UNEGRO - União de Negras e Negros Pela Igualdade. Esta organizada em de 26 estados brasileiros, e tornou-se uma referência internacional e tem cerca de mais de 12 mil filiados em todo o país. A UNEGRO DO BRASIL fundada em 14 de julho de 1988, em Salvador, por um grupo de militantes do movimento negro para articular a luta contra o racismo, a luta de classes e combater as desigualdades. Hoje,rumo mais de 31 anos de caminhada continua jovem atuante e combatente... Aqui as ações da UNEGRO-RJ

sábado, 1 de dezembro de 2018

Quase 80% da população brasileira que usam SUS se autodeclara negra

Estudos e estatísticas oficiais de saúde apontam que as mulheres negras com idade entre 10 a 49 anos
são bastante afetadas por mortes maternas provocadas por causas evitáveis como hipertensão, hemorragia e infecção puerperal. As mortes na primeira semana de vida também são mais frequentes
entre crianças negras quando comparadas às brancas.Ainda no contexto de mortalidade, a estatística registra que a segunda causa de morte mais frequente entre a população negra é o homicídio, enquanto para brancos, esta aparece como a quinta causa de mortalidade mais comum. Diabetes, hipertensão e doença falciforme estão entre as doenças mais comuns na população negra brasileira. Essas enfermidades também matam mais pessoas negras que brancas, segundo dados do Ministério da Saúde.

Quase 80% da população brasileira que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) se autodeclara negra (preta e parda). Nesse contexto, o Ministério da Saúde, por meio do Departamento de Apoio à Gestão Participativa e ao Controle Social da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, organizou nesta semana (4 e 5) mais uma Oficina de Monitoramento e Implementação da Política Nacional de Saúde da População Negra.

“A implementação dessa política é primordial para melhorar o acesso da população negra aos serviços de saúde e aprimorar a qualidade daquilo que lhe é oferecido. A Política Nacional de Saúde Integral da População Negra é estruturante para o SUS porque reitera o impacto do racismo e de outros determinantes sociais nas condições de vida e saúde da população.

Instituída no Brasil em 2009, a Política Nacional de Saúde Integral da População Negra tem como
direcionamento garantir a equidade e a efetivação do direito à saúde de negras e negros. A política também reconhece o racismo, as desigualdades étnico-raciais e o racismo institucional como determinantes sociais das condições de saúde.

A política inclui ainda ações de cuidado, atenção, promoção à saúde e prevenção de doenças, bem como gestão participativa, participação popular e controle social, produção de conhecimento, formação e educação permanente para trabalhadoras e trabalhadores da saúde, visando à promoção da equidade em saúde da população negra.

“O investimento do governo para a implementação da política contribui para que o Brasil cumpra os compromissos assumidos no âmbito da Década Internacional de Afrodescendentes da ONU. A década prevê uma discussão ampla e acentuada nos países para a plena inclusão dos negros em todos os setores da sociedade e nada mais primordial do que garantir saúde a essa população, muitas vezes marginalizada e vulnerável”...

- Além disso, quase 80% da população brasileira que depende do Sistema Único de Saúde (SUS) se autodeclara negra.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte:https://nacoesunidas.org

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

NOVEMBRO NEGRO - Escravidão Africana- Pra não esquecer!




A escravidão é o grande sustentáculo do processo de colonização do continente americano, a partir do século XVI. Longe de se ater a uma forma homogênea de relação de trabalho, a escravidão foi marcada pelas mais diferentes caracterizações ao longo do período colonial. No caso da colonização lusitana, a utilização de escravos sempre foi vista como a mais viável alternativa para que os dispendiosos empreendimentos de exploração tivessem a devida funcionalidada


O tráfico negreiro ainda incentivava o desenvolvimento de outras atividades econômicas. A indústria naval crescia ao ampliar a necessidade de embarcações que pudessem fazer o transporte dos negros capturados. Ao mesmo tempo, incentivou as atividades agrícolas ao ampliar, por exemplo, as áreas de plantação do tabaco, produto agrícola usualmente utilizado como moeda de troca para obtenção dos escravos.

A obtenção de escravos era feita a partir de firmação de acordos comerciais com algumas tribos, principalmente as que se localizavam na região do litoral Atlântico do continente. Na verdade, a escravidão já integrava as práticas sociais e econômicas dos africanos mesmo antes do processo colonial. Em geral, essa população escrava era resultado da realização de guerras ou da aplicação de penas contra aqueles que cometessem algum tipo de delito.

A partir da chegada dos portugueses à África, a prática antes desenvolvida no contexto social e político das populações africanas, veio a integrar uma atividade comercial sistemática integrada à economia mercantilista europeia. Dessa maneira, a escravidão se transformou em uma atividade econômica de caráter essencial. Um dos resultados dessa transformação foi que, entre os séculos XV e XIX, o número de escravos provenientes da Costa Africana ultrapassou a marca dos 11 milhões de cativos.

Um imenso processo de exclusão socioeconômica e, principalmente, a questão do preconceito racial. Mesmo depositado no passado, podemos ver que as heranças de nosso passado escravista ecoam na constituição da sociedade no mundo...

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte: https://www.youtube.com/

sábado, 29 de setembro de 2018

A experiencia do ancião e a valorização da tradição na literatura africana

As civilizações africanas, no Saara e ao sul do deserto, eram em grande parte civilizações da palavra falada, mesmo onde existia a escrita, como na África ocidental a partir do século XVI, pois muito

poucas pessoas sabiam escrever, ficando a escrita muitas vezes relegada a um plano secundário em relação às preocupações essenciais da sociedade. Seria um erro reduzir a civilização da palavra falada simplesmente a uma negativa, "ausência do escrever", e perpetuar o desdém inato dos letrados pelos iletrados, que encontramos em tantos ditados, como no provérbio chinês: "A tinta mais fraca é preferível à mais forte palavra". Isso demonstraria uma total ignorância da natureza dessas civilizações orais. Como disse um estudante iniciado em uma tradição esotérica: "O poder da palavra é terrível. Ela nos une, e a revelação do segredo nos destrói" (através da destruição da identidade da sociedade, pois a palavra destrói o segredo comum).

A civilização oral
Um estudioso que trabalha com tradições orais deve compenetrar-se da atitude de uma civilização oral em relação ao discurso, atitude essa, totalmente diferente da de uma civilização onde a escrita registrou todas as mensagens importantes. Uma sociedade oral reconhece a fala não apenas como um meio de comunicação diária, mas também como um meio de preservação da sabedoria dos ancestrais, venerada no que poderíamos chamar elocuções-chave, Isto é, a tradição oral. A tradição pode ser definida, de fato, como um testemunho transmitido verbalmente de uma geração para outra. Quase em toda parte, a palavra tem um poder misterioso, pois palavras criam coisas. Isso, pelo menos, é o que prevalece na maioria das civilizações africanas. Os Dogon sem dúvida expressaram esse nominalismo da forma mais evidente; nos rituais constatamos em toda parte que o nome é a coisa, e que "dizer" é "fazer".

A oralidade é uma atitude diante da realidade e não a ausência de uma habilidade. As tradições desconcertam o historiador contemporâneo - imerso em tão grande número de evidências escritas, vendo-se obrigado, por isso, a desenvolver técnicas de leitura rápida - pelo simples fato de bastar à compreensão a repetição dos mesmos dados em diversas mensagens. As tradições requerem um retorno contínuo à fonte. Fu Kiau, do Zaire, diz, com razão, que é ingenuidade ler um texto oral uma ou duas vezes e supor que já o compreendemos. Ele deve ser escutado, decorado, digerido internamente, como um poema, e cuidadosamente examinado para que se possam apreender seus muitos significados - ao menos no caso de se tratar de uma elocução importante. O historiador deve, portanto, aprender a trabalhar mais lentamente, é refletir, para embrenhar-se numa representação coletiva, já que o corpus da tradição é a memória coletiva de uma sociedade que se explica a si mesma. Muitos estudiosos africanos, como Amadou Hampâté-Ba ou Boubou Hama, muito eloqüentemente têm expressado esse mesmo raciocínio. O historiador deve iniciar-se, primeiramente, nos modos de pensar da sociedade oral, antes de interpretar suas tradições.

A natureza da tradição oral
A tradição oral foi definida como um testemunho transmitido oralmente de uma geração à outra. Suas características particulares são o verbalismo e sua maneira de transmissão, na qual difere das fontes escritas. Devido à sua complexidade, não é fácil encontrar uma definição para tradição oral que dê conta de todos os seus aspectos. Um documento escrito é um objeto: um manuscrito. Mas um documento oral pode ser definido de diversas maneiras, pois um indivíduo pode interromper seu testemunho, corrigir-se, recomeçar, etc. Uma definição um pouco arbitrária de um testemunho poderia, portanto, ser: todas as declarações feitas por uma pessoa sobre uma mesma seqüência de acontecimentos passados, contanto que a pessoa não tenha adquirido novas informações entre as diversas declarações. Porque, nesse último caso, a transmissão seria alterada e estaríamos diante de uma nova tradição.

Algumas pessoas, em particular especialistas como os griots, conhecem tradições relativas a toda uma série de diferentes eventos. Houve casos de uma pessoa recitar duas tradições diferentes para relatar o mesmo processo histórico. Informantes de Ruanda relataram duas versões de uma tradição sobre os Tutsi e os Hutu: uma, segundo a qual, o primeiro Tutsi caiu do céu e encontrou o Hutu na terra; e outra, segundo a qual Tutsi e Hutu eram irmãos. Duas tradições completamente diferentes, um mesmo informante e um mesmo assunto! É por isso que se inclui "uma mesma seqüência de acontecimentos" na definição de um testemunho. Enfim, todos conhecem o caso do informante local que conta uma história compósita, elaborada a partir das diferentes tradições que ele conhece.


