuma revolta ocorreu. Os registros policiais da época afirmaram que a organização secreta denominada Elbanda (talvez, Embanda, sacerdote ou médico em quimbundo) era formada por núcleos clandestinos dirigidos, obrigatoriamente, por escravos ferreiros (como era Manoel Congo) e marceneiros, chamados de Pais-Korongos ou Tatas-Korongos.&lt;br /&gt;O fim do tráfico de escravos da África, que ocorreu com a Lei Eusébio de Queirós, aumentou o preço dos escravos: em 1835 um escravo jovem e de boa saúde custava 375 mil-réis, uma escrava nas mesmas condições de saúde e idade custava 359 mil-réis; em 1855, um escravo custava 1.075 mil0réis, e uma escrava 857 mil-réis. Isto forçou a melhoria do tratamento dos escravos e nenhuma rebelião importante aconteceu na região até a abolição da escravidão em 1888.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-8a2E5YiJIdc/Tx6RhJG26lI/AAAAAAAABa8/hSzq8dTyEw8/s1600/380446-large.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="170" width="230" src="http://3.bp.blogspot.com/-8a2E5YiJIdc/Tx6RhJG26lI/AAAAAAAABa8/hSzq8dTyEw8/s400/380446-large.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1854, dezesseis anos depois da revolta de Manoel Congo, quatro fazendeiros fundaram em Vassouras uma "comissão permanente" para implantação de políticas que afastassem o perigo de sublevações de escravos. O texto de constituição da comissão dizia que "o escravo é o inimigo inconciliável" e "se o receio de uma insurreição geral é talvez ainda remoto, contudo o das insurreições parciais é sempre iminente, com particularidade hoje que as fazendas estão se abastecendo com escravos vindos do Norte, que em todo tempo gozaram de triste celebridade. Ou seja, a imposição forte da Lei Eusébio de Queirós tinha eliminado o tráfico de escravos da Africa, mas o perigo ainda existia quando se traziam escravos da Bahia, onde havia ocorrido a Revolta dos Malês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A "comissão permanente" recomendou aos fazendeiros vários procedimentos de prevenção de revoltas: manter armas prontas para serem usadas; manter uma polícia vigilante; prender os escravos de noite em senzalas fechadas; impedir a comunicação entre escravos de diferentes fazendas; permitir danças e folguedos, pois "quem se diverte não conspira"; incentivar as práticas do Catolicismo, pois "a religião é um freio e ensina a resignação". Finalmente propunha a introdução de colonos europeus em quantidades calculadas de acordo com a quantidade de escravos existente em cada fazenda, pois o trabalhador branco seria sempre "um braço amigo, um companheiro de armas, com cuja lealdade se pode contar na ocasião da luta: os interesses são comuns".&lt;br /&gt;Locais históricos&lt;br /&gt;A fazenda Freguesia, onde se iniciou a revolta, é atualmente o centro cultural Aldeia de Arcozelo em Paty do Alferes, o maior em área da América Latina. A antiga capela da casa grande foi consagrada à memória dos escravos condenados pela rebelião. Na sua frente estão escritos os nomes de Manoel Congo e dos outros escravos julgados pela revolta, porém os nomes de mais de vinte escravos mortos no combate foram esquecidos pois não foram registrados nos processos penais.&lt;br /&gt;O Largo da Forca, onde foi executado Manoel Congo, é o atual Largo da Pedreira em Vassouras. Neste local foi construído, em 1996, o Memorial de Manoel Congo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-oDrz73COhbw/Tx6RwkoVi3I/AAAAAAAABbI/k8x5gPo5ssI/s1600/imagesCAKSCID0.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="105" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-oDrz73COhbw/Tx6RwkoVi3I/AAAAAAAABbI/k8x5gPo5ssI/s400/imagesCAKSCID0.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Nucleo da UNEGRO/Manoel Congo-Paty de Alferes&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-3054209507828067260?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/3054209507828067260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/nossa-historiamanoel-congo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/3054209507828067260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/3054209507828067260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/nossa-historiamanoel-congo.html' title='Nossa História:Manoel Congo'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-fvvk-ZXlAkI/Tx6PD0YlYsI/AAAAAAAABZo/xZudhIlJXrM/s72-c/animacao-congo-01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-4990673058253049416</id><published>2012-01-22T15:36:00.000-08:00</published><updated>2012-01-22T15:36:26.953-08:00</updated><title type='text'>Violencia  policial, Mulher Negra , Racismo e Pré- Conceito...</title><content type='html'>A polícia, instrumento de acção repressiva directa do Estado, promove a violência policial no espaço público, sobretudo contra classes sócio-económicas desfavorecidas e contra as pessoas migrantes e as mulheres. Neste sentido assistimos a um investimento no Estado policial e por outro lado a um desinvestimento no Estado social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-PGgTcAX3Bd4/TxyYnY2lJaI/AAAAAAAABYs/JdpwWGsBySY/s1600/2945712-2-faces-in-the-mirrorMark%2BPeterson.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="375" src="http://1.bp.blogspot.com/-PGgTcAX3Bd4/TxyYnY2lJaI/AAAAAAAABYs/JdpwWGsBySY/s400/2945712-2-faces-in-the-mirrorMark%2BPeterson.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta polícia sustentada por uma corrente de tolerância zero e de criminalização da miséria não é compatível com um modelo social democrático real e não é compatível com uma sociedade equilibrada, justa e equitativa., tal como definido na Constituição.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Precisamos divulgar para todo mundo como a Polícia Militar do Estado trata a população negra e promove um verdadeiro genocídio da juventude negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Observem  que  o caráter racista está bem estabelecido, vocês podem ver que o policial vai pedir a carteira de estudante para um jovem negro que nem estava no debate sobre a desocupação do espaço, estava quieto em um canto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-IgaY4R2W4BE/TxyYyifLAKI/AAAAAAAABY4/FtMOSRS5n4w/s1600/409415_10150549333109101_838829100_8754548_855834175_n.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-IgaY4R2W4BE/TxyYyifLAKI/AAAAAAAABY4/FtMOSRS5n4w/s400/409415_10150549333109101_838829100_8754548_855834175_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Demuncia:&lt;br /&gt;  Mulher negra desconhecida, vítima de violência de PMs masculinos em pleno centro do Rio, segundo denúncia no Facebook(replicamos para o mundo o texto de Analice Barreto)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denúncia na hora certa, infelizmente existe ainda a necessidade de se treinar as testemunhas ou as vítimas a perguntarem ou gritarem o seu nome no momento em que sofram vilolências. Como  fazíamos durante a ditadura.&lt;br /&gt;Na denúncia da Analice nao está claro quem chamou a polícia.  Nós da mamapres elogiamos a coragem da Analice e seu namorado, ao trazerem para mundo a notícia dos desmando destes esbirros. Que o ministério público tome providências e apure os  fatos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos perceber, inúmeras irregularidades ocorrerem nos procedimentos da abordagem policial. Desde o aparente desrespeito por parte destes policiais ao estilo musical Reggae, às reações de extrema violência da polícia para com a população, até os atos de violência ao longo do processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vuIaZ2VHvQU/Txybzffq-9I/AAAAAAAABZE/_QJhQgN60C4/s1600/favela-bope.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="394" src="http://2.bp.blogspot.com/-vuIaZ2VHvQU/Txybzffq-9I/AAAAAAAABZE/_QJhQgN60C4/s400/favela-bope.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt; Devemos embrar que na historia o capitão do mato tambem era negro, e aenas pelo fato  do poicial ser negro descaracteriza uma possível demonstração de racismo  polícial e que os fatos devem ser esclarecido e se deve prosseguir com a denúncia contra a ação dos envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Denunciamos assim a opressão explícita, ao saber que este não é o único e nem o primeiro caso de abuso e violência gratuita da polícia militar &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A violência contra as mulheres no Brasil têm feito importantes contribuições empíricas e teóricas para a visibilidade e a compreensão desse fenômeno. Os mapeamentos das queixas, os debates sobre a posição da “vítima” e as investigações sobre os sistemas policial e judiciário têm-nos revelado que a violência contra as mulheres é um sério problema na sociedade brasileira, merecendo a atenção, não apenas das Ciências Sociais, como também dos poderes públicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OqsCFf5pInA/TxydLrjp6SI/AAAAAAAABZc/nijMhcAdI2w/s1600/imagesCAYTQDBU.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="139" width="224" src="http://2.bp.blogspot.com/-OqsCFf5pInA/TxydLrjp6SI/AAAAAAAABZc/nijMhcAdI2w/s400/imagesCAYTQDBU.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Com base em nossa revisão das principais referências teóricas que orientam esses estudos, tecemos breves considerações finais no intuito de colaborar com o desenvolvimento dos debates feministas;&lt;br /&gt;Primeiro, entendemos que a noção de dominação patriarcal é insuficiente para dar conta das mudanças que vêm ocorrendo nos diferentes papéis que as mulheres em situação de violência têm assumindo. Defendemos uma abordagem da violência contra as mulheres como uma relação de poder, entendendo-se o poder não de forma absoluta e estática, exercido via de&lt;br /&gt;regra pelo homem sobre a mulher, como quer-nos fazer crer a abordagem da dominação patriarcal, senão de forma dinâmica e relacional, exercido tanto por homens como por mulheres,ainda que de forma desigual.&lt;br /&gt;Segundo, torna-se necessário definir “violência de gênero” com maior rigor teórico,incorporando-se todos os aspectos do conceito de gênero de Joan Scott, sobretudo sua referência a gênero como um campo em que o poder é articulado. Além disso, devemos precisar melhor os conceitos com os quais trabalhamos, avançando nas reflexões sobre as diferenças conceituais entre expressões como “violência contra as mulheres”, “violência de gênero”, “violência conjugal”, “violência familiar” e “violência doméstica”.  Terceiro, consideramos importante uma ampliação do objeto das pesquisas para que a perspectiva de gênero não exclua diferentes categorias sociais das análises sobre violência contra as mulheres no Brasil. Por exemplo, precisamos compreender melhor não apenas o papel das mulheres nas relações de violência, como também o papel exercido pelos homens, já que ambos participam na produção dos papéis sociais que legitimam a violência. 48 Nesse sentido, é importante que se estude como a construção social tanto da feminilidade quanto da masculinidade está conectada com o fenômeno da violência. Além disso, seja em situações de violência conjugal ou de outras formas de violência contra as mulheres – tais como, violência policial contra prostitutas, violência contra mulheres negras e violência contra lésbicas –, as práticas de violência e as respostas dadas pelos agentes do Estado e por diferentes grupos sociais podem estar relacionadas não apenas a questões de gênero, como também de classe social, raça/etnia e orientação sexual, entre outras categorias socialmente construídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:http://www.youtube.com/watch?v=IeQ9ZVvxLRA&amp;feature=related/http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2011/08/495663.shtml/facebook&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-4990673058253049416?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/4990673058253049416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/violencia-policial-mulher-negra-racismo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4990673058253049416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4990673058253049416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/violencia-policial-mulher-negra-racismo.html' title='Violencia  policial, Mulher Negra , Racismo e Pré- Conceito...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PGgTcAX3Bd4/TxyYnY2lJaI/AAAAAAAABYs/JdpwWGsBySY/s72-c/2945712-2-faces-in-the-mirrorMark%2BPeterson.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-4299510180998484208</id><published>2012-01-20T04:18:00.000-08:00</published><updated>2012-01-20T04:18:53.920-08:00</updated><title type='text'>SÃO SEBASTIÃO E O SINCRETISMO NO BRASIL.</title><content type='html'>CATÓLICO E O SINCRETISMO: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-9etyDjQcqzU/TxlUS5PE03I/AAAAAAAABW0/IU6CPoLI818/s1600/imagesCAQAYB45.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="164" width="200" src="http://3.bp.blogspot.com/-9etyDjQcqzU/TxlUS5PE03I/AAAAAAAABW0/IU6CPoLI818/s400/imagesCAQAYB45.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sincretismo católico-umbanda no Brasil foi uma contrução dos próprios escravos. PopuLação negra dominada, trazida ao Brasil a ferro, nos navios que faziam o tráfico humano, os africanos seguiram as leis históricas que presidem as relações entre os povos."A popuação negra teve que se adaptar para sobreviver  conjuntamente com o dominante e  produz-se uma série de acomodações e adaptações, tanto da parte do vencedor como do vencido".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O africano não abandonaram as suas crenças religiosas muito pelo contrario. O negro, procurou acomodar a sua cresça  a nova  situação e o processo mais inteligente foi exatamente o de comparar as qualidades dos seus ORIXÁS com as dos Santos católicos. Tomaram como base o Santo mais adorado do lugar: daí, algumas alterações verificadas no sincretismo, especialmente na Bahia e no Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-3pvhpU79n88/TxlbIIMqI9I/AAAAAAAABXw/kTRnBaIcGhc/s1600/images2.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="246" width="204" src="http://2.bp.blogspot.com/-3pvhpU79n88/TxlbIIMqI9I/AAAAAAAABXw/kTRnBaIcGhc/s400/images2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Senhores, primeiramente não entenderam mais  achavam graça no sincretismo e como  consideravam  os africanos ignorantes, consentiam na prática bem disfarçada de seus cultos. E assim, graças à inteligência dos sacerdotes africanos, as suas antiqüíssimas e sábias idéias religiosas puderam sobreviver até hoje, apesar da intolerância de uma ou outra autoridade policial atrasada. E que a UMBANDA é uma das mais antigas religiões da humanidade e, contra ela não adianta a burrice de um simples mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voces sabem que a diferença mais notável é quanto a Oxossi e OGUN. Enquanto no Rio, OGUN é equiparado a São Jorge, na Bahia é Santo Antônio. OXOSSI que, no Rio, é São Sebastião, na Bahia é São Jorge.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7tA65FOr-Ag/TxlYImoBrFI/AAAAAAAABXA/fymgfxGsAeU/s1600/sao-sebastiao.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="280" src="http://3.bp.blogspot.com/-7tA65FOr-Ag/TxlYImoBrFI/AAAAAAAABXA/fymgfxGsAeU/s400/sao-sebastiao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;YEMANJÁ E OXUN são comparadas a Nossa Senhora, sob diversas invocações. Os Nagôs, ao que parece, consideram OXÚN "faceira e vaidosa", concepção que diverge da adotada no OMOLOCÔ do Rio, para o qual OXÚN é o símbolo da "dona de casa".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade, o sincretismo e tambem um fenômeno histórico sem influência alguma na filosofia religiosa de Umbanda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde há coincidência é quanto ao Senhor do Universo, Deus e seu Filho. Nesse ponto, todas as religiões coincidem. Só há um DEUS e um só FILHO DE DEUS. DEUS é DEUS. Tem ELE, na Umbanda, os nomes de Zambi, OLORUN; ZAMBI, no Omolocô; no NAGÔ. Chamam-no também, OXALÁ ALUFAN, sendo JESUS CRISTO O OXALÁ GUIAN, isto é, OXALÁ NOVO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Sebastião: A "característica" que une São Sebastião a Oxossi é o objeto com o qual ele fora martirizado - a flecha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-DY290xUehxE/TxlYaOHd4oI/AAAAAAAABXM/SdLbnhOYhe0/s1600/1834821723_3.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="266" src="http://1.bp.blogspot.com/-DY290xUehxE/TxlYaOHd4oI/AAAAAAAABXM/SdLbnhOYhe0/s400/1834821723_3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Sebastião era um soldado romano cristão, que viveu no século III d.C., quando o cristianismo era ainda proibido. Enquanto o Imperador Romano não sabia da sua religião, o tinha como homem de confiança, mas quando tomou ciência, o condenou ao martírio pelas mãos dos arqueiros. Por outro lado temos que, na religião dos orixás, Oxossi é o orixá provedor. É o orixá da caça e da pesca que cultuamos para que não nos falte o alimento. É o orixá que nos concede o axé da fartura, sempre à medida que necessitamos, não entendendo aqui fartura como algo para além da nossa capacidade de consumir. E um dos instrumentos de caça de Oxossi é a flecha. Em tempos de preocupação com o meio ambiente, a melhor forma de defini-lo é como orixá do equilíbrio ecológico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Portanto, não podemos indicar como paralelo a profissão de ambos, pois o paralelo militar entre os santos católicos e os orixás se dá entre São Jorge e Ogun; nem tampouco falar em paralelo de morte, posto que São Sebastião foi um ser humano datado historicamente que foi martirizado por duas, na primeira flechado, enquanto Oxossi é um orixá - essência divina - que até no mito em que morre, é ressuscitado. Só nos resta realmente a flecha, mas ainda assim com sentidos diversos: as que alvejaram São Sebastião eram confeccionadas para a guerra; enquanto as de Oxóssi são símbolos da caça. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto os santos católicos e os orixás são entidades espirituais diferentes, Jesus Cristo é a mesma pessoa de OXALÁ GUIAN (ou OXAGUIAN).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem tiver vocação para pensar-mos a religiosidade e o sincretismo e, analise bem o significado do culto da visita dos 3 Reis Magos (um africano, um europeu e um asiático) a Jesus Cristo em seu nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RELEMBRANDO: O ESTADO NOVO REPRIMINDO A RELIGIÕES AFRO BRASILEIRAS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kTV2Q8R_J-o/TxlZv2Ua8UI/AAAAAAAABXY/gwfYWurV_lk/s1600/imagesCA4ADQ9D.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="231" width="219" src="http://1.bp.blogspot.com/-kTV2Q8R_J-o/TxlZv2Ua8UI/AAAAAAAABXY/gwfYWurV_lk/s400/imagesCA4ADQ9D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Durante o governo de Agamenon Magalhães, os cultos afrobrasileiros foram proibidos e perseguidos, porque o seu governo “era declaradamente de maioria católico e apontava na perspectiva de que tudo o que não fosse cristão era digno de perseguição e combate.”  Nesta perspectiva, os seguidores dos cultos afro-brasileiros só podiam realizar seus atos religiosos em particular, no espaço privado, e não em lugares públicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contra esta intolerância religiosa e para poderem praticar os seus atos religiosos, os seguidores (as) dos cultos afro-brasileiros, usaram como estratégia, sincretizar as suas práticas religiosas, escondendo-as por meio da prática da religião do dominador, onde só assim podia cultuar seus orixás (Deuses africanos), comparando-os aos santos cultuados pela igreja católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais os afro-brasileiros nem sempre foram apoiados ou encorajados a praticar abertamente sua religião tradicional, suas práticas religiosas foram proibidas e perseguidas. Entretanto, o sincretismo religioso com os santos católicos deu a elas certa legitimidade entre a população predominantemente católica do Brasil. Na verdade, as religiões de matriz africana ficaram a margem das elites governantes tanto a nível regional quanto internacional no Brasil e em outras regiões. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“As manifestações religiosas eram tidas como práticas bárbaras, magias e superstições, além de serem criminalizadas pelo código civil, como exercício ilegal da medicina, ou mesmo puro charlatanismo [...] Durante o Estado Novo, no governo de Agamenon Magalhães, houve um forte recrudescimento no combate às práticas e costumes dos negros e negras, sobretudo aquelas de caráter religioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-knvkv3aG2To/TxlaG8YXCnI/AAAAAAAABXk/rDL1ErqEjFA/s1600/africawoman.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="299" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-knvkv3aG2To/TxlaG8YXCnI/AAAAAAAABXk/rDL1ErqEjFA/s400/africawoman.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Aproximadamente no período da década de 1930, “os maracatus foram utilizados pelos praticantes da religião afro-descendentes para acobertar suas práticas religiosas, uma vez que apesar dos preconceitos, os maracatus possuíam legitimidade para circular nas ruas durante o carnaval.” [20]. A partir desta afirmação surgiram algumas inquietações. Na atualidade, os seguidores (as) dos cultos afro-brasileiros da cidade do Recife, precisam camuflar sua religiosidade diante dos maracatus? Os preconceitos, discriminações e as formas pejorativas à religiosidade afro-brasileira continuam permeando nossa sociedade? Ou será que estamos revivendo as repressões ocorridas com os nossos ancestrais nos séculos XVI-XVIII? Acreditamos que hoje, a religião afrobrasileira esteja passando por processos de transformações em nossa sociedade, seja ela, no campo político, social ou educacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, para compreendermos estas transformações sociais, analisaremos a relação sócio-religiosa entre os seguidores (as) e não seguidores (as) dos cultos afro-brasileiros,precisa intenssificar a conscientização de respeito às diferenças religiosas neste espaço de igualdade e de tolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um afro abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:www.umbandamenor.kit.net/www.sidneyrezende.com/Negros Hereges, Agentes do Diabo. Religiosidade Negra e Inquisição em Portugal – séculos XVI-XVIII. In: FLORENTINO, Manolo e MACHADO, Caalda (Orgs.). Ensaios Sobre a Escravidão (z). Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2003.&lt;br /&gt;CAMPOS, Zuleica Dantas Pereira. A Polícia no Estado Novo Combatendo o Catimbó. Revista Brasileira de História das Religiões – Ano I, n.3, Jan.2009 – ISSN 1893-2859. Dossiê Tolerância e Intolerância nas manifestações religiosas.&lt;br /&gt;CANDAU, Vera Maria. (org.). Sociedade, Educação e Cultura: Questões e Propostas. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.&lt;br /&gt;CANCLINI, Nestor Garcia. Culturas Híbridas. São Paulo: EDUSP, 1999.&lt;br /&gt;CASCUDO, Luís da Câmara. Made in Africa [1898-1986]. São Paulo: Global, 2002.&lt;br /&gt;FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo: Ed. Loyola, 1996.&lt;br /&gt;FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2005.&lt;br /&gt;GOFFMAN, Erving. Estigmas. Rio de Janeiro: Guanabara, 1963.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;GÓIS, Aurino José. O Diálogo Inter-Religioso entre o Cristianismo e as Tradições Afro-Brasileiras. In: AMÂNCIO, Iris Maria da Costa. (org.). África-Brasil-África: Matrizes, Heranças e Diálogos Contemporâneos. Belo Horizonte: Editora PUC Minas; Nandyala, 2008.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIMA, Ivaldo Marciano de França. Maracatu-Nação: ressignificando velhas histórias. Recife: Bagaço, 2005.&lt;br /&gt; Cultura Afro-descendente no Recife: Maracatus, valentes e catimbós. Recife: Edições Bagaço, 2007&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-4299510180998484208?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/4299510180998484208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/sao-sebastiao-e-o-sincretismo-no-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4299510180998484208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4299510180998484208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/sao-sebastiao-e-o-sincretismo-no-brasil.html' title='SÃO SEBASTIÃO E O SINCRETISMO NO BRASIL.'