UNEGRO - União de Negras e Negros Pela Igualdade. Esta organizada em de 26 estados brasileiros, e tornou-se uma referência internacional e tem cerca de mais de 12 mil filiados em todo o país. A UNEGRO DO BRASIL fundada em 14 de julho de 1988, em Salvador, por um grupo de militantes do movimento negro para articular a luta contra o racismo, a luta de classes e combater as desigualdades. Hoje,rumo aos 30 anos de caminhada continua jovem atuante e combatente... Aqui as ações da UNEGRO-RJ

sábado, 29 de setembro de 2018

A experiencia do ancião e a valorização da tradição na literatura africana

As civilizações africanas, no Saara e ao sul do deserto, eram em grande parte civilizações da palavra falada, mesmo onde existia a escrita, como na África ocidental a partir do século XVI, pois muito

poucas pessoas sabiam escrever, ficando a escrita muitas vezes relegada a um plano secundário em relação às preocupações essenciais da sociedade. Seria um erro reduzir a civilização da palavra falada simplesmente a uma negativa, "ausência do escrever", e perpetuar o desdém inato dos letrados pelos iletrados, que encontramos em tantos ditados, como no provérbio chinês: "A tinta mais fraca é preferível à mais forte palavra". Isso demonstraria uma total ignorância da natureza dessas civilizações orais. Como disse um estudante iniciado em uma tradição esotérica: "O poder da palavra é terrível. Ela nos une, e a revelação do segredo nos destrói" (através da destruição da identidade da sociedade, pois a palavra destrói o segredo comum).

A civilização oral
Um estudioso que trabalha com tradições orais deve compenetrar-se da atitude de uma civilização oral em relação ao discurso, atitude essa, totalmente diferente da de uma civilização onde a escrita registrou todas as mensagens importantes. Uma sociedade oral reconhece a fala não apenas como um meio de comunicação diária, mas também como um meio de preservação da sabedoria dos ancestrais, venerada no que poderíamos chamar elocuções-chave, Isto é, a tradição oral. A tradição pode ser definida, de fato, como um testemunho transmitido verbalmente de uma geração para outra. Quase em toda parte, a palavra tem um poder misterioso, pois palavras criam coisas. Isso, pelo menos, é o que prevalece na maioria das civilizações africanas. Os Dogon sem dúvida expressaram esse nominalismo da forma mais evidente; nos rituais constatamos em toda parte que o nome é a coisa, e que "dizer" é "fazer".

A oralidade é uma atitude diante da realidade e não a ausência de uma habilidade. As tradições desconcertam o historiador contemporâneo - imerso em tão grande número de evidências escritas, vendo-se obrigado, por isso, a desenvolver técnicas de leitura rápida - pelo simples fato de bastar à compreensão a repetição dos mesmos dados em diversas mensagens. As tradições requerem um retorno contínuo à fonte. Fu Kiau, do Zaire, diz, com razão, que é ingenuidade ler um texto oral uma ou duas vezes e supor que já o compreendemos. Ele deve ser escutado, decorado, digerido internamente, como um poema, e cuidadosamente examinado para que se possam apreender seus muitos significados - ao menos no caso de se tratar de uma elocução importante. O historiador deve, portanto, aprender a trabalhar mais lentamente, é refletir, para embrenhar-se numa representação coletiva, já que o corpus da tradição é a memória coletiva de uma sociedade que se explica a si mesma. Muitos estudiosos africanos, como Amadou Hampâté-Ba ou Boubou Hama, muito eloqüentemente têm expressado esse mesmo raciocínio. O historiador deve iniciar-se, primeiramente, nos modos de pensar da sociedade oral, antes de interpretar suas tradições.

A natureza da tradição oral
A tradição oral foi definida como um testemunho transmitido oralmente de uma geração à outra. Suas características particulares são o verbalismo e sua maneira de transmissão, na qual difere das fontes escritas. Devido à sua complexidade, não é fácil encontrar uma definição para tradição oral que dê conta de todos os seus aspectos. Um documento escrito é um objeto: um manuscrito. Mas um documento oral pode ser definido de diversas maneiras, pois um indivíduo pode interromper seu testemunho, corrigir-se, recomeçar, etc. Uma definição um pouco arbitrária de um testemunho poderia, portanto, ser: todas as declarações feitas por uma pessoa sobre uma mesma seqüência de acontecimentos passados, contanto que a pessoa não tenha adquirido novas informações entre as diversas declarações. Porque, nesse último caso, a transmissão seria alterada e estaríamos diante de uma nova tradição.