Uma tradição é uma mensagem transmitida de uma geração para a seguinte. Mas nem toda informação verbal é uma tradição. Inicialmente, distinguimos o testemunho ocular, que é de grande valor, por se tratar de uma fonte "imediata", não transmitida, de modo que os riscos de distorção do conteúdo são mínimos. Aliás, toda tradição oral legítima deveria, na realidade, fundar-se no relato de um testemunho ocular. O boato deve ser excluído, pois, embora certamente transmita uma mensagem,
é resultado, por definição, do ouvir dizer. Ao fim, ele se toma tão distorcido que só pode ter valor como expressão da reação popular diante de um determinado acontecimento, podendo, no entanto, também dar origem a uma tradição, quando é repetido por gerações posteriores. Resta, por fim, a tradição propriamente dita, que transmite evidências para as gerações futuras.


A origem das tradições pode, portanto, repousar num testemunho ocular, num boato ou numa nova criação baseada em diferentes textos orais existentes, combinados e adaptados para criar uma nova mensagem. Mas somente as tradições baseadas em narrativas de testemunhos oculares são realmente válidas, o que os historiadores do Islã compreenderam muito bem. Desenvolveram uma complicada técnica para determinar o valor dos diferentes Hadiths, ou tradições que se pretendiam palavras do Profeta, recolhidas por seus companheiros. Com o tempo, o número de Hadiths tomou-se muito grande, e foi necessário eliminar aqueles para os quais a cadeia de informantes (lsnad) que ligava o erudito que as havia registrado por escrito a um dos companheiros do Profeta não podia ser estabelecida. Para cada ligação, o cronista islâmico determinava critérios de probabilidade e credibilidade idênticos aos empregados na crítica histórica atual. Poderia a testemunha intermediária conhecer a tradição? Poderia compreendê-la? Era seu interesse distorcê-la? Poderia tê-la transmitido? E, se fosse o caso, quando, como e onde?


Notaremos que a definição de tradições apresentada aqui não implica nenhuma limitação, a não ser o verbalismo e a transmissão oral. Inclui, por- tanto, não apenas depoimentos como as crônicas orais de um reino ou as genealogias de uma sociedade segmentária, que conscientemente pretenderam descrever acontecimentos passados, mas também toda uma literatura oral que fornecerá detalhes sobre o passado, muito valiosos por se tratar de testemunhos inconscientes, e, além do mais, fonte importante para a história das idéias, dos valores e da habilidade oral.


As tradições são também obras literárias e deveriam ser estudadas como tal, assim como é necessário estudar o meio social que as cria e transmite e a visão de mundo que sustenta o conteúdo de qualquer expressão de uma determinada cultura. f:. por isso que nas seções seguintes trataremos respectivamente da crítica literária e da questão do ambiente social e cultural, antes de passarmos ao problema cronológico e à avaliação geral das tradições.

A tradição como obra literária
Numa sociedade oral, a maioria das obras literárias são tradições, e todas as tradições conscientes são elocuções orais. Como em todas elocuções, a forma e os critérios literários influenciam o conteúdo da mensagem. Essa é a principal razão das tradições serem colocadas no quadro geral de um estudo de estruturas literárias e serem avaliadas criticamente como tal.
Um primeiro problema é o da forma da mensagem. Há quatro formas básicas, resultantes de uma combinação prática de dois conjuntos de princípios. Em alguns casos, as palavras são decoradas, em outros, a escolha é entregue ao artista. Em alguns casos, uma série de regras formais especiais são sobrepostas à gramática da língua comum, em outros, não existe tal sistema de convenções.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
fonte:http://afrologia.blogspot.com.

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Marta a mulher negra 6 vezes fez história nos esportes do Brasil

Marta, a maior do futebol

Primeira mulher e negra – ou primeira negra e mulher – a jogar uma partida internacional de futebol masculino. Primeira jogadora de futebol feminino nacional. Embaixadora da Boa Vontade, eleita pela
Organização das Nações Unidas. Bola de Ouro e Chuteira de Ouro, pela Fifa, a melhor jogadora do mundo por cinco anos seguidos, entre 2006 e 2010, um recorde entre mulheres e homens. Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira, masculina e feminina. Supera Édson Arantes do Nascimento, o Pelé, em número de gols com a camisa da Seleção Brasileira: 117 contra 95. Maior artilheira da história das Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols em quatro competições. Uma entre os 100 brasileiros e brasileiras mais influentes do ano de 2009, segundo a revista Época.

A artilheira dos gols não contabilizados...
Marta já foi escolhida como melhor futebolista do mundo por seis vezes, sendo cinco de forma consecutiva. Um recorde entre mulheres e homens. Foi considerada pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes do ano de 2009 Em 2015, ela se tornou a Maior Artilheira da História das Copas do Mundo de Futebol Feminino, com 15 gols, e também se tornou a Maior Artilheira da História da Seleção Brasileira (contando a Masculina e a Feminina) com 101 gols. É considerada a maior futebolista de todos os tempos.

Após grandes exibições recentes e, principalmente, nos Jogos Pan-americanos de 2007, a alagoana declarou que se emocionou ao saber que o rei do futebol acompanhou os jogos da seleção feminina.

Marta iniciou a carreira profissional no Vasco da Gama em 2000 aos 14 anos. Após três anos no time cruzmaltino, foi emprestada ao time mineiro Santa Cruz, onde jogaria por mais duas temporadas, antes de ser negociada pelo time carioca, para defender o Umeå IK, da Suécia. Por este clube, tornou-se muito mais conhecida na Europa e foi se destacando cada vez mais, até ser considerada a melhor jogadora do mundo.

Seleção brasileira - Conquistou, com a Seleção, a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007, liderando a artilharia da competição com 12 gols nestes últimos. Foi ainda medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004 e 2008.

Em 27 de setembro de 2007, durante a partida de semifinal na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2007, realizada na China, contra os EUA, marcou o gol mais bonito da competição e, para alguns, o gol mais bonito marcado durante toda a existência deste torneio e ajudou o Brasil a chegar pela primeira vez em sua história à final dessa competição. O Brasil ficou em 2º lugar e Marta foi escolhida a melhor jogadora da Copa, recebendo o prêmio Bola de Ouro e também foi a artilheira da competição com 7 gols.

Em 2015, Marta se tornou a maior artilheira da história da Copa do Mundo de futebol feminino, com 15 gols.

Mesmo ano em que se tornou a maior artilheira da seleção brasileira completando 117 gols. Ela superou Pelé que tem 95 gols marcados com a camisa da seleção.


Recorde -Na partida em que bateu o recorde de Pelé em número de gols com a camisa de Seleção Brasileira, em 9 de dezembro de 2015, a atacante marcou nada menos que cinco dos 11 gols da equipe, e da partida, no massacre sobre Trinidad e Tobago, na Arena das Dunas, em Natal RN), durante o Torneio Internacional de Futebol Feminino. Na época, ela declarou: "Estou feliz pelos gols, pelo recorde”, em entrevista à TV Bandeirantes. Naquele dia, o placar foi: 98 Marta x 95 Pele. Mas a jogadora continua na ativa e a distância não pára de crescer.


Marta é eleita a melhor jogadora do mundo da FIFA pela sexta vez

A brasileira Marta venceu nesta segunda-feira, em Londres, o Prêmio FIFA - The Best 2018 como melhor jogadora da última temporada, chegando a seis conquistas individuais (2006, 2007, 2008, 2009, 2010 e 2018) da entidade máxima do futebol. Entre os homens, o croata Luka Modric ficou com o prêmio de melhor jogador; Didier Deschamps, da seleção francesa, foi o melhor treinador, enquanto Salah ficou com Puskás Award, que homenageia o gol mais bonito do ano. A eleição do gol
foi popular, enquanto as outras foram entre jogadores, treinadores e jornalistas de todo o mundo.Oito anos após vencer pela última vez, Marta, que tem 32 anos e defende atualmente o Orlando Pride, equipe norte-americana, se torna a maior vencedora de prêmios individuais da FIFA com os seis troféus. Além dos títulos, a capitã da seleção brasileira também ficou entre as três primeiras em 2011, 2012, 2013, 2014 e 2016

Atualmente, Marta joga pelo Orlando Pride, dos Estados Unidos.

Parabens Mata.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

fonte: CARTA CAPITAL

domingo, 23 de setembro de 2018

27 de Setembro festa popular - Cosme & Damião ( Ibejis)...

O Dia de São Cosme e Damião é comemorado em 27 de setembro pelos seguidores do candomblé,
xangô, xambá, umbanda e batuque, no dia 26 de setembro é celebrado pelos católicos.

São Cosme e Damião, ao lado de São Lucas, são conhecidos como os santos padroeiros dos médicos e dos farmacêuticos.
Nesta data, em praticamente todo o país, existe o hábito de dar doces e brinquedos para as crianças, que vão para as ruas para receberem essas recompensas.

História de São Cosme e São Damião
Cosme e Damião eram dois irmãos árabes, provavelmente gêmeos, que residiam na região da Ásia Menor. Eles eram médicos cristãos, sendo que demonstravam grande compaixão pelos doentes, seres humanos e animais, curando-os sem cobrar dinheiro.

Eles ficaram conhecidos como inimigos do dinheiro e, posteriormente, foram acusados de serem inimigos dos deuses romanos. Por esse motivo, os jovens foram condenados à morte por ordem do Imperador Diocleciano, por volta do século IV d.C.


Sincretismo como resistência :

Com o sincretismo religioso, os negros africanos escravizados cultuavam a imagem de São Cosme e Damião como se fossem os correspondentes aos orixás gêmeos Ibejis. Esses são representados pela imagem de irmãos gêmeos, que indicam a boa sorte que seus pais tiveram em ter dois filhos ao mesmo tempo.

Neste dia, nos terreiros, celebra-se a alegria e a inocência das crianças. Daí vem o costume de oferecer às crianças doces no dia 27 de setembro

Distribuição de balas
Apesar de ser um evento que veio do Candomblé, através do sincretismo, uma das tradições do “Caruru” faz parte da história dos santos São Cosme e São Damião: a distribuição de balas. Isso porque eles, desde pequenos, eram médicos e cuidavam de doentes, em grande parte crianças, na região da Península Arábica sem cobrar dinheiro. Por isso, as pessoas criaram o costume de distribuir
os doces para homenagear os santos ou cumprir promessas feitas a eles.


Cosme e Damião morreram por volta do ano 300 d.C. degolados, vítimas de uma perseguição do imperador romano Deocleciano. Eles também são considerados os padroeiros dos farmacêuticos, médicos e das faculdades de medicina.