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-9etyDjQcqzU/TxlUS5PE03I/AAAAAAAABW0/IU6CPoLI818/s72-c/imagesCAQAYB45.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-784935280636971628</id><published>2012-01-14T13:19:00.000-08:00</published><updated>2012-01-14T13:34:18.387-08:00</updated><title type='text'>Religiões e o  Brasil...</title><content type='html'>A religião no Brasil é muito diversificada e caracteriza-se pelo sincretismo. A Constituição prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância religiosa, sendo sua prática geralmente livre no país. Segundo o "Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2005", elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, a "relação geralmente amigável entre religiões contribui para a liberdade religiosa" no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8R8FrfPDnpk/TxHqNIXRXHI/AAAAAAAABUY/DRVNfDqgmr0/s1600/intolerancia.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="390" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-8R8FrfPDnpk/TxHqNIXRXHI/AAAAAAAABUY/DRVNfDqgmr0/s400/intolerancia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é um país religiosamente diverso, com a tendência de mobilidade entre as religiões. A população brasileira é majoritariamente cristã (89%), sendo sua maior parte católica (70%). Herança da colonização portuguesa, o catolicismo foi a religião oficial do Estado até a Constituição Republicana de 1891, que instituiu o Estado laico. No entanto, existem muitas outras denominações religiosas no Brasil. Algumas dessas igrejas são: pentecostais, episcopais, metodistas, luteranas e batistas. Há mais de um milhão e meio de espíritas ou kardecistas que seguem a doutrina espírita, codificada por Allan Kardec. Existem também seguidores da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, uma minoria de judeus, muçulmanos, budistas, neopagãos e seguidores do candomblé e da umbanda. Cerca de 7,4% da população (cerca de 12,5 milhões de pessoas) declarou-se sem religião no último censo, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas.&lt;br /&gt;Nas últimas décadas, tem havido um grande aumento de igrejas neopentecostais, o que diminuiu o número de membros tanto da Igreja Católica quanto das religiões afro-brasileiras. Cerca de noventa por cento dos brasileiros declararam algum tipo de afiliação religiosa no último censo realizado.&lt;br /&gt;O censo demográfico realizado em 2000, pelo IBGE, apontou a seguinte composição religiosa no Brasil: 73,8% dos brasileiros (cerca de 125 milhões) declaram-se católicos; 15,4% (cerca de 26,2 milhões) declaram-se evangélicos (evangélicos tradicionais, pentecostais e neopentecostais); 7,4% (cerca de 12,5 milhões) declaram-se sem religião, podendo ser agnósticos, ateus ou deístas; 1,3% (cerca de 2,3 milhões) declaram-se espíritas; 0,3% declaram-se seguidores de religiões tradicionais africanas tais como o Candomblé, o Tambor-de-mina, além da Umbanda; 1,8% declaram-se seguidores de outras religiões, tais como: as testemunhas de Jeová (1,1 milhão), os budistas (215 mil), os santos dos Últimos Dias ou mórmons (200 mil), os messiânicos (109 mil), os judeus (87 mil), os esotéricos (58 mil), os muçulmanos (27 mil) e os espiritualistas (26 mil).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-9hzCBPhssVk/TxHqm9FiPjI/AAAAAAAABUk/LCKe3lBCaFw/s1600/ADC89.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-9hzCBPhssVk/TxHqm9FiPjI/AAAAAAAABUk/LCKe3lBCaFw/s400/ADC89.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 Laicidade do Estado brasileiro&lt;br /&gt;2 Cristianismo &lt;br /&gt;2.1 Catolicismo&lt;br /&gt;2.2 Protestantismo &lt;br /&gt;2.2.1 Pentecostalismo e neopentecostalismo&lt;br /&gt;2.3 Adventismo&lt;br /&gt;2.4 Mormonismo&lt;br /&gt;2.5 Cristianismo oriental&lt;br /&gt;2.6 Testemunhas de Jeová&lt;br /&gt;3 Não-religiosos&lt;br /&gt;4.1 Espiritismo&lt;br /&gt;4.2 Budismo&lt;br /&gt;4.3 Judaísmo&lt;br /&gt;4.4 Islamismo&lt;br /&gt;4.5 Religiões afro-brasileiras e indígenas&lt;br /&gt;4.6 Neopaganismo&lt;br /&gt;4.7 Religiões hoasqueiras&lt;br /&gt;5 Intolerância religiosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Laicidade do Estado brasileiroA Constituição brasileira de 1988 instituiu uma total divisão entre a religião (seja ela qual for) e o Estado, consolidando o conceito de Estado laico. O governo instituído, democraticamente, não pode favorecer, nem interditar, as atividades de religião alguma. Além disso, não pode impor uma religião específica aos seus cidadãos, nem discriminá-los em razão de não seguirem a ideologia religiosa majoritária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo 5° (Caput). &lt;br /&gt;IV- é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VIII- ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I- estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Constituição brasileira de 1988. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal princípio constitucional, o conceito de Estado laico, já é bem antigo no Brasil, pois foi a Constituição de 1891 que o instituiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Artigo 72 (Caput) &lt;br /&gt;§7°- Nenhum culto ou igreja gozará de subvenção oficial, nem terá relações de dependência ou aliança com o Governo da União ou dos Estados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Constituição Republicana de 1891.&lt;br /&gt;Cristianismo Ver página anexa: Lista dos principais grupos religiosos do Brasil&lt;br /&gt;CatolicismoVer artigo principal: Catolicismo no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estátua do Cristo Redentor no Rio de Janeiro, Brasil.A principal religião do Brasil, desde o século XVI, tem sido o catolicismo romano. Ela foi introduzida por missionários que acompanharam os exploradores e colonizadores portugueses nas terras do país recém-descoberto. O Brasil é considerado o maior país do mundo em número de católicos nominais, com 73,8% da população brasileira declarando-se católica, de acordo com o Censo do IBGE de 2000. Porém, sua hegemonia deve ser relativizada devido ao grande sincretismo religioso existente no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as tradições populares do catolicismo no Brasil estão as peregrinações à Igreja de Nossa Senhora Aparecida. Nossa Senhora Aparecida acabou por tornar-se a Padroeira do Brasil. Outras festas católicas importantes são o Círio de Nazaré, Festa do Divino e a Festa do Divino Pai Eterno, mais conhecida como Romaria de Trindade, em Goiás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No transcorrer do século XX, foi perceptível uma diminuição no interesse pelas formas tradicionais de religiosidade no país. Um reflexo disso é o aparecimento de grande número de pessoas que se intitulam católicos não-praticantes. Atualmente, pesquisas mostram que o número de católicos parou de cair no Brasil depois de mais de 130 anos de queda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-uSfWyzW-hDY/TxHq9hyt1HI/AAAAAAAABUw/Za22yqUeJHU/s1600/290px-Diversidade_Religiosa_no_Brasil.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="214" width="290" src="http://3.bp.blogspot.com/-uSfWyzW-hDY/TxHq9hyt1HI/AAAAAAAABUw/Za22yqUeJHU/s400/290px-Diversidade_Religiosa_no_Brasil.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Basílica de Nossa Senhora Aparecida, em Aparecida.A Renovação Carismática Católica (RCC) chegou ao Brasil no começo dos anos 1970, e ganhou força em meados dos anos 1990[carece de fontes?]. O movimento busca dar uma nova abordagem à evangelização e renovar algumas práticas da tradição católica, incentivando uma experiência pessoal com Deus através do Espírito Santo. Assemelha-se em certos aspectos às Igrejas Pentecostais, como no uso dos dons do Espírito Santo, na adoção de posturas foram julgadas por alguns como fundamentalistas e numa maior rejeição ao sincretismo religioso por parte de seus integrantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com forte presença leiga, a RCC responde hoje por grande parte dos católicos praticantes do país. Uma das comunidades carismáticas mais conhecidas é a Canção Nova que possui um canal de televisão mantido por doações e é presidida pelo monsenhor Jonas Abib. Outro ícone da RCC no Brasil é o Padre Marcelo Rossi[carece de fontes?], fenômeno de mídia e cultura de massas que surgiu no final da década de 1990[carece de fontes?], cantando e fazendo coreografias tanto em programas de televisão quanto em missas, propondo-se a pregar a mensagem de Cristo conforme ensinada pela Igreja Católica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de manter grande homogeneidade denominacional, o catolicismo conta com algumas dissidências, dentre as quais a Igreja Católica Apostólica do Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo pesquisa do Datafolha divulgada em março de 2010, 61% dos brasileiros são católicos e os evangélicos são 25%.&lt;br /&gt;ProtestantismoVer artigo principal: Protestantismo no Brasil&lt;br /&gt;Ver página anexa: Lista de denominações evangélicas no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro.O Protestantismo é o segundo maior segmento religioso do Brasil, representado principalmente pelas igrejas evangélicas com, aproximadamente, 26,1 milhões de fiéis.&lt;br /&gt;O protestantismo caracteriza-se pela grande diversidade denominacional, livre interpretação da Bíblia, e nenhuma instituição, concílio ou convenção geral que agregue e represente os protestantes como um todo. Cada denominação religiosa protestante tem plena autonomia administrativa e eclesiástica em relação as outras igrejas congêneres, porém todas fazem parte de um mesmo movimento religioso interno ao cristianismo, que começou com a Reforma Protestante de Martinho Lutero em 1517. A maioria das denominações religiosas protestantes mantêm relações fraternais umas com as outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O protestantismo chegou ao Brasil pela primeira vez com viajantes e nas tentativas de colonização do Brasil por huguenotes (nome dado aos reformados franceses) e reformados holandeses e flamengos durante o período colonial. Esta tentativa não deixou frutos persistentes. Uma missão francesa enviada por João Calvino se estabeleceu, em 1557, numa das ilhas da Baía de Guanabara, fundando a França Antártica. No mesmo ano, esses calvinistas franceses realizaram o primeiro culto protestante no Brasil e, de acordo com alguns, da própria América. Mas, pela predominância católica, foram obrigados a defender sua fé ante as autoridades, elaborando a Confissão de Fé de Guanabara, assinando, com isso, sua sentença de morte, pondo um fim no movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta de 1630, durante o domínio holandês em Pernambuco, a Igreja Cristã Reformada (Igreja Protestante na Holanda) instalou-se no Brasil Foram fundadas 22 igrejas protestantes no Nordeste, sendo que a maior era a do Recife e contava, inclusive, com uma congregação inglesa e uma francesa. Esta se reunia no templo gálico, que tinha no conde Maurício de Nassau seu membro mais ilustre. A Igreja Cristã Reformada batizou índios, lutou por sua libertação e pretendia traduzir a Bíblia para o tupi e ordenar pastores indígenas. Esse período se encerrou com a guerra de Restauração portuguesa. Quando não houve mais condições de manter Recife, o Nordeste foi devolvido a Portugal. Terminava assim a missão cristã reformada, impossível sem a proteção de um país protestante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As primeiras igrejas chegaram ao Brasil quando, com a chegada da família real portuguesa para o Brasil e a abertura dos portos a nações amigas por meio do Tratado de Comércio e Navegação, comerciantes ingleses estabeleceram a Igreja Anglicana no país, em 1811. Seguiu-se a implantação de outras igrejas de imigração: alemães trouxeram a Igreja Luterana, em 1824, e também a Igreja Adventista, em 1890, e imigrantes americanos trouxeram as Igrejas Batista e Metodista. Os missionários Robert Kalley e Ashbel Green Simonton trouxeram as Igrejas Congregacional (em 1855) e Presbiteriana (em 1859), respectivamente, estas voltadas ao público brasileiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YfZ67OUiDIM/TxHrYFfd_XI/AAAAAAAABU8/rAzFD_z6Q7I/s1600/racismo-abre275.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="335" width="275" src="http://1.bp.blogspot.com/-YfZ67OUiDIM/TxHrYFfd_XI/AAAAAAAABU8/rAzFD_z6Q7I/s400/racismo-abre275.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pentecostalismo e neopentecostalismo &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catedral da Igreja Universal do Reino de Deus em São Paulo.Em 1910, o Brasil receberia o pentecostalismo, com a chegada da Congregação Cristã no Brasil (1910) e da Assembleia de Deus (1911). A partir de 1950, o pentecostalismo transformou-se com a influência de movimentos de cura divina que geraram diferentes denominações, tais como a Igreja "O Brasil Para Cristo" e a Igreja do Evangelho Quadrangular. Nessa época, algumas denominações protestantes que eram tradicionais adicionaram o fervor pentecostal, como exemplo, a Convenção Batista Nacional e as igrejas Presbiteriana Renovada e Igreja Cristã Maranata, ambas surgidas a partir da Igreja Presbiteriana do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 1970, surgiu o movimento neopentecostal, com igrejas mais secularizadas, padrões morais menos rígidos, e ênfase na teologia da prosperidade, como a Igreja Universal do Reino de Deus. A partir dos anos 1980, surgiram igrejas neopentecostais com foco nas classes média e alta, trazendo um discurso ainda mais liberal quanto aos costumes e menos ênfase nas manifestações pentecostais. Dentre essas igrejas se destacam a Igreja Renascer em Cristo e a Igreja Evangélica Cristo Vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas últimas décadas, o protestantismo principalmente as pentecostais e neopentecostais vem ganhando muitos adeptos, sendo o segmento religioso com maior índice de crescimento. A maioria das igrejas protestantes estão presentes: no Rio Grande do Sul( descendentes de alemães, que trouxeram a Igreja Luterana, maior grupo religioso da Alemanha até os dias de hoje), nas grandes capitais do sudeste, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte(onde as igrejas Batistas têm grande espaço), Goiânia e Brasília( onde a igreja Sara Nossa Terra têm grande percentual da população). Os protestantes estão em número bastante significativo nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e em toda a região centro-oeste.[15]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AdventismoVer artigo principal: Igreja Adventista do Sétimo Dia&lt;br /&gt;No Brasil são 1.200.000 membros da IASD em 2000 sob a coordenação de sete Uniões que administram as Associações e Missões. As instituições da IASD do Brasil e de sete países latino-americanos formam a Divisão Sul Americana, com sede em Brasília, Distrito Federal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeira Igreja Adventista do Brasil em Santa Catarina.O adventismo chegou no Brasil em 1884 através de publicações que chegaram pelo porto de Itajaí com destino a cidade de Brusque, no interior de Santa Catarina. Em maio de 1893 chegou o primeiro missionário adventista, Alberto B. Stauffer que introduziu formalmente através da Colportagem os primeiros contatos com a população. Em abril de 1895 foi realizado o primeiro batismo em Piracicaba, SP, sendo Guilherme Stein Jr o primeiro converso. Inicialmente os estados brasileiros com maior presença germânica foram atingidos pela literatura adventista. Conforme informações repassadas pelo pastor F Westphal, a primeira Igreja Adventista do Sétimo Dia em solo nacional foi estabelecida na região de Gaspar, em Santa Catarina, em 1895, seguida por congregações no Rio de Janeiro e em Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, todas no mesmo ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/--9ceIytbX7k/TxHrwODGYpI/AAAAAAAABVI/F3jTem6MYAU/s1600/intolerancia_placa.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="385" width="383" src="http://2.bp.blogspot.com/--9ceIytbX7k/TxHrwODGYpI/AAAAAAAABVI/F3jTem6MYAU/s400/intolerancia_placa.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a fundação da gráfica adventista em 1905 em Taquari, RS (atual Casa Publicadora Brasileira localizada em Tatuí-SP), o trabalho se estabeleceu entre os brasileiros e se expandiu em todos os estados. A primeira Escola Adventista no Brasil surgiu em 1896 na cidade de Curitiba. Em 2005 somam-se 393 escolas de ensino fundamental e 118 do ensino médio com o total de 111.453 alunos e seis instituições de Ensino Superior (IES) com mais de cinco mil alunos que tem no Centro Universitário Adventista de São Paulo, sua matriz educacional. O UNASP como é conhecida esta IES, surgiu em 1915, no Capão Redondo, SP e hoje conta com três campi: na cidade de São Paulo, em Engenheiro Coelho e Hortolândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mormonismo: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias no Brasil, Os Santos dos Últimos Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegou no Brasil em 1923, por meio de imigrantes alemães, porém o trabalho de proselitismo só se iniciou em 1927, com a chegada de uma dupla de missionários. Esses missionários não falavam o português muito bem, então as reuniões no início eram dirigidas em alemão. A Missão São Paulo Brasil (uma espécie de departamento regional de proselitismo) Foi a primeira criada no país, atualmente são 28. Hoje, existem mais de 1800 capelas mórmons em todas as Unidades da Federação Brasileira.[carece de fontes?]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Templo mórmon de Campinas.Os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, também conhecidos como mórmons, tem aqui no Brasil o 2° maior país com população mórmon do mundo, mais de 1 milhão de membros atualmente, superado apenas pelos Estados Unidos. Em 2000, o censo do IBGE mostrou haver no Brasil somente 200 mil pessoas que se dizem membros desta denominação. Entre 2000 e 2006 a Igreja Mórmon cresceu cerca de 460% no Brasil.[carece de fontes?]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-lMl3X606HKU/TxHtzHD9RAI/AAAAAAAABVg/ftTJmo4lGwA/s1600/3408403234_75ecfb0d75_o.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="296" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-lMl3X606HKU/TxHtzHD9RAI/AAAAAAAABVg/ftTJmo4lGwA/s400/3408403234_75ecfb0d75_o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Igreja Mórmon no Brasil é presidida pelos Élderes (título que significa "senhor","Irmao mais velho", "ancião") Ulisses Soares (Presidente), Stanley G. Ellis (Primeiro Conselheiro) e Carlos A. Godoy (Segundo Conselheiro). Até abril de 2007, os mórmons eram divididos em duas áreas geográficas distintas, a Área Brasil Norte (sediada em Recife), e a Área Brasil Sul (sediada em São Paulo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só no Brasil os mórmons tem cinco templos construídos, dedicados e em funcionamento (em São Paulo, Recife, Porto Alegre, Campinas e Curitiba), um em construção (em Manaus) e um a construir em Fortaleza. Pela crença mórmon, nesses templo são realizadas ordenanças como batismo vicário e selamento de famílias, além de ser um lugar de aprendizado e espiritualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje a Igreja vem crescendo muito em Curitiba e Porto Alegre, se espalhando pelo país. Muitos missonarios estrangeiros estão vindo para o Brasil a cada mes, pregando o evangelho por toda parte do país, e estão obtendo sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É brasileiro o primeiro mórmon negro a receber um chamado de Autoridade Geral (autoridade a nível mundial), seu nome é Helvécio Martins. Hoje há cinco brasileiros servindo como Autoridades Gerais: Cláudio R. M. Costa, Marcos A. Aidukaitis, Carlos A. Godoi e Ulisses Soares e Jairo Mazzagardi. Durante todos os anos desde a chegada da Igreja Mórmon ao Brasil, somente um mórmon foi eleito ao Congresso Nacional, Moroni Torgan, do estado do Ceará.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristianismo oriental: Igreja Ortodoxa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Catedral vista da Avenida Paulista.A Igreja Ortodoxa também se faz presente no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Catedral Metropolitana Ortodoxa, localizada em São Paulo, na rua Vergueiro, além de ser a Sé da Arquidiocese da Igreja Católica Ortodoxa Antioquina de São Paulo é, também, de todo o Brasil. É um exemplo de construção arquitetônica bizantina que pode ser apreciado na América do Sul. Seu projeto, cuja edificação teve início da década de 1940, foi inspirado na Basílica de Santa Sofia em Constantinopla (atual Istambul) e foi inaugurada em janeiro de 1954. Contudo, ainda tem pequena representação no país, apesar de já ter alguma visibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Testemunhas de JeováVer artigo principal: Testemunhas de Jeová&lt;br /&gt;No Brasil, as Testemunhas de Jeová vem crescendo consideravelmente. Estima-se que mais de 700.000 membros servem ativamente como publicadores e missionários neste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em 1899 que Sarah Bellona Ferguson, de São Paulo, recebeu pela primeira vez dos Estados Unidos, por correio, algumas publicações da Sociedade Torre de Vigia. Ao passo que aprendia o que as Testemunhas chamam de "as preciosas verdades bíblicas", fazia o possível para transmiti-las a outros. Quando surgiu a oportunidade para isso, ela foi batizada, depois de uns 25 anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ínterim, oito jovens marinheiros brasileiros, de licença do seu navio na cidade de Nova York, ficaram interessados nas reuniões dos Estudantes da Bíblia (como se chamavam então as Testemunhas de Jeová). Obtiveram ali uma Bíblia em português. Foram também ajudados a entendê-la. Quando voltaram ao Brasil, em março de 1920, depois de se terem associado por alguns meses com os Estudantes da Bíblia em Nova York, eles continuaram a se reunir e a falar a outros sobre o que haviam aprendido. No começo, usavam as publicações da Torre de Vigia em espanhol como ajudas para o estudo, porque não havia nada disponível em português. Poucos anos depois, George Young foi o primeiro missionário enviado ao Brasil, e foi providenciado que se traduzissem e imprimissem publicações em português. Em 1923, foi aberta no Rio de Janeiro uma congênere da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados (dos EUA), a fim de promover a educação bíblica neste vasto país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as Testemunhas de Jeová tornaram-se grandes no Brasil, estando presentes em todos os estados do país, em mais de 10.000 congregações, segundo o Anuário das Testemunhas de Jeová. A Sede das Testemunhas de Jeová aqui no Brasil localiza-se em Cesário Lange, no interior de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reuniões das Testemunhas de Jeová já ultrapassam uma média de um milhão pessoas presentes ao ano, sendo que 1,681,986 pessoas estiveram presentes em sua principal reunião anual de 2010, a Comemoração da Morte de Cristo. Os Estados com maior número de Testemunhas de Jeová são: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Rio Grande do Sul&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ressalta o trabalho voluntário realizado com os surdos e cegos. Por exemplo, em todo o Brasil, voluntários Testemunhas de Jeová ajudam milhares de surdos, desde a alfabetização na sua primeira língua, como a LIBRAS, passando pelo idioma escrito, quando se aplica. Traduzem e distribuem Bíblias e outros livros para DVDs em vídeos para distribuição gratuita aos surdos. Tem-se dado atenção especial a estes, oferecendo seu trabalho voluntário como intérpretes em língua de sinais, acompanhando os surdos em escolas, médicos, advogados, entrevista de emprego, etc. Elas têm oferecido também aos familiares e até mesmo colegas de trabalho dos surdos a oportunidade de conhecerem a língua de sinais, e para isso usam DVDs visuais ou outra publicação produzida pelas próprias Testemunhas com o objetivo de facilitar o aprendizado e a inclusão social e espiritual dos surdos à suas famílias e às suas comunidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não-religiosos: Sem religião, Ateísmo e Agnosticismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o último Censo realizado pelo IBGE, por volta de 13 milhões de brasileiros (7,4% da população total) consideram-se ateus, agnósticos ou declaram acreditar em um Deus sem estarem filiados a alguma religião específica. Cabe salientar que o IBGE, órgão oficial de pesquisas, não pergunta quem de fato é ateu, quem é agnóstico, e quem apenas não segue alguma religião preestabelecida, embora conserve a sua fé em algo transcendental, denominando todos estes grupos pelo termo "sem religião".