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sábado, 15 de novembro de 2014

A Lenda de Oxum – Afro-Brasileira...

Tradição iorubá
O axé é a força que assegura a existência dinâmica, que permite o acontecer e o devir. Sem ele a existência estaria paralisada, desprovida de toda possibilidade de realização. Fibra óptica da conexão com a ancestralidade O povo iorubá Todos os diversos grupos
provenientes do Sul e do Centro do Daomé e do Sudoeste da Nigéria, de uma vasta região que se convencionou chamar de YoruBaland, são reconhecidos no Brasil sob o nome genérico de nagô, portadores de uma tradição cuja riqueza deriva das culturas individuais dos diferentes reinos. Os ketu, sabe, oió, egbado, ijesa, ijebu, importaram para o Brasil seus costumes, suas estruturas hierárquicas, seus conceitos filosóficos e estéticos, sua língua, sua música, sua literatura oral e mitológica. Eles trouxeram para o Brasil sua religião - sobretudo da mesma forma que a palavra yorubá na Nigéria, ou a palavra lucumi em Cuba, o termo nagô no Brasil acabou por ser aplicado coletivamente a todos estes grupos vinculados por uma língua comum. Em suas regiões de origem, todos se consideram descendentes de um único progenitor mitológico, oduduwá, emigrantes de um mítico lugar de origem, Ilé Ife. Eles falam yorubá conhecido como eyo, falado no antigo reino de oió. Ainda são conhecidos hoje em dia com o nome de anagó, e existem outros grupos em ifónyin e ilaaró. Os yorubá do Daomé, de onde provém a maior parte dos nagô brasileiros, estão constituídos de populações que se consideram descendentes de Ife, irmanados por um mesmo mito genético. São conhecidos com o nome genérico de nagô, nagonu ou anagonu, pessoa ou povo anagó, nome constituído de anagó + nu, sufixo que, em fon, significa "pessoa". Por extensão, chamam-se anagonu, no Daomé, todos os iniciados e os sacerdotes praticantes da religião que cultua as entidades sobrenaturais de origem nagô.

Cultura popular são as manifestações dos costumes, crenças e atividades artísticas produzidas pelo povo e passadas livremente de geração a geração." A cultura brasileira é muito rica, porque tem a influência de vários povos que contribuíram para a nossa formação, como os portugueses, os indígenas e os africanos. Iremos contar um pouco da força da mitologia e a riqueza cultural da África e de seus povos, destacando contos e lendas sobre
instrumentos musicais de origem africana e lendas dos Orixás, deuses da África.
Para melhor compreensão do que iremos estudar, vamos primeiro tentar entender os gêneros textuais: mito, fábula, conto e lenda. Eles fazem parte da literatura popular, a qual é transmitida oralmente, de geração a geração. Os mitos, histórias, lendas, provérbios e adivinhações fazem parte da literatura popular,que é tão apreciada no mundo inteiro, por diferentes povos. Vamos conhecer esses gêneros:

 Mito - não é o mesmo que fábula, conto de fada ou lenda. Mitos - são narrativas utilizadas pelos povos antigos para explicar fatos da vida real e fenômenos da natureza que não eram compreendidos por eles, a exemplo do Mito da Criação do Mundo (Cosmologia). Os mitos se utilizam de muita simbologia, personagens sobrenaturais, deuses, semi-deuses e heróis para explicar a origem das coisas. Está relacionado com uma dada cultura e/ou religião e procura explicar os principais acontecimentos da vida, os fenômenos naturais, as origens do Mundo e do Homem por meio de criaturas sobrenaturais, como: deuses, semi-deuses e heróis. Um dos objetivos do mito, portanto, é explicar pela imaginação e pela fantasia, fatos que a ciência não explica. Todos os povos possuem seus mitos. Alguns assuntos como a criação do mundo, deram origem a vários outros, fazendo com que os vários povos da Terra tenham a sua própria explicação para a origem do mundo.


"Mitologia é o estudo e interpretação do mito e do conjunto de mitos de uma
determinada cultura."

 Exemplos: mitologia grega, mitologia romana, mitologia africana e mitologia egípcia (do Egito - país situado no Norte da África).

Oxum
É deusa das águas doces. É também a deusa do ouro, da fecundidade, do jogo de búzios e do amor. Veste amarelo, dourado, rosa e azul claro. Seu fio de contas é feito de contas de vidro amarelo claro ou escuro ou de louça amarelo claro, dependendo da qualidade.

Dança com um espelho-leque na mão, o Abebê, e pode usar espada, quando é de qualidade guerreira. É a segunda (e a mais amada) esposa de Xangô. Seu dia é sábado. Saudamo-la assim: Ora Ieiê Ô!



Lenda: Oxum queria saber o segredo do jogo de búzios que pertencia a Exu e este não queria lhe revelar. Ela então procura na floresta as feiticeiras, chamadas YAMI OXORONGÁ. As feiticeiras perguntam a Oxum o que faz ali e ela lhes pede como enganar a Exu e conseguir o segredo do jogo de búzios. As feiticeiras a muito querendo pregar uma peça a Exu, ensinaram toda a sorte de magias a Oxum, mas exigiram que ela lhes fizesse uma oferenda a cada feitiço realizado. Oxum concordou e foi procurar Exu.

Ao chegar perto do reino de Exu, este desconfiado perguntou-lhe o que queria por ali, que ela deveria embora e que ele não a ensinaria nada. Ela então o desafia a descobrir o que tem entre os dedos. Exu se abaixa para ver melhor e ela sopra sobre seus olhos um pó mágico

que ao cair nos olhos de Exu o cega e arde muito. Exu gritava de dor e dizia;

- Eu não enxergo nada, cadê meus búzios?

- Oxum fingindo preocupação, respondia:


- Búzios? Quantos são eles?

- Dezesseis, respondeu Exu, esfregando os olhos.

- Ah! Achei um, é grande!

- É Okanran, me dê ele.

- Achei outro, é menorzinho!

- É Eta-Ogundá, passa pra cá…


"E assim foi até que ela soube todos os segredos do jogo de búzios, Ifá o Orixá da adivinhação, pela coragem e inteligência da Oxum, resolveu-lhe dar também o poder do jogo e dividí-lo com Exu".

Um afro abraço.

fonte: unegro - povos tradicionais
CACCIATORE, Olga Gudolle. Dicionário de cultos afro-brasileiros. Rio de Janeiro:Forense Universitária, 1977/LOPES, Nei. Dicionário Escolar Afro-Brasileiro. São Paulo: Selo Negro, 2006/PRANDI, Reginaldo. Mitologia dos orixás. São Paulo: Companhia das Letras, 2000
Contos e lendas afro-brasileiros – a criação do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007

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