Oração a São Cosme e Damião

“São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal.

Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranquila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus: 'Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino do Céu'. São Cosme e Damião, rogai por nós. Amém”.


As Divindades Gêmeas da Vida e do Nascimento

Os Ibejis são filhos de Iansã e Xangô. Ao dar a luz as crianças, ela os repudiou, os abandonando nas águas de um rio.

Oxum estava a passear por perto e escutou o choro das crianças, sem hesitar correu na direção do som e encontrou os dois pequeninos recém nascidos. Diz a lenda que ambos irmãos sorriram para Oxum quando a viram, o que fez o coração da Orixá derreter de amor pelos pequenos. Oxum então passou a ser a mãe dos Ibejis e os deu os nomes: Taiwo e Kehinde. Ibejis é o único Orixá que possui dupla representação e eles simbolizam o nascimento de todas as coisas.
A História da vida humana dos Ibejis – Antes de serem Orixás

Os gêmeos eram dois príncipes capazes de trazer sorte a todos que os consultassem. Com muita alegria e sabedoria o jeito infantil de enxergar as situações os possibilitavam a encontrar as melhores respostas para qualquer tipo de problema questionado. Em troca, eles pediam como pagamento doces
.

Como toda criança levada, eles adoravam fazer traquinagens e um dia brincando próximo a uma cachoeira um deles caiu, na queda das águas e morreu afogado.

O irmão sobrevivente não conseguia mais encontrar a felicidade em viver e em meio aos seus prantos de saudades implorava a Orunmila que o levasse para perto de seu irmão. Tocado pelo sofrimento do pequeno, Orunmila resolveu atender ao seu pedido, e o desencarnou. Para confortar a todos que os amavam ele deixou em seu lugar duas estátuas de barro representando os príncipes gêmeos.

Por isso é muito comum oferendas aos Ibejis no pé da estátua de gêmeos.

Oferenda para Ibejis

Para os Ibeji, doces são as melhores oferendas, quanto mais doce melhor, de preferência regadas com muito mel. As oferendas podem ter brinquedos acompanhando, mas lembre-se que precisam ser dois e não pode haver um brinquedo com melhor qualidade que o outro, os gêmeos devem receber brinquedos de igual valia.

Sincretismo de Ibejis
Os Ibejis foram sincretizados com os Santos Católicos Cosme e Damião. Também gêmeos, os dois dedicaram suas vidas a curar as pessoas através da medicina e da fé. Mas não só o fato de serem gêmeos os sincretizaram, o dom de guardar a vida também é um motivo para essa comparação.
" Ibejis sincretisados com Cosme e Damião são simbolizados por duas crianças frente a frente, que representam também a dualidade do ser humano, as duas faces que todos temos dentro de nós, os dois pesos que devem ser colocados na balança antes de se tomar qualquer decisão".
Um afro abraço.

Claudia Vitalino.
fontehttp://varelanoticias.com.br/

domingo, 9 de setembro de 2018

Pixinguinha

Pixinguinha (1897-1973) foi um músico brasileiro, autor da música "Carinhoso". Arranjador, instrumentista e compositor, é um dos maiores representantes do "choro" brasileiro.

Alfredo da Rocha Viana Filho (1897-1973) nasceu no Rio de Janeiro, no dia 23 de abril de 1897. Com 13 anos compôs seu primeiro choro “Lata de Leite”, que revolucionou a música daquela época. Filho de um flautista recebeu uma flauta de presente e foi encaminhado para aulas de música. Em 1911, começou a tocar na orquestra do rancho carnavalesco Filhas da Jardineira, onde conheceu Donga e João da Baiana.

Estudou no colégio São Bento, mas seu interesse era a música. Seu primeiro emprego foi na casa de chope A Concha, na Lapa Boêmia. Com 15 anos já era músico da orquestra do Teatro Rio Branco. Em 1917 gravou o disco com o choro “Sofres” e a valsa “Rosa”. Em 1918 Pixinguinha e Donga foram convocados pelo proprietário do cinema Palais, na Av. Rio Branco, para formar uma pequena orquestra que tocaria na sala de espera.

O grupo “Oito Batutas” foi formado por Pixinguinha na flauta, Donga e Raul Palmeri no violão, Nelson Alves no cavaquinho, Jacob Palmieri e Luis de Oliveira na bandola e reco-reco, China (irmão de Pixinguinha) no canto e violão, José Alves de Lima no bandolim e ganzá.

O grupo passou a viajar pelo Brasil e, em 1921 foi convidado para uma temporada em Paris, financiada pelo milionário Arnaldo Guinle. Permaneceram em Paris entre janeiro e agosto de 1922, tocando em diversas casas. Nessa época, Pixinguinha ganhou de Arnaldo Guinle o saxofone que mais tarde iria substituir a flauta. Donga ganhou um banjo, com o qual faria diversas gravações.

Quando retornou ao Brasil, o grupo fez várias apresentações no Rio de Janeiro. Em novembro do mesmo ano, iniciou uma turnê na Argentina, onde passou cinco meses. Na década de 30, gravou vários discos como instrumentista e compôs várias músicas, entre elas “Rosa” e Carinhoso, com letra de João de Barros, que foram gravadas por Orlando Silva.

Na década de 40 passou a atuar como arranjador. Em 1942 fez sua última gravação como flautista em
um disco com dois choros de sua autoria: “Chorei” e “Cinco Companheiros”. Em 1945 participou da estreia do programa “O Pessoal da Velha Guarda” dirigido e apresentado pelo radialista Almirante.

Em 1951 foi nomeado, pelo prefeito do Rio de Janeiro, João Carlos Vital, para lecionar música nas escolas cariocas. A parir de 1953 passou a frequentar o Bar Gouveia com tanta assiduidade que acabou tendo uma cadeira permanente com seu nome gravado, onde só ele poderia sentar.

Em 1955 gravou seu primeiro LP, “Velha Guarda”, que teve a participação de seus músicos e de Almirante. Nesse mesmo ano, se apresentou na casa noturna Casablanca. Em 1962 escreveu uma música para o filme “Sol Sobre a Lama”, com letra de Vinícius de Moraes.

Pixinguinha faleceu no Rio de Janeiro, no dia 17 de fevereiro de 1973.

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte:https://www.ebiografia.com/

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Michael Jackson - Smooth Criminal (Single Version) HD



Michael Jackson fala sobre o Racismo

O talento inquestionável do rei da música pop, Michael Jackson, nos brindou com obras de arte musicais e mega shows, que arrebataram milhares de multidões pelo mundo afora; além do seu marcante carisma pessoal e dedicação profissional. 

No entanto, sua condição de homem negro nascido no berço do capitalismo mundial e as transformações que operou em sua imagem, com certeza incomodaram racistas e não racista. Sua ousadia ou patologia imprimiu em um jovem negro a imagem de um homem caucasiano de nariz fino e pele branca. Algumas questões brotam em nossas cabeças: será que Michael quis embranquecer para negar seu sofrimento como negro ou desejou mudar sua imagem por liberdade para ser feliz ao seu modo. Nunca ouvir dizer de um branco que desejou ter imagem de negro, para além do bronzeado tropical, em nossas terras tão homenageado como sinônimo de saúde e beleza. Mas, é de se supor que Michael sabia que não deixaria de ser tratado como negro, apenas porque mudou sua face, em uma sociedade onde as margens do racismo possui um contorno de hereditariedade. Então, mudou para o seu conforto, para seu olhar no espelho.

Eu sei qual é minha raça. Eu olho no espelho, e sei que sou negro', disse Michael Jackson esta terça-feira durante o 'Encontro pela justiça na indústria fonográfica', liderado pela National Action Network (NAT), no Harlem, em Nova York, segundo a MTV News. Anos depois de um nunca plenamente explicado processo de clareamento da pele - a certa altura, Jackson alegou sofrer de vitiligo - o cantor levantou seu orgulho étnico para reforçar a acusação, feita no sábado, de que Tommy Mottola, o todo-poderoso da gravadora Sony, era racista.

A acusação de Jackson veio em meio a uma série de eventos que configuram a mais feroz briga entre artistas e gravadoras que a indústria já viu, na qual o seu caso é apenas o mais... digamos... bizarro. A NAT, liderada pelo reverendo Al Sharpton, que nos EUA é um importante ativista de direitos civis das minorias, começou há algumas semanas uma campanha por um tratamento justo aos artistas negros, alegando que muitos deles morrem na miséria depois de carreiras que só rendem lucros às gravadoras. Jackson se uniu a Sharpton na luta em meio a uma disputa pessoal com sua gravadora, a Sony.

Jackson acusa a gravadora de não ter promovido a contento seu mais recente álbum, 'Invincible', que vendeu dois milhões de cópias nos EUA - menos do que se esperaria de um álbum de Jackson e, sobretudo, de um disco que custou US$ 50 milhões entre produção e marketing. Já foi anunciado por ambas as partes que o contrato de Jackson com a Sony não será renovado depois do lançamento de uma coletânea de maiores sucessos, mas ambos ainda discordam em detalhes. Segundo informações divulgadas pela imprensa americana nunca confirmadas oficialmente, a Sony quer que Jackson lhes pague uma dívida de adiantamentos que pode remontar a US$ 200 milhões; e o cantor quer retomar os direitos sobre os seus catálogos. Diante disso, Jackson tem sido bombardeado por críticas de que seu apoio à NAT seria, na verdade, movido por interesses pessoais. Sobretudo depois que sua acusação contra o suposto racismo de Mottola foi contestado pelo próprio Sharpton e outros nomes importantes da black music, como o empresário Russel Simmons. Segundo a MTV News, sua participação no encontro de ontem foi uma tentativa de reverter essa impressão.

Jackson se diz vítima de conspiração racista - 'Estou cansado de ser manipulado. A imprensa manipula a verdade. Eles são mentirosos. Os livros de História são uma mentira. Vocês precisam saber que todas as formas de música popular, do jazz ao rock ao hip hop e dance, do jitterbug ao Charleston, são negras. Mas vá à livraria da esquina e você não vai ver um negro na capa dos livros. Você vai ver Elvis Presley. Você vai ver os Rolling Stones. Mas onde estão os verdadeiros pioneiros?', disse Jackson às cerca de 300 pessoas presentes ao encontro, acrescentando que Otis Blackwell, autor de clássicos como 'Al shook up', morreu na miséria.