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-gbJuU5IPGH8/TxHui_FLRiI/AAAAAAAABVs/LrQ_yKZrEG8/s1600/imagesCA7BZLDX.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="187" width="270" src="http://2.bp.blogspot.com/-gbJuU5IPGH8/TxHui_FLRiI/AAAAAAAABVs/LrQ_yKZrEG8/s400/imagesCA7BZLDX.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o estado da Bahia é o terceiro com maior número de pessoas sem religião; o primeiro é o Rio de Janeiro. A capital bahiana, Salvador, tem a maior porcentagem nacional de pessoas sem religião entre as capitais, 18% da população. No país todo, são mais numerosos entre os homens e entre os habitantes com menos de 55 anos. A cidade com o maior número de ateus é Nova Ibiá, com 59,85% dos habitantes, de acordo com o censo de 2000 do IBGE. O segundo lugar fica com Pitimbu, na Paraíba, com 42, 44%. De acordo com dados do IBGE, 7,4% (cerca de 12,5 milhões) da população brasileira declarou-se "sem religião", podendo ser agnósticos, ateus ou deístas. Em 1991 essa porcentagem era de 4,7%. Uma pesquisa realizada pela empresa Ipsos a pedido da agência de notícias Reuters revelou que 3% dos brasileiros entrevistados não acreditam em deuses ou seres supremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atualmente, apenas os ditos católicos e evangélicos superam em número os não-religiosos. Em comparação, estima-se que a média mundial de não-religiosos é de 23,5% da população total.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lista dos principais grupos religiosos do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espiritismo: Doutrina espírita e História do espiritismo no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Federação Espírita Brasileira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sede da Federação Espírita Brasileira em Brasília.De acordo com o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2000, o Brasil possui 2,3 milhões de espíritas, sendo esse o terceiro maior grupo religioso do país. Com efeito, o IBGE trata os termos Kardecismo e Espiritismo como equivalentes em sua classifição censitária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-qPIdN-pnfSU/TxHvJHMGTrI/AAAAAAAABV4/e6eLhL4wZ3A/s1600/reencarnac3a7c3a3o03.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="395" width="336" src="http://2.bp.blogspot.com/-qPIdN-pnfSU/TxHvJHMGTrI/AAAAAAAABV4/e6eLhL4wZ3A/s400/reencarnac3a7c3a3o03.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A doutrina espírita teve através de nomes como Bezerra de Menezes e Chico Xavier a oportunidade de se popularizar, espalhando seus ensinamentos por grande parte do território brasileiro. Hoje, o país é o que reúne o maior número de adeptos do espiritismo no mundo. Os espíritas são, também, o segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo os dados do mesmo Censo. Bezerra de Menezes foi presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) por duas gestões. A FEB foi fundada em janeiro de 1884, por Elias da Silva, com a finalidade de unificar o pensamento espírita no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como doutrina filosófica, o espiritismo foi sistematizado pelo pedagogo francês Allan Kardec n'O Livro dos Espíritos, publicado em 18 de abril de 1857. No Brasil, contudo, houve uma forte ressignificação das idéias espíritas, que foram carregadas de um viés muito mais religioso do que o existente na Europa. Foi dentro dessa perspectiva que o espiritismo foi amplamente divulgado no Brasil, ainda na segunda metade do século XIX, atraindo principalmente a classe média. Em setembro de 1865, em Salvador, Bahia, foi criado o "Grupo Familiar do Espiritismo", o primeiro centro espírita brasileiro. Em 1873, fundou-se a "Sociedade de Estudos Espíritas", com o lema "Sem caridade não há salvação; sem caridade não há verdadeiro espírita". Esse grupo dedicou-se a traduzir para o português as obras de Kardec, como "O Livro dos Espíritos", "O Livro dos Médiuns", "O Evangelho Segundo o Espiritismo", "O Céu e o Inferno" e "A Gênese".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Budismo: Budismo no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Templo budista Zu Lai em Cotia, São Paulo.O budismo é provavelmente a maior de todas as religiões minoritárias do Brasil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) há no Brasil cerca de 200 mil praticantes do budismo - em 1991: 236.408 budistas, em 2000 214.873 budistas no país (- 9.1%) O número relativamente grande de seguidores é devido, principalmente, a grande comunidade japonesa brasileira. Cerca de um quinto da comunidade japonesa no Brasil é seguidora do budismo. Seitas budistas japonesas, como o Budismo de Nitiren (mais notavelmente a Soka Gakkai), Jodo Shinshu e Zen são os mais populares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, nos últimos anos seitas chinesas e do sudeste asiático, como a Mahayana e Theraveda, estão ganhando popularidade. O budismo foi introduzido no Brasil no início do século XX, por imigrantes japoneses, embora agora, 60% dos brasileiros japoneses sejam cristãos devido às atividades missionárias e casamento. No entanto, a cultura brasileira japonesa tem uma substancial influência budista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Judaísmo no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinagoga Kahal Zur Israel, a mais antiga sinagoga das Américas, localizada em Recife, Pernambuco.Há cerca de 196 mil judeus no Brasil.&lt;br /&gt;A maior proporção de judeus é encontrado nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os judeus chegaram pela primeira vez no Brasil como cristãos-novos ou convertidos, nomes aplicados aos judeus ou muçulmanos que se converteram ao catolicismo, a maioria deles à força. De acordo com os relatórios da Inquisição, muitos cristãos-novos que viviam no Brasil durante o período colonial foram condenados por secretamente manterem costumes judaicos. Estes relatórios podem não ser confiáveis ​​desde a Inquisição confiscou os bens terrenos de suas vítimas, e tinha um interesse directo na denúncia e convencendo-os.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1630, os holandeses conquistaram partes do nordeste do Brasil e permitiram a prática aberta de qualquer religião. Muitos judeus vieram dos Países Baixos para viver no Brasil na área dominada pelos holandeses. A maioria deles eram descendentes dos judeus portugueses que tinham sido expulsos de Portugal, em 1497. Em 1636, a Sinagoga Kahal Zur Israel, a primeira sinagoga das Américas, foi construída no Recife, a capital da Nova Holanda (Brasil Holandês). O edifício original permanece intacto até hoje, mas os judeus foram forçados a sair do Brasil quando o Império Português retomou as terras em 1654.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira vez que judeus ficaram no Brasil e puderam praticar abertamente a sua religião aconteceu quando a primeira constituição brasileira concedeu liberdade de religião em 1824, logo após a independência. Eles eram principalmente judeus marroquinos, descendentes dos judeus espanhóis e portugueses que tinham sido expulsos da Espanha em 1492 e de Portugal em 1497.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira onda de judeus sefarditas foi ultrapassada pela maior onda de imigração de judeus ashkenazi, que chegou no final do século XIX e início do século XX, principalmente da Rússia, Polônia, Bielorrússia e Ucrânia. Um último grupo significativo veio, fugindo do nazismo e da destruição que se seguiu pela Segunda Guerra Mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Islã no Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesquita em São Paulo.Segundo o Censo de 2000, havia 27.239 muçulmanos no Brasil. Acredita-se que o islã chegou ao Brasil por meio de escravos africanos muçulmanos trazidos da África Ocidental. O Brasil recebeu mais muçulmanos escravizados do que qualquer outro lugar nas Américas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o Ramadã, em janeiro de 1835, um pequeno grupo de escravos negros e libertos de Salvador, na Bahia, inspirados por professores muçulmanos, se levantaram contra o governo no que ficou conhecido como Revolta dos Malês, a maior rebelião escrava no Brasil. (Muçulmanos eram chamados de malês na Bahia por causa da palavra imale do iorubá, que designava um muçulmano iorubá.) Temendo que o exemplo pudesse ser seguido, as autoridades brasileiras começaram a vigiar os malês com muito cuidado e, nos anos subsequentes, intensos esforços foram feitos para forçar conversões para o catolicismo e apagar a memória popular e o apreço pelo islã. No entanto, a comunidade muçulmana africana não foi eliminada com facilidade, e em 1910, estima-se que ainda havia cerca de 100.000 africanos muçulmanos vivendo no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma tendência recente tem sido o aumento nas conversões ao islamismo entre os cidadãos não-árabes. Uma fonte muçulmana recente estima que existem cerca de 10 mil muçulmanos convertidos no Brasil. Os líderes da comunidade muçulmana no Brasil estimam que há entre 70.000 e 300.000 muçulmanos no país, com o menor valor que representando aqueles que praticam a religião, enquanto a estimativa mais elevada incluiria também membros nominais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiões afro-brasileiras e indígenasVer artigo principal: Religiões afro-brasileiras&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-DKup8NUl90U/TxHvncX_-YI/AAAAAAAABWE/lDplSz-6oeU/s1600/354379518_7af4cac75c.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-DKup8NUl90U/TxHvncX_-YI/AAAAAAAABWE/lDplSz-6oeU/s400/354379518_7af4cac75c.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe Stella de Oxóssi Iyálorixá do Candomblé, Salvador, Bahia.Com a vinda dos escravos para o Brasil, seus costumes deram origem a diversas religiões, tais como o candomblé, que tem milhões de seguidores, principalmente entre a população negra, descendente de africanos. Estão concentradas em maior número nos grandes centros urbanos do Norte e do Nordeste do país, mas também com grande presença no Sudeste. Diferente do candomblé, que é a religião sobrevivente da África ocidental, há também a Umbanda, que representa o sincretismo religioso entre o catolicismo, espiritismo e os orixás africanos. As religiões de matriz africana foram e ainda são perseguidas e discriminadas no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As chamadas religiões afro-brasileiras compõem o candomblé que é dividido em várias nações, o batuque, o Xangô do Recife e o Xambá foram trazidas originalmente pelos escravos. Estes escravos cultuavam seu Deus, e as divindades chamadas Orixás, Voduns ou inkices com cantos e danças trazidos da África.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Se2abmi3XxM/TxHwUdPx0TI/AAAAAAAABWQ/4WRorG739rI/s1600/imagesCAW3HWWL.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="184" width="274" src="http://2.bp.blogspot.com/-Se2abmi3XxM/TxHwUdPx0TI/AAAAAAAABWQ/4WRorG739rI/s400/imagesCAW3HWWL.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas práticas atuais, os seguidores da umbanda deixam oferendas de alimentos, velas e flores em lugares públicos para os espíritos. Os terreiros de candomblé são discretos da vista geral, exceto em festas famosas, tais como a Festa de Iemanjá em todo o litoral brasileiro e Festa do Bonfim na Bahia. Estas religiões estão em todo o país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil é bastante conhecido pelos ritmos alegres de sua música, como o Samba e a conhecida como MPB (música popular brasileira). Isto pode relacionar-se ao fato de que os antigos proprietários de escravos no Brasil permitiam que seus escravos continuassem sua tradição de tocar tambores (ao contrário dos proprietários de escravos dos Estados Unidos que temiam o uso dos tambores para comunicações).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A umbanda é considerada por muitos uma religião nascida no Brasil em 15 de novembro de 1908 no Rio de Janeiro. Embora existam relatos de outras datas e locais de manifestação desta religião antes e durante este período seus adeptos aceitam esta data como o início histórico da mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IaWKMZBNfss/TxHwwRcVDCI/AAAAAAAABWc/QRz1lPbnX30/s1600/imagesCAMV3TLQ.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="119" width="139" src="http://2.bp.blogspot.com/-IaWKMZBNfss/TxHwwRcVDCI/AAAAAAAABWc/QRz1lPbnX30/s400/imagesCAMV3TLQ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Estado da Bahia para o Norte há também práticas diferentes tais como Pajelança, Catimbó, Jurema, Tambor-de-Mina e Terecô com fortes elementos indígenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neopaganismo&lt;br /&gt;Começam a se difundir entre os brasileiros, atualmente, as religiões neo-pagãs, como a Wicca e o Neo-druidismo. Com a Wicca acontece um fator mais expressivo e especial. No Censo 2000, os wiccanos foram incluídos no grupo de "outras religisidades" e "não determinadas", que representavam 0,009% e 0,211% da população, respectivamente. De qualquer forma, desde a década de 1990 a Wicca, ou a Bruxaria em geral, têm crescido muito no país, especialmente em Brasília e São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Religiões hoasqueiras nas décadas mais recentes, tem crescido no Brasil o número de adeptos de religiões que fazem uso do chá Hoasca (também conhecido como ayahuasca) em seus rituais. São as religiões hoasqueiras, que se originaram na Floresta Amazônica e hoje se expandem nos grandes centros urbanos. Entre elas, as mais representativas e organizadas são a União do Vegetal, o Santo Daime e A Barquinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2004, o Conselho Nacional de Políticas Sobre Drogas (CONAD), atual órgão do Ministério da Justiça brasileiro, reconheceu a legitimidade do uso religioso da ayahuasca e a legalidade de sua prática. Seu uso para fins religiosos foi regulamentado pelo CONAD em 25 de janeiro de 2010, em resolução na qual se estabelece as normas legais para a utilização do chá pelas instituições religiosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Intolerância religiosaVer artigo principal: Intolerância religiosa no Brasil&lt;br /&gt;Tem ocorrido no Brasil o crescimento das comunidades neopentecostais e algumas delas, como a Igreja Universal do Reino de Deus, são consideradas culpadas de intolerância religiosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi criado no Brasil o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro) por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007. Segundo Eloi Ferreira Araújo, previamente ministro interino da Igualdade Racial, "O Estado brasileiro reconhece que existem problemas dessa ordem, mas estamos procurando tratar disso".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crítica da religião e Homofobia no Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas entidades alegam que os direitos sociais dos homossexuais no Brasil são desrespeitados por motivos religiosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro problema alegado no âmbito religioso brasileiro é o desrespeito ao laicismo. Apesar de no Brasil a Constituição definir o Estado como laico e ter oficializado a separação entre a Igreja e o Estado, o governo brasileiro mantém uma concordata com o Vaticano, o que, de acordo com alguns especialistas, cria um estatuto privilegiado para a Igreja Católica no país. No entanto, para outros especialistas o acordo não cria privilégios e "todas as religiões estão livres para estabelecer a mesma relação com o Estado, se assim o desejarem".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-tXmADpL1p-c/TxHxGw-wdII/AAAAAAAABWs/NmD95yJKsLo/s1600/imagesCA2TSYUJ.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="225" width="224" src="http://3.bp.blogspot.com/-tXmADpL1p-c/TxHxGw-wdII/AAAAAAAABWs/NmD95yJKsLo/s400/imagesCA2TSYUJ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A presença de símbolos religiosos, como a cruz cristã, em repartições públicas brasileiras também é criticada por alguns segmentos da sociedade. Em 2009, o Ministério Público de São Paulo entrou com uma ação civil pedindo a retirada dos símbolos religiosos dos prédios de entidades do governo federal no estado de São Paulo. Para o procurador Jefferson Aparecido Dias, responsável pela ação, "quando o Estado ostenta um símbolo religioso de uma determinada religião em uma repartição pública, está discriminado todas as demais ou mesmo quem não tem religião afrontando o que diz a Constituição." Já o desembargador José Geraldo Barreto Fonseca discorda dessa opinião, dizendo que "o Brasil é um estado leigo, não ateu, e respeita os valores religiosos". Ele cita o preâmbulo da Constituição Federal, em que se lê que esta foi promulgada "sob a proteção de Deus". Em 2007 o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) julgou quatro representações questionando a presença de crucifixos em tribunais, como o que há no Supremo Tribunal Federal. Decidiu pela permanência dos crucifixos, entendendo que o uso de símbolos religiosos em órgãos do Poder Judiciário não fere a autonomia do Estado em relação à religião. Na sua avaliação os crucifixos são muito mais símbolos culturais e tradicionais do que representantes de uma religião específica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-784935280636971628?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/784935280636971628/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/religioes-e-o-brasil.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/784935280636971628'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/784935280636971628'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/religioes-e-o-brasil.html' title='Religiões e o  Brasil...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8R8FrfPDnpk/TxHqNIXRXHI/AAAAAAAABUY/DRVNfDqgmr0/s72-c/intolerancia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-1103128055781732629</id><published>2012-01-13T12:03:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T12:03:28.468-08:00</updated><title type='text'>Denuncia racismo em Hollywood</title><content type='html'>George Lucas explicou que enfrentou vários problemas para o financiamento do filme, sobre os pilotos afro-americanos da Tuskegee Airmen que combateram na Segunda Guerra Mundial, tendo pago grande parte da produção com o seu próprio dinheiro. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0GBzLdThwZU/TxCKJTXChoI/AAAAAAAABUA/xjxtYPPG6ec/s1600/367967.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="243" width="350" src="http://2.bp.blogspot.com/-0GBzLdThwZU/TxCKJTXChoI/AAAAAAAABUA/xjxtYPPG6ec/s400/367967.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Segundo o realizador da épica saga “Guerra das Estrelas”, não houve nenhum grande estúdio interessado em apoiar e financiar o filme por não existir nenhum actor branco nos papéis principais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eu mostrei-o [o filme] a todos os grandes estúdios de cinema e todos disseram ‘Não, nós não sabemos como introduzir no mercado um filme como este”, contou George Lucas, responsável pela produção do filme, através da Lucasfilm. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para “Red Tails”, filme realizado por Anthony Hemingway e com argumento de John Ridley, George Lucas investiu 58 milhões de dólares (45 milhões de euros) e tem ainda um investimento de mais 35 milhões (27 milhões de euros) para a distribuição do filme, que chega aos cinemas norte-americanos a 20 de Janeiro. O filme começou a ser produzido e realizado em1989.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Eles [estúdios e distribuidoras] não acreditam que exista algum mercado para estes filmes”, continuou Lucas, que através da sua produtora produz a primeira obra em 15 anos não relacionada com as sagas “Star Wars” ou “Indiana Jones”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme de ficção, baseado em histórias verídicas, conta no elenco com nomes bem conhecidos como o vencedor de um Óscar Cuba Gooding Jr, Terence Howard e o cantor Ne-Yo. A actriz portuguesa Daniela Ruah, que tem protagonizado a série “Investigação Criminal: Los Angeles” também faz parte do elenco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 2007, o então presidente dos Estados Unidos, George Bush, distinguiu estes pilotos afro-americanos com a Medalha de Ouro do Congresso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma entrevista, George Lucas explicou que normalmente os filmes negros, mesmo os filmes de Tyler Perry (“Porque é que me Casei?”), que normalmente são sucessos de bilheteiras, têm baixos orçamentos, quando comparados com as grandes produções de Hollywood. Uma realidade e uma visão do negócio muito criticada por George Lucas, que garantiu que, por exemplo, “Red Tails”, “custa muito mais dinheiro do que alguns filmes fazem nas bilheteiras”. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-AQBOklYy8Ho/TxCLIAmcUrI/AAAAAAAABUM/34sOqy4Xflk/s1600/20120112145553659.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="218" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-AQBOklYy8Ho/TxCLIAmcUrI/AAAAAAAABUM/34sOqy4Xflk/s400/20120112145553659.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;George Lucas não é o primeiro a acusar a indústria cinematográfica de Hollywood de racismo. Já em 2008, Spike Lee criticou a ausência de actores negros nos grandes filmes de guerra, destacando os filmes de Clint Eastwood, “As Bandeiras dos Nossos Pais” e “Cartas de Iwo Jima”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ele fez dois filmes sobre a batalha de Iwo Jima, durante a II Guerra Mundial, e não houve um único soldado negro a aparecer”, disse na altura Spike Lee, acrescentando que, por isso, o filme não correspondia à realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em relação à polémica, Clint Eastwood reconheceu que, de facto, tinha existido uma pequena unidade de soldados negros destacada para Iwo Jima, mas que nenhum desses soldados hasteou a bandeira e que esse era, afinal, o tema do filme. “Se eu tivesse posto ali um actor afro-americano, teriam dito ‘este tipo perdeu a cabeça’. Ou seja, eu não estaria a ser exacto", justificou-se então Eastwood.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Polémicas à parte, George Lucas garantiu que se o filme for bem sucedido nos cinemas e alcançar um lugar cimeiro nas receitas de bilheteira, terá uma prequela e uma sequela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diretor declarou que enfretou diversos problemas com o financiamento da obra, que conta a história do primeiro esquadrão aéreo formado por negros, os Tuskegee Airmen, que combateram a Segunda Guerra Mundial. "Não há nenhum papel principal para brancos nela (história). Mostrei para todos os distribuidores e me disseram não. Eles não sabem como vender esse filme" disse Lucas durante a entrevista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lucas não é o primeiro diretor a acusar a indústria de racismo. Spike Lee questionou a ausência de negros no elenco de filmes de guerra em 2008, citando os filmes de Clint Eastwood Cartas de Iwo Jima e Bandeiras dos nossos pais&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para viabilização de seu projeto Lucas investiu, através da sua produtora Lucasfilms, a quantia US$58 milhões para produção e outros US$35 milhões para distribuição.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;O realizador George Lucas disse numa entrevista a Jon Stewart, no The Daily Show, que precisou de 20 anos para conseguir terminar o seu último filme, “Red Tails”, “porque tem um elenco só de negros”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"George Lucas criticou a falta de interesse dos grandes estúdios de cinema em filmes com elenco negro"&lt;br /&gt;(Por:Por Cláudia Carvalho/www.youtube.com/watch?v=BpA6TC0T)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-1103128055781732629?