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domingo, 1 de fevereiro de 2015

2 de Fevereiro e dia de: Yemanjá, Iemanjá, Janaína, Rainha do Mar, Aiucá, Dona Janaína, Inaê ou Maria princesa do Aioká...

“Dia de Iemanjá” é festejado no dia 02 de fevereiro, homenageando a “Rainha do Mar” trazendo das profundezas do oceano as bênçãos da Mãe de Todas as Cabeças. Neste dia, convido você a participar gratuitamente de nossas comemorações recebendo as graças de
Iemanjá. Na obrigação realizada no dia 02 de fevereiro, entrego oferendas no “Barco de Iemanjá”. Apesar de ser possível fazer preces e oferendas a Iemanjá para os mais diversas finalidades, pelas características de crescimento e harmonia dessa orixá, os fiéis da Umbanda costumam solicitar o seu auxílio para solucionar problemas na família, no trabalho, no amor e na gravidez, etc. 

A alcunha, criada durante a escravidão, foi a maneira mais branda de “sincretismo” encontrada pelos negros para a perpetuação de seus cultos tradicionais sem a intervenção de seus senhores, que consideravam inadimissíveis tais “manifestações pagãs” em suas propriedades."

Etimologia: "Aioká" é uma possível corruptela de Abeokuta, cidade nigeriana onde, segundo as lendas, teria nascido Iemanjá...

Na mitologia ioruba, o dono do mar é Olokun, que é pai de Iemanjá, sendo ambos de origem Egbá. Yemojá é saudada como Odò ("rio")ìyá ("mãe") pelo povo Egbá, por sua ligação com Olokun, orixá do mar (masculino no Benim e feminino em Ifé), referida como sendo a "rainha do mar" em outros países. É cultuada no rio Ògùn, em Abeokuta.
História

Pierre Verger, no livro Dieux d'Afrique , registrou: "Iemanjá é o orixá das águas doces e salgadas dos Egbá, uma nação yoruba estabelecida outrora na região entre Ifé e Ibadan, onde existe ainda o rio Yemoja . As guerras entre nações yorubas levaram os Egbá a emigrar na direção oeste, para Abeokuta, no início do século XIX. Não lhes foi possível levar o rio, mas transportaram consigo os objetos sagrados, suportes do axé da divindade. O rio Ògùn, que atravessa a região, tornou-se, a partir de então, a nova morada de Iemanjá. Este rio Ògùn não deve, entretanto, ser confundido com Ògún (Ogum), o orixá do ferro e dos ferreiros."

No Brasil, a orixá goza de grande popularidade entre os seguidores de religiões afro-brasileiras e até por membros de religiões distintas. Em Salvador, ocorre anualmente, no dia 2 de fevereiro, a maior festa do país em homenagem à "Rainha do Mar". A celebração
envolve milhares de pessoas que, trajadas de branco, saem em procissão até o templo mor, localizado no bairro Rio Vermelho, onde depositam variedades de oferendas, tais como espelhos, bijuterias, comidas, perfumes e toda sorte de agrados. Todavia, na cidade de São Gonçalo, os festejos acontecem no dia 10 de fevereiro.

Outra festa importante dedicada a Iemanjá ocorre durante a passagem de ano no Rio de Janeiro e em todo litoral brasileiro. Milhares de pessoas comparecem e depositam no mar, oferendas para a divindade. A celebração também inclui o tradicional "banho de pipoca" e as sete ondas que os fiéis, ou até mesmo seguidores de outras religiões, pulam como forma de pedir sorte à orixá. Na umbanda, é considerada a divindade do mar.

Qualidades:
Yemowô - que, na África, é mulher de OxaláIyamassê - é a mãe de Sàngó.Yewa - rio africano paralelo ao rio Ògún e que frequentemente é confundido em algumas lendas com Yemanjá,Olossa - lagoa africana na qual desaguam os rios Yewa e Ògún,Iemanjá Ogunté - que casa com Ògún Alagbedé,Iemanjá Asèssu - muito voluntariosa e respeitável,Iemanjá Saba ou Assabá - está sempre fiando algodão. É a mais velha.
Dia: sábado.
Data: 2 de fevereiro.
Metal: prata e prateados.

Cor: azul
Comida: manjar branco, acaçá, peixe de água salgada, bolo de arroz, ebôya, ebô e vários tipos de furá, melancia, cocada branca.

"Arquétipo dos seus filhos: voluntarioso, fortes, rigorosos, protetores, caridosos, solidários em extremo, ingênuos, amigo, tímido, vaidosos com os cabelos principalmente, altivos, temperamentais, algumas vezes impetuosos e dominadores, e tem um certo medo do mar.
Símbolos: abebé prateado, alfange, agadá, obé, peixe, couraça, adê, braceletes, e pulseiras".

Em Angola existe a crença na divindade que se chama Kianda , equivalente a Iemanja protetora dos pescadores e rainha das aguas. Faz-se todo ano a Festa da Kianda em Luanda em outros bairros praianos de Luanda, na provincia de Bengo na lagoa do Ibendoa

Em Cuba, Yemayá também tem as cores azul e branca, é uma rainha do mar negra, assume o nome cristão de La Virgen de Regla e faz parte da santería como santa padroeira dos portos de Havana. Lydia Cabrera fala em sete nomes igualmente, especificando que apenas uma Iemanjá existe, à qual se chega por sete caminhos. Seu nome indica o lugar onde ela se encontra.

"Iemanjá, rainha do mar, é também conhecida por dona Janaína, Inaê, Princesa de Aiocá e Maria, no paralelismo com a religião católica. Aiocá é o reino das terras misteriosas da felicidade e da liberdade, imagem das terras natais da África, saudades dos dias livres na
floresta.
(Jorge Amado)


fonte:Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia "Orixás da Bahia", página 293Ir para cima Yéyé omo ej/Wikipédia, a enciclopédia livre 

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