Jackson alegou ainda que o sistema tentou destruí-lo na medida em que ele se tornava mais poderoso. '
Eu quebrei os recordes de venda de Elvis e dos Beatles. Então, começaram a me chamar de aberração, de homossexual, de pedófilo. Disseram que eu clareei minha pele. Fizeram de tudo para jogar o público contra mim. É uma conspiração', alegou.

Por aqui, alguns negros acreditam que o status social e a ascensão, para além do conforto material, produziriam um certo “salvo conduto” nas relações sociais e no acesso as redes entrelaçadas de poder e privilégio. Diferente da experiência pessoal de Michael, que não lhe retirou a condição de negro, alguns acreditam, entre nos, que o verniz socioeconômico produz mudança na forma de tratamento de uma sociedade conservadora e hierarquizada em seus papeis sociais. A experiência que conhecemos fala em outra direção‘‘É a única coisa que eu odeio. Eu realmente odeio. E é por causa disso que eu tento escrever, colocar nas minhas músicas, na minha dança, na minha arte — para ensinar o mundo’’

“Eu realmente não sou uma pessoa preconceituosa de forma alguma. Eu acredito que as pessoas deveriam pensar mais sobre Deus e a criação porque se você olhar dentre as diversas coisas dentro dos corpos humanos — as diferentes cores dos órgãos… e todas essas cores fazem coisas diferentes ao corpo — por que não podemos fazê-lo como pessoas?
Isto (racismo) é a única coisa que eu odeio. Eu realmente odeio. E é por causa disso que eu tento escrever, colocar nas minhas músicas, na minha dança, na minha arte — para ensinar o mundo.

Se políticos não podem fazê-lo, poetas deveriam o colocar na poesia e escritores deveriam o colocar em livros. É o que nós temos que fazer e eu acho que é tão importante salvar o mundo.”
Michael Jackson
Um Afro abraço.
Claudia Vitalino.

fonte:https://mjbeats.com.br

Michael Jackson - Ben HD Audio



Origem e Infancia de Michael Jackson

Michael era o sétimo de nove filhos de Joseph e Katherine Jackson. A família inteira – incluindo os irmãos mais velhos Rebbie, Jackie, Tito, Jermaine, Latoya e Marlon, e os mais novos, Randy e Janet – viveram juntos em uma pequena casa de dois quartos, e o pai sustentava a casa a duras penas trabalhando em uma usina siderúrgica. Por vontade da mãe, mas contra o desejo do pai, as crianças tornaram-se Testemunha de Jeová e passaram a praticar a evangelização de porta em porta.

De acordo com as regras rígidas do pai, as crianças eram mantidas trancadas em casa enquanto ele trabalhava até tarde da noite. Entretanto, as crianças escapavam freqüentemente para as casas dos vizinhos, onde cantavam e faziam música. Os irmãos mais velhos mexiam na guitarra do pai Joseph sem sua permissão enquanto ele estava trabalhando. Até que um dia Joseph tomou consciência do talento de seus filhos e resolveu ganhar dinheiro com isso, e assim sair de Gary e ir para a California, para mais tarde serem contratados pela Motown.

Na Motown, Michael e seus irmãos gravaram vários álbuns, o que lhes rendeu fama mundial. Com
apenas treze anos Michael, através dos Jackson Five, havia colocado quatro canções no topo das paradas: “I Want You Back”, “ABC”, “I’II Be There”, “The Love You Save”. Michael iniciou sua carreira solo quando ainda estava na Motown, quando lançou os álbuns Got To Be There, Ben, Music & Me e Forever , Michael, todos com pelo menos um sucesso mundial. A partir de 1973 a popularidade do grupo começou a diminuir, embora eles tivessem sucessos razoáveis como “I Am Love” e “Dancing Machine”. Nesse último, durante as apresentações, Jackson simulava um robô dançando. A dança tornou-se bastante popular no mundo todo.

"Ben" é uma canção de autoria de Donald Black e Walter Scharf, gravada em 1972 pelo cantor americano Michael Jackson, então adolescente, para a gravadora Motown. O hit, composto originalmente para Donny Osmond, e oferecido a Jackson devido à indisponibilidade de Osmond, em turnê na época, passou uma semana no topo da Billboard Hot 100, principal parada pop americana.O single também chegou à primeira posição na parada pop australiana, onde passou oito semanas.

Tornou-se o primeiro de 12 sucessos de Jackson a atingirem o topo das paradas nos EUA, e foi seu primeiro a fazê-lo já como artista solo.

Incluído posteriormente no álbum homônimo, "Ben", a canção, incluída na trilha sonora do filme filme homônimo(a continuação do suspense sobre ratos assassinos Willard, de 1971); venceu um Globo de Ouro de Melhor Canção e foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original
Durante sua infância Michael e seus irmãos sofreram constante abuso de seu pai, que batia freqüentemente nas crianças, e as aterrorizava psicologicamente. Os ensaios eram supervisionados pelo pai com um cinto na mão. Certa vez Michael e seus irmãos foram dormir no quarto de um hotel e deixaram a janela aberta. Joseph escalou a janela com uma máscara no rosto e deu um susto nos irmãos, somente para ensiná-los a não deixar a janela aberta quando fossem dormir. Anos depois, Jackson sofreu pesadelos sobre ser sequestrado do seu quarto e chorava com isso. Durante sua entrevista a apresentadora, Oprah Winfrey em 1993, Michael disse que durante sua infância chorou várias vezes por solidão e que muitas vezes vomitava só de ver seu pai. No documentário de2003, Living With Michael Jackson, do jornalista britânicoMartin Bashir, o cantor chorou ao relembrar de sua infância.

Michael se destacava dos irmãos facilmente. Era o mais afinado e tinha um talento natural para dançar. Mesmo sendo o caçula do grupo, era ele o líder dos Jackson's. Por este motivo, um ano
depois, o cantor decidiu começar carreira-solo, paralelamente aos trabalhos com os irmãos. Começava aí a tentativa de Michael em fugir do controle exagerado do pai, que impedia os garotos de terem uma infância normal, pressionando e exigindo total dedicação à carreira artística. Acredita-se também que Joe batia nos filhos ou lhes impunha castigos exagerados.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.
fonte:ttps://91312815mj.wordpress.com/

domingo, 12 de agosto de 2018

HISTÓRIA NEGRA AMERICANA :"Negro History Week",

A história do Black History Month começa em 1915, meio século após a Décima Terceira Emenda

Abolir a escravidão nos Estados Unidos. Em setembro, o historiador treinado por Harvard, Carter G. Woodson e o prominente ministro Jesse E. Moorland, fundaram a Associação para o Estudo da Vida e da História do Negro (ASNLH), uma organização dedicada à pesquisa e promoção de conquistas de negros americanos e outros povos de Descendência africana. Conhecido hoje como a Associação para o Estudo da Vida e História Africano Americana (ASALH), o grupo patrocinou uma Semana Nacional da História Negra em 1926, escolhendo a segunda semana de fevereiro para coincidir com os aniversários de Abraham Lincoln e Frederick Douglass . O evento inspirou escolas e comunidades em todo o país a organizar celebrações locais, estabelecer clubes de história e performances e palestras de acolhimento.

A NAACP foi fundada em 12 de fevereiro de 1909, o centenário do nascimento de Abraham Lincoln.

Foi em 1964, quando o autor James Baldwin refletiu sobre as deficiências de sua educação. “Quando eu estava indo para a escola”, ele disse , “comecei a ficar incomodado com o ensino da história americana porque parecia que aquela história havia sido ensinada sem o conhecimento da minha

Os pensamentos de Baldwin ecoaram os de muitos antes e depois dele. Meio século antes, quando Carter G. Woodson teve a mesma frustração, eleestabeleceu as bases para o que seria o Mês Nacional da História Negra de hoje, observado em fevereiro.
presença”.


Desde então, todo presidente americano designou fevereiro como o mês da História Negra e aprovou
um tema específico. A Proclamação da Emancipação e a Marcha em Washington , marca os 150 e 50 aniversários de dois eventos fundamentais na história afro-americana.

Nas décadas que se seguiram, os prefeitos das cidades de todo o país começaram a emitir proclamações anuais, reconhecendo a Semana da História do Negro. No final da década de 1960, graças, em parte, ao Movimento dos Direitos Civis e a uma crescente consciência da identidade negra, a Semana da História do Negro evoluiu para o Mês da História Negra em muitos campus universitários.O presidente Gerald R. Ford reconheceu oficialmente o Mês da História Negra em
1976, convidando o público a "aproveitar a oportunidade para homenagear as conquistas, muitas vezes negligenciadas, de negros americanos em todas as áreas de atividade ao longo da nossa história".

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

fonte:wenciclopedia livre

segunda-feira, 23 de julho de 2018

Dia da Mulher Afro-latino-americana e Caribenha

A população negra corresponde a mais da metade dos brasileiros: 54%, segundo o IBGE. Na América
Latina e no Caribe, 200 milhões de pessoas se identificam como afrodescendentes, de acordo com a Associação Mujeres Afro. Tanto no Brasil quanto fora dele, porém, essa população também é a que mais sofre com a pobreza: por aqui, entre os mais pobres, três em cada quatro são pessoas negras, segundo o IBGE.

A Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), que resultou no Dossiê Mulheres Negras: retrato das condições de vida das mulheres negras no Brasil (2013), constituem o grupo que se encontra no maior número de situações de vulnerabilidade social. São elas que apresentam os menores índices de escolaridade; que recebem os menores salários, embora sejam as que tenham a jornada diária de trabalho mais extensa; se encontram majoritariamente em empregos informais, sem garantia de direitos trabalhistas; entre elas encontra-se o maior percentual de chefia de famílias monoparentais; etc.

Em 2015, foi publicado o Mapa da Violência 2015: homicídios de mulheres no Brasil, realizado pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), a pedido da ONU Mulheres. Esse estudo revelou que entre 2003 e 2013 o número de mulheres negras mortas violentamente no país subiu 54,2%, enquanto que no mesmo decênio houve um recuo de 9,8% nos assassinatos de mulheres brancas. O documento destacou que, em 2013, “morreram assassinadas, proporcionalmente ao tamanho das respectivas populações, 66,7% mais meninas e mulheres negras do que brancas.”