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/1103128055781732629/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/denuncia-racismo-em-hollywood.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/1103128055781732629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/1103128055781732629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/denuncia-racismo-em-hollywood.html' title='Denuncia racismo em Hollywood'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-0GBzLdThwZU/TxCKJTXChoI/AAAAAAAABUA/xjxtYPPG6ec/s72-c/367967.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-5123408417678172112</id><published>2012-01-13T02:00:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T02:00:13.670-08:00</updated><title type='text'>A cor x sexualidade</title><content type='html'>Nos últimos anos, ocorreram reduções nas desigualdades raciais em alguns indicadores do mercado de trabalho, como, por exemplo, o rendimento médio do trabalho. Porém, apesar desta queda, os abismos nos indicadores das pessoas brancas e pretas/pardas permanecem muito elevados. Este panorama é atestado pelo boletim "Tempo em Curso", elaborado pelo Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais (Laeser/UFRJ).&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pMefzzYARcw/Tw__FOFVCkI/AAAAAAAABTE/a6rtPIOdapI/s1600/imagesCAJ6LLDG.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="141" width="185" src="http://3.bp.blogspot.com/-pMefzzYARcw/Tw__FOFVCkI/AAAAAAAABTE/a6rtPIOdapI/s400/imagesCAJ6LLDG.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados do boletim (clique aqui para acessar) mostram o já conhecido abismo de rendimento que separa os homens brancos dos negros. E explicita que, além da cor da pele, a distância de rendimento expressa também uma dimensão de gênero: mulheres brancas e negras (pretas e pardas) estão separadas por centenas de reais em termos de rendimento (R$1.638 para as primeiras; R$ 906 para as segundas – números registrados em setembro de 2011). A taxa de desemprego, avaliada em cima das seis maiores regiões metropolitanas do país, também indica um cenário pior para as mulheres pretas e pardas, cujo desemprego foi de 9,3% em setembro de 2011, ante 6,2% para as brancas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O boletim compilou também dados entre 2009 e 2010 que falam sobre a violência contra as mulheres, incluindo sua desagregação de cor ou raça. Esta análise compõe a segunda parte do boletim. As notificações de violência contra mulheres foram feitas segundo os grupos de cor ou raça, a partir dos dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN/Ministério da Saúde). Os números apontam 66.350 casos de violência contra mulheres entre 2009 e 2010: 27.676 tendo as brancas como vítimas e 23.698 tendo as negras como agredidas. Houve 14.176 denúncias cuja declaração de cor não foi registrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O economista, sociólogo e coordenador geral do Laeser, Marcelo Paixão, afirma em entrevista ao CLAM como funciona a dinâmica de gênero que marca as desigualdades salariais e reflete sobre os números de violência contra mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dados mostram que as assimetrias de renda não se limitam à divisão homem e mulher. Dentro da população feminina, a diferença de renda entre trabalhadoras brancas e negras/pardas é de 80,7%. O que esses números dizem sobre a relação entre aspectos raciais e de gênero no mercado de trabalho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rendimento médio do trabalho das pessoas pretas e pardas é sempre inferior comparado ao dos grupos de pessoas de cor ou raça branca e amarela. O desemprego também é uma variável cronicamente desfavorável aos negros.&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IeJRGQ7IU6A/Tw__WZpjUPI/AAAAAAAABTQ/LDUdBcFtUgM/s1600/imagesCAUT66LM.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="155" width="168" src="http://2.bp.blogspot.com/-IeJRGQ7IU6A/Tw__WZpjUPI/AAAAAAAABTQ/LDUdBcFtUgM/s400/imagesCAUT66LM.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fator educacional pode ser mobilizado para explicar estas diferenças, tendo em vista a menor escolaridade média dos negros em relação aos brancos. Mas não podemos explicar isso apenas pela educação. O próprio mercado de trabalho apresenta uma dinâmica que além de remunerar desigualmente pessoas negras e brancas que ocupam postos parecidos, discrimina as pessoas de pele escura quando da oferta de oportunidades ocupacionais melhor recompensadas financeiramente e de maior prestígio social. Tal realidade por sua vez gera um efeito de muito difícil mensuração, mas que se coloca evidente, qual seja: o fato de existirem poucas pessoas negras nos postos de trabalho de melhor posição reforça a baixa escolaridade deste grupo pela via do rebaixamento da auto-estima. Isso forma um círculo vicioso que alimenta a perpetuação das assimetrias sociais e raciais no país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando associamos o debate acima com a da questão de gênero, o que ocorre é o que chamamos de preconceito e discriminação agravados, que une sexo e cor de pele. Os números oficiais que falam do modo pelo qual o mercado de trabalho brasileiro trata as mulheres negras mostram que as relações raciais e de gênero permeiam nosso mercado de trabalho, penalizando aqueles indivíduos que carregam características desvalorizadas socialmente. Seus patamares de remuneração são invariavelmente inferiores aos dos demais grupos, incluindo as mulheres brancas e os homens negros – grupo ao qual em comparação tem até maior escolaridade. Sua taxa de desemprego e informalidade é também invariavelmente maior que a dos demais grupos. Ou seja, a discriminação por cor e gênero torna mais vulnerável a população feminina e negra.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xoC59pLp94o/Tw__jJ5B3QI/AAAAAAAABTc/xi-PpLjhoGA/s1600/imagesCASPOIOO.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="162" width="312" src="http://3.bp.blogspot.com/-xoC59pLp94o/Tw__jJ5B3QI/AAAAAAAABTc/xi-PpLjhoGA/s400/imagesCASPOIOO.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A sociedade brasileira é atravessada por questões de gênero, raça, classe social, entre tantas outras variáveis. E o mercado de trabalho espelha essa dinâmica de desigualdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O rendimento médio das mulheres pretas e pardas subiu de R$889,83, em setembro de 2010, para R$ 906,69, em setembro deste ano. O rendimento das mulheres brancas ficou praticamente estável (de R$1.640 a R$ 1.638). Podemos falar em um processo contínuo de redução da distância entre essas mulheres? Ou é um dado pontual?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longo dos últimos anos o mercado de trabalho brasileiro caminhou no sentido da redução das desigualdades sociais e raciais. De um lado o controle da inflação permitiu a preservação do poder de compra dos salários e remuneração do trabalho dos trabalhadores mais pobres. Por outro lado, ocorreu uma política de valorização do salário mínimo, após aumentos reais sucessivos estipulados pelo governo federal. Atualmente salário mínimo brasileiro superou os U$ 200, algo inconcebível há dez anos atrás. Isso repercute no setor formal e no informal, que se referencia no piso salarial. No mesmo rumo, tal movimento contribuiu para a redução das assimetrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, é preciso perceber que tal movimento também espelha fenômenos não necessariamente positivos ocorridos nos últimos anos. Desde 1995, com a instituição do plano real, nossa economia ficou mais exposta à competição estrangeira, problema que se agravou não somente pela abertura comercial, mas também pela política de juros elevados e a valorização cambial. Com isso os escalões superiores das ocupações profissionais perceberam ou uma estagnação ou mesmo queda nos seus rendimentos. Este grupo é usualmente formado por pessoas brancas, especialmente do gênero masculino. Por um lado, não haveria motivos para se lamentar este movimento. Mas, por outro, talvez o ideal fosse que as desigualdades sociais e raciais se encurtassem num contexto de aumento geral dos patamares de remuneração da população trabalhadora, inclusive de seus escalões melhor remunerados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De qualquer maneira, com a reestruturação econômica recente, o leque salarial encolheu, favorecendo a redução das desigualdades raciais, inclusive quando se analisa especificamente a população do sexo feminino desagregada pelos grupos de cor ou raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, cabe mencionar que se o rendimento dos postos mais altos encolheu e o dos escalões mais humildes subiu, a forma de acesso ao mercado de trabalho por parte dos diferentes grupos de cor ou raça fundamentalmente não mudou. A população branca era 80% dos empregadores nos anos 1990, percentual que se mantém atualmente. Os homens negros e as mulheres negras, respectivamente, costumam responder por cerca de 65% - 70% dos empregos na construção civil e doméstica, isso tanto antes como depois das transformações ocorridas em nosso mercado de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinteticamente, portanto, pode-se dizer que houve uma mudança nos patamares de rendimento dos grupos de cor ou raça, mas sem mudar essencialmente o modo pelo qual os distintos contingentes chegam ao mercado de trabalho. Assim, segue existindo maior probabilidade de uma pessoa de pele clara ter acesso aos postos mais prestigiados, o contrário ocorrendo com as pessoas de pele escura.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-HYOP5wQWsNw/Tw__xt2v53I/AAAAAAAABTo/IgLDeQQ1l_I/s1600/racismo2.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="291" src="http://3.bp.blogspot.com/-HYOP5wQWsNw/Tw__xt2v53I/AAAAAAAABTo/IgLDeQQ1l_I/s400/racismo2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 2009 e 2010, foram registradas 66.350 denúncias de violência contra mulheres, das quais 27.676 contra brancas e 23.698 contra pretas e pardas. A que podemos atribuir essa diferença de denúncias?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, acho importante destacar que o Ministério da Saúde tenha passado a coletar estes dados. Incorporar os dados da violência contra a mulher dentro do SINAN, pois além de dar visibilidade ao tema, é, igualmente, um reconhecimento de que o problema não é uma questão meramente policial, é também um problema social gravíssimo, uma questão de saúde pública.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A superioridade das denúncias de mulheres brancas deve abrigar duas observações preliminares. A primeira é que, pelos dados do SINAN, há 14.176 casos de violência contra a mulher sem o registro da cor da pele da vítima, o que diante do estudo dos impactos deste fenômeno sobre os grupos de cor ou raça corresponde a uma significativa subnotificação. Ou seja, esta lacuna prejudica uma análise mais profunda do fenômeno da violência de gênero sobre os grupos de cor ou raça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de os números não serem auto-evidentes, uma segunda hipótese que podemos inferir é que as mulheres brancas, pelo maior nível de formação, melhores condições socioeconômicas e maior auto-estima, se sentiriam mais seguras de seus direitos e denunciariam com mais facilidade as violências sofridas às autoridades da área da saúde. As negras, diante da desvalorização social crônica a que são submetidas, poderiam ter hipoteticamente maiores dificuldade na hora de reclamar e defender seus direitos por não se sentirem seguras para tanto. Os dados não dizem isso, mas dialogam com nossa realidade social tornando a hipótese plausível. Assim, os dados da violência que incidem contra as mulheres negras poderiam estar ainda mais subestimados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dado que chama a atenção é a maior incidência de violências sexuais contra as mulheres negras (45% contra 40%). O estupro, por exemplo, registrou o índice de 48,6% para negras contra 38,8 para brancas. A que fatores podemos atribuir essa realidade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É difícil responder precisamente a esta pergunta na falta de dados complementares, muito embora não seja nada implausível associar tais diferenças ao padrão brasileiro de relações raciais e à forma pela qual as mulheres negras são usualmente tratadas em nossa sociedade. O fato das mulheres viverem em ambientes socioeconomicamente mais precários e pobres deve influenciar esses números. Mas a cor da pele é em si um fator que aumenta a exposição à violência, especialmente a sexual, situação na qual se soma o desrespeito com a falta de consideração para com a dignidade humana. O que os números do SINAN sugerem é que o racismo atua como um mecanismo que potencializa a vulnerabilidade das mulheres negras para este tipo de situação.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XBzjHN5kSGU/TxAAOa10bkI/AAAAAAAABT0/4A-9FWM0XhA/s1600/cano9.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="321" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-XBzjHN5kSGU/TxAAOa10bkI/AAAAAAAABT0/4A-9FWM0XhA/s400/cano9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipos de ações, leis e políticas públicas podem ser criadas ou melhoradas para combater essas desigualdades no âmbito trabalhista e da violência?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enfrentamento das desigualdades no mercado de trabalho envolve desde o investimento na educação, para proporcionar uma formação técnica e profissional, até políticas de ação afirmativa no setor público e privado. A redução das desigualdades raciais precisa ser vista como um objeto a ser perseguido pelo Estado e por toda sociedade. Infelizmente, isso não acontece no mercado de trabalho e demais espaços da vida social, contribuindo para que as posições desvantajosas das pessoas negras na sociedade brasileira se prorroguem indefinidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da violência contra a mulher é mais complexa. Não é apenas uma questão econômica ou de prestígio social. O agente violador dos direitos da mulher pode ser encontrado em todas as classes sociais e grupos de cor ou raça. O racismo à brasileira impulsiona este tipo de prática, tornando as mulheres negras especialmente vulneráveis, especialmente no plano da violência sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos, primeiramente, melhorar a produção de dados nas áreas de saúde, educação e segurança e analisá-los conjuntamente. Assim, vamos conseguir pensar melhor o fenômeno da violência contra mulher sob a ótica da saúde pública. E isso vai se refletir nas respostas que o poder público irá elaborar. Mas estas respostas terão de englobar diversos níveis, incluindo o plano educacional, da área da saúde e da segurança pública. E também das políticas da igualdade racial, que igualmente deveriam permear este conjunto de áreas desde uma perspectiva transversal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;por Marcelo Paixão &lt;br /&gt;Fonte: Clan&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-5123408417678172112?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/5123408417678172112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/cor-x-sexualidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/5123408417678172112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/5123408417678172112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/cor-x-sexualidade.html' title='A cor x sexualidade'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pMefzzYARcw/Tw__FOFVCkI/AAAAAAAABTE/a6rtPIOdapI/s72-c/imagesCAJ6LLDG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-4917713277261395692</id><published>2012-01-13T01:00:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T01:05:08.260-08:00</updated><title type='text'>Jovem imigrante africano morre na Espanha</title><content type='html'>Um jovem de 21 anos da Guiné-Conakry faleceu na passada madrugada no centro de internamiento de estrangeiros da Zona Franca de Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-QSDMxVoYLQ4/Tw_yQhuZfJI/AAAAAAAABOA/26VpxgY1u8E/s1600/homem_negro_nu_areia.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="272" src="http://1.bp.blogspot.com/-QSDMxVoYLQ4/Tw_yQhuZfJI/AAAAAAAABOA/26VpxgY1u8E/s400/homem_negro_nu_areia.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Morreu, ao que parece, por um enfarte de miocárdio, sem que as unidades de emergência que o atenderam conseguissem reanimá-lo, segundo fontes próximas ao caso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O jovem, que foi transferido a Barcelona no passado 22 de dezembro desde o centro de estrangeiros de Melilha, no norte de África, encontrava-se, passada a meia-noite, na cela com outros cinco internos também africanos, que alertaram os vigilantes de que o garoto estava tendo problemas respiratórios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Polícia informou de que, segundo os primeiros dados, o falecido não dava sinais prévios de se encontrar doente. A versão é oposta às denúncias de outras pessoas recluìdas no chamado CIE de Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posteriormente, as equipes médicas que foram ao local também não puderam fazer nada por sua vida e o médico forense unicamente pôde certificar uma morte súbita não violenta, por possíveis causas cerebrais ou coronarias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À espera dos resultados da autópsia, tudo faz indicar que se trata de um enfarte de miocárdio.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-EK243nnJPZI/Tw_wi-96DOI/AAAAAAAABN0/Y7ZZyvYuQQc/s1600/12543-campos_de_concentracao_espanha.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="234" width="260" src="http://3.bp.blogspot.com/-EK243nnJPZI/Tw_wi-96DOI/AAAAAAAABN0/Y7ZZyvYuQQc/s400/12543-campos_de_concentracao_espanha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O acontecimento originou que um grupo de internos manifeste seu mal-estar por considerar que o incidente se tem devido à falta de atenção e de intérpretes, e inclusive um terço das pessoas recluídas no centro iniciou uma greve de fome.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em previsão desta possível tensão, reforçou-se a presença de agentes da polícia no centro da Zona Franca de Barcelona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe recordar que neste CIE de Zona Franca já morreram outros imigrantes em circunstâncias estranhas. Os dois últimos foram um jovem do Equador e um outro marroquino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os CIE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São conhecidos como os "guantánamo espanhóis", em referência à base estadunidense localizada ilegalmente em Cuba, onde os prisioneiros são submetidos a torturas e detenções indefenidas sem direito a julgamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Centros de Internamento de Estrangeiros (CIE) são espaços à margem dos direitos humanos onde se amontoam imigrantes não desejados pelas autoridades espanholas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ktL_4bXol20/Tw_ykqMk5vI/AAAAAAAABOM/eJWjdaI8HZQ/s1600/12543-interior-de-un-cie.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="260" width="173" src="http://4.bp.blogspot.com/-ktL_4bXol20/Tw_ykqMk5vI/AAAAAAAABOM/eJWjdaI8HZQ/s400/12543-interior-de-un-cie.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferentes ONG de apoio aos imigrantes qualificam os CIE como os "Guantánamos espanhóis", pelas vulneraciones de direitos humanos que ali ocorrem e o fato de que se negue o acesso tanto a jornalistas como a muitas organizações sociais. Neste sentido, Javier Ramírez, coordenador de SOS Racismo Madri assinala "uma total falta de transparência do que ali acontece". Para este advogado, nos CIE "negam-se ou dificultam direitos básicos como o acesso à Justiça", o que permite que as possíveis agressões policiais fiquem impunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por sua vez, Ignacio Trillo, advogado da associação Ferrovia, denuncia que a realidade dos CIE "corresponde-se perfeitamente" à definição de tortura que especifica a lei espanhola. "Nos CIE sim há tortura, trata-se de uma violência sistemática, um sistema de medo que começa nas razzias na rua", acrescenta. Um medo que Jérôme ainda tem, e que parece contagiar-se entre todos os estrangeiros que não conseguem a permissão para viver no Estado espanhol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Tradução do Diário Liberdade]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-4917713277261395692?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/4917713277261395692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/jovem-imigrante-africano-morre-na.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4917713277261395692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/4917713277261395692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/jovem-imigrante-africano-morre-na.html' title='Jovem imigrante africano morre na Espanha'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-QSDMxVoYLQ4/Tw_yQhuZfJI/AAAAAAAABOA/26VpxgY1u8E/s72-c/homem_negro_nu_areia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-5854365865064268658</id><published>2012-01-11T02:05:00.000-08:00</published><updated>2012-01-11T02:05:19.379-08:00</updated><title type='text'>Precisamos ficar atentos!!!</title><content type='html'>Câmara inocenta em 2011 Bolsonaro por racismo e estimulo à violência.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-GfqkvIe41Zw/Tw1aWbKEnMI/AAAAAAAABL8/fgVkTiWEkxk/s1600/Jair-Bolsonaro-preta-gil-cqc-racismo-preguica%2Bmental%2B-%2Bcoisificacao.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="312" src="http://1.bp.blogspot.com/-GfqkvIe41Zw/Tw1aWbKEnMI/AAAAAAAABL8/fgVkTiWEkxk/s400/Jair-Bolsonaro-preta-gil-cqc-racismo-preguica%2Bmental%2B-%2Bcoisificacao.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deputados demonstram não se importar com o descrédito crescente do Congresso com a opinião pública e inocentam Jair Bolsonaro de todos as declarações preconceituosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo feito em silêncio; só que na era da informação a verdade uma hora aparece,ao deputado só resta sorrir da cara do povo brasileiro.&lt;br /&gt;Em silêncio, a Mesa Diretora da Câmara livrou o deputado Jair Bolsonaro de responder a processo por quebra de decoro parlamentar. A decisão foi tomada na última semana do primeiro semestre legislativo, e evitou-se dar qualquer publicidade a ela. Por unanimidade, a Mesa resolveu absolver o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) da acusação de abusar das prerrogativas de parlamentar ao disseminar preconceito e estimular violência com declarações contra negros e homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A reunião da Mesa ocorreu em 12 de julho, uma terça-feira. Na oportunidade, o corregedor da Câmara, Eduardo da Fonte (PP-PE) apresentou seu parecer sobre o caso. Motivado por oito representações protocoladas na presidência da Casa, o pepista ouviu o parlamentar, requereu perícia em provas e deu seu parecer: para ele Bolsonaro, seu colega de partido, deveria ser absolvido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No quadro “O povo quer saber”, do programa CQC, da TV Bandeirantes, a cantora Preta Gil perguntou a Bolsonaro como ele reagiria se seu se filho se apaixonasse por uma mulher negra. “Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente como lamentavelmente é o teu”, respondeu Bolsonaro. À primeira vista, tratava-se de um comentário racista, o que configura crime. Em sua defesa, Bolsonaro disse não ter entendido a pergunta de Preta, julgando que ela falava sobre homossexualismo. O preconceito contra homossexuais não é crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na decisão publicada, os integrantes da Mesa afirmaram que, “por mais que sejam contrários”, a manifestação de Bolsonaro está protegida pela liberdade de opinião parlamentar, prevista da Constituição Federal. Para eles, o fato de ele ter sido identificado durante o programa como deputado é o bastante para ligá-lo ao mandato. E, portanto, colocar a resposta dele a Preta Gil no manto da proteção constitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Decisão da Mesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo as regras, somente partidos políticos podem fazer representação por quebra de decoro diretamente ao Conselho de Ética. Foi o que aconteceu com a representação do Psol, que foi julgada no primeiro semestre e arquivada pelo conselho. As demais representações, de pessoas e entidades da sociedade civil, precisavam primeiro receber a análise da Mesa Diretora. Se a Mesa acolhesse  as representações, elas iriam ao Conselho de Ética.