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Rebele-se Contra o Racismo!

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Caetano Veloso - Milagres Do Povo -




Milagre de Resistência da Diáspora Africana -como resistência à colonização e à escravidão...

Por meio da revisão bibliográfica observa-se o intenso intercâmbio cultural ocorrido entre os escravos africanos, os indígenas e os europeus. Essas trocas culturais ocorridas por vários séculos durante o período colonial brasileiro contribuíram para a formação de uma cultura híbrida e bastante rica. No que se refere à contribuição africana é evidente, principalmente, na culinária, dança, religião, música e língua. Percebe-se, que, essa matriz africana teve um papel importante na formação e delineamento da identidade cultural afro-brasileira, uma que, os escravos possuíam uma grande diversidade cultural devido à sua origem distinta e por pertencerem a diversas etnias com idiomas e tradições distintas, pois, eram oriundos de diversas regiões do continente africano. Já, no Brasil esses africanos souberam assimilar, interpretar e recriar certas práticas de outras culturas com os quais estiveram em contato.

As várias religiões que existem hoje no Brasil com origem nos antepassados africanos são produtos de rearranjos culturais da época da escravidão colonial brasileira, na qual o sincretismo religioso existia como forma de resistência para que a população negra pudesse manter sua fé.

Num País de maioria cristã, muitas vezes as religiões de matrizes africanas encaram a intolerância por parte de indivíduos de outros credos. Mas, para o professor, o preconceito vai além de uma questão estritamente religiosa. “O nome ‘intolerância religiosa’ não consegue descrever o que acontece com esses povos. Há várias outras religiões que não são cristãs e não são atacadas da forma que vem ocorrendo, como templos sendo destruídos”.

Na verdade, o preconceito contra religiões de matrizes africanas tem como base o preconceito racial,
no que ele chama de racismo religioso. “São religiões que sustentam um não-cristianismo de origem negra. E a associação do negro e o demônio é algo que está no imaginário há muito tempo. Dizem que é bruxaria, mas temos várias religiões que estão ligadas com ritos mágicos e não vemos esses cultos atacados. Associam os cultos das religiões de matrizes africana ao demônio, mas o demônio nem existe dentro dessas religiões”.

Mobilização contra a discriminação
- Para que seja possível atingir o objetivo de combater a discriminação racial, é preciso o combate ao preconceito nas suas formas mais sutis. Nascimento conta que uma das formas de racismo religioso está nas expressões pejorativas comumente usadas, como se referir aos praticantes de determinadas religiões como “macumbeiros”.

Ele conta que o que é conhecido como "macumba", palavra que na verdade é nome de instrumento musical utilizado em alguns cultos religiosos, surgiu com as práticas religiosas

no Rio de Janeiro no século 19 que articularam a umbanda. Diferente das outras religiões de matrizes africanas, a umbanda junta elementos indígenas, africanos e kardecistas cristãos. Tentar reduzir diferentes práticas e religiões a uma única coisa, para o professor, é uma das formas de preconceito.

É dimensão da estratégia racista achar que todas as religiões fazem a mesma coisa. O que é problemático porque não é verdade", explica. "O uso do vocabulário para falar do mal prega, de forma sutil, que qualquer religião de matriz africana é necessariamente uma coisa ruim. Ao usar esses termos de forma pejorativa, como ‘macumbeiro’, se diz de forma implícita que todas tem a mesma forma e cultuam a mesma coisa: o mal”.

Desse modo, observa-se a formação e a preservação de uma identidade cultural, bastante plural devido às influências: européia, africana e indígena, favorecendo uma riqueza cultural bastante peculiar. Estas peculiaridades multiculturais manifestaram-se, principalmente, na língua, culinária, música, dança alem da religião afrobrasileira dentre outros.


REBELE-SE CONTRA O RACISMO!


Um afro abraço.

Claudia Vitalino.

Fonte: Portal Brasil

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