Esses são dados que, indubitavelmente, decorrem de cerca de 400 anos de colonialismo e de economia escravocrata, que sequestrou e massacrou a população de diversos povos do continente africano e deu início à diáspora negra em direção ao Novo Mundo. Tal origem e a similaridade das opressões vivenciadas pela população negra, mais especificamente pelas mulheres negras ao longo desse período, resulta numa realidade socioeconômica comum às afrodescendentes da transnação latino-americana e caribenha. Noutras palavras, os índices recentemente revelados pelas pesquisas do IPEA e da Flacso/ONU Mulheres sobre as mulheres negras do Brasil possuem extrema semelhança com as condições e perspectivas de vida das mulheres negras de vários outros países da região.

O reconhecimento dessas similitudes implicou na declaração do dia 25 de julho como o Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha, data estabelecida durante o I Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-caribenhas, realizado em 1992, em Santo Domingo (República Dominicana). Situadas no cruzamento de vários eixos de poder e desigualdade (gênero, raça, classe e origem) as mulheres negras precisaram se organizar a parte e provocar reflexões críticas tanto no movimento negro quanto no movimento feminista, pois nem um dos dois contemplava suas demandas específicas, já que até meados da década de 1970 se enxergavam como movimentos constituídos por identidades homogêneas.

As razões que levaram, há mais de 30 anos, mulheres negras de toda parte da América Latina e do
Caribe a se articularem continuam, infelizmente, bastante atuais. Enfrentar simultaneamente o racismo, o sexismo, o classismo, a lgbtfobia e a xenofobia foi a estratégia encontrada pelo movimento das mulheres afro-latinas e caribenhas para dar visibilidade a si próprias, suas necessidades, suas lutas e suas conquistas.

Assim como o Dia Internacional da Mulher (comemorado em 8 de março), o 25 de Julho não tem como objetivo festejar: a ideia é fortalecer as organizações voltadas às mulheres negras e reforçar seus laços, trazendo maior visibilidade para sua luta e pressionando o poder público.

A celebração do Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha é extremamente relevante por valorizar suas contribuições políticas, intelectuais, econômicas e socioculturais no processo histórico de seus países e do continente. Ademais, foi também graças à articulação das mulheres afro-latinas e caribenhas que os governos da região passaram a constituir acordos e políticas internas e internacionais que vêm permitindo avanços na participação das mulheres negras em espaços como a universidade pública, o mercado formal de trabalho, os veículos mídia e a política partidária.

Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra
Em 2 de junho de 2014, a então presidenta Dilma Rousseff instituiu, por meio da Lei nº 12.987, o dia 25 de julho como o Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra.

Tereza Benguela liderou entre 1750 e 1770, após a morte de seu companheiro, José Piolho, o Quilombo do Quariterê, situado entre o rio Guaporé e a atual cidade de Cuiabá, capita de Mato Grosso. O lugar abrigava mais de 100 pessoas.

Durante seu comando, a Rainha Tereza criou uma espécie de parlamento e reforçou a defesa do Quilombo do Quariterê com armas adquiridas a partir de trocas ou levadas como espólio após conflitos. Nas suas terras eram cultivados milho, feijão, mandioca, banana e algodão, utilizado na fabricação de tecidos.

Tereza de Benguela é, assim como outras heroínas negras, um dos nomes esquecidos pela historiografia nacional, que, nos últimos anos, devido ao engajamento do movimento de mulheres negras e à pesquisa ou ao resgate de documentos até então não devidamente estudados, na busca de recontar a história nacional e multiplicar as narrativas que revelam a formação sociopolítica brasileira.

Festival Latinidades

No mês do Julho das Pretas alusivo ao Dia da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha ocorre em atividades finalizando aqui no estado do Rio de Janeiro com a marcha 2018 em Copacabana. Considerado uma das maiores de mulheres negras da América Latina, durante todo mês acontecera debates, shows, publicações, espetáculos, capacitações e economia criativa, estimulando o diálogo entre o poder público, organizações não-governamentais, movimentos sociais e culturais, universidades, redes, coletivos e outros grupos.

Tema da marcha 2018.Pela vida do povo preto e por mais mulheres negras no poder!

Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

fonte:Marcha de Mulheres Negras\ONU

terça-feira, 10 de julho de 2018

Da aldeia de Mevzo à cela 466/64-Nelson Mandela, líder sul-africano


A tribo dos Xhosas

O povo Xhosa ,são uma Bantu grupo étnico da África Austral vivem no sudeste da África do Sul, e nos dois últimos séculos em todas as partes do sul e centro-sul do país.

O povo Xhosa são divididos em várias tribos com heranças ainda distintos relacionados. As principais tribos são o Mpondo, Mpondomise, Bomvana, Xesibe, e Thembu. Além disso, o Bhaca e Mfengu adotaram a língua Xhosa. O nome “Xhosa” vem do que a de um líder lendário chamado uXhosa. Há também uma teoria franja que, antes disso, o nome xhosa veio de uma palavra que significa “forte” ou “irritado” em alguns San língua. A Xhosa referem a si mesmos como o amaXhosa, e à sua língua como isiXhosa.

Atualmente, cerca de 8 milhões Xhosa são distribuídos em todo o país, ea língua Xhosa é a linguagem da África do Sul segunda mais populosa casa, depois de Zulu, Xhosa para o qual está intimamente relacionado. O pré-1994 apartheid sistema de bantustões negado Xhosas cidadania Sul Africano, mas permitiu-lhes ter auto-governadas “pátrias”, ou seja, Transkei e Ciskei, agora tanto uma parte do Cabo Oriental Província onde a maioria Xhosa permanecem. Muitos Xhosa viver em Cidade do Cabo (eKapa em Xhosa), East London (eMonti) e Port Elizabeth (eBhayi).

A partir de 2003 a maioria dos alto-falantes de Xhosa, cerca de 5,3 milhões, viveu no Cabo Oriental, seguida pela província de Western Cape (aproximadamente 1 milhão), Gauteng (671.045), o Estado Livre (246.192), KwaZulu-Natal (219.826 ), North West (214.461), Mpumalanga (46.553), o Cabo do Norte (51228), e Limpopo (14.225).

A Xhosa fazem parte do Africano Sul Nguni migração, que se moveu lentamente para o sul da região dos Grandes Lagos, deslocando os originais Khoisan caçadores da África Austral.Xhosa povos estavam bem estabelecidos no momento da Dutch chegada em meados do século 17, e ocuparam grande parte do leste da África do Sul a partir do rio dos peixes a terra habitada por Zulu-falantes ao sul da moderna cidade de Durban.

A Xhosa e colonos brancos encontrou pela primeira vez um ao outro em torno de Somerset

East no início do século 18. No final do século 18 Afrikaner trekboers que migram para fora da Cidade do Cabo entrou em conflito com pecuaristas Xhosa ao redor do Great Fish River região do Cabo Oriental. Seguindo mais de 20 anos de conflito intermitente, 1811-1812 os Xhosas foram forçados a leste por britânicos forças coloniais na Terceira Guerra Frontier.

Nos anos seguintes, muitos clãs de língua Xhosa foram empurrados oeste por expansão dos Zulus, como o norte Nguni colocar pressão sobre o sul Nguni como parte do processo histórico conhecido como o Mfecane, ou “dispersão”. Os de língua Xhosa pessoas Nguni do sul tinha inicialmente dividida em o Gcaleka eo Rharhabe (que tinha se mudado para o oeste através do rio Kei). Mais subdivisões foram feitas mais complicada com a chegada de grupos como o Mfengu eo Bhaca das guerras Mfecane. Esses recém-chegados vieram falar a língua Xhosa, e às vezes são considerados Xhosa. Xhosa unidade e capacidade de resistir à expansão colonial foi ainda enfraquecida pelas fomes e as divisões políticas que se seguiram ao movimento de gado matança de 1856. Os historiadores agora ver este movimento como um milenarista resposta direta a uma doença pulmonar se espalhando entre os Xhosa gado na época, e menos diretamente para o estresse para a sociedade Xhosa causada pela contínua perda de seu território e autonomia.

Alguns historiadores argumentam que esta absorção precoce na economia salarial é a origem última da longa história de filiação sindical e liderança política entre o povo Xhosa. Que a história se manifesta hoje em elevados graus de representação Xhosa na liderança do Congresso Nacional Africano, partido político dominante da África do Sul.

Xhosa é um aglutinante língua tonal da família Bantu. Enquanto os Xhosas chamar sua língua “isiXhosa”, é geralmente referido como “Xhosa” em Inglês. Escrito Xhosa usa um alfabeto latino sistema baseado. Xhosa é falado por cerca de 18% da população do Sul Africano, e tem alguma inteligibilidade mútua com Zulu, especialmente Zulu falado em áreas urbanas. Muitos oradores Xhosa, particularmente aqueles que vivem em áreas urbanas, também falam Zulu e / ou Afrikaans e / ou Inglês.

Entre as suas características, a língua Xhosa famosa tem quinze sons de clique, originalmente emprestados a partir de agora extintos Khoisan línguas da região. Xhosa tem dezoito consoantes clique, pronunciadas em três locais na boca: uma série de cliques dentais, escritos com a letra “c”; uma série de cliques alveolares, escrito com a letra “q”; e uma série de cliques laterais, escritas com a letra “X”. Não é um simples inventário dos cinco vogais (a, e, i, o, u). Alguns vogais no entanto, pode ficar em silêncio. Em outras
palavras, eles podem estar presentes na linguagem escrita, mas dificilmente audível na linguagem falada. Isso acontece especialmente no fim da palavra. Isto é porque o tom da maioria das palavras Xhosa é menor no final.


FOLCLORE E RELIGIÃO
A cultura tradicional Xhosa inclui adivinhos conhecidos como amagqirha. Este trabalho é maioritariamente ocupados por mulheres, que passam cinco anos de aprendizado. Há também ervanários amaxhwele, profetas izanuse e curandeiros inyanga para a comunidade.