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-bF9JEmqQals/Tw1apoqxrDI/AAAAAAAABMI/CuE0nQt4q6w/s1600/hrfa_01.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="267" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-bF9JEmqQals/Tw1apoqxrDI/AAAAAAAABMI/CuE0nQt4q6w/s400/hrfa_01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A análise ocorreu após a Presidência receber as representações de, entre outros, os deputados Edson Santos (PT-RJ), ex-ministro de Igualdade Racial do governo Lula, e Luiz Alberto (PT-BA), a procuradora feminina da Câmara, Elcione Barbalho (PMDB-PA), e a seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ). A Comissão de Direitos Humanos da Casa também apresentou uma reclamação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na defesa apresentada em 13 de abril, Bolsonaro pediu que a íntegra da entrevista dada ao CQC fosse requisitada pela Casa. Na oportunidade, o parlamentar reafirmou que entendeu de maneira errada a pergunta, confundindo a palavra negra com gay, e que o programa teve 43 dias para questioná-lo novamente sobre o assunto, antes de levar a cena ao ar. “No próprio programa, os apresentadores disseram que eu deveria não ter entendido a pergunta. Eles poderiam ter tido o mínimo de dignidade e ter entrado em contato comigo para esclarecer”, disse o deputado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silêncio&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lhBMpXc0xaY/Tw1cMJ2mbaI/AAAAAAAABMU/njPwnkoJfnM/s1600/378395_2347140993149_1088764146_32237444_1049926178_n.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="290" width="320" src="http://2.bp.blogspot.com/-lhBMpXc0xaY/Tw1cMJ2mbaI/AAAAAAAABMU/njPwnkoJfnM/s400/378395_2347140993149_1088764146_32237444_1049926178_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O curioso é que a Mesa da Câmara apenas comunicou a Bolsonaro e publicou o despacho no Diário da Câmara sem dar nenhuma publicidade à decisão final para um caso que gerou grande polêmica no primeiro semestre. A decisão da Mesa só veio à tona em 10 de agosto. Pelo Twitter, a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), avisou seus seguidores: “Notícia importante para todos aqueles que enviam emails para Comissão: a Mesa da Câmara, por decisão unânime, absolveu Bolsonaro”. A informação dada pelo Twitter por Manuela, porém, não chegou aos corredores da Câmara. A avaliação é que, como o Conselho de Ética já tinha absolvido Bolsonaro na representação do Psol, a tendência era que agora acontecesse o mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evolução das denúncias de manifestações de ódio no Twitter em 2011 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De janeiro a dezembro de 2010, 2.372 tweets(mensagens postadas no microblog) com teor discriminatório foram encaminhados à Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, criada pela SaferNet e operada em parceria com os ministérios públicos federal e estaduais e a Polícia Federal.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-DdnD0wwIXoM/Tw1cwlNNp6I/AAAAAAAABMg/D_5KbFyDD40/s1600/imagesCAE51VG3.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="147" width="212" src="http://3.bp.blogspot.com/-DdnD0wwIXoM/Tw1cwlNNp6I/AAAAAAAABMg/D_5KbFyDD40/s400/imagesCAE51VG3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ao todo, foram contabilizados 23.589 denunciantes. Só de janeiro a 16 de maio de 2011, 1.181 tweets com as mesmas características foram reportados à SaferNet, quase a metade do acumulado no ano passado inteiro. Até a mencionada data, 8.942 pessoas se dispuseram a delatar os casos de discriminação. Todas as denúncias são anônimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Detonadores"&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-a6dK1hD6rsM/Tw1dL2KccrI/AAAAAAAABMs/J7_FKST3ARE/s1600/481430122_0fd68ec21a.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-a6dK1hD6rsM/Tw1dL2KccrI/AAAAAAAABMs/J7_FKST3ARE/s400/481430122_0fd68ec21a.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O presidente da SaferNet explica que as ondas de preconceito no Twitter Brasil são desencadeadas pelo que chama de "perfis detonadores", usuários que "assumem a dianteira e inauguram uma sequência de ódio, uma gritaria generalizada".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira grande onda aconteceu entre 1º e 4 de novembro do ano passado, logo após o anúncio do resultado das eleições presidenciais. Conforme a SaferNet, o perfil da estudante de Direito Mayara Petruso, apontada na época como pivô da polêmica em razão do comentário de que queria afogar os nordestinos, foi, de fato, o estopim das manifestações de preconceito. Neste período de quatro dias, 4.002 pessoas acionaram a ONG para denunciar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tavares comenta que foi necessário um "tratamento de choque" para estancar o tumulto na rede.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Preparamos um relatório com 1.037 contas do Twitter, mandamos a lista para o Ministério Público e comunicamos à imprensa. Foi imediato. Cessou rapidamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Se você comparar essa onda com as demais, vai perceber que as outras ondas duram, no máximo, 48, 72 horas estourando. A onda contra os nordestinos após as eleições, por sua vez, iria perdurar por mais de uma semana. Ela já durava cinco dias. Era uma atividade enorme. As mensagens estavam cada vez mais agressivas. Isso nos surpreendeu. Era uma onda absolutamente sem controle. Por isso decidimos adotar uma ação enérgica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O segundo "tsunami" virtual foi registrado entre 17 e 19 do mesmo mês, após o lançamento, às vésperas do Dia Nacional da Consciência Negra, da campanha no Twitter "#HomofobiaNão". Em contraposição ao movimento, grupos conservadores criaram o perfil e a hashtag "#HomofobiaSim", o que impulsionou uma sequência de manifestações de repúdio aos homossexuais. Ao todo, 8.574 denunciaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a terceira onda, observada entre 29 e 30 também de novembro, teve como mote o neonazismo. Os alvos? Negros e gays. Os dois perfis apontados como os responsáveis pela propagação do ódio (@anjooslava e @anjonazistaheil) já não estão mais ativos, mas os comentários racistas e homofóbicos podem ser vistos via buscador Topsy, que mostra quem foram os autores da divulgação de determinado tweet e exibe as mensagens mais repassadas pelos usuários.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qGk1H1FsN5s/Tw1d1xElIZI/AAAAAAAABM4/pD5iyXJd3pE/s1600/imagesCAEUHXWJ.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="229" width="220" src="http://4.bp.blogspot.com/-qGk1H1FsN5s/Tw1d1xElIZI/AAAAAAAABM4/pD5iyXJd3pE/s400/imagesCAEUHXWJ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Entre os recados deixados pelos perfis, ataques frontais como: "Eu odeio homossexuais, desejo que todos eles tenham uma morte sofrida e dolorosa, meu sonho é um dia ver a humanidade livre dessa raça!"; "Meu avô foi brutalmente assassinado por um negro. Como eu vou defender esses lixos?"; "Rejeite o lixo multicultural! Despreze a escória homossexual!!! Não irei me acovardar, e sim massacrar"; "Esse país é um lixo, eles querem te obrigar a amar negros, homossexuais. Se for pra viver nesse lixo a minha vida toda, prefiro a morte".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A quarta grande onda, ocorrida em 28 e 29 de dezembro, também foi alavancada pela aversão aos gays, lésbicas, transexuais e bissexuais. Segundo a SaferNet, os perfis detonadores foram @contraGays e @estuproSim, este último cancelado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BRASIL  MESTIÇO E RACISTA:&lt;br /&gt;Somos ou não somos Racistas?&lt;br /&gt;O jornalista e cientista social Ali Kamel publicou o livro Não somos racistas (Nova Fronteira). Trata-se, como o subtítulo indica, de "uma reação aos que querem nos transformar numa nação bicolor". O livro defende a idéia de que compomos uma nação predominantemente mestiça e que o racismo existe como manifestação minoritária e não institucional, sendo a pobreza o principal problema do país. Pretende criticar as reivindicações do movimento negro e os projetos de adoção de cotas raciais nas universidades públicas brasileiras.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-geI-KDRm5R0/Tw1eDrkp9II/AAAAAAAABNE/2edp8cCI2xg/s1600/imagesCAVIQUF3.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="201" width="251" src="http://3.bp.blogspot.com/-geI-KDRm5R0/Tw1eDrkp9II/AAAAAAAABNE/2edp8cCI2xg/s400/imagesCAVIQUF3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Do outro lado do debate, há vozes que defendem a tese de que o elogio da mestiçagem brasileira tem caráter ideológico, tendendo a esconder o racismo existente no país e a exclusão do negro ao longo dos cinco séculos de formação do Brasil. Esse é o pensamento do antropólogo Kabengele Munanga em seu Rediscutindo a mestiçagem no Brasil .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos anos 30, enquanto as idéias eugenistas voltavam à moda na Europa, sobretudo a partir da experiência do nazismo alemão, no Brasil tendia-se para uma nova compreensão da sociedade, para uma abordagem culturalista. Já havia uma corrente de valorização do mestiço como representante da identidade brasileira desde a década de 1870, porém seria com o sociólogo Gilberto Freyre que esse modo de pensar ganharia maior expressão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu clássico Casa-grande e senzala, Gilberto Freyre compõe uma história social e cultural do Nordeste agrário e escravista durante o início do período colonial, o que corresponde à fase de predomínio da economia açucareira. Nesse contexto, o menor número de mulheres e o caráter conciliador do colonizador português favoreceram o desenvolvimento da mestiçagem no país, diminuindo a distância entre a casa-grande e a senzala. O mulato seria o elemento de conciliação entre os extremos existentes. Além disso, Gilberto Freyre aposta na mestiçagem como o principal traço da identidade brasileira, fazendo uma leitura positiva da hibridação. Estão lançadas as bases para a ideologia da "democracia racial", posteriormente apontada como um mito pelas releituras de Gilberto Freyre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse pensamento parece ter sido bem aceito pelo Estado e pela população brasileira. Ao mesmo tempo que a idéia de democracia racial foi incorporada pelo senso comum e colaborou para a construção da própria identidade nacional, o Estado e as instituições receberam com boa vontade essa teoria. A crença numa contribuição igualitária do índio, do negro e do branco participa do mito fundador do Brasil. Além disso, essa igualdade também favorece o estabelecimento do Estado brasileiro que sempre se desejou: sob a impressão de que há igualdade entre as cores e diferenças, cria-se um código comum, evitando-se conflitos e embates. Dessa forma, o Brasil se parece mais com aquilo que gostariam que fosse, já sabendo como ele é.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-9z5eMutsKtU/Tw1eP8lblvI/AAAAAAAABNQ/EwL70yeat18/s1600/racismo%255B1%255D.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="273" src="http://2.bp.blogspot.com/-9z5eMutsKtU/Tw1eP8lblvI/AAAAAAAABNQ/EwL70yeat18/s400/racismo%255B1%255D.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Ser negro, preto, pardo, moreno, corado no Brasil &lt;br /&gt;O conceito de raça para o ser humano foi desmontado por cientistas e geneticistas nos últimos anos. Não se pode dizer raça num sentido científico, mesmo que a palavra ainda exista para o senso comum ou para alguns movimentos reivindicatórios. Todavia, ainda é aplicada uma categorização pela cor. Para o IBGE, atualmente podem ser chamados de negros os cidadãos de cor preta ou parda que se identifiquem como negros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Farsa:“Não somos racistas”&lt;br /&gt;Poderiam ser escritas muitas páginas sobre as “barreiras institucionais” que garantiram a manutenção do racismo ao longo desses 120 anos, após a Lei Ã urea. As medidas de opressão ao povo negro não foram meros detalhes, mas parte essencial do projeto de formação do Brasil. Se hoje, os salários e direitos trabalhistas dos negros e negras são tão inferiores e ainda compomos em grande medida os índices de desemprego, tudo isso serve aos capitalistas para rebaixar a média salarial do conjunto da classe trabalhadora e aumentar seus lucros. A idéia de que negro é incapaz ou não se enquadra nos padrões de boa aparência se mantém muito a serviço desse interesse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como afirmou Malcolm X, “não existe capitalismo sem racismo” . E isso diz respeito não somente aos dias atuais, mas ao processo histórico em que se desenvolveu o capitalismo. O trabalho escravo do africano e do afro-descendente no continente americano ’ marcando-nos como “seres inferiores” , não-humanos - gerou riquezas exorbitantes às metrópoles. E mais ainda com o tráfico de africanos seqüestrados foram gerados lucros ainda maiores, dos quais se beneficiou principalmente a Inglaterra, justamente o país que a seguir esteve à frente no desenvolvimento da indústria capitalista ’ e que então empreendeu uma luta violenta contra o tráfico de africanos, pela expansão do trabalho livre [4].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez mais, a idéia de um Brasil mestiço para maquiar o racismo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de tantas críticas a Gilberto Freyre e sua concepção de um Brasil mestiço e harmónico - feitas não somente pelo movimento negro, mas também por intelectuais brancos comprometidos em alguma medida com a luta pela igualdade racial -, Ali Kamel traz de volta as idéias de Freyre. Espertamente, apresenta-o como quem mais se destacou em se contrapor ao pensamento racista que predominava nas ciências sociais no início do século passado. É verdade quando Kamel caracteriza esse pensamento como “abjeto” . Mas há um problema: o pensamento racista de fins do século XIX e início do XX, que partia de caracterizar os negros como biologicamente inferiores para defender sua progressiva diminuição no contingente populacional, não foi eliminado nos dias atuais ’ apenas ganhou novas roupagens. De tempos em tempos, mesmo depois de todas as comprovações científicas sobre o quanto infundadas são essas teorias, aparecem cientistas reafirmando a existência de inferioridades biológicas. Pelo raciocínio de Ali Kamel, deveria se concluir que tudo isso não passa de exceção à regra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Ali Kamel, é um absurdo que aqueles que se autodenominam “pardos” sejam considerados “negros” . Segundo ele, um “pardo” tem descendência de negros e também de brancos ’ o que é verdade. Mas é a descendência negra à mostra que predomina nas entrevistas de trabalho ou nas batidas policiais [5]: nessas horas, ninguém tem dúvida sobre quem é branco e quem é negro, o racismo mostra a sua cara sem máscaras e a “nação bicolor” se revela uma vez mais.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ONJlGQr130s/Tw1eZ9JvcbI/AAAAAAAABNc/kVjrPFP0XKc/s1600/favela-da-rocinha.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="266" width="400" src="http://2.bp.blogspot.com/-ONJlGQr130s/Tw1eZ9JvcbI/AAAAAAAABNc/kVjrPFP0XKc/s400/favela-da-rocinha.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Mas Ali Kamel está preocupado em encontrar o “cafuzo, mulato, mameluco, caboclo, escurinho, moreno, marrom-bombom” . Ele se assusta com o que para ele só pode ser uma idéia ’ equivocada ’ e não uma realidade: “uma nação de brancos e negros onde os brancos oprimem os negros” . E continua: “Outro susto: aquele não era o meu país” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seu país é bem diferente dos Estados Unidos, pois aqui “quase todos, mesmo os racistas, encantam-se com o que se considera ter vindo da Ã frica” . Ora, os negros viemos da Ã frica e encantamento por nosso povo é o que não conhecemos desde os tempos da escravidão. Ah, mas ele está falando da cultura negra, podem dizer. E o que muda? A burguesia branca pode mesmo se encantar com o carnaval do Rio de Janeiro ou da Bahia [6]. Mas, além de isso ter como pano de fundo o turismo sexual, em que as mulheres negras seguem como “mulatas” de consumo, essa aparente “confraternização” não muda em nada as relações sociais que marcam o racismo estrutural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Ali Kamel é um “freyreano” convicto. Chega ao ponto de dizer que Gilberto Freyre deu ao negro a “sua real dimensão” , e exalta a “mistura” insistentemente. Ele acusa os críticos de terem lido apressadamente ou não terem lido a obra de Gilberto Freyre. Faz isso para não ter que explicar a contradição entre a caracterização de “congraçamento” ’ ou seja, amizade, fraternidade ’ e os estupros, olhos furados, peitos dilacerados relatados pelo próprio Freyre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A solução de Ali Kamel só pode ser uma farsa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali Kamel não ignora os números das pesquisas que revelam as desigualdades raciais: ele as manipula tentando provar por um lado que a “pobreza é parda” ’ e não negra ’ e que os negros ’ nesse caso, “pardos” e “pretos” - aparecem relacionados aos níveis mais baixos de condições de vida, pelo mero fato de ser grande parte da população pobre. Logo, para ele, as políticas específicas para os negros são infundadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aí que entra no que diz ser “a face mais feia da sociedade brasileira” : “o preconceito contra os pobres” , que ele espera diminuir com a diminuição da pobreza! E então, vem a “única solução” : a educação. A “fórmula mágica” é investir na educação e assim o país se desenvolverá e ajudará os pobres a deixar de ser pobres (ou tão pobres). Esse é o mundo de Kamel: o racismo não é estrutural no Brasil e pobreza não tem nada a ver com exploração capitalista! Na sociedade que ele desenha, não existem capitalistas mantendo seus lucros exorbitantes sob o sangue e o suor dos trabalhadores e nem a manutenção de um exército de reserva que vive na miséria. O problema é uma tal concentração de renda abstrata, que não se explica como se desenvolve ’ só o que ele pode dizer é que investir na educação será a solução.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-svjjwN6rGH4/Tw1ezT1lZGI/AAAAAAAABNo/r9VmyAlHQhc/s1600/imagesCALXMRIQ.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="194" width="259" src="http://2.bp.blogspot.com/-svjjwN6rGH4/Tw1ezT1lZGI/AAAAAAAABNo/r9VmyAlHQhc/s400/imagesCALXMRIQ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt; Não é à toa que Yvonne Maggie afirma que o que está em pauta é o “nosso futuro” . Está em pauta o futuro deles e o nosso, que não pode ser o mesmo, porque a “nação” que apresentam, não garante direitos iguais: na verdade, garante muitos lucros a quem possui a propriedade privada, ao mesmo tempo em que garante exploração e repressão aos que nada têm, a não ser a sua força de trabalho. E o problema da “nação bicolor” não está colocado somente para que se contraponham às políticas de cotas raciais. Também nesse caso, está em pauta o futuro: se os negros desse país tomam em suas mãos a luta contra a opressão histórica a que estamos submetidos isso significará colocar em risco as bases da dominação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Fonte:SaferNet /Por  Pragmatismo Político/Palavra operaria)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-5854365865064268658?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/5854365865064268658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/precisamos-ficar-atentos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/5854365865064268658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/5854365865064268658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/precisamos-ficar-atentos.html' title='Precisamos ficar atentos!!!'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-GfqkvIe41Zw/Tw1aWbKEnMI/AAAAAAAABL8/fgVkTiWEkxk/s72-c/Jair-Bolsonaro-preta-gil-cqc-racismo-preguica%2Bmental%2B-%2Bcoisificacao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-1982495772832968206</id><published>2012-01-07T01:25:00.000-08:00</published><updated>2012-01-07T01:25:23.097-08:00</updated><title type='text'>ANO RACISMO VELHO: ALGUNS EM CASO 2012</title><content type='html'>Professor de Londrina vai processar policial por racismo.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-HxJEdlMKk_Y/TwgPa67YpNI/AAAAAAAABLw/EBPqS7f0260/s1600/afiche_racismo__iprimir_final1.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="309" src="http://2.bp.blogspot.com/-HxJEdlMKk_Y/TwgPa67YpNI/AAAAAAAABLw/EBPqS7f0260/s400/afiche_racismo__iprimir_final1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O professor de História do Centro de Educação Básica para Jovens e Adultos (CEEBJA), Valdecido Pereira da Silva, vai processar o policial civil Paulo Valério Kwiatkowski pelo crime de racismo, ocorrido no último dia 28 de dezembro em um supermercado na Rua Brasil, na região central de Londrina. A audiência já foi marcada para o dia 10 de fevereiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo o relato do professor, ele estava na fila do caixa eletrônico dentro do estabelecimento, quando foi acusado pelo policial à paisana de tentar visualizar a senha da conta bancária. Em seguida, Kwiatkowski pronunciou palavras ofensivas e xingamentos racistas como "negro vagabundo". O desentendimento terminou com trocas de agressões físicas entre os envolvidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda conforme Silva, quando ele utilizava o caixa eletrônico, o policial retornou ao local e com uma arma ameaçou a vítima de racismo e mandou o professor se deitar no chão. Kwiatkowski levou Silva em uma viatura até o 1º Distrito Policial, onde o policial registrou Termo Circunstanciado de Infração Penal, acusando o professor de agressão física.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gestora de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Maria de Fátima Beraldo, afirmou que só tomou conhecimento do caso em Londrina no começo da semana. Nesta sexta-feira (06/01/12), a gestora se reuniu com o Centro de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para definir as medidas cabíveis para o caso de racismo.&lt;br /&gt;Para funcionário da Secretaria de Justiça paulista, racismo não é fruto de ódio, mas de diferença &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São Paulo – O coordenador de Políticas para População Negra e Indígena da Secretaria da Justiça paulista, Antonio Carlos Arruda, considera que a discriminação no Brasil não é fruto de um traço cultural, mas de uma questão ideológica. "A pessoa não discrimina porque odeia e sim porque considera o diferente um cidadão inferior, pertencente a uma subcategoria", disse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A afirmação, registrada na página da Secretaria de Justiça na internet, foi feita na última quarta-feira (04/01/12), quando Arruda anunciou a abertura de processo sobre discriminação racial no caso do restaurante Nonno Paolo, na zona sul de São Paulo. A ação vai apurar a denúncia de que uma criança negra de 6 anos foi retirada do estabelecimento por um garçom que julgou ela seria moradora de rua e pedinte. "Se apurada a discriminação, o estabelecimento poderá ser multado", disse o coordenador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O episódio ocorreu no último dia 30 durante um almoço. A mãe conta que o menino sumiu enquanto o casal se servia no buffet do restaurante. Após perguntar aos clientes, ela soube que a criança havia sido levada por um garçom para o lado de fora, onde estava chorando.