Algumas pessoas, em particular especialistas como os griots, conhecem tradições relativas a toda uma série de diferentes eventos. Houve casos de uma pessoa recitar duas tradições diferentes para relatar o mesmo processo histórico. Informantes de Ruanda relataram duas versões de uma tradição sobre os Tutsi e os Hutu: uma, segundo a qual, o primeiro Tutsi caiu do céu e encontrou o Hutu na terra; e outra, segundo a qual Tutsi e Hutu eram irmãos. Duas tradições completamente diferentes, um mesmo informante e um mesmo assunto! É por isso que se inclui "uma mesma seqüência de acontecimentos" na definição de um testemunho. Enfim, todos conhecem o caso do informante local que conta uma história compósita, elaborada a partir das diferentes tradições que ele conhece.


Uma tradição é uma mensagem transmitida de uma geração para a seguinte. Mas nem toda informação verbal é uma tradição. Inicialmente, distinguimos o testemunho ocular, que é de grande valor, por se tratar de uma fonte "imediata", não transmitida, de modo que os riscos de distorção do conteúdo são mínimos. Aliás, toda tradição oral legítima deveria, na realidade, fundar-se no relato de um testemunho ocular. O boato deve ser excluído, pois, embora certamente transmita uma mensagem,
é resultado, por definição, do ouvir dizer. Ao fim, ele se toma tão distorcido que só pode ter valor como expressão da reação popular diante de um determinado acontecimento, podendo, no entanto, também dar origem a uma tradição, quando é repetido por gerações posteriores. Resta, por fim, a tradição propriamente dita, que transmite evidências para as gerações futuras.


A origem das tradições pode, portanto, repousar num testemunho ocular, num boato ou numa nova criação baseada em diferentes textos orais existentes, combinados e adaptados para criar uma nova mensagem. Mas somente as tradições baseadas em narrativas de testemunhos oculares são realmente válidas, o que os historiadores do Islã compreenderam muito bem. Desenvolveram uma complicada técnica para determinar o valor dos diferentes Hadiths, ou tradições que se pretendiam palavras do Profeta, recolhidas por seus companheiros. Com o tempo, o número de Hadiths tomou-se muito grande, e foi necessário eliminar aqueles para os quais a cadeia de informantes (lsnad) que ligava o erudito que as havia registrado por escrito a um dos companheiros do Profeta não podia ser estabelecida. Para cada ligação, o cronista islâmico determinava critérios de probabilidade e credibilidade idênticos aos empregados na crítica histórica atual. Poderia a testemunha intermediária conhecer a tradição? Poderia compreendê-la? Era seu interesse distorcê-la? Poderia tê-la transmitido? E, se fosse o caso, quando, como e onde?


Notaremos que a definição de tradições apresentada aqui não implica nenhuma limitação, a não ser o verbalismo e a transmissão oral. Inclui, por- tanto, não apenas depoimentos como as crônicas orais de um reino ou as genealogias de uma sociedade segmentária, que conscientemente pretenderam descrever acontecimentos passados, mas também toda uma literatura oral que fornecerá detalhes sobre o passado, muito valiosos por se tratar de testemunhos inconscientes, e, além do mais, fonte importante para a história das idéias, dos valores e da habilidade oral.


As tradições são também obras literárias e deveriam ser estudadas como tal, assim como é necessário estudar o meio social que as cria e transmite e a visão de mundo que sustenta o conteúdo de qualquer expressão de uma determinada cultura. f:. por isso que nas seções seguintes trataremos respectivamente da crítica literária e da questão do ambiente social e cultural, antes de passarmos ao problema cronológico e à avaliação geral das tradições.

A tradição como obra literária
Numa sociedade oral, a maioria das obras literárias são tradições, e todas as tradições conscientes são elocuções orais. Como em todas elocuções, a forma e os critérios literários influenciam o conteúdo da mensagem. Essa é a principal razão das tradições serem colocadas no quadro geral de um estudo de estruturas literárias e serem avaliadas criticamente como tal.
Um primeiro problema é o da forma da mensagem. Há quatro formas básicas, resultantes de uma combinação prática de dois conjuntos de princípios. Em alguns casos, as palavras são decoradas, em outros, a escolha é entregue ao artista. Em alguns casos, uma série de regras formais especiais são sobrepostas à gramática da língua comum, em outros, não existe tal sistema de convenções.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
fonte:http://afrologia.blogspot.com.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Marta a mulher negra 6 vezes fez história nos esportes do Brasil