Os Xhosas têm uma forte tradição oral com muitas histórias de heróis ancestrais; segundo a tradição, o líder de cujo nome o povo Xhosa tomar o seu nome foi o primeiro rei da nação. Um dos descendentes de Xhosa nomeados Phalo deu à luz dois filhos Gcaleka, o herdeiro e Rharabe um filho da casa Mão Direita. Rharhabe o guerreiro queria o trono de Gcaleka mas foi derrotado e banido e se estabeleceram nas montanhas Amathole. Maxhobayakhawuleza Sandile Aa! Zanesizwe é o Rei do Great Place em Mngqesha. O Zwelonke Sigcawu foi coroado Rei do Xhosa em 18 de Junho de 2010.

A figura-chave na tradição oral Xhosa é o imbongi (plural:iimbongi) ou cantor louvor Iimbongi tradicionalmente vivem perto “ótimo lugar” do chefe (o foco cultural e político da sua actividade);. eles acompanham o chefe em ocasiões importantes – o imbongi Zolani Mkiva precedida Nelson Mandela em sua posse presidencial em 1994. poesia Iimbongis ‘, chamadoimibongo, elogia as ações e aventuras de chefes e antepassados.

O Ser Supremo é chamado uThixo ou uQamata. Ancestors agir como intermediários e desempenhar um papel na vida dos vivos; eles são honrados em rituais. Sonhos desempenham um papel importante na adivinhação e entre em contato com os antepassados. A prática religiosa tradicional apresenta rituais, iniciações, e festas. Rituais modernos normalmente dizem respeito a questões de doença e bem-estar psicológico.

Missionários cristãos estabeleceu postos entre os Xhosa na década de 1820, ea primeira Bíblia tradução foi em meados da década de 1850, parcialmente feito por Henry Hare Dugmore.Xhosa não se converteu em grande número até o século 20, mas agora muitos estão Christian, particularmente dentro das Igrejas Africano Iniciados como a Igreja Cristã Zion. Algumas denominações combinar o cristianismo com as crenças tradicionais.
OS RITOS DE PASSAGEM

Outras informações: nomes de clãs Xhosa

A Xhosa são um grupo cultural Sul-Africano que enfatizam as práticas tradicionais e costumes herdados de seus antepassados. Cada pessoa dentro da cultura Xhosa tem o seu lugar, que é reconhecido por toda a comunidade. A partir do nascimento, uma pessoa Xhosa passa por estágios de graduação que reconhecem o seu crescimento e atribuir-lhe um lugar reconhecido na comunidade. Cada estágio é marcado por um ritual específico, que visa introduzir o indivíduo com os seus homólogos e, portanto, aos antepassados. A partir imbeleko, um ritual realizado para introduzir um recém-nascido aos antepassados, a umphumo, de inkwenkwe (um menino) paraindoda (um homem). Esses rituais e cerimônias ainda são praticados hoje, mas muitas pessoas Xhosa urbanizadas não segui-las rigorosamente. O ulwaluko e intonjane também são tradições que separavam esta tribo do resto das tribos Nguni.Estas são realizadas para marcar a transição da criança para a vida adulta. Zulus uma vez realizado o ritual, mas King Shaka parou por causa da guerra na década de 1810. Em 2009, foi reintroduzida pelo rei Goodwill Zwelithini Zulu, não como um costume, mas como um procedimento médico para reduzir infecções por HIV. Este tópico tem causado discussões e brigas entre os Xhosa e Zulu; cada lado se vê como superior ao outro, porque ele pratica ou abandona alguns costumes.

Todos esses rituais são simbólicos do próprio desenvolvimento.Antes de cada é realizado, o indivíduo passa o tempo com os anciãos da comunidade para se preparar para a próxima fase.Ensinamentos dos anciãos não estão escritas, mas transmitida de geração em geração por tradição oral. O Iziduko (clã), por exemplo, que é mais importante para a identidade Xhosa (ainda mais do que nomes e sobrenomes) são transferidos de um para o outro através da tradição oral. Conhecendo o seu “Isiduko” é vital para os Xhosas e é considerada uma vergonha e “Uburhanuka” (de falta de identidade), se não se conhece um clã. Este é considerado tão importante que, quando dois estranhos se encontram pela primeira vez, a primeira identidade que fica compartilhada é “Isiduko”. É tão importante que duas pessoas com o mesmo sobrenome, mas diferente do clã são considerados completos estranhos, mas as mesmas duas pessoas do mesmo clã, mas sobrenomes diferentes são considerados parentes próximos. Isto forma as raízes da “Ubuntu” (vizinhos) – um comportamento sinônimo para esta tribo como estender uma mão amiga para um completo estranho quando em necessidade. Ubuntu vai mais longe do que apenas ajudando um ao outro – é tão profunda que se estende até mesmo para cuidar e repreender o filho de seu vizinho quando na errado. Daí o ditado “é preciso uma aldeia para educar uma criança”.

Um ritual tradicional que ainda é praticada regularmente é o ritual masculinidade, um rito secreto que marca a transição da infância para a idade adulta (Ulwaluko). Depois ritual da circuncisão, os iniciados (abakwetha) vivem em isolamento por até várias semanas, muitas

vezes nas montanhas. Durante o processo de cura se mancham argila branca em seus corpos e observar inúmeros tabus.

Nos tempos modernos, a prática tem causado controvérsia, com mais de 825 mortes relacionadas iniciação circumcision- e-desde 1994, ea propagação de doenças sexualmente transmissíveis, incluindo o HIV através da prática da circuncisão iniciados com a mesma lâmina. Em março de 2007, um controverso mini-série lidar com xhosa de circuncisão e ritos de iniciação estreou na SABC. Intitulado Umthunzi Wentaba, a série foi tirado do ar depois de reclamações por parte de líderes tradicionais que os ritos secretos e para não ser revelado para não-iniciados e mulheres. Em janeiro de 2014, o site ulwaluko.co.za foi lançado por um médico holandês. Dispõe de uma galeria de fotos de pênis feridos, o que provocou indignação entre os líderes tradicionais do Cabo Oriental. O Sul-Africano de Cinema e Publicação Board determinou que o site foi “científico com grande valor educativo”, abordando um “problema social necessitando intervenção urgente “.

As meninas também são iniciadas em feminilidade (Intonjane).Eles também são isolados, embora por um período mais curto.Iniciados femininos não são circuncidados.

Outros ritos incluem a reclusão das mães durante dez dias após o parto, e o sepultamento da placenta e do cordão umbilical, perto da aldeia. Isso se reflete no Inkaba cumprimento tradicional yakho iphi?, Literalmente “Onde está seu umbigo?” A resposta “diz a alguém onde você mora, o que sua afiliação clã é, e qual o seu status social é e contém uma riqueza de informação cultural. Mais importante ainda, ele determina onde você pertence”.


DIETA -A Xhosa resolvido nas encostas das montanhas da Amatola e as Montanhas Winterberg. Muitas correntes drenam para grandes rios deste território Xhosa incluindo o Kei e Pesca Rivers. Solos ricos e chuvas abundantes fazer as bacias hidrográficas boa para a agricultura e pastoreio de gado importante e fazer a base da riqueza.

Alimentos tradicionais incluem carne (inyama yenkomo), carne de carneiro (inyama yegusha), e carne de cabra (inyama yebhokwe), sorgo, leite (muitas vezes fermentado, chamado de “Amasi”), abóboras (amathanga), mielie-refeição (farinha de milho), samp (umngqusho), feijão (iimbotyi), legumes, como“rhabe”, espinafre selvagem que lembra azeda “, imvomvo”, o doce seiva de um aloe, ou “ikhowa”, um cogumelo que cresce após as chuvas de verão.
Xhosa Pratos
Isophi, milho com feijão ou sopa de ervilhas
Umleqwa, um prato feito com free-range de frango.
Umngqusho, um prato feito de milho e açúcar feijão branco, um alimento básico para o povo Xhosa.
Umphokoqo, uma salada Africano feito de farinha de milho.
Umqombothi, um tipo de cerveja feita de milho fermentado e sorgo.
Umvubo, leite azedo misturado com pap seca, comumente consumidos pelo Xhosa.
Umbhako, pão mealie
Umfino, Wild espinafre / repolho chamado imifino, espinafre misturado com mealie refeição.
Umqa, um prato feito de abóbora e mielie refeição (farinha de milho)
Umxoxozi, uma abóbora que é cozido antes de estar totalmente curado.
Amaceba, fatias de abóboras que são cozidos em água abundante.
Umcuku, um prato feito de mealie, que era popular nos anos 1900.
Amarhewu, uma bebida não alcoólica feita a partir de farinha de milho que sobra algumas noites por ele para obter um gosto amargo na boca antes de ser consumido.

ARTES E ARTESANATO - O artesanato tradicional incluem beadwork, tecelagem, madeira e cerâmica.
A música tradicional apresenta tambores, chocalhos, apitos, flautas, harpas boca, e-instrumentos de cordas e, especialmente, cantando grupo acompanhado por palmas. Há canções para várias ocasiões rituais; uma das canções mais conhecidas Xhosa é uma canção de casamento chamado “Qongqothwane”, realizada por Miriam Makeba como “Click Song # 1”. Além Makeba, vários grupos modernos gravar e tocar em xhosa. Missionários introduziu o Xhosa para canto coral ocidental. “Nkosi Sikelel ‘iAfrika”, parte do hino nacional da África do Sul é um hino Xhosa escrito em 1897 por Enoch Sontonga.

Os primeiros jornais, novelas e peças teatrais em Xhosa surgiu no século 19, e Xhosa poesia também está ganhando renome.

Vários filmes foram rodados na língua Xhosa. U-Carmen eKhayelitsha é um remake moderno de Bizet ‘s 1875 óperaCarmen. É filmado inteiramente em Xhosa, e combina a música da ópera original, com música tradicional Africano. Tem lugar no município da Cidade do Cabo de Khayelitsha.

XHOSAS NA SOCIEDADE MODERNA
Xhosa pessoas compõem atualmente cerca de 18% da população do Sul Africano.Sob o apartheid, as taxas de alfabetização de adultos eram tão baixos quanto 30%, e em 1996 estudos estimaram o nível de alfabetização dos primeira língua falantes Xhosa em aproximadamente 50%. Houve avanços desde então, no entanto.

