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quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

01 de Janeiro - Dia Mundial da Paz e os conflitos de sangue...

O Dia Mundial da Paz, inicialmente chamado simplesmente de Dia da Paz foi criado pelo Papa Paulo VI, com uma mensagem datada do dia 8 de dezembro de 1967 , para que o primeiro fosse celebrado sempre no primeiro dia do ano civil (1 de janeiro), a partir de 1968, coisa que acontece até hoje.


No dia 1º de Janeiro celebra-se o Dia Mundial da Paz. Não poderia haver data melhor. A cada ano que começa é como se zerássemos tudo e começássemos de novo. Tudo pode ser esquecido e, sobretudo, perdoado, condição essencial para a paz. No primeiro dia do ano, data em que se celebra o dia Mundial da Paz, a história registra 18 conflitos que ameaçam a milhares de pessoas em todo o planeta. São guerras entre países e conflitos civis que têm como saldo mais de 1000 mortes por semana. Os continentes com maiores índices de desentendimentos são a África e a Ásia, onde se destacam o combate entre civis da Nigéria e a secular guerra entre palestinos e israelenses. Em decorrência da intolerância, no último ano morreram 105 mil cristãos somente por motivos religiosos...

No final de 1994, Ano Internacional da Família, dirigi uma Carta às crianças do mundo inteiro, pedindo-lhes para rezarem a fim de que a humanidade se torne, cada vez mais, a família , capaz de viver na concórdia e na paz. Além disso, não deixei de manifestar profunda preocupação pelas crianças vítimas de guerras e de outras formas de violência, chamando a atenção da opinião pública mundial para essas graves situações.

Ao iniciar o ano novo, o meu pensamento dirige-se uma vez mais para as crianças, com seus legítimos anseios de amor e serenidade. Dentre elas, sinto o dever de recordar, em especial, as crianças provadas pelo sofrimento, que frequentemente chegam à idade adulta sem nunca terem feito a experiência do que seja a paz.

As crianças, vítimas da guerra...

A proteção especial, reconhecida à infância pelas normas internacionais, tem sido amplamente descurada, e os conflitos regionais e inter-raciais, agravados desmedidamente, invalidam a tutela prevista nas normas humanitárias. As crianças chegaram até a servir de alvo para os franco-atiradores, as suas escolas foram deliberadamente destruídas, e bombardeados os hospitais onde eram curadas. Perante aberrações tão monstruosas, como não levantar a voz numa condenação unânime? O assassínio deliberado de uma criança constitui um dos sinais mais desconcertantes do eclipse de qualquer respeito pela vida humana.

Ao lado das crianças assassinadas, quero recordar as que ficaram mutiladas durante as guerras ou em consequência das mesmas. Por fim, assomam ao meu pensamento as crianças sistematicamente perseguidas, violentadas, eliminadas durante as chamadas «depurações étnicas».

Não existem só crianças que sofrem a violência das guerras; tantas delas são constrangidas a tornarem-se suas protagonistas. Em alguns países, chegou-se ao ponto de obrigar rapazes e raparigas, ainda muito novos, a prestarem serviço nas fileiras militares das facções em luta. Aliciados pela promessa de alimento e de instrução escolar, acabam encerrados em acampamentos isolados, onde sofrem fome e maus tratos, sendo instigados a matar sem consideração por ninguém, nem mesmo pelas pessoas da sua própria aldeia. Muitas vezes, são mandados na dianteira a limpar os campos minados. Evidentemente a vida deles vale muito pouco, para quem assim dela se serve!

As crianças, vítimas de várias formas de violência...

Milhões de crianças sofrem por causa de outras formas de violência, presentes tanto nas sociedades a braços com a miséria como nas sociedades desenvolvidas. Muitas vezes, são violências menos vistosas, mas nem por isso menos terríveis.


Numerosas são as crianças que acabam por ter a rua como o único ambiente de vida: fugidas de casa, ou abandonadas pela família, ou simplesmente privadas desde sempre de um ambiente familiar, vivem de expedientes, em estado de total abandono, consideradas por muitos como escória, de que será bom desfazer-se.

