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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Muhammad Ali-Haj, nascido Cassius Marcellus Clay Jr. (Louisville, 17 de janeiro de 1942), é um ex-pugilista norte-americano, considerado um dos maiores ​​da história do esporte. Foi eleito "O Desportista do Século" pela revista americana Sports Illustrated em 1999

Nascido no estado do Kentucky, começou vencendo os Jogos Olímpicos de 1960. Conquistou o título de campeão dos pesos pesados ao derrotar Sonny Liston em 1964. Perdeu o título em 1967 e foi proibido de atuar por três anos e meio por ter se recusado a lutar no Vietnã. Recuperou o posto ao ser reabilitado, mas logo perdeu para Joe Frazier. Ganhou de novo o título em 1974 ao vencer George Foreman em luta realizada no Zaire (retratada no
documentário "Quando éramos Reis"), perdeu-o em 1978 para Leon Spinks e em seguida retomou-o de Spinks. Retirou-se do boxe quando ainda era campeão.

Infância e carreira amadora
Cassius Marcellus Clay, Jr., nasceu em 17 de janeiro de 1942 em Louisville, Kentucky. O mais velho de dois meninos, ele foi nomeado por seu pai, Cassius Marcellus Clay, Sr., que foi nomeado após o político abolicionista de mesmo nome. Seu pai pintava outdoors, e sua mãe, Odessa O'Grady Clay, foi uma empregada doméstica. No entanto, o Cassius Sr. era um metodista, aceitou que Odessa convertesse Cassius Jr. e seu irmão Rudolph "Rudy" Clay (depois renomeado Rahman Ali) como batistas. Ele era descendente de escravos americanos na América sulista, e é predominantemente descendente de afroamericanos, com ancestrais irlandeses e ingleses.

Clay teve seu primeiro contato com o boxe do chefe de polícia e técnico de boxe Joe E. Martin em Louisville, que o encontrou com 12 anos batendo em um ladrão que estava roubando sua bicicleta. Ele disse ao oficial que ele estava fazendo "whup" no ladrão. O oficial lhe disse para aprender boxe. Nos seus últimos quatro anos de carreira amadora Clay tinha treinado com Chuck Bodak.

"Clay ganhou seis títulos Golden Gloves de Kentucky, dois títulos Golden Gloves nacionais,
título nacional do Amateur Athletic Union, e a medalha de ouro do Meio-Pesado nas Olimpíadas de Verão de 1960 em Roma. O recorde amador de Clay foi 100 vitórias com apenas cinco derrotas."

Foi o único boxeador que até hoje suportou 12 assaltos com o maxilar quebrado (luta com Ken Norton, em 1973). Converteu-se ao Islamismo (mudando de nome paraMuhammad Ali-Haj) e lutou contra o racismo. Muhammad Ali pode ser considerado o primeiro esportista a aliar marketing com política. Exemplo disso foi seu desempenho antes da luta com George Foreman no Zaire. Ali utilizou todo seu conhecimento do pan-africanismo para se colocar como o lutador da África, enquanto Foreman ficou como simbolo da alienação negra
americana, episódio este retratado no filme "Quando Éramos Reis", de 1974. Ali entrou para história da década de 60 quando se negou a lutar na Guerra do Vietnã. "Nenhum vietcongue me chamou de crioulo, porque eu lutaria contra ele?".
Por diversas vezes anunciou-se a luta entre Ali, o campeão mundial dos profissionais, contra o cubano Teófilo Stevenson, campeão mundial dos amadores e campeão olímpico, mas devido a problemas técnicos e políticos essa luta jamais ocorreu.


"Em 2001, Will Smith interpretou Muhammad Ali no filme Ali."

Em 2010, Muhammad junto com a cantora Christina Aguilera fizeram a propaganda em prol das vítimas do terremoto que destruiu o Haiti.
Se tornando lenda

"Ali tem a doença de Parkinson, diagnosticada no início da década de 1980. Em 2010, Ali foi a Israel para tratar a doença. O trabalho é feito com células tronco adultas. Os testes até então realizados com ratos tiveram sucesso, mas sua eficácia em seres humanos ainda será testada".

Muhammad Ali protagonizou lutas históricas, contra vários oponentes como, George Foreman, Sonny Liston e Joe Frazier, pugilista pelo qual Ali sofreu sua primeira derrota, em 1971, mas tendo vencido a revanche. Outra grande luta foi contra George Foreman, no antigo Zaire, a luta foi apelidada de "The Rumble in the Jungle", tendo Ali vencido por nocaute no sétimo round e reconquistado seu título. Muhammad Ali é considerado por muitos, o melhor pugilista de todos os tempos, e é ídolo em todo o mundo, Ali tamém foi indicado pela revista "The Ring Magazine" como o pugilista do ano mais vezes do que qualquer outro boxeador; Ali é um dos integrantes do "International Boxing Hall of Fame", onde estão os maiores boxeadores da história do esporte. Ali também tem uma rua em Louisville com seu nome, chamada de "Muhammad Ali Boulevard". Em 2005, recebeu a "Presidential Medal of Freedom", uma medalha que o governo americano presenteia seus cidadãos que fizeram muito pela nação.

 Ali parou, mas ficou o mito. Dominado pelo Mal de Parkinson, trava luta até hoje para dar-lhe o nocaute - a doença não tem cura, mas Ali investe alto em tratamento com células-tronco, que ainda não deram resultado. Mesmo assim, vem pelos anos deixando fãs e até ídolos de boca aberta. Como no segundo round das lembranças, que vai para 1996. Olimpíada de Atlanta. Na quadra, o Dream Team 2 americano de basquete, que já não tinha mais Michael Jordan e Magic Johnson, contava ainda com metade daquela equipe notável dos Jogos de Barcelona. Astros como Charles Barkley, como exemplo, conhecidos pela soberba,simplesmente ficaram estáticos, de boca aberta, tímidos, quando Ali, já com a doença, entrou na quadra para receber de volta a medalha de ouro olímpica conquistada em 1960, em Roma, que lhe fora também tirada por questões políticas.
Os ídolos americanos batem palmas para Ali. Os brasileiros também. O pugilista Éder Jofre, bicampeão mundial no peso-galo e no peso-pena, glória nacional, de quem Ali foi admirador, e o lutador supercampeão Anderson Silva, do MMA, febre do momento que ocupa um espaço já do boxe tempos atrás, se rendem também à técnica e à liderança do maior de todos os tempos.

- Acho que o Ali é o rei do boxe e a referência pública negra no esporte. Depois dele vieram Michael Jordan, Magic Johnson e tantos outros. Ele abriu as portas para todos nós. E tinha uma garra e um estilo inconfundíveis, que me inspiram. A luta do século, contra Foreman, é
uma aula de superação. Além disso, era ambicioso e um visionário - afirmou por e-mail Anderson Silva, dono do cinturão do pesos-médios e considerado hoje o maior lutador do MMA.

Um afro braço.

fonte:http://www.mensagenscomamor.com/enciclopédia livre.

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