Educação em-escolas primárias que atendem às comunidades de língua Xhosa é realizado em isiXhosa, mas este é substituído pelo Inglês após as séries primárias iniciais. Xhosa ainda é considerado como um assunto estudado, no entanto, e é possível se formar em Xhosa a nível universitário. A maioria dos estudantes na Universidade de Fort Hare falar isiXhosa. Universidade de Rhodes, em Grahamstown, além disso, oferece cursos de isiXhosa para falantes de língua materna tanto e não de língua materna. Estes cursos incluem um componente de ambos os estudos cultural. Professor Russel H. Kaschula, chefe da Escola de Idiomas em Rhodes, publicou vários trabalhos sobre cultura Xhosa e da literatura oral.

Os efeitos das políticas governamentais durante os anos de apartheid ainda pode ser visto na pobreza do Xhosa que ainda residem no Cabo Oriental. Durante este tempo, Xhosa machos só poderia procurar emprego na indústria de mineração como os chamados trabalhadores migrantes. Desde o colapso do apartheid, as pessoas podem circular livremente.

Após o colapso do apartheid, a migração para Gauteng e Cidade do Cabo é cada vez mais comum, especialmente entre rurais povo Xhosa.

Essa foi a influencia de Nelson Mandela (1918-2013) nasceu em Mvezo, África do Sul, no

dia 18 de julho de 1918. Nascido em uma família de nobreza tribal, da etnia Xhosa, recebeu o nome de Rolihiahia Dalibhunga Mandela. Em 1925 ingressou na escola primária, onde recebeu da professora o nome de Nelson, em homenagem ao Almirante Horatio Nelson, seguindo um costume de dar nomes ingleses a todas as crianças que frequentavam a escola.

Com nove anos, com a morte do seu pai, Mandela foi levado para a vila real, onde ficou aos cuidados do regente do povo Tambu. Ao terminar sua formação elementar, Entrou na escola preparatória Clarkebury Boarding Institute, um colégio exclusivo para negros, onde estudou cultura ocidental. Ingressou no Colégio Healdtown, onde era interno.
“Ubuntu” na cultura Xhosa significa: “Eu sou porque nós somos”

Um antropólogo fez uma brincadeira com as crianças de uma tribo africana. Ele colocou um cesto cheio de frutas junto a uma árvore e disse para as crianças que a primeira que chegasse na árvore ganharia todas as frutas.

Dado o sinal, todas as crianças saíram ao mesmo tempo… e de mãos dadas! Então sentaram-se juntas para aproveitar a recompensa.

Quando o antropólogo perguntou porque elas haviam agido desta forma, sabendo que um entre eles poderia ter todos os frutos para si, elas responderam: “Ubuntu: como um de nós pode ser feliz se todos os outros estiverem tristes?”

Mandela não viu em vida seu ideal se concretizar em plenitude, mas foi o fundamental e principal responsável pelo despertar de um povo e a posterior construção de uma nação. "Amandla!" ("Poder!"), gritava Mandiba em Xhosa aos seus seguidores, que respondiam "Awethu!" ("Para o povo!"). Morre um  rei guerreiro revolucionário.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

fonte:https://vivimetaliun.wordpress.com

sábado, 30 de junho de 2018

A violência contra pessoas LGBT - Pabllo Vittar - Indestrutível (Vídeoclipe Oficial)

A violência contra pessoas LGBT- lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros- são acções que podem ocorrer tanto pelas mãos de indivíduos ou grupos, como por parte da aplicação de leis governamentais visando as pessoas que contrariam as regras da heterocisnormatividade.

Um crime de ódio ocorre simplesmente quando os indivíduos são vitimados por causa da sua raça, etnia, religião, sexo, identidade de gênero ou orientação sexual. Os crimes de ódio contra as pessoas LGBT muitas vezes ocorrem porque os autores são homofóbicos, bifóbicos, transfóbicos, entre outros. Os ataques também podem ser atribuídos à própria sociedade. Uma variedade de grupos religiosos, bem como os defensores de ideologias extremistas condenam a homossexualidade, bissexualidade, transexualidade, etc, definindo-a a termos como: fraco, doente e moralmente errado. A violência dirigida às pessoas por causa de sua sexualidade e identidade de gênero pode ser de forma psicológica e física, incluindo o assassinato. Estas ações podem ser causadas por hábitos culturais, religiosos ou políticos e preconceitos.

Por DJ Nanda.
Coletivo de Juventude da UNEGRO RJ\UNEGRO CULTURA
fonte:clipe yortube

segunda-feira, 18 de junho de 2018

Ativista do feminismo negro Lélia Gonzalez

Filha de um ferroviário negro e de uma empregada doméstica indígena era a penúltima de 18 irmãos, entre
eles o futebolista Jaime de Almeida, que jogou pelo Flamengo. Nascida em Belo Horizonte, mudou-se para o Rio de Janeiro em 1942 Lélia Gonzalez: professora, pesquisadora, antropóloga e ativista política. Fã de futebol e samba.

Nasceu em Minas Gerais, na cidade de Belo Horizonte, no dia 1º de fevereiro de 1935. Filha de um ferroviário negro e de uma empregada doméstica índia. Teve 18 irmãos, sendo ela a penúltima filha a nascer. Mais tarde, toda a família se mudou para o Rio de Janeiro.

"Sua paixão por futebol surgiu nessa época. Por um tempo, a família dela morou próxima ao Clube de Regata do Flamengo e um dos irmãos de Lélia jogava por lá." 
Fez duas faculdades: História e Filosofia. E fez seu mestrado em Comunicação Social, e doutorou-se em Antropologia Social. Sua capacidade de despertar reflexões e boas argumentações fez dela uma educadora e pesquisadora exemplar. Deu aula em diversos colégios cariocas, foi professora universitária em diversas universidades do Rio e também diretora do Departamento de Sociologia e Política da PUC-Rio. Dominava o inglês, o espanhol e o francês.

Lélia não se calava a respeito da opressão da mulher negra, criticou a escola e também a universidade por não tratar do assunto como deveria. Usou sua trajetória acadêmica para pesquisar a história do povo negro, ler sobre pensadores negros, resgatar toda aquela história que foi e é invisibilizada pelo racismo. Mas jamais

ficou apenas na teoria, ela mesmo afirmou que preferia a militância de rua. Ajudou a fundar e foi integrante do Movimento Negro Unificado. Ajudou a fundar e participou de diversos grupos que tratavam dessa temática como o "Coletivo de Mulheres Negras N'Zinga", o "Instituto de Pesquisas das Culturas Negras" e o Olodum.

Participou de vários seminários, tanto nacionais, quanto internacionais. Escreveu ensaios, artigos, palestrou por todo o mundo. Como não era muito adepta da escrita tradicional acadêmica, muitas de suas obras foram coletivas. Lélia buscava conjugar diversas lutas numa só. Considerava importante que os grupos marginalizados da sociedade buscassem produzir seu próprio conhecimento.

Seu nome hoje é referência para os diversos movimentos brasileiros que buscam lutar contra o racismo e o machismo.

Era apaixonada não só pela luta pelos direitos humanos e o futebol, mas também pela música. O velho samba de raiz estava no seu coração. Por isso, além de ser muito vista na luta diária contra diversos tipos de preconceito, aparecia frequentemente em escolas de samba e estádios.

Uma das principais vozes da militância com enfoque na mulher negra do Brasil.
Morreu no Rio de Janeiro, onde passou maior parte de sua vida, em 10 de julho de 1994.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino
fonte:www.palmares.gov.br/

terça-feira, 22 de maio de 2018

25 DE MAIO: “DIA DA LIBERTAÇÃO AFRICANA”

“Dia da Libertação Africana”. A data marca a fundação da Organização da Unidade Africana, em 1963 em Addis Abeba, na Etiópia.Chefes de Estado africanos se reuniram na cidade de Adis Abeba, na Etiópia, em 25 de maio de 1963, para enfrentar a subordinação que o continente vinha sofrendo há tempos. A tal subordinação chamou-se colonialismo, neocolonialismo ou partilha da África, que até à data da reunião ainda sofriam de apropriação forçada das suas riquezas humanas e naturais. Participaram daquele momento histórico 32 Estados Africanos. Àquela altura, dois terços do continente havia alcançado a independência do domínio colonial. Nesta reunião a data de Dia da Liberdade da África foi alterada de 15 abril para 25 maio e renomeado para Dia da Libertação Africana. Desde então 25 de maio tornou-se a referência simbólica e pragmática dos objetivos estratégicos e políticos do movimento Pan-africano.

Apesar da conquista da independência formal, muitos países africanos não romperam totalmente suas relações com as ex-metrópoles e essa continuidade de opressão originou o surgimento do neocolonialismo, que se trata de um modelo de continuidade da dominação estrangeira na política e na economia das nações africanas. Ainda hoje as forças do capital e do racismo subjulgam a maior parte do território e da população do continente africano, em que pese a permanente luta desse povo.

Ao longo dos tempos, o continente africano sofreu vários flagelos, quer a nível político, econômico e social que mudaram para sempre o rumo da sua história. Em jeito de celebração, a cronologia apresentada retrata os momentos mais marcantes do continente-berço. No entanto, temos de prestar uma homenagem especial aos enormes combates travados pelos trabalhadores africanos contra o colonialismo e o neocolonialismo desde há vários séculos. Eles apresentaram esta luta anti-colonialista durante os tempos antigos de Europeu (Britânico, Francês, Alemão, Português, Belga, etc.) o imperialismo e posteriormente, quando a classe burguesa mundo entendeu que neo-colonialismo poderia servir melhor os seus interesses, também contra o imperialismo Americano, o Soviético e o mais recente Chinês e os seus respectivos cúmplices da burguesia
local.

"Para nós, afro-brasileiros e africanos da diáspora em todo o planeta, a data é importante para resgatar a importância deste continente, celebrar sua beleza, sua riqueza e principalmente exigir reparação histórica à todos os territórios e populações negras espoliadas pelo racismo e pela intolerância em todo o mundo."