6. A violência contra as crianças também existe, infelizmente, nas famílias que vivem em condições de bem-estar e abundância. Por sorte, não se trata de fenómenos frequentes, mas é importante não os ignorar. Acontece, por vezes, dentro das próprias paredes do lar e por obra mesmo das pessoas em quem era justo repor inteira confiança, que os meninos sofrem prevaricações e abusos, com efeitos devastadores para o seu desenvolvimento.

Muitas são, também, as crianças que têm de suportar os traumas provenientes das tensões entre os pais, ou da própria desagregação familiar. A preocupação pelo bem delas não consegue frenar resoluções, frequentemente ditadas pelo egoísmo e a hipocrisia dos adultos. Por detrás de uma aparência de normalidade e de serenidade, tornada ainda mais cativante pela abundância de bens materiais, as crianças são, por vezes, obrigadas a crescer numa triste solidão, sem uma guia justa e amorosa, nem adequada formação moral. Abandonadas a si mesmas, encontram o seu principal ponto de referência na televisão, cujos programas propõem, tantas vezes, modelos de vida irreais ou corruptos, frente aos quais o seu discernimento ainda frágil não é capaz de reagir.

Como maravilhar-se de que uma violência tão multiforme e insidiosa acabe também por penetrar no seu coração jovem, mudando o seu entusiasmo natural em desencanto ou cinismo, e a sua bondade espontânea em indiferença e egoísmo? Deste modo, correndo atrás de ideais falaciosos, a infância arrisca-se a encontrar amargura e humilhação, hostilidade e ódio, absorvendo a insatisfação e o vazio de que está impregnado o ambiente circundante. É bem sabido como as experiências da infância têm repercussões profundas e, por vezes, irremediáveis sobre toda a existência.

É difícil esperar que, um dia, as crianças saibam construir um mundo melhor, quando faltou um empenhamento concreto na sua educação para a paz. Elas têm necessidade de «aprender a paz»: é um seu direito, que não pode ser descurado.

Se liga:

A sociedade brasileira é constituída por diferentes grupos étnico-raciais que a caracterizam, em termos culturais, como uma das mais ricas do mundo. Entretanto, sua história é marcada por desigualdades e discriminações, especificamente contra negros e indígenas, impedindo, desta forma, seu pleno desenvolvimento econômico, político e social.


A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), desde sua fundação, declara que elucidar a contribuição dos diversos povos para a construção da civilização, seria um meio de favorecer a compreensão sobre a origem dos conflitos, do preconceito, da discriminação e da segregação raciais que assolam o mundo. Com essa concepção, a UNESCO no Brasil vem contribuindo com as diversas instâncias do governo, da sociedade civil organizada e da academia, na elaboração e no desenvolvimento de ações que possam respeitar as diferenças e promover a luta contra as distintas formas de discriminação, entre elas, a étnico-racial.

A atuação, em diferentes frentes áreas e temáticas, possibilitam que a UNESCO, ao longo de sua história, acumule sólida experiência. A abordagem transversal e as ações intersetoriais, têm sido priorizadas como um método rico e eficaz para o reconhecimento da diversidade étnico-racial e cultural que constitui a sociedade brasileira e também, para a consolidação de um país promotor de igualdade de direitos.


Em uma época de tantos conflitos, de tanta desigualdade e sofrimento, o novo ano surge como uma possibilidade de fazermos tudo diferente e melhor. Além da paz mundial e da paz em nossa sociedade, precisamos também exercê-la em nossas relações, cultivando a paz de espírito.

Como o dia 1º de janeiro foi escolhido pela ONU como o dia da Confraternização Universal, muitos países também comemoram essa data com esse sentido de confraternização.

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, ou por sua origem, ou sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se elas podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar, pois o amor chega mais naturalmente ao coração humano do que o seu oposto. A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta.

Nelson Mandela
Um afro abraço.

fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre

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