Marta, a maior do futebol

Primeira mulher e negra – ou primeira negra e mulher – a jogar uma partida internacional de futebol masculino. Primeira jogadora de futebol feminino nacional. Embaixadora da Boa Vontade, eleita pela
Organização das Nações Unidas. Bola de Ouro e Chuteira de Ouro, pela Fifa, a melhor jogadora do mundo por cinco anos seguidos, entre 2006 e 2010, um recorde entre mulheres e homens. Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira, masculina e feminina. Supera Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, em número de gols com a camisa da Seleção Brasileira: 117 contra 95. Maior artilheira da história das Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols em quatro competições. Uma entre os 100 brasileiros e brasileiras mais influentes do ano de 2009, segundo a revista Época.

A artilheira dos gols não contabilizados...
Marta já foi escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes, sendo cinco de forma consecutiva. Um recorde entre mulheres e homens. Foi considerada pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009 Em 2015, ela se tornou a Maior Artilheira da História das Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols, e também se tornou a Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira (contando a Masculina e a Feminina) com 101 gols. É considerada a maior futebolista de todos os tempos.

Após grandes exibições recentes e, principalmente, nos Jogos Pan-americanos de 2007, a alagoana declarou que se emocionou ao saber que o rei do futebol acompanhou os jogos da seleção feminina.

Marta iniciou a carreira profissional no Vasco da Gama em 2000 aos 14 anos. Após três anos no time cruzmaltino, foi emprestada ao time mineiro Santa Cruz, onde jogaria por mais duas temporadas, antes de ser negociada pelo time carioca, para defender o Umeå IK, da Suécia. Por este clube, tornou-se muito mais conhecida na Europa e foi se destacando cada vez mais, até ser considerada a melhor jogadora do mundo.

Seleção brasileira - Conquistou, com a Seleção, a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007, liderando a artilharia da competição com 12 gols nestes últimos. Foi ainda medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004 e 2008.

Em 27 de setembro de 2007, durante a partida de semifinal na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2007, realizada na China, contra os EUA, marcou o gol mais bonito da competição e, para alguns, o gol mais bonito marcado durante toda a existência deste torneio e ajudou o Brasil a chegar pela primeira vez em sua história à final dessa competição. O Brasil ficou em 2º lugar e Marta foi escolhida a melhor jogadora da Copa, recebendo o prêmio Bola de Ouro e também foi a artilheira da competição com 7 gols.

Em 2015, Marta se tornou a maior artilheira da história da Copa do Mundo de futebol feminino, com 15 gols.

Mesmo ano em que se tornou a maior artilheira da seleção brasileira completando 117 gols. Ela superou Pelé que tem 95 gols marcados com a camisa da seleção.


Recorde -Na partida em que bateu o recorde de Pelé em número de gols com a camisa de Seleção Brasileira, em 9 de dezembro de 2015, a atacante marcou nada menos que cinco dos 11 gols da equipe, e da partida, no massacre sobre Trinidad e Tobago, na Arena das Dunas, em Natal RN), durante o Torneio Internacional de Futebol Feminino. Na época, ela declarou: "Estou feliz pelos gols, pelo recorde”, em entrevista à TV Bandeirantes. Naquele dia, o placar foi: 98 Marta x 95 Pele. Mas a jogadora continua na ativa e a distância não pára de crescer.


Marta é eleita a melhor jogadora do mundo da FIFA pela sexta vez

A brasileira Marta venceu nesta segunda-feira, em Londres, o Prêmio FIFA - The Best 2018 como melhor jogadora da última temporada, chegando a seis conquistas individuais (2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018) da entidade máxima do futebol. Entre os homens, o croata Luka Modric ficou com o prêmio de melhor jogador; Didier Deschamps, da seleção francesa, foi o melhor treinador, enquanto Salah ficou com Puskás Award, que homenageia o gol mais bonito do ano. A eleição do gol
foi popular, enquanto as outras foram entre jogadores, treinadores e jornalistas de todo o mundo.Oito anos após vencer pela última vez, Marta, que tem 32 anos e defende atualmente o Orlando Pride, equipe norte-americana, se torna a maior vencedora de prêmios individuais da FIFA com os seis troféus. Além dos títulos, a capitã da seleção brasileira também ficou entre as três primeiras em 2011, 2012, 2013, 2014 e 2016

Atualmente, Marta joga pelo Orlando Pride, dos Estados Unidos.