"A África é um mosaico de povos com uma cultura antiga. Cada povo Africano tem a sua própria cultura, costumes, modo de vida, que, com algumas variações, está numa fase muito para trás, por razões bem conhecidas. O despertar da maior parte desses povos só recentemente começou.

De jure, os povos africanos, em geral, ganharam a sua liberdade e independência. Mas não pode haver nenhuma conversa de liberdade e independência genuína, uma vez que a maioria deles ainda está em um estado colonial ou neo-colonial. (...) Os imperialistas estão governando a maioria dos países africanos de novo através de suas preocupações, os seus capitais investidos na indústria, bancos, etc. A grande maioria da riqueza desses países continua a fluir para as metrópoles. (...)
A população Africano permaneceu culturalmente e economicamente subdesenvolvidas (...) A política seguida pelos grandes latifundiários, a burguesia reaccionária, os imperialistas e os neo-colonialistas se destina a manter os povos africanos em servidão permanente, na ignorância, dificultar o seu desenvolvimento social, político e ideológico, e de obstruir sua luta para ganhar esses direitos." (Enver Hoxha, O Imperialismo e a Revolução, Tirana, 1979, edição em Português)


Dos países africanos á angolana reforça, ainda, que a migração primária de povos africanos para o Brasil deve-se ao fato de “várias pessoas africanas terem sido levadas, forçadamente, ao Brasil como escravas”, fato que marca a diáspora africana no Brasil. “Portanto celebrar o dia 25 de maio é, também, uma forma de relembrar as lutas e consequentes conquistas do povo africano dentro e fora do continente”, declara. A formação, em que investe a mestranda, serve ainda como forma de se afirmar no país sul-americano e,
segundo ela, como maneira de ajudar na emancipação de seu país de origem.

Enfim este dia representa um profundo sentido da memória coletiva dos povos do continente africano e demonstra a verdadeira luta contra o colonialismo e a favor da soberania dos Estados Africanos.

Além da migração histórica dos povos africanos para o Brasil, há algumas décadas se desenvolve um intercâmbio cultural intenso entre estudantes brasileiros e africanos. Na semana do Dia da África, as instituições de ensino e cultura também celebram a cooperação entre os povos.

Um afro abraço.
Claudia Vitalino.

JAMAICA

Xaymaca, que significa terra da madeira e da água, a Jamaica foi o lar de cerca de 600.000 Tainos, um
pacífico povo ameríndio. Os Tainos deram as boas vindas aos espanhóis, com seus navios, armas e cavalos, honrando-os como deuses. Sob a colonização espanhola, no entanto, a população Taino toda foi aniquilada por uma combinação de trabalhos forçados, execuções em massa e doenças trazidas da Europa contra as quais não tinham imunidade. Em 1503, contrariando as ordens da Coroa Espanhola e percebendo o fim da sua vida, Colombo morou um ano na Jamaica. Após sua morte, a ilha foi herdada por seu filho, Diego, cujos descendentes ainda hoje carregam o título honorário de Marquês da Jamaica.
Em 1494, ao descobrir a região a que os índios aruaques e que mais tarde recebeu o nome de Jamaica, Cristóvão Colombo afirmou que aquela era a mais bela ilha que alguém já havia contemplado. A beleza das paisagens é, ainda hoje, o principal atrativo turístico da ilha, fundamental para seu desenvolvimento econômico.

'A Jamaica é um estado independente, membro da Comunidade Britânica de Nações. Está situada no mar do Caribe, a sul de Cuba e a oeste do Haiti. Com uma superfície de 10.991km2, é a terceira entre as maiores ilhas das Grandes Antilhas".
Habitada pelos índios aruaques, a Jamaica foi descoberta por Cristóvão Colombo em 1494 e por ele batizada de Santiago. Juan de Esquivel empreendeu sua conquista, autorizado por Diego Colombo, filho do descobridor, em 1509. Depois de um período inicial em que a família Colombo ali exerceu poder absoluto, a ilha foi governada até 1655 pelos espanhóis. A ausência de ouro na região levou os espanhóis a dedicarem pouca atenção à ilha, utilizando-a sobretudo como base de abastecimento para colonos de outras áreas americanas. Os nativos da ilha foram exterminados, o que deu início à importação de escravizados negros da África.
A situação estratégica da ilha, nas rotas do comércio colonial, atraiu a atenção dos ingleses, e em 1655 a Jamaica foi capturada pelo almirante William Penn e pelo general Robert Venables. Cinco anos mais tarde, todos os espanhóis tinham sido expulsos. Um grande grupo de escravos fugidos, refugiados no interior, conseguiu resistir às tropas invasoras durante 150 anos. Com a colonização inglesa, a Jamaica se transformou num dos mais fortes centros de contrabando e pirataria do Caribe. Da base em Port-Royal, no sudeste da ilha, os piratas se lançavam em ataques às Antilhas espanholas.

Pelo Tratado de Madri, de 1670, a hegemonia inglesa foi reconhecida e os piratas passaram a ser perseguidos até a extinção. Em 1672 foi criada a Real Companhia Africana, à qual se concedeu o monopólio do tráfico de escravos, e a Jamaica se converteu num dos maiores centros desse comércio.
No século XVIII, o país alcançou grande prosperidade com as exportações de açúcar, café e cacau. Graças ao poderio britânico, fracassaram as tentativas de reconquista espanhola, em 1782, e conquista francesa, em 1806. Entretanto, a supressão do tráfico negreiro, em 1807, e da escravidão, na década de 1830, aceleraram o processo de decadência econômica iniciado com a crise da produção de açúcar, que se
transformou em crise aguda quando a revogação dos direitos alfandegários causou a derrocada dos preços dos produtos das colônias britânicas.

O Crescimento do Espírito de Independência
Enquanto magníficas Casas Grandes, como Rose Hall e Greenwood, eram construídas no meio aos vastos campos de plantação da cana, e as fortunas geradas pelo açúcar eram invejadas por muitos, o espírito de independência tomou formas diferentes entre fazendeiros e escravos.

Os escravizados os conheciam bem as histórias dos Maroons, descendentes dos escravos fugitivos dos colonizadores espanhóis, que os chamavam de “cimarrones”, que em espanhol significa, “fujões”. Os Maroons viviam nas montanhas, desafiavam as tropas britânicas, evitavam as plantações, e passaram a atrair cada vez mais fugitivos. Um tratado de paz assinado em 1739 concedeu-lhes autonomia sobre o local onde moravam, que eles ainda hoje mantêm.

Os fazendeiros também se rebelaram. Quando as 13 colônias americanas declararam a independência da Grã-Bretanha, a Assembléia Legislativa da Jamaica votou para se juntar a eles, provavelmente porque a maioria do seu comércio era feito com a América. Naquela época, a Espanha, a França e a Holanda também declararam guerra à Inglaterra. A Jamaica então passou a ser comandada por um jovem oficial da marinha chamado Horatio Nelson. Uma placa no Forte Charles em Port Royal lembra aos visitantes: “Você que trilha suas pegadas, lembre-se também da glória que ele trouxe.

O desalojamento dos posseiros negros de terras antes abandonadas causou a insurreição de Morant Bay, em 1865, cruelmente reprimida. No ano seguinte, o Parlamento britânico estabeleceu no país o governo de poder único, executivo e legislativo. A insatisfação com a política colonial levou à formação, em 1938, de um movimento pela independência da ilha. Em 1944, uma nova constituição estabeleceu uma câmara legislativa eleita por sufrágio universal.

Emancipação -Um período de depressão econômica e instabilidade social seguiu-se após a abolição da
escravatura em 1838. Em 1865, a Rebelião de Morant Bay foi um marco importante na história da ilha. Seus líderes, um diácono batista chamado Paul Bogle e um empresário rico de Kingston, George William Gordon, foram ambos executados e hoje são considerados heróis nacionais da Jamaica. Em meio ao pânico que se seguiu à rebelião e os seus desdobramentos brutais, a Assembléia Legislativa da Jamaica votou pela revogação da sua independência, e a ilha voltou a se tornar uma colônia da Coroa sob domínio da Grã-Bretanha.
A Jamaica se tornou uma combinação de muitas nacionalidades. Unidas à maioria negra, uma minoria européia e uma crescente população mestiça testemunhou o crescimento de uma próspera classe média de profissionais à qual foram acrescentados imigrantes da Índia e da China. Vindos como trabalhadores contratados para as fazendas de açúcar, rapidamente mudaram-se para outras ocupações. A antiga comunidade judaica expandiu-se e comerciantes árabes chegaram à ilha. Esta fusão de diversas nações formou a base do lema nacional da Jamaica, “Out of Many, One People” (“Resultado de Muitos, Um só Povo”).
A vontade de vencer levou muitos jamaicanos ao exterior. Eles saíam em busca de inúmeros desafios: lutar nas guerras da Grã-Bretanha, construir o Canal do Panamá, plantar cana de açúcar em Cuba, cultivar o mogno em Belize e buscar fama e fortuna. Jamaicanos espalharam o seu talento e sua visão por todo o mundo, fundando comunidades que cresceram e prosperaram.Em 1958, a Jamaica passou a fazer parte da Federação das Índias Ocidentais, dentro da Comunidade Britânica de Nações. As eleições de 1962 foram vencidas pelo Partido Trabalhista Jamaicano, e seu líder, Alexander Bustamante, passou a ser o primeiro-ministro. No mesmo ano, a 6 de agosto, o país proclamou-se independente. No governo de Michael Manley, do Partido Nacionalista do Povo, eleito em 1972, a Jamaica estreitou seus vínculos com o Terceiro Mundo, em especial com os países do Caribe.

Eleito em 1980, o trabalhista Edward Seaga levou o país a participar da invasão de Granada, em 1983. Manley retornou ao poder nas eleições de 1989 e reatou as relações da Jamaica com Cuba. Após renunciar
por motivo de doença, Manley foi sucedido, em março de 1992, por Percival John Patterson, do mesmo partido.

Um afro abraço 

Claudia Vitalino.
Fonte: Enciclopédia Barsa/www.minhajamaica.com/.

O Caso da queima dos arquivos logo a após a proclamação da República e, também, da abolição da escravização

Esse assunto, a queima dos arquivos, foi esgotado em estudo de Américo Jacobina Lacombe, que argumentou em favor da memória do advogado, j...