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-FPkWbK_xqxM/TwgPPZ9_o_I/AAAAAAAABLk/-BoZoFzCfRA/s1600/3053746585_6480186d78.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="394" width="400" src="http://3.bp.blogspot.com/-FPkWbK_xqxM/TwgPPZ9_o_I/AAAAAAAABLk/-BoZoFzCfRA/s400/3053746585_6480186d78.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racismo no Futebol - Suarez pede desculpa por chamar Evra de negro.&lt;br /&gt;Luis Suarez pediu desculpa depois do caso de insultos racistas a Patrice Evra no jogo entre o Liverpool e o Manchester United. A Federação Inglesa (FA) suspendeu o jogador uruguaio por oito jogos e aplicou-lhe ainda uma multa no valor de 48 mil euros depois das queixas de Evra, que afirmou ter sido chamado «negro» várias vezes durante o jogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de negar essas acusações, Suarez admitiu agora em comunicado que utilizou esse termo no jogo decorrido em Outubro: «Admiti à federação que disse a palavra em espanhol uma vez, e apenas uma vez, e disse aos seus membros que nunca mais iria utilizar essa palavra num campo de futebol em Inglaterra.»&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Face a isto o avançado do Liverpool que se transferiu do Ajax por uma verba a rondar os 26 milhões de euros pediu agora desculpa. «Nunca, nunca usei essa palavra com sentido discriminatório, mas se ofendi alguém quero pedir desculpa por isso», revelou o jogador em comunicado, defendendo que não usou o termo de forma discriminatória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Liverpool continua a defender o seu jogador e tem dúvidas na forma com decorreu o processo afirmando mesmo que a FA seguiu este caso de forma «subjectiva». «Vamos apoiá-lo. Trata-se de gente que, ao não conseguir travá-lo no terreno de jogo, se esforça por arranjar outros meios para o parar», disse o treinador do Liverpool, Dalglish, reforçando os argumentos com uma revelação: «A mulher de Suarez chama-lhe negro e acho que ele não se ofende com isso...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VAMOS RELEMBRAR E NÃO DEIXAR ESQUECER: CASO DE RACISMO...&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2_mFo0PpOlo/TwgOfA7gmWI/AAAAAAAABLY/MzPSDi-e2bU/s1600/Racismo_na_Universidade.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="263" width="350" src="http://3.bp.blogspot.com/-2_mFo0PpOlo/TwgOfA7gmWI/AAAAAAAABLY/MzPSDi-e2bU/s400/Racismo_na_Universidade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;por Francisco Sampa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passados 121 anos da abolição da escravatura e  depois da assinatura de várias leis contra a discriminação, casos desta  natureza ainda acontecem em várias partes do Brasil, envolvendo pessoas famosas e anônimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nota a seguir foi publicada na coluna Zapping na edição de terça-feira, dia 28/04/2009, no  jornal Folha de São Paulo: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A atriz Christiane Torloni, de "Caminho das Índias", levou advertência da Globo depois que uma camareira negra, chamada Fátima, a acusou de ser tratada de forma discriminatória e procurou o departamento de recursos humanos para fazer reclamação formal. O desentendimento entre as duas foi presenciado por gente da produção da Globo e pela atriz Letícia Sabatella. Durante intervalo de gravação externa da novela, em um ônibus usado como camarim, a camareira perguntou se a atriz precisava de algo. Christiane olhou e perguntou: "O que você quer, está me seguindo? Sai, sai. Ô raça". A Globo não confirma que houve qualquer tipo de punição contra ela. A atriz nega a acusação. Em outra ocasião, Luana Piovani também teve problema na Globo. Foi acusada de agressão por uma produtora e afastada da gravação do "Faça sua História" &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9x6CwZPFrU8/TwgNinvfqEI/AAAAAAAABLM/tOuvmdc076Y/s1600/imagesCAHOV0I3.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="189" width="267" src="http://4.bp.blogspot.com/-9x6CwZPFrU8/TwgNinvfqEI/AAAAAAAABLM/tOuvmdc076Y/s400/imagesCAHOV0I3.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carnaval vem ai precisamos ficar ligados:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Racismo no Carnaval de Salvador &lt;br /&gt;O projeto de pesquisa ora iniciado objetiva estudar a incidência de manifestações do racismo no carnaval de Salvador, manifestação cultural que mobiliza uma significativa parcela da população da cidade, recebe investimentos públicos e privados de milhões de reais e tem, por isso mesmo, um importante impacto na economia, na sociedade e na vida cultural da capital baiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo principal é identificar situações e motivações condicionadas, social e politicamente, que propiciam o surgimento e a tolerância de circunstâncias potencializadoras de manifestações de racismo que se verificam no processo de concepção, gestão e realização da festa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a obtenção das informações constantes deste questionário, a equipe de pesquisadores poderá atualizar os estudos concernentes ao racismo, desenvolver novos parâmetros para se pensar e analisar a incidência desse fenômeno e, disponibilizar informações sistematizadas que possam subsidiar - seja no âmbito municipal ou estadual - a elaboração de políticas públicas que busquem atender as demandas atinentes à solução dos problemas relacionados ao racismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Relatório será divulgado em cerimônia pública e encaminhado para organizações vinculadas ao carnaval; as informações oriundas desta pesquisa serão disponibilizadas no site da Universidade do Estado da Bahia – UNEB, possibilitando que estudiosos, gestores, turistas e aficionados pelo carnaval obtenham dados relevantes, consultados através de um sistema online.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este questionário pode ser preenchido por pessoas que participaram do carnaval de Salvador, em qualquer circunstância, mesmo que na condição de telespectador, residentes ou não na capital baiana.&lt;br /&gt;Estamos solicitando às pessoas que se dispuserem a participar dessa pesquisa, que, por gentileza, forneçam um e-mail para que possam receber uma senha de acesso ao questionário. Este expediente evita que uma pessoa responda, mais de uma vez, às questões, evitando duplicidade e distorções na caracterização do universo da pesquisa. Este recurso garante maior credibilidade à metodologia e maior fidedignidade à natureza dos dados obtidos para análise e interpretação. Garantimos que o e-mail informado será utilizado apenas e tão somente para os fins antes indicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipe de pesquisadores assegura, para todos os fins que se fizerem necessários, que as informações obtidas através desta pesquisa serão tratadas estatisticamente, garantindo, com isso, o pleno anonimato das pessoas que estão fornecendo as relevantes informações. Gostaríamos de agradecer a cada uma das pessoas que ora se dispõe a colaborar com este estudo, respondendo às questões constantes deste questionário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: Rede Brasil Atual/ Bonde de Londrina/ Mais Futebol/Grupo de Pesquisa – Racismo no Carnaval de Salvador&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-1982495772832968206?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/1982495772832968206/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/ano-racismo-velho-alguns-em-caso-2012.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/1982495772832968206'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/1982495772832968206'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2012/01/ano-racismo-velho-alguns-em-caso-2012.html' title='ANO RACISMO VELHO: ALGUNS EM CASO 2012'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-HxJEdlMKk_Y/TwgPa67YpNI/AAAAAAAABLw/EBPqS7f0260/s72-c/afiche_racismo__iprimir_final1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-5763526156889429617</id><published>2011-12-22T13:22:00.000-08:00</published><updated>2011-12-22T13:22:02.870-08:00</updated><title type='text'>Boas Festas!</title><content type='html'>Que são Folguedos, principais folguedos populares, folclore brasileiro, folguedos natalinos, folguedos folclóricos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os folguedos são festas de caráter popular cuja principal característica é a presença de música, dança e representação teatral. Grande parte dos folguedos possui origem religiosa e raízes culturais dos povos que formaram nossa cultura (africanos, portugueses, indígenas). Contudo, muitos folguedos foram, com o passar dos anos, incorporando mudanças culturais e adicionando, às festas, novas coreografias e vestimentas (máscaras, colares, turbantes, fitas e roupas coloridas). Os folguedos fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro. Embora ocorram em quase todo território brasileiro, é no Nordeste que se fazem mais presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os principais folguedos da cultura popular brasileira são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Afoxé: dança-cortejo, típica da Bahia, e ligada aos rituais do candomblé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bumba-meu-boi: típico folguedo da região Nordeste do Brasil. Possui uma miscigenação de elementos culturais africanos, portugueses e indígenas. Ocorre entre o mês de novembro até 6 de janeiro. Sua coreografia consiste em danças de rua, onde um homem veste-se de boi e comanda as coreografias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Caboclo: danças que representam a cultura indígena. Folguedo muito comum em Pernambuco e Paraíba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Cavalhada: típica das regiões Sudeste e Centro-oeste do Brasil. Os cavaleiros representam, em suas coreografias, as batalhas medievais entre cristãos e muçulmanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Congada: espécie de dança-cortejo, ocorre em diversas regiões do Brasil. Representam a coroação dos antigos reis do Congo (África).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Folia-de-reis: dramatização de rua em que é representada a viagem bíblica dos três reis magos. Ocorre entre o Natal e o dia 6 de janeiro (Dia de Reis).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Maracatu: dança-cortejo típica de Pernambuco, ocorre no período do Carnaval. A dança ocorre ao som de zabumbas, conguês e taróis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marujada: encenação nordestina que representa a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na Idade Média e também as conquistas marítimas européias dos séculos XV e XVI. Os personagens vestem-se com trajes de marinheiros, cristãos ou muçulmanos. Pandeiros, violões e outros instrumentos acompanham a encenação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pastoril: encenação cujo tema principal é o aviso que o anjo Gabriel dá sobre o nascimento de Jesus Cristo. Típico da região Nordeste, os participantes dançam e cantam nas ruas. Meninas, enfeitadas com fitas e tocando pandeiro, dividem-se em dois cordões (azul e vermelho) e são acompanhadas por um grupo musical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Reisado: comum no Nordeste, este folguedo baseia-se na encenação do Natal. Os participantes, cantando e dançando, desfilam pelas ruas da cidade pedindo donativos. Os participantes usam roupa coloridas, fitas e chapéus. Em algumas regiões, integrantes usam figurinos representando reis, palhaços e estrela.&lt;br /&gt;Fonte: Folias e Folguedos do Brasil&lt;br /&gt;  Autor: Drozina, Regina / Reis, Inimar dos&lt;br /&gt;  Editora: Paulinas&lt;br /&gt;  Temas: Folclore, Cultura Popular, Festas folclóricas&lt;br /&gt;- Folguedos Populares do Brasil&lt;br /&gt;  Autor: Lima, Rossini Tavares de&lt;br /&gt;  Editora: Ricordi do Brasil&lt;br /&gt;  Temas: Folclore, Cultura Popular, festas Folclóricas&lt;br /&gt;- Os sons dos negros no Brasil: cantos, danças, folguedos.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-UGaYdKjdfDg/TvOeqYY-zwI/AAAAAAAABKo/S67JlkRe3fA/s1600/CG2A1.bmp" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="282" src="http://1.bp.blogspot.com/-UGaYdKjdfDg/TvOeqYY-zwI/AAAAAAAABKo/S67JlkRe3fA/s400/CG2A1.bmp" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-5763526156889429617?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/5763526156889429617/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/boas-festas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/5763526156889429617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/5763526156889429617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/boas-festas.html' title='Boas Festas!'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-UGaYdKjdfDg/TvOeqYY-zwI/AAAAAAAABKo/S67JlkRe3fA/s72-c/CG2A1.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-7552829822996326689</id><published>2011-12-21T17:57:00.000-08:00</published><updated>2011-12-21T18:01:37.157-08:00</updated><title type='text'>O NATAL AFRICANO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-qZXXF3YwVBc/TvKNB91cgfI/AAAAAAAABJs/7wc5a2XQLYc/s1600/imagesCAKOYYTE.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="202" width="250" src="http://4.bp.blogspot.com/-qZXXF3YwVBc/TvKNB91cgfI/AAAAAAAABJs/7wc5a2XQLYc/s400/imagesCAKOYYTE.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;E’ interessante observar as varias manifestacoes culturais criadas pelos Afro-Americanos para se manterem tao proximos quanto possivel das suas origens ancestrais. Na verdade, em varias areas da sua vida, eles criaram mesmo uma especie de ‘micro-cultura’ de inspiracao Africana, embora nem sempre com uma clara ou directa correspondencia nas praticas culturais observaveis no continente – o que se devera’, por um lado, aos sincretismos culturais e religiosos de varia ordem e diferentes origens que os conformam e, por outro lado, as varias (per)mutacoes e con(sub)jugacoes culturais verificadas em Africa ao longo dos seculos.&lt;br /&gt;E’ o caso do Kwanzaa (tambem escrito Kwaanza) que se celebra por esta altura do ano, durante sete dias - de 26 de Dezembro a 1 de Janeiro - coincidindo com o periodo do Natal Cristao (e tambem do Judaico Hanukkah) e Ano Novo. A sua criacao poderia ter sido inspirada no nosso rio Kwanza (Angola), mas reza a historia que nao o foi exactamente. Kwaanza deriva da expressao Kiswahili "matunda ya kwanza", que significa “primeiros frutos”, ou “comeco” – apelando assim ao acto da criacao, tal como acontece no Natal Cristao. Porem, sendo o Kiswahili uma lingua Bantu, e’ provavel que o nosso Kwanza tenha nela o mesmo significado… mas deixo isso aos especialistas.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-pcIOuxUBy0E/TvKPbyheSCI/AAAAAAAABKc/3K2bTNKNJmA/s1600/imagesCANNRNK9.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="204" width="204" src="http://2.bp.blogspot.com/-pcIOuxUBy0E/TvKPbyheSCI/AAAAAAAABKc/3K2bTNKNJmA/s400/imagesCANNRNK9.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A criacao do Kwanzaa, em meados da decada de sessenta do seculo passado, ficou a dever-se ao activista social Afro-Americano Ron Karenga, que explicou o seu objectivo como sendo “proporcionar aos Negros (Blacks, para ser fiel ao original e ao contexto …) uma alternativa as festividades existentes e dar-lhes uma oportunidade de se celebrarem a si proprios e a sua historia, em vez de simplesmente imitarem a pratica da sociedade dominante.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os sete dias do Kwanzaa praticam-se varios rituais, envolvendo libacoes, acender de velas, banquetes e oferta de presentes. Poder-se-ia entao dizer que nesse aspecto nao difere muito do Natal Cristao ou do Hanukkah. Mas e’ o significado, em Kiswahili, de cada um dos sete dias do Kwanzaa que estabelece a diferenciacao:&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-XjaMg-q2-_I/TvKNphKa8RI/AAAAAAAABKE/q2sAJx1WBR8/s1600/s1089520.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="142" width="170" src="http://1.bp.blogspot.com/-XjaMg-q2-_I/TvKNphKa8RI/AAAAAAAABKE/q2sAJx1WBR8/s400/s1089520.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;• Umoja (Unidade) Obter e manter a unidade na familia, comunidade, nacao e raca.&lt;br /&gt;• Kujichagulia (Auto-Determinacao) Definir-nos a nos proprios, nomear-nos a nos proprios, criar por nos proprios e falar por nos proprios.&lt;br /&gt;• Ujima (Trabalho e Responsabilidade Colectiva) Construir e manter a comunidade coesa e fazer nossos os problemas dos nossos irmaos e irmas e resolve-los em conjunto.&lt;br /&gt;• Ujamaa (Economia Cooperativa) Construir e manter as nossas proprias propriedades, lojas e negocios e partilhar em conjunto dos seus lucros.&lt;br /&gt;• Nia (Proposito) Fazer nossa vocacao colectiva a construcao e o desenvolvimento da nossa comunidade com o objectivo de restaurar a grandeza tradicional do nosso povo.&lt;br /&gt;• Kuumba (Criatividade) Fazer sempre tudo o que pudermos, como pudermos, por forma a deixarmos a nossa comunidade mais bela e benefica do que como a herdamos.&lt;br /&gt;koluki.blogspot.com/2008/12/kwanzaa-o-natal-africano.html&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PkraHmprqSU/TvKOSiubOgI/AAAAAAAABKQ/Q-LZM_P4Mcg/s1600/imagesCAJO9DYS.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="209" width="241" src="http://2.bp.blogspot.com/-PkraHmprqSU/TvKOSiubOgI/AAAAAAAABKQ/Q-LZM_P4Mcg/s400/imagesCAJO9DYS.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;UNEGRO/RJ - União de Negros Pela Igualdade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-7552829822996326689?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/7552829822996326689/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/o-natal-africano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/7552829822996326689'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/7552829822996326689'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/o-natal-africano.html' title='O NATAL AFRICANO'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-qZXXF3YwVBc/TvKNB91cgfI/AAAAAAAABJs/7wc5a2XQLYc/s72-c/imagesCAKOYYTE.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-7733652390002143840</id><published>2011-12-17T04:44:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T04:44:18.864-08:00</updated><title type='text'>Unegro LGBT 2011</title><content type='html'>&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/q6BUyIdFhQc?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-7733652390002143840?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/7733652390002143840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/unegro-lgbt-2011.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/7733652390002143840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/7733652390002143840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/unegro-lgbt-2011.html' title='Unegro LGBT 2011'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/q6BUyIdFhQc/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-2665562647326732824</id><published>2011-12-17T04:32:00.003-08:00</published><updated>2011-12-17T04:32:47.559-08:00</updated><title type='text'>UNEGRO-INTOLERÂNCIA</title><content type='html'>&lt;iframe width="459" height="344" src="http://www.youtube.com/embed/dfMbAaoy1qQ?fs=1" frameborder="0" allowFullScreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-2665562647326732824?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/2665562647326732824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/unegro-intolerancia_1170.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2665562647326732824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2665562647326732824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/unegro-intolerancia_1170.html' title='UNEGRO-INTOLERÂNCIA'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/dfMbAaoy1qQ/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-3665680149970696949</id><published>2011-12-17T03:38:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T03:38:58.832-08:00</updated><title type='text'>INTOLERANCIA NUNCA MAIS....</title><content type='html'>O ATENTADO SOFRIDO POR NOSSA COMPANHEIRA CONCEIÇÃO d’LISSÁ.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xMmPiJJlH2E/Tux4XJMLSFI/AAAAAAAABIk/U4fSb3q07Aw/s1600/KJKJKJ.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="113" width="150" src="http://2.bp.blogspot.com/-xMmPiJJlH2E/Tux4XJMLSFI/AAAAAAAABIk/U4fSb3q07Aw/s400/KJKJKJ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A direção estadual da UNEGRO RJ manifesta publicamente o  seu veemente repúdio às agressões, ameaças e atentado sofrido pela companheira Conceição d’Lissá, membro da nossa direção nacional e coordenadora do nosso Grupo de Trabalho de Matrizes Africanas, ocorrido no último final de semana do mês de novembro passado.  Tais atos se constituem numa expressão da intolerância religiosa que ameaça os direitos individuais garantidos pela nossa Constituição Federal e a Declaração universal dos Direitos do Homem da ONU.   Tal intolerância ainda persiste, apesar de todos os esforços realizados não só pelas autoridades, como também da sociedade em geral e dos movimentos sociais.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-XwSkYzYhG7Y/Tux-9TyMi7I/AAAAAAAABJU/ymmCEDsERWA/s1600/378760_190643034361618_100002477671258_379485_1276408982_n.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-XwSkYzYhG7Y/Tux-9TyMi7I/AAAAAAAABJU/ymmCEDsERWA/s400/378760_190643034361618_100002477671258_379485_1276408982_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;(foto portão do barracão)   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos aos fatos:&lt;br /&gt;1- No dia 26, o seu barracão Kwe Cejà Gbé, que fica na mesma rua em que ela mora foi alvo de vandalismo.  Uma grande pedra foi jogada no local.  Na ocasião, Conceição estava junto com a sua filha e a neta preparando a feijoada do núcleo da UNEGRO de Duque de Caxias, em comemoração ao Dia da Consciência Negra;&lt;br /&gt;2- No dia seguinte, 27 de novembro, a feijoada reuniu integrantes do núcleo, representantes de partidos políticos, casas de matriz africana, autoridades e representantes de entidades, como o presidente do Conselho de Defesa dos direitos do negro de Duque de Caxias, José Zumba da Silva, as diretoras da UNGRO nacional e estadual, Cláudia Vitalino e Monica Custódio, dentre outros.  Após a confraternização, mais tarde à noite, indivíduos não-identificados efetuaram disparos de arma de fogo na direção da residência de Conceição, que estava na varanda junto com a companheira Cláudia Vitalino.  Felizmente, ninguém foi ferido.  A ocorrência foi registrada na 62ª DP de Imbariê.&lt;br /&gt;3- Conceição tem o seu barracão no local há cerca de 18 anos.  Em outra ocasião atearam fogo no seu carro em frente ao local, o caso até hoje não foi esclarecido.   “Tranquilamente conversávamos na varanda de minha residência, localizada há alguns metros do barracão de candomblé Kwe Cejà Gbé, que na noite de sábado havia sofrido o arremesso de uma pedra de tamanho suficiente para causar, até mesmo, a morte de alguém. Outro não pode ser o motivo de tal episódio, que não a tentativa de calar meus tambores e minha voz em defesa de nossas tradições e de nossa fé. Estejamos unidos em mais uma luta aberta contra a opressão e o desrespeito”, contou Conceição d'Lissá, que também é da direção nacional da Unegro. “Tranquilamente conversávamos na varanda de minha residência, localizada há alguns metros do barracão de candomblé Kwe Cejá Gbé, que na noite de sábado havia sofrido o arremesso de uma pedra de tamanho suficiente para causar, até mesmo, a morte de alguém. Outro não pode ser o motivo de tal episódio, que não a tentativa de calar meus tambores e minha voz em defesa de nossas tradições e de nossa fé. Estejamos unidos em mais uma luta aberta contra a opressão e o desrespeito”, contou Conceição d'Lissá.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-EoyiGesRUjM/Tux6br2X4hI/AAAAAAAABIw/QLmp6e0gykY/s1600/tn.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/-EoyiGesRUjM/Tux6br2X4hI/AAAAAAAABIw/QLmp6e0gykY/s400/tn.