Parabens Mata.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

fonte: CARTA CAPITAL

domingo, 23 de setembro de 2018

27 de Setembro festa popular - Cosme & Damião ( Ibejis)...

O Dia de São Cosme e Damião é comemorado em 27 de setembro pelos seguidores do candomblé,
xangô, xambá, umbanda e batuque, no dia 26 de setembro é celebrado pelos católicos.

São Cosme e Damião, ao lado de São Lucas, são conhecidos como os santos padroeiros dos médicos e dos farmacêuticos.
Nesta data, em praticamente todo o país, existe o hábito de dar doces e brinquedos para as crianças, que vão para as ruas para receberem essas recompensas.

História de São Cosme e São Damião
Cosme e Damião eram dois irmãos árabes, provavelmente gêmeos, que residiam na região da Ásia Menor. Eles eram médicos cristãos, sendo que demonstravam grande compaixão pelos doentes, seres humanos e animais, curando-os sem cobrar dinheiro.

Eles ficaram conhecidos como inimigos do dinheiro e, posteriormente, foram acusados de serem inimigos dos deuses romanos. Por esse motivo, os jovens foram condenados à morte por ordem do Imperador Diocleciano, por volta do século IV d.C.


Sincretismo como resistência :

Com o sincretismo religioso, os negros africanos escravizados cultuavam a imagem de São Cosme e Damião como se fossem os correspondentes aos orixás gêmeos Ibejis. Esses são representados pela imagem de irmãos gêmeos, que indicam a boa sorte que seus pais tiveram em ter dois filhos ao mesmo tempo.

Neste dia, nos terreiros, celebra-se a alegria e a inocência das crianças. Daí vem o costume de oferecer às crianças doces no dia 27 de setembro

Distribuição de balas
Apesar de ser um evento que veio do Candomblé, através do sincretismo, uma das tradições do “Caruru” faz parte da história dos santos São Cosme e São Damião: a distribuição de balas. Isso porque eles, desde pequenos, eram médicos e cuidavam de doentes, em grande parte crianças, na região da Península Arábica sem cobrar dinheiro. Por isso, as pessoas criaram o costume de distribuir
os doces para homenagear os santos ou cumprir promessas feitas a eles.


Cosme e Damião morreram por volta do ano 300 d.C. degolados, vítimas de uma perseguição do imperador romano Deocleciano. Eles também são considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.

Oração a São Cosme e Damião

“São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal.

Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranquila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: 'Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino do Céu'. São Cosme e Damião, rogai por nós. Amém”.


As Divindades Gêmeas da Vida e do Nascimento

Os Ibejis são filhos de Iansã e Xangô. Ao dar a luz as crianças, ela os repudiou, os abandonando nas águas de um rio.

Oxum estava a passear por perto e escutou o choro das crianças, sem hesitar correu na direção do som e encontrou os dois pequeninos recém nascidos. Diz a lenda que ambos irmãos sorriram para Oxum quando a viram, o que fez o coração da Orixá derreter de amor pelos pequenos. Oxum então passou a ser a mãe dos Ibejis e os deu os nomes: Taiwo e Kehinde. Ibejis é o único Orixá que possui dupla representação e eles simbolizam o nascimento de todas as coisas.
A História da vida humana dos Ibejis – Antes de serem Orixás

Os gêmeos eram dois príncipes capazes de trazer sorte a todos que os consultassem. Com muita alegria e sabedoria o jeito infantil de enxergar as situações os possibilitavam a encontrar as melhores respostas para qualquer tipo de problema questionado. Em troca, eles pediam como pagamento doces
.

Como toda criança levada, eles adoravam fazer traquinagens e um dia brincando próximo a uma cachoeira um deles caiu, na queda das águas e morreu afogado.

O irmão sobrevivente não conseguia mais encontrar a felicidade em viver e em meio aos seus prantos de saudades implorava a Orunmila que o levasse para perto de seu irmão. Tocado pelo sofrimento do pequeno, Orunmila resolveu atender ao seu pedido, e o desencarnou. Para confortar a todos que os amavam ele deixou em seu lugar duas estátuas de barro representando os príncipes gêmeos.

Por isso é muito comum oferendas aos Ibejis no pé da estátua de gêmeos.

