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terça-feira, 1 de maio de 2012

Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza pela ótica do Movimento Negro ...

Em 2012, a Rio+20 será a nova vedete dos encontros internacionais. Com a crise financeira na Europa e Estados Unidos, é possível que vejamos uma discussão sobre como garantir a continuidade da bonança nos emergentes, como Brasil, China e Índia, com a proteção do meio ambiente. O bom e velho desenvolvimento sustentável. Na discussão da Economia Verde, objeto de tantas controvérsias e questionamentos, há uma questão que recebeu menos atenção e que a precede. Em debate, a polêmica entre o descrescimento e o desacoplamento.
A consciência de uma Terra em crise, que emergiu a partir de meados do século XX, vem criando uma maior aproximação entre o pensamento ocidental e o oriental, daí resultando, pelo menos no discurso ambientalista, uma filosofia planetária de “homem com natureza”, “homem comambiente” (cosmologia holística) Contexto Ecológico-Evolutivo do Desenvolvimento Sustentável O homem é um resultado tardio da evolução cósmica. Os ancestrais da espécie humana atual (Homo sapiens sapiens) surgiram há apenas 3,5 milhões de anos, aproximadamente. A emergência do homem ocorreu quando a vida já existia há quase 4 bilhões de anos, num planeta singular um pouco mais antigo (5 bilhões de anos), e num Universo com o triplo da idade da Terra (15 bilhões de anos).
Da Idéia ao Conceito Básico de Desenvolvimento Sustentável O ano de 1945 foi um divisor de águas para o mundo todo. Ao término da Segunda Guerra Mundial, as explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki mostraram de modo incontestável que a ciência e a tecnologia podem atropelar o progresso moral da humanidade. Como resultado, foi criada a ONU, e foram promulgadas as grandes declarações universais de direitos humanos. Realização Prática do Desenvolvimento Sustentável: Um Ato Político. A realização prática do desenvolvimento sustentável representará uma profunda reordenação no modo humano de perceber, pensar e agir em relação ao mundo em todas as suas dimensões. Contudo, o desenvolvimento sustentável não ocorrerá espontaneamente. Afinal, representa uma ameaça à ordem mundial estabelecida - às práticas econômicas convencionais; à noção clássica e absoluta de soberania; aos valores inerentes ao psicomaterialismo; à educação como processo de manipulação; à atomização corporativista do conhecimento e de sua aplicação; ao modo tradicional, lientelista, de se fazer política; enfim, ao modelos sócio-econômicos e políticos vigentes, que tendem a perpetuar as relações opressor-oprimido num contexto ambiental presidido por uma visão imediatistae utilitarista.
O Brasil chega à Rio+20 com o discurso de que é uma das maiores economias do mundo, possui 73% de energia renovável e reduziu o desmatamento na Amazônia. Ou seja, um exemplo. Caracterizado como “o compromisso com o desenvolvimento sustentável e a imperiosa necessidade de erradicação da pobreza”, pretende transformar a atual “economia marrom” , na terminologia do PNUMA (Conselho Governante do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) em “economia verde”, o que implica no desacoplamento entre o uso dos recursos e os impactos ambientais do crescimento econômico, a partir de investimentos, tanto públicos quanto privados, que forneçam o mecanismo para a reconfiguração das empresas, da infraestrutura e das instituições e a adoção de processos de consumo e de produção sustentáveis. E, com isso, continuaríamos a crescer. Esta “consciência, amiúde, é difícil de descobrir porque não utiliza a linguagem da ecologia científica, mas linguagens locais como a dos direitos territoriais indígenas ou a linguagem religiosa”
As denúncias de biopirataria (apropriação do conhecimento tradicional de povos indígenas) se incluem no ambientalismo dos pobres, cujo crescimento no mundo se deve a sérios conflitos ecológicos distributivos freqüentes Assistiu-se a uma espécie de epistemicídio, ou seja, à destruição de algumas formas de saber locais, à inferiorização de outros, des¬perdiçando-se, em nome dos desígnios do colonialismo, a riqueza de perspectivas pre-sente na diversidade cultural e nas multifa¬cetadas visões do mundo por elas protagonizadas. Alguns problemas ambientais de 2012. .Nos dias 06 e 07 de março, a Câmara dos Deputados vota texto do Código Florestal aprovado no Senado em 2011. O texto seguirá para sanção de Dilma enquanto movimento Veta Dilma faz barulho 2.Novas usinas na Amazônia, no rio Teles Pires e, principalmente, nas corredeiras de São Luiz do Tapajós serão as novas polêmicas entre Ibama, governo e sociedade civil 3. A ministra Izabella Teixeira vai finalmente reformar o Ministério do Meio Ambiente após debandada de chefes em secretarias importantes. 4.Apesar de não se esperar acordos expressivos, a Rio+20 vai mobilizar um grande número de organizações não governamentais, empresas, universidades no Brasil e no Mundo. 5.O Brasil comemorou o menor desmatamento da história em 2011. Mas tem muita gente de olho nos satélites para saber se tendência vai ser mantida. Principalmente após aprovação do Código Florestal.
A convocatória para a Rio +20 forneceu uma oportunidade importante para: - Construir a cúpula das Metas de Desenvolvimento para o Milênio (MDG) no ano passado – dez anos dentro das MDG e faltando cinco anos para 2015, que busca compreender a importância estratégica do nexo entre ambiente e desenvolvimento. O ambiente é transversal a todas as outras metas sendo a água um dos fatores mais importantes e vitais. - Empreender uma revisão crítica do porque nós continuamos incapazes reconciliar de modo consistente a economia, a sociedade e o ambiente e para identificar os quadros e pontos de vista institucionais apropriados que podem melhor contemplar esses esforços.
- Trazer o tema da inclusão e inclusividade de modo mais central nas discussões e políticas para o desenvolvimento sustentável. Até agora, a inclusão tem sido feita à margem do desenvolvimento sustentável. Frequentemente, nós descobrimos que relacionar pobreza, desigualdade e ambiente permanece sendo o elemento mais fraco da política pública. Ainda que a Agenda 21 tenha apontado claramente para a necessidade de se considerar e integrar as considerações de gênero ao planejamento e as políticas ambientais, só nos últimos anos que o gênero tem tido mais visibilidade no discurso e no texto político de MEAs como a UNFCCC. Seminário Desenvolvimento Sustentável e Erradicação da Pobreza pela ótica do Movimento Negro,que aconteceu no ultimo dia 28 e 29 de Abril deve apresentar um documento unificado do movimento negro brasileiro a ser divulgado na proxima semana e ser entregue duranteo Rio +20. Organização: Comitê Facilitador do Movimento Negro Brasileiro para a Rio +20 Apoio: Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) Coordenação do Comitê Facilitador do Movimento Negro Brasileiro para a Rio +20: Cláudio Humberto, Damião Braga e Yedo Ferreira, militantes do movimento negro do Rio de Janeiro; Edson França, da União de Negros pela Igualdade (UNEGRO);Ronaldo Santos,da Coordenação Nacional de Quilombos (CONAQ); Sandra Mariano, da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN).
fonte: José Maria G. de Almeida Jr. “Desenvolvimento Sustentável: A Universidade e aÉtica do Planeta Harmônico e da Cidadania Plena”. Educ. Bras. 15(31):37-55, 1993. 9 Ver José Maria G. de Almeida Jr. “Uma Proposta de Ecologia Humana para o Cerrado”. In: Maria Novaes Pinto, Org. Cerrado – Caracterização, Ocupação e Perspectivas, 2ª ed. rev. e ampl. Brasília,EDUnB/SEMATEC, 1994.

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