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ver, trata-se de mais um caso de intolerância, que envolve ameaças a integridade física de Conceição e de seus familiares, além de possíveis danos ao patrimônio móvel e imóvel.&lt;br /&gt;Neste momento exigimos das autoridades a apuração do caso, assim como medidas que possam garantir a tranqüilidade e a integridade de Conceição e de seus familiares.  Também manifestamos a nossa total solidariedade com a nossa companheira e nos colocamos à sua disposição para o que necessitar.  Além disso, solicitamos às demais entidades e personalidades que queiram subscrever o nosso manifesto, que o façam, bastando entrar em contato conosco.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--zb3JYBrR7c/Tux8TvwXu9I/AAAAAAAABI8/ywFIswgm3l4/s1600/392330_190645094361412_100002477671258_379492_1288254199_n.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://4.bp.blogspot.com/--zb3JYBrR7c/Tux8TvwXu9I/AAAAAAAABI8/ywFIswgm3l4/s400/392330_190645094361412_100002477671258_379492_1288254199_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;CONTRA A INTOLERÂNCIA RELIGIOSA!&lt;br /&gt;REBELE-SE CONTRA O RACISMO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Direção da UNEGRO RIO DE JANEIRO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-3665680149970696949?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/3665680149970696949/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/intolerancia-nunca-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/3665680149970696949'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/3665680149970696949'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/intolerancia-nunca-mais.html' title='INTOLERANCIA NUNCA MAIS....'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-xMmPiJJlH2E/Tux4XJMLSFI/AAAAAAAABIk/U4fSb3q07Aw/s72-c/KJKJKJ.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-226985932556357208</id><published>2011-12-17T01:53:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T01:53:32.208-08:00</updated><title type='text'>Avanço no negro no cenário atual...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-_Dd7O27nZk4/TuxmPIEXH2I/AAAAAAAABIM/6OoYCrjI1_M/s1600/imagesCAM6UB39.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="156" width="125" src="http://2.bp.blogspot.com/-_Dd7O27nZk4/TuxmPIEXH2I/AAAAAAAABIM/6OoYCrjI1_M/s400/imagesCAM6UB39.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;É uma reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra.&lt;br /&gt;A lei N.º 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Com isso, professores devem inserir em seus programas aulas sobre os seguintes temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional. &lt;br /&gt;Com a implementação dessa lei, o governo brasileiro espera contribuir para o resgate da contribuição dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país. &lt;br /&gt;A escolha dessa data não foi por acaso: em 20 de novembro de 1695, Zumbi - líder do Quilombo dos Palmares- foi morto em uma emboscada na Serra Dois Irmãos, em Pernambuco, após liderar uma resistência que culminou com o início da destruição do quilombo Palmares. &lt;br /&gt;Então, comemorar o Dia Nacional da Consciência Negra nessa data é uma forma de homenagear e manter viva em nossa memória essa figura histórica. Não somente a imagem do líder, como também sua importância na luta pela libertação dos escravos, concretizada em 1888. &lt;br /&gt;Muito embora tenhamos estatísticas sobre o povo brasileiro ainda espelham desigualdades entre a população de brancos e a de pretos e pardos. Por isso, é importante conhecermos algumas informações sobre o assunto. &lt;br /&gt;Entidades do mov. Negro, como a UNEGRO  e outras organizam palestras e eventos educativos, visando concientização da população negra da capital do Rio de Janeiro e em todo pais. Procura-se evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.&lt;br /&gt;Nos lembramos nesta  data do assassinato de Zumbi, em 1665, o mais importante líder dos quilombos de Palmares, que representou a maior e mais importante comunidade de escravos fugidos nas Américas, com uma população estimada de mais 30 mil.&lt;br /&gt;Em várias sociedades escravistas nas Américas existiram fugas de escravos e formação de comunidades como os quilombos. Na Venezuela, foram chamados de cumbes, na Colômbia de palanques e de marrons nos EUA e Caribe. Palmares durou cerca de 140 anos: as primeiras evidências de Palmares são de 1585 e há informações de escravos fugidos na Serra da Barriga até 1740, ou seja, bem depois do assassinato de Zumbi.&lt;br /&gt; Embora tenham existido tentativas de tratados de paz os acordos fracassaram e prevaleceu o furor destruidor do poder colonial contra Palmares.  A diversidade de formas de celebração do 20 de novembro permite ter uma dimensão de como essa data tem propiciado congregar os mais diferentes grupos sociais. "Os adeptos das diferentes religiões manifestam-se segundo a leitura de sua cultura, para dali tirar elementos de rejeição à situação em que se encontra grande parte da população afro-descendente”.&lt;br /&gt;A luta ainda é grande.&lt;br /&gt;Na semana do dia 20 de novembro, inúmeros temas são abordados pela comunidade negra e os que ganham evidência são: inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, etc. Algumas entidades organizam palestras e eventos educativos em que se procura evitar o desenvolvimento do auto-preconceito, ou seja, da inferiorização perante a sociedade.&lt;br /&gt;A marginalização dos negros ocorre dentro de um contexto histórico, processo de abolição da escravidão e formação econômica moderna, em que a estrutura de classes da sociedade está se constituindo tendo como conseqüência o posicionamento desfavorável dos negros, devido à forma de inserção desigual na estrutura de classes, no que se refere à renda, escolaridade e ocupação.  &lt;br /&gt;Nesse sentido, uma das características marcantes do mercado de trabalho brasileiro até hoje é a desigualdade de oportunidades entre os grupos raciais. As estatísticas revelam um quadro assustador sobre a maneira de como brancos e negros estão distribuídos na estrutura ocupacional. Dados estatísticos do IBGE mostram que o rendimento médio da população branca no Brasil é de em media  R$ 812; e a dos negros é de R$ 409.&lt;br /&gt;Estas desigualdades presentes no mercado de trabalho estão presentes, também na educação. Pesquisa revela a baixa freqüência dos negros nas universidades brasileiras. Enquanto 80% dos universitários são brancos, somente 2,2% são negros. Juridicamente discute-se a constitucionalidade da política de quotas para negros nas universidades a partir do dispositivo do princípio da igualdade do artigo 5º da Constituição Federal de 1988. Apesar de muitos defenderem essa política como forma de assegurar ao negro a sua participação na sociedade, muitos estudiosos vêem nessa política o aumento da discriminação entre brancos e negros.&lt;br /&gt;São essas práticas discriminatórias presentes no cotidiano que indicam a permanência do racismo. A sociedade brasileira preserva profundas desigualdades raciais, de rendimentos, educacionais e ocupacionais.&lt;br /&gt;A marginalização dos negros ocorre dentro de um contexto histórico, processo de abolição da escravidão e formação econômica moderna, onde a estrutura de classes da sociedade nacional está se constituindo e como conseqüência terá o posicionamento desfavorável dos negros, devido à forma de inserção desigual na estrutura de classes, no que se refere à renda, escolaridade e ocupação.  &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZjnvcDKav6c/Tuxmiiz8mqI/AAAAAAAABIY/Z0cBMtitdSU/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="300" width="400" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZjnvcDKav6c/Tuxmiiz8mqI/AAAAAAAABIY/Z0cBMtitdSU/s400/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em outros termos, poderíamos dizer que o Estado a partir da segunda metade do século XIX, pós-1850, e, principalmente, início do século XX, até meados dos anos 40, foi o veículo primordial da formação de um mercado de trabalho fundado na exclusão dos negros e descendentes. &lt;br /&gt;Esse mercado de trabalho, estruturado de cima para baixo pelo poder  estatal, privilegiava os indivíduos brancos e dificultava o acesso de outros grupos raciais tendo em vista a crença, então em voga por aqui, a respeito da superioridade dos brancos. Essa ideologia racial irá, evidentemente, dificultar a inserção dos negros no nascente mercado de trabalho tendo em vista sua suposta inferioridade e a discriminação racial será, então, uma das marcas visíveis que o negro encontrará na busca por trabalho.&lt;br /&gt; O Dia da Consciência Negra, portanto, deve ser comemorado como uma data para se lembrar da resistência do negro à escravidão em contraposição ao 13 de maio quando foi decretada a abolição da escravatura pela princesa Isabel. É a celebração da generosidade de uma branca em relação aos negros. Neste dia, os negros exaltam a sua origem africana e exaltam a sua luta pela liberdade de informação, religião e cultural. Buscam maior participação e cidadania para os afro-brasileiros associando-se a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial.&lt;br /&gt;O dia da consciência negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594) portante é acima de tudo um mês de reflexão e que a  festividade, alegria  renove as energias para continuar a trajetória para a conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos engajados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial para toda a sociedade brasileira.&lt;br /&gt;Por: Claudia Vitalino.&lt;br /&gt;Fonte: ultimainstancia.uol.com.br/artigos/pt.wikipedia.org/wiki/IBGE/UNEGRO.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-226985932556357208?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/226985932556357208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/avanco-no-negro-no-cenario-atual.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/226985932556357208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/226985932556357208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/avanco-no-negro-no-cenario-atual.html' title='Avanço no negro no cenário atual...'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-_Dd7O27nZk4/TuxmPIEXH2I/AAAAAAAABIM/6OoYCrjI1_M/s72-c/imagesCAM6UB39.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-707908979043184616</id><published>2011-12-17T01:44:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T01:44:40.146-08:00</updated><title type='text'>ReSumo do Congresso Nacional da UNEGRO</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-VbPNju5MZAQ/TuxiNIcXJ4I/AAAAAAAABHQ/jpceoJtBEy8/s1600/brasilia1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://2.bp.blogspot.com/-VbPNju5MZAQ/TuxiNIcXJ4I/AAAAAAAABHQ/jpceoJtBEy8/s400/brasilia1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Abertura do Congresso da Unegro enaltece a garra do movimento negro&lt;br /&gt;Com importantes contribuições para o encontro, as participações da mesa foram uma injeção de ânimo aos mais de 800 participantes do Congresso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11/NOV/2011 O Ministro Interino da SEPPIR – Secretaria de Promoção pela igualdade Racial, Mário Teodoro, presente na abertura do 4º Congresso Nacional da Unegro, o crescimento econômico do Brasil nos últimos anos não incorporou a população negra, que continua à margem da inclusão social, econômica e política.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“A importância dos movimentos sociais, como a Unegro é fundamental para a estrutura do atual governo. E a SEPPIR é parte integrante deste processo na reivindicação por uma política de igualdade racial.”, destacou o ministro interino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Neste primeiro ano de implantação do Estatuto da Igualdade Racial, toda a nação brasileira precisa se apropriar deste diploma, não só a população negra”. Foi com esta afirmação que o presidente da Fundação Palmares, Eloi Ferreira de Araujo, saudou os mais de 800 participantes do congresso da Unegro.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-66Xv4JF4T9k/TuxijN9RUSI/AAAAAAAABHc/nzxf79ug-IY/s1600/credenciamento1.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-66Xv4JF4T9k/TuxijN9RUSI/AAAAAAAABHc/nzxf79ug-IY/s400/credenciamento1.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Uma das falas mais aplaudidas pelo plenário foi de Paulo Cordeiro, subsecretário-geral de Política do Ministério das Relações Exteriores para África e Oriente Médio, que fez uma retrospectiva da história do povo brasileiro, desde o Tratado de Tordesilhas. “O Tratado de Tordesilhas, que dividiu as terras de Portugal e Espanha, com uma linha de demarcação de Cabo Verde na África é a certidão de nascimento do brasileiro”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Destacou a importância da cooperação entre Brasil e a África nas esferas econômicas e sociais. Hoje o Brasil está instalado com embaixadas em 37 dos 54 países africanos e a representação diplomática dos africanos no País é de 33 embaixadas e consulados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Essa cooperação entre as nações africana e o Brasil é extremamente importante para o enriquecimento de ambos os continentes. O continente africano é o que mais cresce no mundo. Hoje convivemos com o renascimento da África e podemos enriquecer mutuamente”, finalizou o representante do Ministério das Relações Exteriores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vereadora do PCdoB/BA, Olívia Santana, mais uma vez empolgou os participantes em sua fala, alimentando a esperança e garra do povo negro ao afirmar que os negros têm capacidade e precisam ocupar cargos no primeiro escalão do governo. E essa força só será efetiva com o fortalecimento das entidades negras pelo País afora.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-EjW6a8OvcXA/Tuxi23eXxII/AAAAAAAABHo/OygKlz-gudU/s1600/credenciamento.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="133" width="200" src="http://1.bp.blogspot.com/-EjW6a8OvcXA/Tuxi23eXxII/AAAAAAAABHo/OygKlz-gudU/s400/credenciamento.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“A SEPPIR precisa de dinheiro para que as políticas públicas de inserção do povo negro sejam verdadeiramente aplicadas.&lt;br /&gt;Centenas de pessoas e mostra força de vontade do povo brasileiro.&lt;br /&gt;‘Negros compartilhando o poder’ é o tema que reúne negros e negras de todo país no 4º Congresso Nacional da UNEGRO. A abertura aconteceu ontem (10) e trouxe à plenária mais de 800 pessoas.&lt;br /&gt;Do Rio Grande do Sul ao Amazonas... O Brasil não tem fronteiras que barrem a mobilização de um povo que busca igualdade e justiça. Nesta quarta-feira, em Brasília/DF, a abertura do 4º Congresso Nacional da UNEGRO provou a força da bandeira que levantam os negros e as negras deste país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns, recém chegados de seu estado, desembarcaram diretamente no Centro de Convenções Ulysses Guimarães para prestigiar o primeiro dos quatro dias desse encontro. Ainda com as malas desacomodadas e com o cansaço à flor da pele, esses guerreiros do axé não desanimaram até que a abertura estivesse encerrada e o jantar servido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senegal, Marrocos, Mauritânia e Guiné Bissau também estiveram representadas nas cativantes figuras do Ministro da Diáspora Negra do Senegal, Amador Lamine Faye e do Embaixador Abdul Aziz. O Ministro, que foi aplaudido ao fazer esforço para falar em português à plenária, considera que o evento é um grande passo nas discussões étnico-raciais do Brasil. “Este encontro é muito importante, pois traz para o debate questões básicas para a melhoria de vida da população negra no Brasil, como, por exemplo, ocupar espaços de poder”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além dos internacionais, a UNEGRO contou com outros ilustres componentes à mesa de abertura do evento. Entre eles, o representante do Ministério das Relações exteriores, Paulo de Andrade Pinto, Subsecretário Geral Político III, diplomata de relações exteriores do Brasil com áfrica e Oriente Médio; Odorico Monteiro, Consultor do Ministério da Saúde; o Ministro Interino da SEPPIR, Mario Teodoro; Eloi Ferreira de Araújo, Presidente da Fundação Palmares; Severine Macedo, Secretária Nacional de Juventude, Dep. Luiz Alberto (PT), Dep. Evandro Milhomem, representando Renato Rabelo, presidente do PCdoB.&lt;br /&gt;Congresso define ações prioritárias para entidade.&lt;br /&gt;Unegrinos e unegrinas aprovaram nesse sábado, 12/11, as propostas para a atuação da entidade nas áreas da saúde, educação, cultura e esporte, trabalho, relações internacionais, comunicação e nos segmentos de juventude, mulheres, LGBTT e comunidades tradicionais.&lt;br /&gt;13/NOV/2011 POR RENATA ALINE E LOURDES AUGUSTO &lt;br /&gt;As propostas farão parte da Carta de Brasília, documento que será encaminhado para autoridades do Governo Federal.&lt;br /&gt;O debate aconteceu em dez grupos com a presença de palestrantes que ajudaram na construção das propostas. Liège Rocha,  (UBM) resgatou que o movimento de mulheres negras começou a se organizar no Brasil na década de 80 e apontou bandeiras importantes como a notificação compulsória nos hospitais para o combate à violência contra a mulher.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-aGbEm4VLuQw/TuxjgaRwT6I/AAAAAAAABH0/7ra4pwjDHrI/s1600/386396_320619997954816_100000204565941_1561997_1784564574_n.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="240" width="320" src="http://4.bp.blogspot.com/-aGbEm4VLuQw/TuxjgaRwT6I/AAAAAAAABH0/7ra4pwjDHrI/s400/386396_320619997954816_100000204565941_1561997_1784564574_n.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Maurício Pestana, diretor da Revista Raça que participou do grupo de comunicação ressaltou a falta de negros dentro das redações e as incompreensões sobre temas como as cotas na cobertura jornalística, inclusive nos veículos do segmento. “Não basta apenas ser negro é preciso ter consciência racial.” Afirmou o cartunista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No grupo de Educação a professora Jacilene Santos da Silva, relatou o caso da escola municipal Parque São Cristóvão de Salvador/ Bahia, que é hoje referência no Brasil, na alfabetização com a intervenção dos mitos africanos no processo de aprendizagem, com a implantação da Lei 10.639/03, que insere a história da cultura afrodescendente. A escola se notabilizou nas disciplinas de história, geografia e português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as propostas aprovadas estão a regularização e a inserção no mercado de trabalho dos emigrantes negros, a realização de seminários de comunicação, juventude e cultura negra, e inserção da cultura da comunidade quilombola e das religiões de matrizes africanas nos livros didáticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moções:&lt;br /&gt;Os atletas brasileiros medalhistas dos jogos Pan-Americanos de 2011, a angolana Leila Lopes eleita Miss Universo foram homenageados com moção de aplauso. Já a revista Veja, o Jornal Folha de S. Paulo e as Organizações Globo foram repudiados pela cobertura jornalística tendenciosa, que desqualifica os movimentos negros. Ao todo o plenário aprovou 13 moções.&lt;br /&gt;Unegro/RJ se destaca no quarto congresso nacional da entidade.&lt;br /&gt;O 4º Congresso Nacional da Unegro, realizado em Brasília, de 10 a 13 de novembro, contou com a participação de 700 delegados representantes das plenárias organizadas em 23 estados e o Distrito Federal. O Rio de Janeiro teve destaque no congresso com uma delegação de 80 delegados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O congresso aprovou a mudança no tempo de mandato para quatro anos, bem como a mudança na estrutura de direção que passa a ser presidencialista e paritária. Da nova direção executiva nacional, composta por 11 pessoas, seis são mulheres. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Unegro/RJ passou de dois para três representantes na direção nacional da entidade. Na executiva, conta com Mônica Custódio (Secretaria Internacional), na direção plena, Claudia Vitalino (Região Sudeste) e no conselho fiscal, com Conceição D'Lissa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os nove grupos de debate, o Rio de Janeiro coordenou os grupos de Trabalho e Renda, Saúde, LGBT e Comunidades Tradicionais. E esteve na relatoria de Cultura, Comunicação e Relações Internacionais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A delegação do Rio de Janeiro contou com militantes de Duque de Caxias, São João de Meriti, Niterói, Itaperuna, Magé, São Gonçalo, Volta Redonda, Resende, Belford Roxo, Nova Iguaçu, Paty do Alferes e Rio de Janeiro (Marechal Hermes, Guadalupe, Sepetiba, Vila Carioca, Bangu, Rocinha e os núcleos de Cultura e Sindical: Metalúrgicos, Correios e Sindsprev).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presenças:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O congresso contou com diversas presenças internacionais: Senegal, Marrocos, Mauritânia e Guiné Bissau. Também compôs à mesa de abertura do evento o representante do Ministério das Relações Exteriores, Paulo de Andrade Pinto, Subsecretário Geral Político III, diplomata de relações exteriores do Brasil com África e Oriente Médio; Odorico Monteiro, Consultor do Ministério da Saúde; o Ministro Interino da SEPPIR, Mario Teodoro; Eloi Ferreira de Araújo, Presidente da Fundação Palmares; Severine Macedo, Secretária Nacional de Juventude, Dep. Luiz Alberto (PT/BA), deputado federal Evandro Milhomem (AP), representando Renato Rabelo, presidente do PCdoB.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-30hRsCGHS-o/TuxkaoCM4II/AAAAAAAABIA/12fS69OSxVM/s1600/imagesCACOOCZQ.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="162" width="216" src="http://1.bp.blogspot.com/-30hRsCGHS-o/TuxkaoCM4II/AAAAAAAABIA/12fS69OSxVM/s400/imagesCACOOCZQ.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;O congresso, que se encerrou no dia 13, teve ainda as presenças do ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, da secretária nacional de Movimentos Sociais do PCdoB, Lúcia Stumpf, e do secretário estadual de Movimento Sociais do PCdoB-RJ, João Carlos de Carvalho.&lt;br /&gt;FONTE:unegro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-707908979043184616?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/707908979043184616/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/resumo-do-congresso-nacional-da-unegro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/707908979043184616'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/707908979043184616'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/12/resumo-do-congresso-nacional-da-unegro.html' title='ReSumo do Congresso Nacional da UNEGRO'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-VbPNju5MZAQ/TuxiNIcXJ4I/AAAAAAAABHQ/jpceoJtBEy8/s72-c/brasilia1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-2502665675888555531</id><published>2011-11-26T11:24:00.000-08:00</published><updated>2011-11-26T11:24:35.057-08:00</updated><title type='text'>Novos Direitos, novos desafios</title><content type='html'>Direitos Humanos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos das Mulheres&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yxvZPK6BTSA/TtE8svuROXI/AAAAAAAABG4/_AUsbR_OI6o/s1600/imagesCAYLBW4R.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="221" width="228" src="http://3.bp.blogspot.com/-yxvZPK6BTSA/TtE8svuROXI/AAAAAAAABG4/_AUsbR_OI6o/s400/imagesCAYLBW4R.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em face do processo de internacionalização dos direitos humanos, foi o documento da Declaração e Programa de Ação (Viena-1993) que, de forma explícita, afirmou, em seu parágrafo 18, que os direitos humanos das mulheres e das meninas são parte inalienável, integral e indivisível dos direitos humanos universais. Esta concepção foi reafirmada pela Plataforma de Ação de Pequim, de 1995. O legado de Viena é duplo: endossa a universalidade e a indivisibilidade dos direitos humanos invocada pela Declaração Universal de 1948 e também confere visibilidade aos direitos humanos das mulheres e das meninas, em expressa alusão ao processo de especificação do sujeito de direito e à justiça enquanto reconhecimento de identidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O balanço das últimas três décadas nos mostra que o movimento internacional de proteção dos direitos humanos das mulheres centrou seu foco em três questões centrais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discriminação contra a mulher – a experiência brasileira reflete tanto a vertente repressivo-punitiva (pautada pela proibição da discriminação contra a mulher), como a vertente promocional (pautada pela promoção da igualdade, mediante políticas compensatórias)1.