Oferenda para Ibejis

Para os Ibeji, doces são as melhores oferendas, quanto mais doce melhor, de preferência regadas com muito mel. As oferendas podem ter brinquedos acompanhando, mas lembre-se que precisam ser dois e não pode haver um brinquedo com melhor qualidade que o outro, os gêmeos devem receber brinquedos de igual valia.

Sincretismo de Ibejis
Os Ibejis foram sincretizados com os Santos Católicos Cosme e Damião. Também gêmeos, os dois dedicaram suas vidas a curar as pessoas através da medicina e da fé. Mas não só o fato de serem gêmeos os sincretizaram, o dom de guardar a vida também é um motivo para essa comparação.
" Ibejis sincretisados com Cosme e Damião são simbolizados por duas crianças frente a frente, que representam também a dualidade do ser humano, as duas faces que todos temos dentro de nós, os dois pesos que devem ser colocados na balança antes de se tomar qualquer decisão".
Um afro abraço.

Claudia Vitalino.
fontehttp://varelanoticias.com.br/

domingo, 9 de setembro de 2018

Pixinguinha

Pixinguinha (1897-1973) foi um músico brasileiro, autor da música "Carinhoso". Arranjador, instrumentista e compositor, é um dos maiores representantes do "choro" brasileiro.

Alfredo da Rocha Viana Filho (1897-1973) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897. Com 13 anos compôs seu primeiro choro “Lata de Leite”, que revolucionou a música daquela época. Filho de um flautista recebeu uma flauta de presente e foi encaminhado para aulas de música. Em 1911, começou a tocar na orquestra do rancho carnavalesco Filhas da Jardineira, onde conheceu Donga e João da Baiana.

Estudou no colégio São Bento, mas seu interesse era a música. Seu primeiro emprego foi na casa de chope A Concha, na Lapa Boêmia. Com 15 anos já era músico da orquestra do Teatro Rio Branco. Em 1917 gravou o disco com o choro “Sofres” e a valsa “Rosa”. Em 1918 Pixinguinha e Donga foram convocados pelo proprietário do cinema Palais, na Av. Rio Branco, para formar uma pequena orquestra que tocaria na sala de espera.

O grupo “Oito Batutas” foi formado por Pixinguinha na flauta, Donga e Raul Palmeri no violão, Nelson Alves no cavaquinho, Jacob Palmieri e Luis de Oliveira na bandola e reco-reco, China (irmão de Pixinguinha) no canto e violão, José Alves de Lima no bandolim e ganzá.

O grupo passou a viajar pelo Brasil e, em 1921 foi convidado para uma temporada em Paris, financiada pelo milionário Arnaldo Guinle. Permaneceram em Paris entre janeiro e agosto de 1922, tocando em diversas casas. Nessa época, Pixinguinha ganhou de Arnaldo Guinle o saxofone que mais tarde iria substituir a flauta. Donga ganhou um banjo, com o qual faria diversas gravações.

Quando retornou ao Brasil, o grupo fez várias apresentações no Rio de Janeiro. Em novembro do mesmo ano, iniciou uma turnê na Argentina, onde passou cinco meses. Na década de 30, gravou vários discos como instrumentista e compôs várias músicas, entre elas “Rosa” e Carinhoso, com letra de João de Barros, que foram gravadas por Orlando Silva.

Na década de 40 passou a atuar como arranjador. Em 1942 fez sua última gravação como flautista em
um disco com dois choros de sua autoria: “Chorei” e “Cinco Companheiros”. Em 1945 participou da estreia do programa “O Pessoal da Velha Guarda” dirigido e apresentado pelo radialista Almirante.

Em 1951 foi nomeado, pelo prefeito do Rio de Janeiro, João Carlos Vital, para lecionar música nas escolas cariocas. A parir de 1953 passou a frequentar o Bar Gouveia com tanta assiduidade que acabou tendo uma cadeira permanente com seu nome gravado, onde só ele poderia sentar.

Em 1955 gravou seu primeiro LP, “Velha Guarda”, que teve a participação de seus músicos e de Almirante. Nesse mesmo ano, se apresentou na casa noturna Casablanca. Em 1962 escreveu uma música para o filme “Sol Sobre a Lama”, com letra de Vinícius de Moraes.

Pixinguinha faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de fevereiro de 1973.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte:https://www.ebiografia.com/

O PRIMEIRO DE MAIO PARTE I:Trabalhador negro ganha 36% menos que o não negro...

Abolicionismo e trabalho negro Muito já se escreveu ou ainda se tem escrito sobre a abolição do trabalho escravo no Brasil. O tema é,...