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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Seminário Intolerância Religiosa-Itu/SP









Seminário Intolerância Religiosa e Racismo Faz Mal a Saúde- Neste final de semana, durante os dias 24 e 25 de junho de 2011, realizamos o Seminário Intolerância Religiosa e Racismo Faz Mal a Saúde, na cidade de Itu, interior de SP, onde contamos com a presença de 210 pessoas, nos dois dias do evento,sendo entre estas 20 secretários de saúde da região. Foram distribuidos nas pastas os seguintes materiais: as cartilhas da Política Integral de Saúde da População Negra, o Boletim da Rede Lai Lai Apejo - População Negra e Aids,Estatuto da Igualdade Racial, Preservativos,Cartilhas sobre Anemia Falciforme, Hanseniase e folhetos sobre Tuberculose. A abertura do evento foi na sexta, dia 24/06,na Camara Municipal de Vereadores, iniciando com a palestra de Deise Benedito, Assessora Especial da SDH - Secretaria de Direitos Humanos e Mãe Zilmar Duarte, da Comissão de Combate a Intolerância Religiosa/RJ, que falaram sobre o intenso trabalho que vem desenvolvendo nos ataques das igrejas neopentecontais e intolerantes as Religiões de Matrizes Africanas.



O segundo dia, sábado dia 25, o evento foi no auditório da Prefeitura Municipal, com coordenação da primeira mesa sendo do coordenador municipal de dst/aids da cidade de Itu,André Renato, que faz parte do comitê estadual inter religioso, mesa onde estavam palestrando Damiana Neto, do Departamento Nacional de Dst/Aids, Baba Dyba de Yemonja/Renafro/Saúde e Arnaldo Marcolino, do Conselho Nacional de Saúde. Esta mesa enfatizou sobre as questões de aids e racismo, o trabalho realizado pelas religiões de matrizes africanas no campo da saúde e da prevenção de dst/aids nos terreiros, a importância do povo de terreiro em participar da Conferência nacional de saúde e estar presente nos conselhos municipais, estaduais e nacional de saúde, além do desafio da implementação da Política Nacional de Saúde da População Negra.



Na segunda mesa estiveram presentes Makota Célinha, do Cenarab e Conselheira Nacional do CNPIR/SEPPIR, e a jornalista Eli Antonelli, da Revista Brasis Afro, a primeira explanou sobre os direitos e deveres dos terreiros,registro, como escrever e enviar projetos, prestação de contas, e a segunda falou sobre os terreiros nos espaços da mídia e o que fazer para se reverter esse quadro.



A terceira e última mesa estavam presentes Liege Vicente/Coordenadora Estadual da Juventude da Unegro e integrante do Fórum da Juventude Negra e Deivison Nkosi/Kilombagem/Rede Nacional de Controle de Saúde da População Negra, que falaram sobre a saúde da juventude negra, o trabalho da juventude nos terreiros, efeitos do racismo na juventude negra e política de saúde da população negra.
Entre os direcionamentos do seminário, ficou acordado um comitê regional de saúde da população negra, pois na avaliação dos secretários presentes e dos participantes do seminário, infelizmente o comitê estadual daqui do Estado de SP está parado, e a realidade do interior e da capital são bem distintas.



Na questão do enfrentamento a aids/dst, e outras enfermidades referentes a saúde da população negra, os secretários de saúde presentes no evento se comprometeram a chamar as religiões de matrizes africanas e criar grupos de trabalho, entre gestores de saúde e comunidade de terreiros,com atividades tanto nos espaços de saúde,como nos terreiros. Houve uma discussão calorosa sobre a tuberculose, pois vem aumentando assustadoramente os índices e se há necessidade de se fazer um trabalho mais efetivo nessa área, com campanhas de prevenção e atividades concretas.



Encaminhamentos: Na próxima semana haverá uma reunião em uma das regionais de saúde daqui do interior/SP,onde estaremos presentes, marcando mais três atividades e desde já informo que nos próximos seminários e atividades pontuais haverá a necessidade de alguma pessoa da SEGP/MS, estarem presentes nas próximas atividades, para estreitar os laços de comprometimento perante as secretarias de saúde e da Rede Lai Lai Apejo, para se reforçar no tema aids e população negra, além do Batalhão da Polícia Militar,Ministério Público, maior articulação com a Seppir, Ministério da Justiça e Sedh, para solidificar o combate a intolerância religiosa.


foto: MÃE LUCIA DE OXUM E MÃE CONCEIÇÃO DE L'ISSA(Coordenadora de Mulheres e CTSPN/RJ)


fonte: Rede nacional de religião e saude

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