&lt;br /&gt;A violência contra a mulher – embora a Constituição de 1988 seja a primeira a explicitar a temática,2 merecendo destaque também a lei que caracteriza a violência do assédio sexual (a Lei no10.224, de 15 de maio de 2001), não há ainda legislação específica a tratar, por exemplo, da violência doméstica. &lt;br /&gt;Os direitos sexuais e reprodutivos – a Carta de 1988 reconhece o planejamento familiar3 como uma livre decisão do casal, devendo o Estado propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada qualquer coerção. Resta, todavia, a necessidade de assegurar amplos programas de saúde reprodutiva, reavaliando a legislação punitiva referente ao aborto, de modo a convertê-lo efetivamente em problema de saúde pública.&lt;br /&gt;No âmbito da estrutura governamental, compete à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República – SEPM/PR – criada pela Lei no 10.683, de 28/5/2003 – dentre outras atribuições: assessorar direta e imediatamente o Presidente da República na formulação, coordenação e articulação de políticas para as mulheres, com vistas à promoção da igualdade4 entre homens e mulheres por meio da cooperação com organismos nacionais e internacionais, públicos e privados voltados para a implementação de políticas para as mulheres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há que se observar que os avanços obtidos no plano internacional5 têm sido capazes de impulsionar transformações internas na construção dos direitos humanos das mulheres no contexto brasileiro e têm possibilitado ao movimento de mulheres brasileiras exigir a implementação de avanços obtidos na esfera internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos dos Afro-descendentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora não exista no sentido biológico a categoria ‘raça’, o termo ‘raça’ é utilizado de modo pleno no mundo social e funciona como instrumento ideológico e político de classificação, identificação e determinação do lugar que as pessoas negras e não-negras ocupam em sociedade. Como já observamos, o paradigma (modelo, padrão) que, em geral orienta o pensamento político, jurídico e social no Brasil e em boa parte do mundo ocidental, é o do homem, branco, adulto, ocidental, heterossexual e dono de um patrimônio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na contramão desse paradigma, ao tratar do tema da igualdade, a Constituição Brasileira acolhe duas vertentes do combate à discriminação e o da promoção da igualdade. Constata-se que a Lei Afonso Arinos de 1951 (Lei no1.390/51) foi a primeira a caracterizar o racismo como contravenção penal (crime de menor potencial ofensivo). Portanto, somente com a Constituição de 1988, 100 anos após a abolição da escravatura, o racismo foi elevado a crime, inafiançável, imprescritível e sujeito à pena de reclusão, nos termos do art.5o, XLII.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim de conferir cumprimento ao dispositivo constitucional, surgiu a Lei no. 7.716 de 5 de janeiro de 1989 (Lei Caó),6 que definiu os crimes resultantes de preconceito de raça ou cor. Contudo, em relação à discriminação racial, o aparato repressivo-punitivo tem se mostrado insuficiente para enfrentar tal forma de discriminação. De um lado, faz-se necessário fomentar a capacitação jurídica para que os diversos atores possam, com maior eficácia responder à gravidade do racismo. No mesmo sentido, cabe aprimorar e fortalecer o aparato repressivo,7 tornando o racismo, a xenofobia e outras formas de intolerância, agravantes de crimes. É necessário ir além da punição e investir também na promoção. Isto é, o combate à discriminação torna-se insuficiente se não se verificam medidas voltadas à promoção da igualdade. Por sua vez, a promoção da igualdade, por si só, mostra-se insuficiente se não se verificam políticas de combate à discriminação.8 &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um país em que os afro-descendentes são 64% dos pobres e 69% dos indigentes (dados do IPEA – Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada), em que o índice de desenvolvimento humano geral (IDH, 2000) coloca o País em 74o lugar, mas que, sob o recorte étnico-racial, o IDH relativo à população afro-descendente indica a 108a posição (enquanto o IDH relativo à população branca indica a 43a posição), faz-se necessária a adoção de ações afirmativas em benefício da população negra, em especial nas áreas da educação e do trabalho. &lt;br /&gt;No caso brasileiro, citamos o Programa Nacional de Direitos Humanos, que faz expressa alusão às políticas compensatórias, prevendo como meta o desenvolvimento de ações afirmativas em favor de grupos socialmente vulneráveis e o Programa de Ações Afirmativas na Administração Pública Federal; e a adoção de políticas de cotas em Universidades (a exemplo da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Universidade de Brasília – UnB, etc.).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As conquistas obtidas até aqui, no campo das relações raciais no Brasil, são frutos da atuação do movimento negro organizado que vem lutando pelo reconhecimento da população negra9 como sujeito de direito. Como exemplo recente da luta e resistência negra brasileiras, citamos a Lei no10.639, de 9 de janeiro de 2003, que dispõe sobre a inclusão no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática "História e Cultura Afro-Brasileira".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No âmbito da Presidência da República, por meio da Lei no10.678, de 23/5/2003, a Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), à qual compete dentre outras atribuições, assessorar o Presidente da República direta e imediatamente na formulação, coordenação, articulação e avaliação de políticas e diretrizes para a promoção da igualdade racial e da proteção dos direitos de indivíduos e grupos raciais e étnicos, com ênfase na população negra, afetados por discriminação racial e demais formas de intolerância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se sabe ao certo qual é o número de pessoas portadoras de deficiência no Brasil. Todavia, podemos afirmar que se trata de expressivo número de brasileiros(as), que vêm sendo apartados(as) da vida social e que, apenas recentemente, receberam proteção constitucional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história constitucional brasileira revela que, dispositivos específicos acerca dos direitos das pessoas portadoras de deficiência, somente puderam ser observados a partir de 1978, com a edição da Emenda Constitucional 12/78, que representou um marco na defesa deste grupo. Seu conteúdo compreendia os principais direitos das pessoas portadoras de deficiência (educação, assistência e reabilitação, proibição de discriminação e acessibilidade).&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-xgdNhebFL2U/TtE8H2gPbiI/AAAAAAAABGs/EF_AFW3H8Pc/s1600/images.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="171" width="294" src="http://2.bp.blogspot.com/-xgdNhebFL2U/TtE8H2gPbiI/AAAAAAAABGs/EF_AFW3H8Pc/s400/images.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A Carta Brasileira de 1988 manteve os direitos que já eram previstos na Emenda Constitucional 12/78, conferindo-lhes maior detalhamento e especificidade, bem como fixando as atribuições executivo-legislativas de cada estado. Ressalte-se, ainda, que a Constituição sofreu a influência e o impacto de um movimento crescente de tutela da pessoa portadora de deficiência no âmbito internacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao revelar um perfil eminentemente social, a Carta Brasileira de 1988 impõe ao poder público o dever de executar políticas que minimizem as desigualdades sociais, e, é neste contexto que se inserem os sete artigos constitucionais relativos às pessoas portadoras de deficiência.10 Todavia, passados mais de 15 anos de vigência desta Carta, a violação de direitos subsiste e a concretização dos dispositivos constitucionais ainda constitui meta a ser alcançada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na esfera do governo federal, foi criado no âmbito do Ministério da Justiça, o Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência – CONADE11 órgão superior de deliberação colegiada. Em maio de 2003, o CONADE passou a ser vinculado à Presidência da República,12 por meio da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, e tem como principal competência, acompanhar e avaliar o desenvolvimento da Política Nacional para integração da Pessoa Portadora de Deficiência e das políticas setoriais de educação, saúde, trabalho, assistência social, transporte, cultura, turismo, desporto, lazer e política urbana dirigidas a este grupo social. Para implementar a Política Nacional e orientar sua atuação, tanto do ponto de vista normativo quanto regulador, foi criada a Coordenadoria Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência13 – órgão de Assessoria da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A exemplo do que ocorre com a legislação, os inúmeros programas e políticas públicas existentes são elaborados sem ampla consulta e participação da sociedade civil e não são implementados em alguns casos no todo. Na opinião de entidades representativas dos direitos das pessoas portadoras de deficiência, a falta de implementação deve-se ao abismo entre as propostas de governo e sua execução, quer seja por motivos políticos, quer seja pela ausência de capacitação e sensibilidade dos agentes estatais incumbidos de executá-las.&lt;br /&gt;A crença na democracia racial conduz a uma sutil negação do racismo&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-ZlBTTCzDMXU/TtE77lFXFXI/AAAAAAAABGg/_tBQ0Z-R1zA/s1600/nnnb.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="192" width="263" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZlBTTCzDMXU/TtE77lFXFXI/AAAAAAAABGg/_tBQ0Z-R1zA/s400/nnnb.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;REFERÊNCIAS:&lt;br /&gt;Constituição 1988: Texto Constitucional de 5 de outubro de 1988. Brasíli: Ed. Atual. 1988. Senado Federal, Subsecretaria de Edições Técnicas, 1988, 336p. &lt;br /&gt;GOMES, Verônica. Indivíduos “fora de lugar”: o caso dos docentes negros(as) nas relações de trabalho na Universidade de Brasília. Dissertação de Mestrado. Brasília, departamento de Sociologia,Universidade de Brasília, 2003.&lt;br /&gt;BOURDIEU, Pierre. O poder simbólico. Rio de Janeiro: Ed. Bertrand Brasil, 2002.&lt;br /&gt;DEJOURS, Christophe. A banalização da injustiça social. 3a ed. Rio de Janeiro: Editora FGV,2000.&lt;br /&gt;FERNANDES, Florestan. A Integração do Negro na Sociedade de Classes. v.2, 3ª ed. São Paulo, Ática, 1978.&lt;br /&gt;GUIMARÃES, A. S. A . Classes, Raças e Democracia. São Paulo: Ed.34,2002.&lt;br /&gt;REDE Nacional Feminista de Saúde. Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos. Dossiê Assimetrias Raciais no Brasil. Rede Feminista de Saúde. Belo Horizonte: Rede &lt;br /&gt;Feminista de Saúde, 2003.&lt;br /&gt;ROCHA, M. I..B (Org).Trabalho e Gênero: mudanças, permanências e desafios. Campinas: ABEP, NEPO/UNICAMP e CEDEPLAR/UFMG/São Paulo: Ed. 34, 2000.&lt;br /&gt;Relatório de Desenvolvimento Humano – racismo, pobreza e violência. São Paulo, Ed. PrimaPagina, PNUD, 2005.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-2502665675888555531?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/2502665675888555531/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/11/novos-direitos-novos-desafios.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2502665675888555531'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/2502665675888555531'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/11/novos-direitos-novos-desafios.html' title='Novos Direitos, novos desafios'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-yxvZPK6BTSA/TtE8svuROXI/AAAAAAAABG4/_AUsbR_OI6o/s72-c/imagesCAYLBW4R.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-6575903040490549316</id><published>2011-11-20T08:51:00.000-08:00</published><updated>2011-11-20T08:51:22.844-08:00</updated><title type='text'>DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA</title><content type='html'>DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA, CELEBRADO HOJE NO PAÍS, TEM O OBJETIVO DE FAZER A POPULAÇÃO REFLETIR SOBRE A INSERÇÃO DO NEGRO NA SOCIEDADE BRASILEIRA.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-nIOrMxPG0CA/TskvwPzK2jI/AAAAAAAABE0/UZtpGOw2X5I/s1600/fd.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="195" width="258" src="http://2.bp.blogspot.com/-nIOrMxPG0CA/TskvwPzK2jI/AAAAAAAABE0/UZtpGOw2X5I/s400/fd.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Racismo e o assédio moral ainda são barreiras para os afrodescendentes no mercado de trabalho.&lt;br /&gt;Por Marcelo Lapola&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ODia Nacional da Consciência Negra é celebrado em 20 de novembro no Brasil e é dedicado à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira. A semana dentro da qual está esse dia recebe o nome de Semana da Consciência Negra. Em Rio Claro, a data é considerada feriado municipal desde 2006, após aprovação de um projeto pela Câmara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A data foi escolhida por coincidir com o dia da morte de Zumbi dos Palmares, em 1695. O Dia da Consciência Negra procura ser uma data para se lembrar a resistência do negro à escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro (1594).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitos temas são debatidos durante a semana que antecede o 20 de novembro e ganham evidência discussões como a inserção do negro no mercado de trabalho, cotas universitárias, se há discriminação por parte da polícia, identificação de etnias, moda e beleza negra, entre outros assuntos relacionados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para o vereador José Pereira dos Santos, é preciso fortalecer a população negra nas diversas esferas da sociedade. “A expressividade numérica ainda é muito baixa.” Segundo o vereador, a educação é o mecanismo para reverter esta situação e deve ser um direito que garante acesso a outros direitos elementares e fundamentais do cidadão. É importante combater com precisão os obstáculos que insistem em abrir valas impeditivas à igualdade, sendo certo que uma das formas de se obter sucesso advém das leis, que incluem no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena”.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-vFMzGKXG-34/TskvB-i72xI/AAAAAAAABEc/MZeuewdCX8c/s1600/2211873442_d0c3ac4087.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="400" width="282" src="http://2.bp.blogspot.com/-vFMzGKXG-34/TskvB-i72xI/AAAAAAAABEc/MZeuewdCX8c/s400/2211873442_d0c3ac4087.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Pereira é autor do projeto de lei que foi aprovado na Câmara em 1998 que instituiu no município a Semana da Consciência Negra. “De lá para cá houve muitos avanços e um envolvimento maior de toda a sociedade na discussão dos assuntos relacionados à condição do negro em Rio Claro”, completou Pereira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O projeto que instituiu o Dia da Consciência Negra no município foi elaborado em 2006 pelo prefeito Nevoeiro Junior em solicitação feita pelo vereador Pereira e também com a participação decisiva do jornalista Emerson Augusto bem como os diversos segmentos representativos da cultura negra em Rio Claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com histórico importante de militância no movimento negro local Kizie de Paula Aguiar da Silva está familiarizada com a luta por igualdade racial na cidadania e acesso à educação e trabalho. No comando da Assessoria da Integração Racial, a jovem acredita que o movimento negro avançou em vários sentidos, mas que ainda existe muito a ser conquistado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ligada ao Gabinete do Prefeito, o maior objetivo da pasta é desenvolver políticas públicas inter-raciais. Os projetos organizados pela assessoria envolvem diversos setores, como saúde, educação e cultura. “Somos responsáveis por aplicar programas federais, elaborados pela Secretaria de Promoção de Políticas Públicas de Integração Racial (Seppir) e fazer valer o Estatuto da Igualdade Racial”, explica Kizie.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do aumento no poder aquisitivo, atestado por dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Kizie afirma que o negro pouco se vê no mercado de trabalho, principalmente em empregos que envolvam atendimento ao público e cargos de chefia. &lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-bGkAoVbZss0/Tskvfm0mrDI/AAAAAAAABEo/J09Mu5xeiqg/s1600/gf.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="160" width="160" src="http://4.bp.blogspot.com/-bGkAoVbZss0/Tskvfm0mrDI/AAAAAAAABEo/J09Mu5xeiqg/s400/gf.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;“Tem muita gente preparada na atual geração, com diplomas de cursos técnicos e ensino superior. Mas, mesmo assim, as portas não são abertas e o mercado não nos absorve. Muitas pessoas me procuram dizendo que são discriminadas numa entrevista de emprego ou no próprio ambiente onde trabalha”, constata Kizie. Assim como Pereira, para que mais conquistas sejam somadas ao histórico do movimento negro, Kizie acredita que a educação de qualidade é o melhor caminho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-6575903040490549316?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/6575903040490549316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/11/dia-da-consciencia-negra.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/6575903040490549316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/6575903040490549316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/11/dia-da-consciencia-negra.html' title='DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-nIOrMxPG0CA/TskvwPzK2jI/AAAAAAAABE0/UZtpGOw2X5I/s72-c/fd.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-6624516839484405292</id><published>2011-10-31T02:42:00.000-07:00</published><updated>2011-10-31T02:42:48.963-07:00</updated><title type='text'>Posição da UNEGRO sobre a demissão de Orlando Silva.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-S0Y-Nnjr-UE/Tq5th22FtXI/AAAAAAAABEQ/oDBzQnr7AO4/s1600/Zjb5ju0.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="120" width="160" src="http://1.bp.blogspot.com/-S0Y-Nnjr-UE/Tq5th22FtXI/AAAAAAAABEQ/oDBzQnr7AO4/s320/Zjb5ju0.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A UNEGRO lamenta a saída de Orlando Silva do Ministério do Esporte e solidariza-se com todos os seus familiares e amigos neste momento difícil da luta política no Brasil. Nossa confiança em Orlando, um dos fundadores da Entidade, permanece inabalada porque ele é um digno representante da população negra brasileira, vitimado pelo conservadorismo e pelo racismo abertamente declarado por Arnaldo Jabor quando destilou seu ódio ao ministro dizendo: “finalmente Orlando Silva caiu do galho...”, ou seja, insinuando que o ministro é macaco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A trama estabelecida pela elite conservadora teve exclusiva finalidade de macular a honra do principal dirigente do Ministério do Esporte, derrubá-lo e instabilizar o governo da presidente Dilma Rousseff. Consideramos um grave erro da Presidenta Dilma aceitar a demissão de um Ministro de Estado com base em uma falsa denúncia de um homem processado e preso por recurso do Ministério do Esporte - sem nenhuma prova ou indício de veracidade. Consideramos perigosa a lógica de demitir todos os ministros que a grande mídia conservadora indicar, visto que o verdadeiro alvo é a Presidenta e o objetivo é de não deixá-la governar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A violenta campanha de difamação, calúnias e ataques, a Orlando Silva Junior atingiu o objetivo imediato de derrubar um ministro jovem, talentoso, exemplo para juventude negra e gerações de atletas, gestores, administradores, mas não conseguiu e nem conseguirá apagar o brilho e macular a contribuição que Orlando Silva deu ao país.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Orlando ajudou a consolidar e dar importância institucional e política ao Ministério do Esporte, foi figura destacada para que o Brasil tivesse a oportunidade de sediar a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, eventos que favorecerão o dinamismo da economia nacional gerarão mais empregos e renda para o povo brasileiro. Conduziu republicanamente a gestão do Ministério, respeitou todas as forças políticas e os movimentos sociais e deixa como marca o desenvolvimento do esporte como atividade e direito fundamental da cidadania. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A injusta demissão de Orlando aumenta a invisibilidade do negro no governo Dilma, dos 37 ministérios a única negra é Luiza Bairros, ministra da Secretaria de Política de Promoção da Igualdade Racial. Estamos diante de um retrocesso perigoso e assistindo a reprise dos mesmos enredos de defenestração de ministros negros. Impõem-se, mais uma vez, a lógica de que o negro não tem competência e não é confiável. Portanto, não pode ocupar cargos importantes no governo. Primeiro foi Benedita da Silva, depois Matilde Ribeiro e agora é Orlando Silva. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A UNEGRO compreende que esse episódio fragiliza o governo e a democracia brasileira, se posiciona em defesa de Orlando Silva e o considera o ministro mais bem sucedido do governo Lula e do governo Dilma. Mantém seu apoio ao governo Dilma e manifesta sua preocupação com a ausência de negros no ministério e em outros espaços importantes do Executivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nos afastaremos um instante da construção de uma sociedade livre do racismo e das desigualdades. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva Orlando Silva!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;União de Negros Pela Igualdade - UNEGRO&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5182750884583405474-6624516839484405292?l=unegroriodejaneiro.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/feeds/6624516839484405292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/10/posicao-da-unegro-sobre-demissao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/6624516839484405292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5182750884583405474/posts/default/6624516839484405292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://unegroriodejaneiro.blogspot.com/2011/10/posicao-da-unegro-sobre-demissao-de.html' title='Posição da UNEGRO sobre a demissão de Orlando Silva.'/><author><name>UNEGRO/Rio de Janeiro</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14896564952016541550</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://4.bp.blogspot.com/_1zUaWdeyfeA/TVCmkHWNdeI/AAAAAAAAAMc/MK-7heZBorg/s220/BandeiraUnegro-200971812149.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-S0Y-Nnjr-UE/Tq5th22FtXI/AAAAAAAABEQ/oDBzQnr7AO4/s72-c/Zjb5ju0.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5182750884583405474.post-7262742367597226498</id><published>2011-10-30T11:43:00.000-07:00</published><updated>2011-10-30T11:43:22.965-07:00</updated><title type='text'>Deus Gregos são Mitos Culturais x Deuses Africanos são tidos como Demônios</title><content type='html'>Mitologia grega e religião.&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-Go1nQsAJQf0/Tq2asVqwXAI/AAAAAAAABEE/VVGmfX1XSIc/s1600/picture-21794.jpg" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="100" width="91" src="http://1.bp.blogspot.com/-Go1nQsAJQf0/Tq2asVqwXAI/AAAAAAAABEE/VVGmfX1XSIc/s320/picture-21794.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Nas mitologias grega e romana, os semideuses eram filhos de deuses com parceiros mortais. Eles
